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Cobol para Mainframe, Manuais, Projetos, Pesquisas de Linguagem de Programação

Cobol para Mainframe, Cobol para Mainframe

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2020

Compartilhado em 09/06/2023

weslley-dourado-1
weslley-dourado-1 🇧🇷

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COBOLCOBOL
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COBOLCOBOL

 - 1-21- 
  • 1.1. LINGUAGEM DE PROGRAMAÇÃO COBOL 1-4LINGUAGEM DE PROGRAMAÇÃO COBOL 1-
    • 1.1.1.1. HHISTÓRIAISTÓRIA 1-4........................................................................................................................................... 1-
    • 1.2.1.2. AAPLICAÇÃO DAPLICAÇÃO DA LLINGUAGEMINGUAGEM COBOL 1-5COBOL 1-
    • 1.3.1.3. DDESENVOLVIMENTO DE UMESENVOLVIMENTO DE UM PPROGRAMAROGRAMA COBOL 1-5COBOL 1-
    • 1.4.1.4. EESTRUTURA ESTRUTURA E CCONTEÚDO DAONTEÚDO DA LLINGUAGEMINGUAGEM 1-5........................................................................................ 1-
    • 1.5.1.5. EELEMENTO DELEMENTO DE LLINGUAGEMINGUAGEM 1-6................................................................................................................ 1-
      • 1.5.1.1.5.1. CaracteresCaracteres 1-61-
      • 1.5.2.1.5.2. CaracteresCaracteres 1-61-
      • 1.5.3.1.5.3. LiteraisLiterais 1-71-
      • 1.5.4.1.5.4. ConstantesConstantes FigurativasFigurativas 1-71-
      • 1.5.5.1.5.5. Regras de PontuaçãoRegras de Pontuação 1-71-
      • 1.5.6.1.5.6. Palavras Reservadas .......................Palavras Reservadas 1-81-
      • 1.5.7.1.5.7. Codificação 1-10Codificação 1-
  • 2.2. AS DIVISÕES DO COBOL 2-11AS DIVISÕES DO COBOL 2-
    • 2.1.2.1. IIDENTIFICATIONDENTIFICATION DDIVISIONIVISION 2-11................................................................................................................ 2-
    • 2.2.2.2. EENVIRONMENTNVIRONMENT DDIVISIONIVISION 2-11................................................................................................................. 2-
    • 2.3.2.3. DDATAATA DDIVISIONIVISION 2-13................................................................................................................................ 2-
      • 2.3.1.2.3.1. Números de Nível............Números de Nível............ 2-152-
      • 2.3.2.2.3.2. Números de Nível Especiais ....................Números de Nível Especiais 2-162-
      • 2.3.3.2.3.3. Picture ....................Picture 2-162-
      • 2.3.4.2.3.4. Picture ....................Picture 2-182-
      • 2.3.5.2.3.5. Cláusula VALUE 2-19Cláusula VALUE 2-
      • 2.3.6.2.3.6. Exemplo de codificação da Working-storagExemplo de codificação da Working-storage Section ...................e Section 2-192-
    • 2.4.2.4. PPROCEDUREROCEDURE DDIVISIONIVISION 2-20...................................................................................................................... 2-
  • 3.3. COMANDOS BÁSICOS 3-21COMANDOS BÁSICOS 3-
    • 3.1.3.1. OPEN 3-21OPEN 3-
    • 3.2.3.2. CLOSE 3-21CLOSE 3-
    • 3.3.3.3. EXITEXIT PROGRAM 3-21PROGRAM 3-
