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Resumo: O cobre e suas ligas são extensivamente utilizados em várias aplicações desde a metalurgia até mesmo como peças decorativas. Os elementos de liga são adicionados ao cobre com o intuito de melhorar algumas características como resistência mecânica, ductilidade e estabilidade térmica. Em síntese serão abordados três artigos técnicos a respeito do metal cobre em aplicações tecnológicas atuais e bem diferenciadas.
Tipologia: Notas de estudo
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(^1) Universidade do Extremo Sul Catarinense – UNESC / Departamento de Engenharia de Materiais, Campus I, Av. Universitária nº 1105.
Resumo: O cobre e suas ligas são extensivamente utilizados em várias aplicações desde a metalurgia até mesmo como peças decorativas. Os elementos de liga são adicionados ao cobre com o intuito de melhorar algumas características como resistência mecânica, ductilidade e estabilidade térmica. Em síntese serão abordados três artigos técnicos a respeito do metal cobre em aplicações tecnológicas atuais e bem diferenciadas.
Palavras-Chave: Cobre, ligas de cobre, aplicações tecnológicas. Área do Conhecimento: Metais.
A palavra cobre é derivada de “ cuprum ”, que significa metal da ilha de Chipre, onde foi descoberto em estado natural durante a Antigüidade. Atualmente, é obtido a partir de minérios, sendo os mais divulgados os minérios sulfurados. Existem minas na Inglaterra, Rússia, Egito, Japão, Estados Unidos e Congo.
Dois destes minérios destacaram-se em primeiro plano:
Uma observação geral deve ser feita sobre o local das jazidas de minérios de cobre: há predominância de minérios oxidados na superfície, os minérios sulfurados encontrando-se, pelo contrário, em profundidade. [1]
É pelo calor que são geralmente tratados o minério de cobre, mas a par da termometalurgia, existe um processo de extração eletrolítico. Antes de se submeter aos diversos tratamentos térmicos, os minérios são submetidos a uma preparação mecânica que tem por objetivo enriquecer aqueles, eliminando a ganga, isto é, todos os elementos não contendo metal ou em quantidade insuficiente para merecer um tratamento térmico. Entre estas operações, citam-
se a moagem, a lavagem e a flotacão. Neste último método, o metal é pulverizado na presença de um óleo que só envolve os elementos sulfurados. O conjunto é em seguida colocado na água: os elementos sulfurados envolvidos no óleo flutuam, enquanto que a ganga afunda. [1]
Os tratamentos térmicos sucessivos para obter cobre são os seguintes: a) Calcinação do minério (15 a 25%) b) Fusão para obter uma massa contendo cerca de 25 a 45 % de cobre c) Refinação ao conversor, a saída do qual aparece o cobre bruto d) Refinação do cobre bruto (1)
Figura 1 – Processo de Extração do Cobre
Figura 2 – Produção do Cobre Eletrolítico
Fonte: http://www.cetem.gov.br/tendencias/paineis/metalurgia_extrativa/ SOBRAL_Luis_METALURGIA_EXTRATIVA_DO_COBRE_2006. pdf METAL COBRE E SUAS LIGAS
O Cobre e suas ligas são o terceiro metal mais utilizado no mundo, perdendo apenas para os aços e para o alumínio e suas ligas. Suas principais características são as elevadas condutividades elétrica e térmica, boa resistência à corrosão e facilidade de fabricação, aliadas a elevadas resistências mecânica e à fadiga. São geralmente não magnéticos. Sua densidade é de 8,94 g/cm³, um pouco acima da do aço, e sua temperatura de fusão é de 1083 ºC.
