Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Circuitos básicos com interruptores, diodos e tiristores, Notas de estudo de Engenharia Elétrica

- - - - - - -

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 19/11/2008

felipe-tranhaque-bergomi-5
felipe-tranhaque-bergomi-5 🇧🇷

7 documentos

1 / 32

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
CAPÍTULO I
CIRCUITOS BÁSICOS COM
INTERRUPTORES, DIODOS E
TIRISTORES
1.1 CIRCUITOS DE PRIMEIRA ORDEM
1.1.1 Circuito RC em Série com um Tiristor
Seja o circuito apresentado na Fig. 1.1.
+
-
i
V
iC
vC
+
-
T
R
C
vR
+
-
Fig. 1.1 - Circuito RCT série.
Antes do disparo do tiristor, o capacitor C está descarregado e vC=0.
No instante t=0, o tiristor é disparado. Assim tem-se (1.1) e (1.2).
)t(iR)t(vV CCi += (1.1)
dt
)t(dv
C)t(i C
C= (1.2)
Substituindo (1.2) em (1.1) obtém-se a expressão (1.3).
dt
)t(dv
CR)t(vV C
Ci += (1.3)
Resolvendo a equação (1.3), obtém-se a expressão (1.4).
= RC
t
iC e1V)t(v (1.4)
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16
pf17
pf18
pf19
pf1a
pf1b
pf1c
pf1d
pf1e
pf1f
pf20

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Circuitos básicos com interruptores, diodos e tiristores e outras Notas de estudo em PDF para Engenharia Elétrica, somente na Docsity!

CAPÍTULO I

CIRCUITOS BÁSICOS COM

INTERRUPTORES, DIODOS E

TIRISTORES

1.1 C IRCUITOS DE P RIMEIRA O RDEM

1.1.1 Circuito RC em Série com um Tiristor

Seja o circuito apresentado na Fig. 1.1.

i-

V

i (^) C

vC

T
R
C

vR

Fig. 1.1 - Circuito RCT série.

Antes do disparo do tiristor, o capacitor C está descarregado e vC=0. No instante t=0, o tiristor é disparado. Assim tem-se (1.1) e (1.2).

Vi = vC(t)+RiC(t ) (1.1)

dt

dv (t) i (^) C (t)= C C (1.2)

Substituindo (1.2) em (1.1) obtém-se a expressão (1.3).

dt

dv (t) Vi = vC(t)+RC C (1.3)

Resolvendo a equação (1.3), obtém-se a expressão (1.4).

− RC

t v (^) C (t) Vi 1 e (1.4)

Derivando-se a expressão (1.4) e multiplicando por C, obtém-se a corrente, dada pela expressão (1.5).

RC

t i C (^) R e

V

i (t)

− = (1.5)

As formas de onda de vC(t) e i (^) C(t) em função do tempo são

apresentadas nas Fig. 1.2. A partir do instante em que a corrente se anula, o tiristor readquire a sua capacidade de bloqueio.

(^0 0) (a) t (^0 0) (b) t

Vi vC i (^) C

R

Vi

Fig. 1.2 - Tensão e corrente no capacitor.

1.1.2 Circuito RL em Série com um Tiristor

Seja o circuito representado na Fig. 1.3.

Vi-

i (^) L vL

T
R
L

vR

Fig. 1.3 - Circuito RLT série. Antes do disparo do tiristor, a corrente no indutor é nula. No instante t=0 o tiristor é disparado. Assim tem-se as equações (1.6) e (1.7).

2 Conversores CC-CC Isolados de Alta Freqüência com Comutação Suave

D
S
D
S

(a) (b)

Vi-

i (^) L vL

R

L

vR

i-

V

i (^) L vL

R

L

vR

Fig. 1.5 - Circuito com diodo de circulação. (a) Primeira etapa. (b) Segunda etapa.

Na primeira etapa o interruptor S está fechado e o diodo D está bloqueado. As expressões (1.10), (1.11) e (1.12) definem esta etapa.