    • 3.4.3.4. STOPSTOP RUN 3-22RUN 3-
    • 3.5.3.5. READ 3-22READ 3-
    • 3.6.3.6. MOVE 3-22MOVE 3-
    • 3.7.3.7. GOGO TO 3-23TO 3-
    • 3.8.3.8. WRITE 3-23WRITE 3-
    • 3.9.3.9. ADD 3-24ADD 3-
    • 3.10.3.10. SUBTRACT 3-24SUBTRACT 3-
    • 3.11.3.11. MULTIPLY 3-25MULTIPLY 3-
    • 3.12.3.12. DIVIDE 3-26DIVIDE 3-
    • 3.13.3.13. COMPUTE 3-27COMPUTE 3-
    • 3.14.3.14. IF 3-27IF 3-
      • 3.14.1.3.14.1. Condição de Classe 3-31Condição de Classe 3-
      • 3.14.2.3.14.2. Condição de Sinal 3-31Condição de Sinal 3-
      • 3.14.3.3.14.3. Condição de Relação 3-31Condição de Relação 3-
      • 3.14.4.3.14.4. Nome de CondiçãoNome de Condição 3-323-
      • 3.14.5.3.14.5. Condições Compostas 3-33Condições Compostas 3-
    • 3.15.3.15. PERMORM 3-34PERMORM 3-
    • 3.16.3.16. CALL 3-35CALL 3-
    • 3.17.3.17. CANCEL 3-35CANCEL 3-
    • 3.18.3.18. CHAIN 3-35CHAIN 3-
    • 3.19.3.19. COPY 3-36COPY 3-
    • 3.20.3.20. DELETE 3-36DELETE 3-
    • 3.21.3.21. ACCEPT 3-36ACCEPT 3-
    • 3.22.3.22. DISPLAY 3-36DISPLAY 3-
    • 3.23.3.23. REWRITE 3-37REWRITE 3-
    • 3.24.3.24. SORT 3-37SORT 3- - 1-31-
    • 3.25.3.25. RELEASE 3-37RELEASE 3-
    • 3.26.3.26. RETURN 3-38RETURN 3-
    • 3.27.3.27. EEXEMPLO DEXEMPLO DE CCODIFICAÇÃO DEODIFICAÇÃO DE PPROGRAMAROGRAMA 3-38..................................................................................... 3-
  • 4.4. TELAS 4-42TELAS 4-
    • 4.1.4.1. CCONCEITOONCEITO 4-42........................................................................................................................................ 4-
    • 4.2.4.2. EEXIBIRXIBIR IINFORMAÇÕESNFORMAÇÕES 4-42...................................................................................................................... 4-
    • 4.3.4.3. IINSERIRNSERIR IINFORMAÇÕESNFORMAÇÕES 4-42.................................................................................................................... 4-
    • 4.4.4.4. EEXEMPLO DEXEMPLO DE CCODIFICAÇÃO DE UMODIFICAÇÃO DE UM PPROGRAMA DEROGRAMA DE TTELAELA 4-42................................................................. 4-
      • 4.4.1.4.4.1. Proposta .................Proposta 4-424-
      • 4.4.2.4.4.2. Lay-outLay-out 4-424-
      • 4.4.3.4.4.3. ProcedimentosProcedimentos 4-434-
  • 5.5. ORGANIZAÇÃO E MÉTODOS DE ACESSO AOS AORGANIZAÇÃO E MÉTODOS DE ACESSO AOS A RQUIVOSRQUIVOS 5-465-
    • 5.1.5.1. AARQUIVOS COMRQUIVOS COM OORGANIZAÇÃORGANIZAÇÃO SSEQÜENCIALEQÜENCIAL 5-46.................................................................................. 5-
      • 5.1.1.5.1.1. Exemplo de Programa Codificado .....................Exemplo de Programa Codificado 5-465-
      • 5.1.1.1.5.1.1.1. PropostaProposta 5-465-
      • 5.1.1.2.5.1.1.2. Lay-outs ....................Lay-outs 5-465-
      • 5.1.1.3.5.1.1.3. Procedimentos ..................Procedimentos 5-475-
    • 5.2.5.2. AARQUIVOS COMRQUIVOS COM OORGANIZAÇÃORGANIZAÇÃO IINDEXADANDEXADA 5-50..................................................................................... 5-
  1. LINGUAGEM DE PROGRAMAÇÃO COBOL1. LINGUAGEM DE PROGRAMAÇÃO COBOL

