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Cinemática do trauma, Notas de estudo de Enfermagem

TRAZ A IMPORTÂNCIA DA CINEMÁTICA DO TRAUMA NO APH

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 07/05/2010

danilo-coronel-9
danilo-coronel-9 🇧🇷

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UNIDERP – Curso de Enfermagem. Disciplina de Urgência pré-hospitalar.
CINEMÁTICA DO TRAUMA
Processo de análise e avaliação da cena do acidente, com intuito de se estabelecer
um diagnósco o mais precoce possível das lesões resultantes da energia, força e
movimentos envolvidos. O tratamento bem sucedido dos traumazados depende da
iden�ficação das lesões ou das possíveis lesões e de uma boa avaliação.
As condições de avaliação e o atendimento ao traumazado podem ser divididos em
três fases: pré-colisão, colisão, pós-colisão.
PRÉ-COLISÃO: inclui os eventos que precedem o incidente, como ingestão de álcool e drogas,
doenças preexistentes, estado mental do paciente.
COLISÃO: Inicia-se no momento do impacto. Esmar a força de impacto e quandade de
energia transferida para a ma. Na maioria dos traumas ocorrem três impactos: (1) o
impacto dos dois objetos, (2) o impacto dos ocupantes com o veículo, (3) o impacto dos
órgãos dentro dos ocupantes.
PÓS-COLISÃO: Começa tão logo a energia da colisão é absorvida e o doente é traumazado.
As informações obdas reforçam o diagnósco de suspeita. O socorrista deve traduzir estas
informações em previsão de lesões e tratamento adequado.
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS:
PRIMEIRA LEI DO MOVIMENTO DE NEWTON: Arma que um corpo em repouso
permanecerá em repouso e um corpo em movimento permanecerá em movimento,
a menos que uma força externa atue sobre ele.
LEI DA CONSERVAÇÃO DA ENERGIA: arma que a energia não pode ser criada nem
destruída, mas pode mudar de forma. Um objeto em movimento para que ele pare
completamente, deve perder toda a sua energia convertendo-a em outra forma de
energia, ou transferindo esta energia para outro objeto.
CAVITAÇÃO: Um objeto em movimento ange o corpo humano, ou quando o corpo
humano em movimento ange um objeto parado. O tecido do corpo humano é
arremessado para longe de sua posição original criando uma cavidade.
CAVITAÇÃO TEMPORÁRIA: É causada por esramento dos tecidos; surge no momento do
impacto, os tecidos conservam sua elascidade e retomam a sua condição inicial.
CAVITAÇÃO PERMANENTE: É causada por compressão ou laceração dos tecidos.
TRANSFERÊNCIA DE ENERGIA (DENSIDADE/ ÁREA DE CONTATO): Quanto mais denso
o tecido, maior o número de parculas angidas por um objeto em movimento.
Portanto, a quandade de energia transferida dependerá do po de órgão que sofre
o impacto. A quandade de energia transferida que causaria danos na ma
depende, da energia do objeto e da densidade do tecido no trajeto da transferência
de energia.
CLASSIFICAÇÃO DO TRAUMA
COLISÕES:
ACIDENTES QUE PRODUZEM DESACELERAÇÃO RÁPIDA ACARRETAM EM TRÊS COLISÕES:
1. O VEÍCULO COLIDE COM UM OBJETO OU OUTRO VEÍCULO;
2. O OCUPANTE NÃO CONTIDO COLIDE COM A PARTE INTERNA DO VEÍCULO;
3. OS ORGÃO INTERNOS DO OCUPANTE COLIDEM UNS COM OS OUTROS OU COM A
PAREDE DA CAVIDADE QUE OS CONTÉM.
COLISÃO AUTOMOBILÍSTICA
As colisões automobilíscas podem ser divididas em cincos pos:
1. IMPACTO FRONTAL;
2. IMPACTO TRASEIRO;
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UNIDERP – Curso de Enfermagem. Disciplina de Urgência pré-hospitalar.