R
V

I (^) o = i (1.10)

v (^) L (t)= 0 (1.11)

v (^) R (t)= V i (1.12)

No instante t=0, o interruptor S é aberto. A presença do indutor L provoca a condução do diodo D, iniciando a segunda etapa de funcionamento, também denominada de etapa de circulação ou roda- livre. Tem-se portanto a equação (1.13).

v (^) L (t)+ vR(t)+VD= 0 (1.13)

Sabendo-se que V (^) D = 0 , tem-se a equação (1.14).

Ri (t) 0 dt

di (t ) L L^ + (^) L = (1.14)

Resolvendo-se a equação (1.14) obtém-se (1.15).

L

Rt iL (t) Ioe

− = (1.15)

4 Conversores CC-CC Isolados de Alta Freqüência com Comutação Suave

Durante a etapa de circulação a energia acumulada em L é transformada em calor em R. A desmagnetização do indutor é tanto mais rápida quanto maior for o valor de R. Caso não houvesse o diodo no circuito, no instante de abertura de S o indutor provocaria uma sobretensão, que seria destrutiva para o interruptor. A energia dissipada em R é dada pela expressão (1.16):

2 2 LIo

W = (1.16)

1.1.4 Circuito com Diodo de Circulação e com Recuperação

Em muitas aplicações práticas em que ocorre o fenômeno mencionado, pode ser importante reaproveitar a energia inicialmente acumulada no indutor. O circuito básico que possibilita a recuperação está representado na Fig. 1.6. No instante t=0, em que o interruptor é aberto, a corrente no indutor é igual a I (^) o. Durante a circulação pelo diodo, o circuito é representado pelas equações (1.17) e (1.18).

i

L V

dt

di (t ) L = − (1.17)

t L

E

i (^) L (t)= Io−^1 (1.18)

D
S

Vi-

i (^) L

vL

- L

(^1) +

E

Fig. 1.6 – Circuito com diodo de circulação e com recuperação.

Quando a corrente iL se anula, tem-se t=tf. Assim escreve-se (1.19).

Cap. I – Circuitos Básicos com Interruptores, Diodos e Tiristores (^5)

S D

i-

V N 1 N 2
  • i Lm V

Fig. 1.8 - Circuito equivalente da Fig. 1.7.

A primeira etapa de funcionamento está representada na Fig. 1.9.

S D

Vi (^) - N 1 N 2

  • i i 1 Lm V

Fig. 1.9 - Primeira etapa.

A segunda etapa de funcionamento está representada na Fig. 1.10. Nesta etapa a indutância magnetizante é referida ao secundário do transformador.

D

  • i L m ' V i 2

Fig. 1.10 - Segunda etapa.

As correntes terão as formas apresentadas na Fig. 1.11.

t

1 i 2

i I 2

I 1

T 1 T 2

Fig. 1.11 - Corrente para um período de funcionamento.

As condições iniciais são dadas por (1.20) e (1.21).

Cap. I – Circuitos Básicos com Interruptores, Diodos e Tiristores (^7)

1 m

i (^1) L T

V
I = (1.20)

1 2

1 (^2) N I

N
I = (1.21)

A corrente na segunda etapa é dada por (1.22).

t L

V

i (t) I m

i 2 =^2 − ′ (1.22)

No final da segunda etapa a corrente atinge zero. Assim tem-se (1.23).

2 m

i 2 T L

V
0 = I − ′ (1.23)

Substituindo (1.21) em (1.23) obtém-se (1.24) e (1.25).

T 0
L
V
I
N
N

2 m

i 1 2

2 m 2

2 i 2 1 1 2

1 L N

V T N
I
N
N

Rescrevendo (1.25) obtém-se (1.26) e (1.27).

2

1 1 m i (^2) N

N
I L = VT (1.26)

2

1 m 1 i 2 m

i N

N
L T VT
L
V

Assim, tem-se a expressão (1.28) que relaciona os tempos T 1 e T 2.