1.1. História1.1. História

Há alguns anos atrás, em 1959, alguns profissionais da área de informática como osHá alguns anos atrás, em 1959, alguns profissionais da área de informática como os

fabricantes de computadores, estudantes, representantes do governo e usuários, formaramfabricantes de computadores, estudantes, representantes do governo e usuários, formaram

uma conferência: a CODASYL, ou seja, Conference on Data Systems Language. Nestauma conferência: a CODASYL, ou seja, Conference on Data Systems Language. Nesta

conferência o principal item abordado foi a necessidade da criação de uma linguagemconferência o principal item abordado foi a necessidade da criação de uma linguagem

comercial, objetivando uma maior facilidade na comunicação entre computador e sercomercial, objetivando uma maior facilidade na comunicação entre computador e ser humano.humano.

Em 1961, surgiu o COBOL (Common Business Oriented Language), que é umaEm 1961, surgiu o COBOL (Common Business Oriented Language), que é uma

linguagem voltada para a linguagem humana.linguagem voltada para a linguagem humana.

Portanto, podemos denominar COBOL, uma linguagem de alto nível, ou umaPortanto, podemos denominar COBOL, uma linguagem de alto nível, ou uma

linguagem comercial. linguagem comercial.

A partir desta data, a linguagem COBOL, foi sendo melhorada e daí surgiu a primeiraA partir desta data, a linguagem COBOL, foi sendo melhorada e daí surgiu a primeira

versão em 1968 chamada “ANS”,versão em 1968 chamada “ANS”, e foi aprovada pela American National Standarde foi aprovada pela American National Standard Institute.Institute.

Podemos fazer algumas comparações das vantagens do uso da linguagem COBOL, aoPodemos fazer algumas comparações das vantagens do uso da linguagem COBOL, ao

invés da linguagem pura de máinvés da linguagem pura de máquina:quina:

LINGUAGEM COBOLLINGUAGEM COBOL

1)1) Facilidade de escrita;Facilidade de escrita;

2)2) Diminuição das instruções para gerar umDiminuição das instruções para gerar um programa;programa;

3)3) Manutenção simplificada;Manutenção simplificada;

4)4) Não háNão há totaltotal necessidade denecessidade de uma integraçãouma integração do programado programa com ocom o computador, poiscomputador, pois existeexiste

entre os fabricantes de computadores e o programa uma padronização e uniformização,entre os fabricantes de computadores e o programa uma padronização e uniformização,

sendo que, caso uma empresa queira mudar de equipamento, não se torna necessáriosendo que, caso uma empresa queira mudar de equipamento, não se torna necessário

refazer todos os programas existentes, erefazer todos os programas existentes, e sim fazer pequenas alterações.sim fazer pequenas alterações.

LINGUAGEM PURA MÁQUINALINGUAGEM PURA MÁQUINA

1)1) Dificuldade de escrita, pois é uma linguagem de baixo nível composta por númerosDificuldade de escrita, pois é uma linguagem de baixo nível composta por números

binários, (0, 1), de difíbinários, (0, 1), de difícil compreensão;cil compreensão;

2)2) Muitas instruções;Muitas instruções;

3)3) Manutenção de programa difícil;Manutenção de programa difícil;

4)4) Depuração de erros difícil;Depuração de erros difícil;

 ENVIRONMENT DIVISION: Define o ambiente operacional, equipamento.

 DATA DIVISION: Define a origem e as características dos dados.

 PROCEDURE DIVISION: Conjunto de instruções e comandos.

1.5. Elemento de Linguagem

1.5.1. Caracteres

A codificação COBOL, é constituída por um conjunto básico de caracteres:

 26 letras;

 10 dígitos;

 Caractere branco;

 Ponto e vírgula;

 Aspa ou apóstrofe;

 Parêntesis esquerdo e direito;

 Ponto;

 Vírgula;

 Mais;

 Menos;

 Asterisco;

 Barra;

 Igual;

 Cifrão;

 Maior que;

 Menor que.

1.5.2. Caracteres

Existem as palavras reservadas da linguagem COBOL que veremos no item 1.5.6.,

existem as palavras atribuídas pelo programador.

Na criação de nomes, o programador deve obedecer a certas regras como:

 Tamanho máximo de 30 caracteres, e estes podem ser: letras, números e caracteres

especiais;

 Iniciar a palavra com uma letra.

Exemplos:

NOME

DATA_NASC

A

O programador pode criar até 4 (quatro) tipos de nomes:

 Nomes de campo;

 Nomes de rotina;

 Nomes de condição;

 Nomes externos.

PS: Os nomes de rotina podem começar por um número.

Abordaremos com mais detalhes os tipos de nomes nas divisões correspondentes, nos

próximos capítulos.

1.5.3. Literais

São valores constantes utilizados num programa. Existem dois tipos de literais:

 Literal Numérica:

É composta por dígitos de 0 a 9, + ou -,. ou , e o tamanho máximo de um

literal numérica é de 18 dígitos sem contar os caracteres diferentes de números.

