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Clássicos do Direito, Resumos de Direito

Listagem dos maiores clássicos do Direito, como Kelsen, Hart, Weber, Rousseau e etc

Tipologia: Resumos

2026

Compartilhado em 28/03/2026

marcos-aurelio-vn2
marcos-aurelio-vn2 🇧🇷

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### Os Pilares da Teoria Jurídica Moderna
1. **"Teoria Pura do Direito" - Hans Kelsen**
- **Por que é um clássico?** É, sem dúvida, a obra de teoria do direito mais
influente do século XX. Kelsen propõe uma teoria "pura" porque pretende livrar
o Direito de qualquer influência externa (sociologia, psicologia, política, moral).
Ele cria um sistema escalonado de normas, no qual cada norma busca seu
fundamento de validade em uma norma superior, culminando na "norma
fundamental". É a base de todo o estudo do Direito Positivo e do chamado
"Positivismo Jurídico Normativista".
2. **"O Conceito de Direito" - H. L. A. Hart**
- **Por que é um clássico?** Considerado o marco da filosofia do direito anglo-
saxônica do século XX, Hart faz uma crítica profunda à obra de Kelsen e ao
conceito de "ordem baseada em ameaças" de John Austin. Ele introduz
conceitos fundamentais como a diferença entre "estar obrigado" e "ter uma
obrigação", e a união das **regras primárias** (que impõem deveres) e **regras
secundárias** (regras de reconhecimento, mudança e julgamento). É uma leitura
essencial para entender o positivismo jurídico moderno.
3. **"Teoria da Norma Jurídica" / "Teoria Geral do Direito" - Norberto Bobbio**
- **Por que é um clássico?** Bobbio é um dos maiores teóricos do direito
italianos. Nestas obras (que muitas vezes são estudadas em conjunto), ele faz
uma análise sistemática e didática da norma jurídica, do ordenamento jurídico
(como um conjunto de normas) e da relação entre Direito e Poder. Seu trabalho
é fundamental para a compreensão da estrutura lógica do Direito.
### A Virada Argumentativa e a Interpretação
4. **"Teoria da Argumentação Jurídica" - Robert Alexy**
- **Por que é um clássico?** Alexy propõe que o Direito não é apenas um
sistema de normas, mas também um sistema de procedimentos e argumentos.
A obra busca estabelecer uma lógica para a argumentação jurídica racional,
tentando superar a ideia de que a decisão judicial é puramente discricionária. É
o coração do chamado "Pós-Positivismo".
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Os Pilares da Teoria Jurídica Moderna

  1. "Teoria Pura do Direito" - Hans Kelsen
    • Por que é um clássico? É, sem dúvida, a obra de teoria do direito mais influente do século XX. Kelsen propõe uma teoria "pura" porque pretende livrar o Direito de qualquer influência externa (sociologia, psicologia, política, moral). Ele cria um sistema escalonado de normas, no qual cada norma busca seu fundamento de validade em uma norma superior, culminando na "norma fundamental". É a base de todo o estudo do Direito Positivo e do chamado "Positivismo Jurídico Normativista".
  2. "O Conceito de Direito" - H. L. A. Hart
    • Por que é um clássico? Considerado o marco da filosofia do direito anglo- saxônica do século XX, Hart faz uma crítica profunda à obra de Kelsen e ao conceito de "ordem baseada em ameaças" de John Austin. Ele introduz conceitos fundamentais como a diferença entre "estar obrigado" e "ter uma obrigação", e a união das regras primárias (que impõem deveres) e regras secundárias (regras de reconhecimento, mudança e julgamento). É uma leitura essencial para entender o positivismo jurídico moderno.
  3. "Teoria da Norma Jurídica" / "Teoria Geral do Direito" - Norberto Bobbio
    • Por que é um clássico? Bobbio é um dos maiores teóricos do direito italianos. Nestas obras (que muitas vezes são estudadas em conjunto), ele faz uma análise sistemática e didática da norma jurídica, do ordenamento jurídico (como um conjunto de normas) e da relação entre Direito e Poder. Seu trabalho é fundamental para a compreensão da estrutura lógica do Direito.

A Virada Argumentativa e a Interpretação

  1. "Teoria da Argumentação Jurídica" - Robert Alexy
    • Por que é um clássico? Alexy propõe que o Direito não é apenas um sistema de normas, mas também um sistema de procedimentos e argumentos. A obra busca estabelecer uma lógica para a argumentação jurídica racional, tentando superar a ideia de que a decisão judicial é puramente discricionária. É o coração do chamado "Pós-Positivismo".
  1. "A Luta pelo Direito" - Rudolf von Ihering
    • Por que é um clássico? Embora curto, este texto é um dos mais poderosos da literatura jurídica. Ihering muda o foco da norma abstrata para a ação concreta. Para ele, o Direito não é uma concessão do Estado, mas uma conquista constante. O indivíduo que luta pelo seu direito está, na verdade, defendendo a própria ordem jurídica contra a inércia e a injustiça. É uma obra que conecta o Direito à realidade social e à psicologia humana.

O Direito Visto de Forma Crítica e Social

  1. "Sociologia do Direito" - Max Weber
    • Por que é um clássico? Weber não era um teórico do direito no sentido estrito, mas sua análise sociológica é indispensável. Em "Economia e Sociedade" (onde se encontra sua sociologia do direito), ele estuda o processo de racionalização do Direito no Ocidente, os tipos de pensamento jurídico (formal/racional, material/irracional) e as condições sociais para o surgimento do Direito moderno, ligado ao capitalismo.
  2. "Os Fundamentos do Direito" - Karl Larenz
    • Por que é um clássico? Larenz é um gigante da metodologia jurídica alemã. Esta obra (por vezes intitulada "Metodologia da Ciência do Direito") é fundamental para quem quer entender como se aplica e interpreta a lei. Ele trabalha os conceitos de "Tópica" e a busca pela decisão justa dentro do sistema jurídico, com foco no papel do juiz.
  3. "O Direito como Integridade" - Ronald Dworkin
    • Por que é um clássico? Dworkin é o principal crítico do positivismo de Hart. Em livros como "Levando os Direitos a Sério" e "O Império do Direito", ele argumenta que o Direito não é apenas um conjunto de regras, mas inclui também princípios. Para ele, o juiz (como o "Juiz Hércules") deve interpretar o Direito como se ele fosse um romance em cadeia, buscando a melhor justificativa moral e política para a decisão, garantindo a "integridade" do sistema. Esta lista fornece as ferramentas para debater desde a validade de uma norma até a justiça de uma decisão judicial. Se quiser explorar a fundo algum desses autores ou correntes (como o Positivismo x Pós-Positivismo), é só pedir