8 Conversores CC-CC Isolados de Alta Freqüência com Comutação Suave

t

(^1) i 2 i (^) I 2

I 1
T 1 T 2

t

2

1

i N

N

V 1

Vi

vS

Fig. 1.13 - Formas de onda para o circuito representado na Fig. 1.12.

1.1.6 Carga de um Capacitor à Corrente Constante

Seja o circuito representado na Fig. 1.14. Inicialmente a corrente I circula pelo diodo D. O capacitor encontra-se descarregado. No instante t=0 o interruptor S é fechado. O diodo se bloqueia. A corrente I passa a circular pelo capacitor, que se carrega com corrente constante. O circuito está representado na Fig. 1.15.

S C

D I

Vi-

Fig. 1.14 - Primeira etapa.

I^ +^ -
S C
D I

Vi-

vC

Fig. 1.15 - Segunda etapa.

10 Conversores CC-CC Isolados de Alta Freqüência com Comutação Suave

A tensão v (^) C evolui segundo a expressão (1.32).

t C

I

v (^) C (t)= (1.32)

Quando v (^) C = Vi, o diodo entra em condução. Assim tem-se as equações (1.33) e (1.34).

v (^) C ( t 1 ) = Vi (1.33)

I
V C

t 1 = i (1.34)

O capacitor permanece carregado com a tensão Vi. A forma de onda da tensão vC está representada na Fig. 1.16.

t t

V i

vC

f Fig. 1.16 - Tensão nos terminais do capacitor da Fig. 1.15.

1.2. C IRCUITOS DE S EGUNDA O RDEM

1.2.1 Análise do Circuito LC Submetido a um Degrau

de Tensão

Seja o circuito representado na Fig. 1.17, com as condições iniciais v (^) C ( 0 )= VC 0 e i (^) L ( 0 )=IL 0.

L
S C

Vi (^) -

vC

iL

Fig. 1.17 - Circuito LC.

Cap. I – Circuitos Básicos com Interruptores, Diodos e Tiristores (^11)

e −^ j^ wo^ t=cos( wot) −jsen( wot) (1.43)

Assim obtém-se a expressão (1.44).

i

jw t z( t)= z 1 e o^ +V

A. C ASOS P ARTICULARES

A.1) VC0 =0, I L0 =0, Vi ≠ 0

Com as condições iniciais definidas obtém-se (1.45).

z 1 = −V i (1.45)

Para t=0, tem-se z 0( ) = 0

Assim, a expressão (1.44) fica representada pela expressão (1.46).

i

jw t z( t)= −Vi e o^ +V

A expressão (1.46) está representada graficamente na Fig. 1.18.

(^0) z(0)

v C

wo t

Vi 2 Vi

z 1

L C

L

i

Fig. 1.18 - Plano de fase para VC0 = I (^) L0 = 0 e Vi0.

Cap. I – Circuitos Básicos com Interruptores, Diodos e Tiristores (^13)

A.2) I L0 =Vi =0,VC0 >0.

Com as condições iniciais definidas obtém-se (1.47), (1.48) e (1.49).

z 1 = VC 0 (1.47)

z (t)= VC 0 (1.48)

jw t z( t) VC 0 e o = ⋅ − (1.49)

A expressão (1.49) está representada graficamente na Fig. 1.19.

0 z(0)

vC

wo t

VC

z 1

L

C

L

i

Fig. 1.19 - Plano de fase para IL0 = Vi = 0 e VC0 > 0.

A.3) VC0 =Vi =0, I L0 >

Com as condições iniciais definidas obtém-se (1.50), (1.51) e (1.52).

C
L

z 1 = jIL 0 (1.50)

C
L

z( 0 )= jIL 0 (1.51)

14 Conversores CC-CC Isolados de Alta Freqüência com Comutação Suave

1.2.2 Análise do Circuito LC Submetido a um Degrau

de Tensão Com um Tiristor

Seja o circuito apresentado na Fig. 1.21.

L
T C

i-

V C

v

iL

Fig. 1.21 - Circuito LCT série.

