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Cinomose - Doença Infecciosa, Resumos de Medicina Veterinária

Resumo Cinomose (Etiologia - Epidemilogia - Patogenia - Sinais Clínicos - Diagnóstico - Tratamento - Profilaxia e Controle)

Tipologia: Resumos

2020

Compartilhado em 07/10/2020

luizarachel
luizarachel 🇧🇷

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Características
Extremamente grave
Multisistemica
Alta letalidade
Animais jovens
É uma doença da América do Sul
Etiologia
Doença infecto contagiosa
Família
Paramyxoviridae
e gênero
Morbillivirus
Espécie Vírus da Cinomose Canina (VCC)
Vírus RNA de fita simples
Sorotipo viral
Diversas linhagens
Dentre as linhagens existem diversas estirpes
ou cepas com características distintas
Sensível ao éter, instável a pH < 4,5 e
inativado pelo calor
Inativado pelo formol, amônia quaternária e
hipoclorito
Viabilidade do vírus onde tenha morrido animal
1 hora à 20ºC
20min exsudatos
Epidemiologia
Ocorrência mundial
Acomete famílias do grupo
Canidae
cão doméstico, raposa, lobo e
coiote
Mustelidae
furão
Felidae
leão, jaguar e cheeta
Tayassuidae
queixada
Patogenicidade do vírus está relacionada
diretamente com a espécie
Importância maior em animais selvagens
Atualmente, no mundo a doença é rara em
cães
Surgimento pequenos surtos
Persistência do vírus no ambiente e em
animais portadores
Surgimento de novas cepas
Desenvolvimento da doença em animais
vacinados
Brasil é considerado endêmico para cinomose
em cães
Ocorre em qualquer época do ano
Setembro e outubro com maior prevalência
época de campanha de vacinação
Não há predisposição de idade, sexo ou raça
Maior incidência em cães entre 60 a 90 dias
Transmissão
Cão principal fonte de infecção do vírus
Aerossóis e gotículas virais secreções e
excreções do corpo
Fômites e pessoas
Vírus é eliminado 7 dias após a infecção a
infecção e pode durar até 90 dias
Fêmeas via transmissão placentária
Patogenia
Período de incubação de 1 a 4 semanas
Conforme idade, resposta imune e
patogenicidade
Ingresso via aerossol
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Características

●Extremamente grave ●Multisistemica ●Alta letalidade ●Animais jovens ●É uma doença da América do Sul

Etiologia

●Doença infecto contagiosa

●Família Paramyxoviridae e gênero Morbillivirus

●Espécie Vírus da Cinomose Canina (VCC) ●Vírus RNA de fita simples ●Sorotipo viral ↳Diversas linhagens ↳Dentre as linhagens existem diversas estirpes ou cepas com características distintas ●Sensível ao éter, instável a pH < 4,5 e inativado pelo calor ●Inativado pelo formol, amônia quaternária e hipoclorito ●Viabilidade do vírus onde tenha morrido animal ↳ 1 hora à 20ºC ↳20min exsudatos

Epidemiologia

●Ocorrência mundial ●Acomete famílias do grupo

↳ Canidae → cão doméstico, raposa, lobo e

coiote

↳ Mustelidae → furão

↳ Felidae → leão, jaguar e cheeta

↳ Tayassuidae → queixada

●Patogenicidade do vírus está relacionada diretamente com a espécie ●Importância maior em animais selvagens ●Atualmente, no mundo a doença é rara em cães ●Surgimento pequenos surtos ↳Persistência do vírus no ambiente e em animais portadores ↳Surgimento de novas cepas ↳Desenvolvimento da doença em animais vacinados ●Brasil é considerado endêmico para cinomose em cães ●Ocorre em qualquer época do ano ↳Setembro e outubro com maior prevalência → época de campanha de vacinação ●Não há predisposição de idade, sexo ou raça ●Maior incidência em cães entre 60 a 90 dias ●Transmissão ↳Cão principal fonte de infecção do vírus ↳Aerossóis e gotículas virais → secreções e excreções do corpo ↳Fômites e pessoas ↳Vírus é eliminado 7 dias após a infecção a infecção e pode durar até 90 dias ↳Fêmeas → via transmissão placentária

Patogenia

●Período de incubação de 1 a 4 semanas ↳Conforme idade, resposta imune e patogenicidade ●Ingresso via aerossol

●Replicação em tonsilas e nódulos linfáticos bronquiais ●Migração via monócitos e macrófagos, a tecidos linfáticos, intestino e fígado ↳Viremia 2º a 4º pós infecção ●Início da resposta imune humoral ↳ 1 ª semana pós infecção ●Replicação viral em tecidos linfoides ↳Fase inicial de infecção → depleção celular com diminuição de linf. T CD4 e CD8, apoptose das células linfoides e imunodepressão ●Invasão do vírus ao SNC ↳Via hematógena ou neural → quando a viremia é elevada e depende da resposta imune ↳Fase inicial necrose multifocal, desemielinização e infiltração em linf. T CD8 → @s jovens causam encefalite aguda ●Infecção crônica ↳Perda mielina por hipersensibilidade tardia tipo IV ↳Pela ação citotóxica linf. T CD8 que origina a encefalite subaguda ou crônica ●@s com desenvolvimento elevado de Ac ↳50% dos casos da infecção sem desenvolvimento de sinais clínicos ●@s com baixo nível de Ac, mas com a resposta imune celular ↳Eliminação gradual do vírus na maior parte dos tecidos → possibilidade de persistência SNC e tegumento ↳Desenvolvimento de quadros discretos da doença ●Resposta Imune não consegue segurar a infecção ↳Vírus persiste em diversos tecidos e se desenvolve em um quadro multissistêmico grave

Sinais Clínicos

●Histórico ↳Ausência de vacinação ↳Esquema de vacinação incompleto ↳Colostro com títulos baixos de Ac ↳Imunossupressão ↳Exposição a cães infectados ●1ª fase clínica ↳Pico febril ↳Corrimento ocular ou nasal discreto ●Sinais dermatológicos ↳Hiperqueratose → coxins palmares e plantares e plano nasal ↳Pústulas abdominais → evolução para um quadro neurológico ↳Ceratoconjuntivite seca ●Sinais respiratórios ↳Rinite ↳Descarga nasocular e micropurulenta ↳Pneumonia intersticial → broncopneumonia

↳Presença da bactéria Bordetella

bronchiseptica

●Sinais digestórios ↳Êmese intermitente ↳Anorexia ↳Diarreia pastosa a líquida → com ou sem melena ●Sinais neurológicos ↳Semanas, meses ou anos após a recuperação da fase sistêmica ↳Maioria dos casos os sinais clínicos sistêmicos ocorrem simultaneamente ↳Lesões → córtex frontal, via óptica, cerebelo, tronco encefálico, tálamo e hipotálamo ↳Déficits motores e propriocepção ↳Cegueira ↳Síndrome vestibular e cerebelar