CINEMÁTICA DO TRAUMA Processo de análise e avaliação da cena do acidente, com intuito de se estabelecer um diagnós�co o mais precoce possível das lesões resultantes da energia, força e movimentos envolvidos. O tratamento bem sucedido dos trauma�zados depende da iden�ficação das lesões ou das possíveis lesões e de uma boa avaliação. As condições de avaliação e o atendimento ao trauma�zado podem ser divididos em três fases: pré-colisão, colisão, pós-colisão. PRÉ-COLISÃO: inclui os eventos que precedem o incidente, como ingestão de álcool e drogas, doenças preexistentes, estado mental do paciente. COLISÃO: Inicia-se no momento do impacto. Es�mar a força de impacto e quan�dade de energia transferida para a ví�ma. Na maioria dos traumas ocorrem três impactos: (1) o impacto dos dois objetos, (2) o impacto dos ocupantes com o veículo , (3) o impacto dos órgãos dentro dos ocupantes. PÓS-COLISÃO: Começa tão logo a energia da colisão é absorvida e o doente é trauma�zado. As informações ob�das reforçam o diagnós�co de suspeita. O socorrista deve traduzir estas informações em previsão de lesões e tratamento adequado.

PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS:

  • PRIMEIRA LEI DO MOVIMENTO DE NEWTON: Afirma que um corpo em repouso permanecerá em repouso e um corpo em movimento permanecerá em movimento, a menos que uma força externa atue sobre ele.
  • LEI DA CONSERVAÇÃO DA ENERGIA: afirma que a energia não pode ser criada nem destruída, mas pode mudar de forma. Um objeto em movimento para que ele pare completamente, deve perder toda a sua energia convertendo-a em outra forma de energia, ou transferindo esta energia para outro objeto.
  • CAVITAÇÃO: Um objeto em movimento a�nge o corpo humano, ou quando o corpo humano em movimento a�nge um objeto parado. O tecido do corpo humano é arremessado para longe de sua posição original criando uma cavidade. CAVITAÇÃO TEMPORÁRIA: É causada por es�ramento dos tecidos; surge no momento do impacto, os tecidos conservam sua elas�cidade e retomam a sua condição inicial. CAVITAÇÃO PERMANENTE: É causada por compressão ou laceração dos tecidos.
  • TRANSFERÊNCIA DE ENERGIA (DENSIDADE/ ÁREA DE CONTATO): Quanto mais denso o tecido, maior o número de par�culas a�ngidas por um objeto em movimento. Portanto, a quan�dade de energia transferida dependerá do �po de órgão que sofre o impacto. A quan�dade de energia transferida que causaria danos na ví�ma depende, da energia do objeto e da densidade do tecido no trajeto da transferência de energia.

CLASSIFICAÇÃO DO TRAUMA

COLISÕES:

ACIDENTES QUE PRODUZEM DESACELERAÇÃO RÁPIDA ACARRETAM EM TRÊS COLISÕES:

  1. O VEÍCULO COLIDE COM UM OBJETO OU OUTRO VEÍCULO;
  2. O OCUPANTE NÃO CONTIDO COLIDE COM A PARTE INTERNA DO VEÍCULO;
  3. OS ORGÃO INTERNOS DO OCUPANTE COLIDEM UNS COM OS OUTROS OU COM A PAREDE DA CAVIDADE QUE OS CONTÉM. COLISÃO AUTOMOBILÍSTICA As colisões automobilís�cas podem ser divididas em cincos �pos:
  4. IMPACTO FRONTAL;
  5. IMPACTO TRASEIRO;

3. IMPACTO LATERAL;

4. IMPACTO ANGULAR;

5. CAPOTAMENTO.

  • IMPACTO FRONTAL: A intensidade do estrago no carro indica sua velocidade aproximada no momento do impacto. Quanto maior a velocidade do veículo, maior a transferência de energia e maior a probabilidade de que os ocupantes tenham lesões graves. LESÕES PROVÁVEIS – TRAJETÓRIA POR CIMA: o movimento do corpo para a frent leva-o para cima, sobre o volante. TRAUMA CRANIANO, COLUNA CERVICAL; FRATURAS DE COSTELAS, AFUNDAMENTO DO TÓRAX, CONTUSÃO PULMONAR, PNEUMOTÓRAX, CONTUSÃO MIOCÁRDICA OU LESÕES DOS GRANDES VASOS, RUPTURAS DE ORGÃOS ABDOMINAIS (FÍGADO E BAÇO, VASOS RENAIS).