Exemplos:

 Literal não Numérica:

É composta por um conjunto de caracteres que estão entre aspas ou apóstrofes.

Seu tamanho máximo é de 120 caracteres, excluindo-se as aspas ou apóstrofes.

Exemplos:

“Kyoei Facom - Centro Educacional” “%$#@! Caracteres especiais” “001234567 + 7364892”

1.5.4. Constantes Figurativas

Fazem parte das palavras reservadas da linguagem COBOL, e possuem um

determinado valor. Exemplos:

HIGH-VALUES – Maior valor alfanumérico

LOW-VALUES – Menor valor alfanumérico

SPACE(S) – Caractere branco

ZERO(S) – Numero 0

ALL – Transforma uma literal alfanumérica em constante figurativa

1.5.5. Regras de Pontuação

O compilador COBOL é um software detalhista quanto à pontuação utilizada no

programa. Ao codificarmos devemos seguir as seguintes regras:

1) Ao final de cada sentença devemos usar logo em seguida o ponto final;

JUSTIFIED

KEY

KEYS

LABEL

LEFT

LESS

LIMIT

LIMITS

LINKAGE

LOCK

LOW-VALUE

LOW-VALUES

MEMORY

MODE

MULTIPLE

NEXT

NOTE

NUMERIC

OBJECT-

COMPUTER

OCCURS

OMITTED

OUTPUT

PAGE

PIC

PICTURE

PROCEDURE

PROCESSING

PROGRAM-ID

QUOTE

QUOTES

RANDOM

READY

RECORD

RECORDING

RECORDS

REDEFINES

REEL

REFERENCE

REMAINDER

REMARKS

RENAMES

REPLACING

RESERVE

RESET

RETURN

REWIND

ROUNDED

SAME

SD

SECTION

SECURITY

SEEK

SEGMENT-LIMIT

SENTENCE

SIZE

SKIP

SKIP

SKIP

SOURCE

SOURCE-

COMPUTER

SPACE

SPACES

SPECIAL-NAMES

STANDARD

START

STATUS

STOP

SYNC

SINCRONIZED

SYNIN

SYSIPT

SYSLST

SYSOUT

SYSPCH

SYSPUNCH

S

S

TALLY

TALLYNG

TAPE

THAN

THEN

THRU

TIME-OF-DAY

TIMES

TRACE

TRACK

TRACK-AREA

TRACK-LIMIT

TRACKS

TRANSFORM

UPSI-

UPSI-

UPSI-

UPSI-

UPSI-

UPSI-

UPSI-

UPSI-

USAGE

USE

USING

VALUE

VALUES

VARYING

WHEN

WITH

WORDS

WORKING-

STORAGE

ZERO

ZEROES

ZEROS

2) Verbos

ACCEPT

ADD

CALL

CANCEL

CHAIN

COMPUTE

CLOSE

DISPLAY

DIVIDE

EXAMINE

EXHIBIT

GO TO

IF

MOVE

MULTIPLY

OPEN

PERFORM

READ

RELEASE

RETURN

REWRITE

RUN

SEARCH

SORT

STOP

SUBTRACT

WRITE

3) Conectivos

AND

ARE

AT

BY

CORR

CORRESPONDING

DOWN

ELSE

FROM

INTO

IS

NOT

OF

OFF

ON

OR

TO

UNTIL

UP

1.5.7. Codificação

Existe um padrão de codificação de um programa COBOL relativo às colunas.

As colunas de 1 a 6, são utilizadas para numerar as linhas do programa. Da coluna 1 a

coluna 3, a numeração da folha é definida, e da coluna 4 a coluna 6, a numeração da linha é

definida. A numeração da página/linha deverá ser feita em ordem crescente.

A coluna 7 é utilizada para indicar que a linha é de comentário, ou para indicar a

continuação da linha anterior.

As colunas de 8 a 11 estão situadas na “margem A” da folha. Nessa margem são

iniciados os nomes de divisões, seções, parágrafos e alguns números de nível.

As colunas de 12 a 72 estão situadas na “margem B” da folha. Nesta margem todos os

parâmetros e instruções restantes são definidos.

A identificação do programa é feita dentre as colunas 73 e 80.

INPUT-OUTPUT SECTION.

FILE-CONTROL.