Inicialmente o tiristor encontra-se bloqueado. VC0 =0 e IL0 =0. No instante t=0, o tiristor é disparado. No plano de fase as grandezas evoluem de acordo com a Fig. 1.22.

π/

v C

wo t

Vi 2 Vi

L C

L

i

Vi

Fig. 1.22 - Plano de fase para o circuito LCT série.

Em função do tempo as grandezas evoluem de acordo com a Fig. 1.23. Quando t=π/wo , a corrente se anula e o tiristor se bloqueia. O

capacitor nesse instante encontra-se carregado com v (^) C=2Vi e manterá esse valor.

16 Conversores CC-CC Isolados de Alta Freqüência com Comutação Suave

0

0 π/2 π t

0 0 π/2 π t (a) (b)

v C

2 Vi

Vi

L C

i L

Vi

Fig. 1.23 - Tensão e corrente no circuito LCT série.

O circuito é representado pela expressões (1.57) e (1.58).

v (^) C (t)= −Vicos ( wot) +Vi (1.57)

Vsen ( w t C

L

i (^) L (t) = (^) i o) (1.58)

1.2.3 Inversão da Polaridade de um Capacitor

Seja o circuito representado na Fig. 1.24.

L
C
T

vC

vL

Fig. 1.24 - Circuito para inversão da polaridade de um capacitor.

Inicialmente o tiristor encontra-se bloqueado e o capacitor com

tensão v C=- VC0. No instante t=0 o tiristor é disparado. O capacitor

inverte a sua polaridade e o tiristor se bloqueia. A evolução de v (^) C e iL no plano de fase e em função do tempo está representada nas Figs. 1.25 e 1.26.

Cap. I – Circuitos Básicos com Interruptores, Diodos e Tiristores (^17)

L

+ C

i-

V

vC

iL

T 1 T 2

Fig. 1.27 - Circuito para o aumento da tensão em um capacitor. Disparando-se T 1 e T 2 sucessivamente, encontra-se as grandezas

representadas na Fig. 1.28.

0

0

π (^) 2.π 3.π 4.π (^0)

0

t π^ 2.π^ 3.π^ t 4.π (a) (b)

v C

L (^) C i L

4 Vi

2 Vi

-2Vi

-4V (^) i -4Vi

-2Vi

3 Vi

Vi

Fig. 1.28 - Formas de onda para o circuito da Fig. 1.27.

A representação do comportamento do circuito no plano de fase encontra-se na Fig. 1.29.

0

0

v C

L (^) C

L i

2 Vi 4 Vi

-2Vi

-4Vi

4 Vi

2 Vi

-4Vi -2Vi Fig. 1.29 - Plano de fase para o circuito da Fig. 1.27.

Cap. I – Circuitos Básicos com Interruptores, Diodos e Tiristores (^19)

Como se trata de um circuito ideal, sem elemento dissipativo, o amortecimento é nulo e a energia acumulada no capacitor aumenta indefinidamente.

B. Segundo Circuito

Seja a estrutura representada na Fig. 1.30.

L

- C

i-

V

vC

i L^1

T

T 2

Fig. 1.30 - Circuito para o estudo da evolução da tensão de um capacitor.

Seja VC0 <0 e I (^) L0 =0, com T 1 e T 2 bloqueados. No instante t=0, T 1 é

disparado. A tensão do capacitor começa a se inverter. Antes que a corrente se anule, T 2 é disparado. T 1 se bloqueia no mesmo instante. A corrente é comutada de T 1 para T 2. Uma parcela da energia é transferida de Vi para C. A tensão no capacitor torna-se maior que Vi. As grandezas

em função do tempo estão representadas na Fig. 1.31. Quando T 1 conduz, tem-se a expressão (1.59).

v (^) C (t)= −VC 0 cos^ (^ wot)

)

Ao final desta etapa tem-se as condições iniciais apresentadas em (1.60) e (1.61).

V 1 = −VC 0 cos ( woτ (1.60)

I 1 = VC 0 sen^ (w^ oτ C

L (^) ) (1.61)

20 Conversores CC-CC Isolados de Alta Freqüência com Comutação Suave