LESÕES PROVÁVEIS- TRAJETÓRIA POR BAIXO: o ocupante con�nua a mover-se para baixo em direção ao assento e para frente em direção ao painel ou à coluna de direção. LUXAÇÃO OU FRATURA DE TORNOZELO, DE JOELHO, RUPTURA DE LIGAMENTOS OU TENDÕES DO JOELHO, LESÃO DA ARTÉRIA POPLÍTEA, FRATURA DE FÊMUR,LUXAÇÃO POSTERIOR DA ARTICULAÇÃO DO ACETÁBULO.

  • IMPACTO TRASEIRO LESÕES PROVÁVEIS: Se o encosto da cabeça não es�ver bem posicionado para mover a cabeça junto com o tronco, então o corpo em contato com o carro será acelerado antes da cabeça. Pode ocorrer ruptura de ligamentos, lesão cervical.
  • IMPACTO LATERAL LESÕES PROVÁVEIS: TRAUMA DE CRÂNIO, LUXAÇÃO OU FRATURA DAS VERTEBRAS CERVICAIS, TÓRAX INSTÁVEL LATERAL, PNEUMOTÓRAX, RUPTURA TRAUMÁTICA DA AORTA OU DIAFRAGMA, FRATURA DE PELVE, LESÃO DO BAÇO OU FÍGADO. OBSERVAR LESÕES ENTRE OS OCUPANTES DO VEÍCULO, POR LESÃO SECUNDÁRIA COM OUTROS PASSAGEIROS.
  • IMPACTO ANGULAR RESULTAM EM LESÕES QUE SÃO UMA COMBINAÇÃO DAS COLISÕES COM IMPACTO FRONTAL E LATERAL. LESÕES MAIS GRAVES SÃO OBSERVADAS NA VÍTIMA MAIS PRÓXIMO DO PONTO DE IMPACTO.
  • CAPOTAMENTO LESÕES MAIS GRAVES OCORREM COMO RESULTADO DA FALTA DE CONTENÇÃO; OS OCUPANTES PODEM SER EJETADOS E ESMAGADOS PELO PRÓPRIO VEÍCULO OU SOFREREM LESÕES PELO IMPACTO COM O CHÃO.

DISPOSITIVOS DE CONTENÇÃO:

  • CINTO DE SEGURANÇA: O USO CORRETO TRANSFERE A FORÇA DO IMPACTO DO CORPO DA VÍTIMA PARA O CINTO DE SEGURANÇA, A PRESSÃO DO IMPACTO É ABSORVIDA PELA PELVE E PELO TÓRAX.
  • AIR BAGS: ABSORVEM A ENERGIA, AMORTECENDO O IMPACTO DO CORPO CONTRA O INTERIOR DO VEÍCULO, PODEM CAUSAR ABRASÕES; INFLAM E DESINFLAM RAPIDAMENTE, NÃO SÃO EFICIENTES EM IMPACTOS TRASEIRO, LATERAL, CAPOTAMENTO E SEGUNDO IMPACTO.

COLISÕES DE MOTOCICLETA

  • IMPACTO FRONTAL: O MOTOCICLISTA COLIDE COM GUIDÃO. LESÕES PROVÁVEIS: TRAUMA CRANIANO, TÓRAX, ABDOME, OU PELVE, DEPENDENDO DA PARTE DO CORPO QUE COLIDIR COM O GUIDÃO. O MOTOCLICLISTA PERMANECE COM OS PÉS NOS PEDAIS:

LESÕES POR ARMA BRANCA- ARMAS DE BAIXA ENERGIA. ESSAS ARMAS PRODUZEM

LESÃO SOMENTE COM AS PONTAS AFIADAS.