SELECT nome-do-arquivo ASSIGN TO identificação [ORGANIZATION IS SEQUENTIAL] [ACCESS MODE IS SEQUENTIAL]

O parágrafo SOURCE-COPUTER especifica em qual equipamento o programa será

compilado.

O parágrafo OBJECT-COMPUTER especifica em qual equipamento o programa será

executado.

No parágrafo SPECIAL-NAMES podemos associar nomes de funções a alguns

dispositivos COBOL, como por exemplo, o nome simbólico referente à impressora, “Printer”.

Citaremos alguns dos possíveis nome-de-funções utilizados neste parágrafo:

SYSLST Relacionada à impressora CONSOLE Relacionada a console do operador C01 Canais associados à impressora C C C C C C C C C C C

Exemplo: SPECIAL-NAMES. C01 IS SALTO.

Sempre que o nome SALTO for utilizado na PROCEDURE DIVISION, o computador

executará um salto de página na impressora. O nome SALTO é simplesmente um nome-

simbólico.

A cláusula DECIMAL-POINT IS COMMA tem como objetivo substituir ponto por

vírgula e vice-e-versa devido a nossa tradicional notação anglo-saxônica.

Na cláusula SELECT o nome nome-do-arquivo será o nome utilizado pelo

programador dentro do programa e a identificação costuma variar de acordo com o ambiente

operacional.

No curso da Kyoei Facom. utilizamos o computador VIII da Edisa com o Sistema

Operacional UNIX. Um exemplo de SELECT para este ambiente é:

SELECT EMP ASSSIGN TO “cademp”

Onde, EMP é o nome que o programador atribuiu ao arquivo de empresas dentro do

programa, e “cademp” é o nome externo do arquivo criado num processador de textos.

A cláusula ORGANIZATION especifica em que ordem os registros estão ou estarão

organizados. Existem vários tipos de organização de arquivos, porém estes serão abordados

mais adiante.

Caso a cláusula não seja definida ficará subtendido como organização seqüencial, ou

seja, os registros estão ou estarão em ordem seqüencial em que foram ou serão gravados.

A cláusula ACCESS MODE especifica em que ordem os registros serão acessados ou

gravados.

Caso a cláusula não seja definida, o acesso será seqüencial aos registros.

Para cada arquivo utilizado no programa, devemos definir uma SELECT.

2.3. Data Division

Esta é a terceira divisão de um programa COBOL.

Esta divisão é dividida em 4 (quatro) seções: A FILE SECTION, a WORKING-

STORAGE SECTION, a LINKAGE SECTION e a SCREEN SECTION.

Na FILE SECTION descrevemos os arquivos e seus respectivos registros.

Na WORKING-STORAGE SECTION definimos todas as áreas auxiliares para o

processamento.

A LINKAGE SECTION e a SCREEN SECTION são seções opcionais dessa divisão.

A LINKAGE SECTION é uma seção responsável pela comunicação entre os

programas.

A cláusula LABEL RECORD indica se existe (STANDARD) ou não (OMITTED), um

rótulo de identificação do arquivo correspondente.

A cláusula VALUE OF FILE-ID associa o nome-de-arquivo utilizado no programa

com o nome de identificação do arquivo.

A cláusula DATA RECORD define o nome do registro do arquivo correspondente.

Na WORKING-STORAGE SECTION, ao descrevermos as áreas, utilizaremos vários

itens que serão abordados a seguir.

2.3.1. Números de Nível

Os números de nível definem a hierarquia dos campos dentro dos registros ou a

hierarquia nas áreas auxiliares criadas pelo programador.

O registro também deve ser numerado, pois ele é um item de grupo. A numeração para

itens de grupo é “01”.

Dentro dos itens de grupo estão os itens elementares, e estes podem receber uma

numeração dentre “02” e “49”.

Exemplo de codificação de um lay-out de registro:

CODIGO NOME

DATANASC

SALARIO ENDER

DD MM AA

PIC X(05) X(30) 99 99 99 9(04)V99 X(30)

Formato:

A B

01 REGISTRO

05 CODIGO PIC X(05).

05 NOME PIC X(30).

05 DATANASC

10 DD PIC 9(02).

10 MM PIC 9(02).

10 AA PIC 9(02).

05 SALARIO PIC 9(04)V99.

05 ENDER PIC X(30).

PS: A cláusula PIC será abordada a seguir.

2.3.2. Números de Nível Especiais

77 e 88.