FERIMENTO POR ARMA BRANCA NA REGIÃO INFERIOR DO TÓRAX PODE LESAR ESTRUTURAS

TORÁCICAS BEM COMO INTRA-ABDOMINAIS. AVALIAR O SEXO DO AGRESSOR, HOMENS

POSSUEM TENDÊNCIA DE ESFAQUEAR COM O IMPULSO PARA CIMA, AO PASSO QUE AS

MULHERES TENDEM A ESFAQUEAR PARA BAIXO. O FERIMENTO PODE SER PEQUENO NA

ENTRADA, MAS A LESÃO INTERNA PODE SER EXTENSA.

LESÕES POR ARMA FOGO- ARMAS DE MÉDIA E ALTA ENERGIA

O TAMANHO DA ÁREA DE SUPERFÍCIE FRONTAL DO PROJÉTIL É INFLUENCIADO POR TRÊS

FATORES: PERFIL, ROLAMENTO E FRAGMENTAÇÃO.

PERFIL: DESCREVE O TAMANHO INICIAL DE UM OBJETO E SE ESSE TAMANHO MUDA NO

MOMENTO DO IMPACTO. SE O PROJÉTIL COLIDIR COM A PELE E SE DEFORMAR, ATINGE

UMA ÁREA MAIOR DE TECIDO, RESULTANDO EM MAIS LESÃO.

ROLAMENTO: INDICA QUE O PROJÉTIL ROLA E ASSUME DENTRO DO CORPO UM ÂNGULO

DIFERENTE DO QUE TINHA AO ENTRAR NO CORPO.

FRAGMENTAÇÃO: INDICA QUE O PROJÉTIL DEPOIS DE ENTRAR NO CORPO, ROMPE-SE. SE O

PROJÉTIL SE FRAGMENTAR, ELE SE ESPALHA SOBRE UMA ÁREA MAIOR.

ESTAS VARIÁVEIS INFLUENCIAM NA EXTENSÃO E DIREÇÃO DA LESÃO

OUTROS FATORES QUE CONTRIBUEM PARA O DANO TECIDUAL:

FORMAÇÃO DE VACUO/CONTAMINAÇÃO DO FERIMENTO;

DISTÂNCIA DO DISPARO;

A LESÃO TECIDUAL OCORRE NO LOCAL DE ENTRADA NO CORPO, NO TRAJETO DA

BALA E NO LOCAL DE SAÍDA DO CORPO.

FERIDA DE ENTRADA: APRESENTA-SE REDONDO OU OVAL, PEQUENA ÁREA DE ABRASÃO

(RÓSEA OU PRETA), SE A BOCA DA ARMA DE FOGO É COLOCADA CONTRA A PELE, OS GASES

EM EXPANSÃO PENETRAM NO TECIDO E PRODUZEM CREPITAÇÃO, QUEIMADURAS 5 A 7 CM,

ADERÊNCIA DA FUMAÇA E IMPREGNAÇÃO DA PÓLVORA;

FERIDA DE SAÍDA: APRESENTA-SE ESTRELADO, BORDAS IRREGULARES E MAIOR QUE A

FERIDA DE ENTRADA, NÃO EXISTE ABRASÃO.

EFEITOS REGIONAIS DE TRAUMA PENETRANTE

CABEÇA: O TECIDO CEREBRAL É COMPRIMIDO PRODUZINDO LESÃO OU ATÉ EXPLOSÃO DA

ESTRUTURA;

TORÁX: LESÃO PULMONAR, LESÃO MIOCÁRDICA (PODE SER CONTROLADA PELA

CONTRAÇÃO), VEIA CAVA E AORTA SÃO FATAIS E LESÃO DE ESOFAGO.

EFEITOS REGIONAIS DE TRAUMA PENETRANTE

ABDOME: LESÃO POR ARMA DE BAIXA ENERGIA PODE NÃO CAUSAR LESÃO IMPORTANTE,

LESÃO DE MÉDIA ENERGIA PRODUZ MAIS LESÕES DE ESTRUTURAS SÓLIDAS E VASCULARES

PODEM NÃO CAUSAR EXSANGUINAÇÃO IMEDIATA.

EXTREMIDADES: PODEM INCLUIR LESÕES ÓSSEAS, MUSCULARES E VASCULARES.