O nível 77 define auxiliares independentes, onde estes não são subdivididos e não

possuem subdivisões.

Estes auxiliares são campos que criaremos com o objetivo de, por exemplo:

Precisamos emitir relatórios que deverão ter no máximo por página 60 linhas e

devemos mostrar a cada página o número da página, portanto necessitamos de campos

auxiliares, um para contar linhas e outro para contar páginas e estes serão criados no nível 77

dentro da WORKING-STORAGE SECTION.

77 CONTLIN PIC 9(02) VALUE 60.

77 CONTPAG PIC 9(02) VALUE 0.

O nível 88 define nomes de condição que devem ser associados valores definidos ao

conteúdo de um campo determinado do registro.

2.3.3. Picture

PIC ou PICTURE é uma cláusula que define o tipo e o tamanho do campo. O tipo pode

ser: numérico, alfanumérico, alfabético e de edição.

Numérico

É representado pelo número 9, e seu universo consiste nos dígitos de 0 a 9. Na

representação de um campo numérico, podem aparecer caracteres como a letra “ V” e/ou a

letra “S”.

“V” indica a posição da vírgula decimal e “ S” indica se o campo armazena um sinal

positivo ou negativo.

O tamanho máximo deste tipo de campo é 18 dígitos.

Podemos efetuar cálculos neste tipo de campo.

Exemplos:

PIC 9(10)

PIC 9(10)V

Neste tipo de picture podemos utilizar várias máscaras de formatação, porém as mais

comuns são:

9 – Mostra o dígito na posição definida independente de ser “0”;

Z – Troca o dígito “0” pelo caractere BRANCO;

B – Insere o caractere BRANCO na posição definida na picture;

0 – Coloca o dígito “0” na posição definida na picture;

, – Insere uma “,” na posição definida na picture;

. – Insere um “.” na posição definida na picture;

+ – Insere o sinal “+” ou “-” à direita ou à esquerda do conteúdo editado;

  • – Insere o sinal “-” à direita ou à esquerda do conteúdo editado;

* – Troca o “0” não significativo por “*” (asterisco);

$ – Este caractere pode aparecer na extremidade esquerda da picture.

Exemplos:

Picture Conteúdo Original Conteúdo Mascarado

ZZZ 123 123

Z.ZZ9 1900 1.

Z.ZZ9,99 0543V55 543,

*99,99 077V77 *77,

9B9 66 6 6

+ZZ9 876 +

99+ 56 (negativo) 56- 99+ 56 (positivo) 56+ +99 56 (positivo) + -99 56 (negativo) - 99- 56 (negativo) 56- -99 56 (positivo) 56 $9(4) 8765 $

2.3.4. Picture

É uma palavra reservada que preenche determinados espaços definidos na picture.

Exemplo:

05 FILLER PIC X(10) VALUE “FACOM”.

De acordo com o exemplo acima, a palavra FACOM será preenchida nas primeiras 5

posições alfanuméricas e espaços em branco nas 5 posições restantes da picture preenchendo

portanto as 10 posições. Esta palavra “ FACOM” poderá ser apresentada na tela do computador

ou na impressora.

2.3.5. Cláusula VALUE

É utilizada para atribuir valores em determinadas áreas de trabalho.

Podemos atribuir valores do tipo: literal-numérica ou literal-não-numérica.

Exemplos:

  • Literal-numérica: 05 CONT PIC 99 VALUE 60.
  • Literal-não-numérica: 05 FILLER PIC X(2) VALUE “AB”.

Ainda podemos utilizar os termos: SPACE(S), ZERO, ZEROS, ZEROES e ALL.

Exemplos:

05 FILLER PIC X(4) VALUE SPACES.

05 FILLER PIC X(20) VALUE ALL ”*”.

ou definindo sem o ALL; 05 FILLER PIC X(20) VALUE. 05 FILLER PIC 9(3) VALUE ZEROS.

2.3.6. Exemplo de codificação da Working-storage Section

A B

WORKING-STORAGE SECTION.

77 CONTLIN PIC99 VALUE 60.

77 CONTPAG PIC99 VALUE 0.

77 CH-FIM PIC X(3) VALUE “NAO”.

01 LINCAB.

05 FILLER PIC X(10) VALUE SPACES.

05 FILLER PIC X(34) VALUE “KYOEI FACO