As peças fabricadas com cobre são unidas mediante soldagem e/ou brasagem. Para peças decorativas, ligas padrões possuem cores específicas e estão prontamente disponíveis. Ligas de cobre podem ser polidas e lustradas para quase
todas as texturas desejadas. Podem ser chapeados, recobertos com substâncias orgânicas ou colorações químicas para atendimento em diversas aplicações. [2]
Segundo classificação da ABNT os principais tipos de cobre são os seguintes:
Esses tipos de cobre são fornecidos em forma de placas, chapas, tiras, barras, arames e fios, tubos, perfis ou conformados por forjamento. [3]
O cobre é normalmente usado em sua forma pura, mas também pode ser combinado com outros metais para produzir uma enorme variedade de ligas. Cada elemento adicionado ao cobre permite obter ligas com diferentes características tais como: maior dureza, resistência à corrosão, resistência mecânica, usinabilidade ou até para obter uma cor especial para combinar com certas aplicações. Veja o gráfico abaixo que relaciona as ligas do Cobre: [5]
Figura 3 – Relação das ligas de cobre
Fonte: http://www.eletrica.ufpr.br/piazza/materiais/CesarCanata.pdf
Existem vários tipos de liga de cobre. As ligas de cobre apresentam excelentes ductilidade a quente e a frio, ainda que um pouco inferiores às do metal puro. As grandes ligas de cobre são divididas nos grandes grupos listados abaixo: [2]
prata, arsênio, cromo, zircônio, cádmio, ferro ou fósforo. Estes elementos aumentam as propriedades mecânicas, especialmente à resistência à tração. Cobre é utilizado para aplicações especiais tais como molas, contatos, eletrodos de solda, materiais condutores, projetos elétricos, etc. [4]
Considerações Ambientais
resultados foram muito bons em relação à justeza de adaptação e forma. Verificou-se também que, mesmo depois de feitas várias combinações entre ligas e revestimentos, não houve nenhuma combinação que mostrasse resultados extremamente superiores aos outros. Confirmou-se que, após as mensurações de todas as fundições, estas sempre apresentavam contrações em relação ao corpo de prova padrão, que não afetaram a justeza de adaptação e forma das restaurações, tanto do sistema Cobre-Alumínio (Duracast ®) quanto do sistema Cobre- Zinco (Goldent ®). Ambas as ligas estudadas apresentaram grande facilidade para serem trabalhadas mecanicamente a frio, permitindo uma fácil usinagem. [7]
Estudo de caso 3: Produtividade de eletrodos fabricados com a liga de Cu-Cr utilizados no processo de solda por ponto pelo processo de forjamento
Este trabalho compara a produção de eletrodos utilizados em soldagem por ponto entre os processos de forjamento e usinagem. Foi considerado o processo de forjamento como uma alternativa à melhoria da qualidade, redução dos tempos de produção, redução de refugos além de aumento do número de pontos de solda realizados por eletrodo. O material utilizado foi uma liga Cobre-Cromo (Cu-Cr).
Tabela 1 – Custos e perdas na usinagem e forjamento na produção de um eletrodo
Conforme os resultados comparativos apresentados na produção de eletrodos por usinagem e forjamento, as seguintes conclusões podem ser tiradas: 1 – A perda volumétrica de material na produção de eletrodos por usinagem chega a 110% que pode ser considerado um número elevado de geração de refugos para o padrão de produção com qualidade de qualquer empresa. Isto representa a perda de mais de um produto a cada novo produto fabricado; 2 – As sobras representadas na tabela 1 mostram que; a cada corte da barra para a produção de um “Blanck” perde-se 19% do volume de um eletrodo. Isto significa um eletrodo perdido a cada cinco “blancks” cortados; 3 – O Cobre, mesmo quando ligado ao Cromo, é um elemento que aceita facilmente a deformação permitindo a produção dos mais diversos formatos de eletrodos. Além disso, proporcionou uma resistência maior no processo de forjamento adquirida pelo maior número de pontos de soldagem realizados; 4 – As perdas volumétricas pelo processo de forjamento são da ordem de 4% sendo plenamente aceitáveis em uma linha de produção moderna; 5 – A utilização do processo de forjamento elimina a quantidade excessiva de cavacos na linha de produção, diminuindo a geração de sucata, melhorando a segurança do operador, além de diminuir o número de refundições do material;
6 – Em função dessas observações torna-se conveniente à modificação da linha de produção para o processo de forjamento, que tornará mais eficiente o chão de fábrica.
Em síntese, os eletrodos produzidos por forjamento se mostraram com durezas superiores quando empregados nas altas temperaturas atingidas durante o processo de soldagem, permitindo uma produção em um tempo muito inferior aos eletrodos usinados, além de uma produção de refugo “sucata” se mostrar inferior ao processo de usinagem. [8]
CONCLUSÃO As excelentes propriedades e características intrínsecas do Cobre e suas ligas explicam porque desde que foi descoberto na Antiguidade ainda continua sendo utilizado intensamente em várias áreas até os dias de hoje. As características como elevadas condutividades elétrica e térmica, boa resistência à corrosão e facilidade de fabricação, aliadas a elevada resistência mecânica e à fadiga justificam porque dentre tantos outros metais ele é o terceiro metal mais utilizado no mundo.
Existem vários tipos de cobre que são produzidos para aplicações específicas e diversas. Esses tipos de cobre são fornecidos em forma de placas, chapas, tiras, barras, arames e fios, tubos, perfis ou conformados por forjamento. É normalmente usado em sua forma pura, mas também pode ser combinado com outros metais para produzir uma enorme variedade de ligas. Cada elemento adicionado ao cobre permite obter ligas com diferentes características tais como: maior dureza, resistência à corrosão, resistência mecânica, usinabilidade ou até para obter uma cor especial para combinar com certas aplicações. Os três artigos abordados a respeito do cobre reportam a vasta área de aplicações técnicas utilizando de métodos bem diferentes para apresentar a sua importância em vários ramos da ciência e tecnologia.
[1]http://www.eletrica.ufpr.br/piazza/materiais/ CarlosRojas.pdf: Acessado em 11/05/2008.
[2] http://www.infomet.com.br/h_cobre.php: Acessado em 06/05/2008.
[3] CHIAVERINI, Vicente. Tecnologia mecânica. 2 ed. São Paulo: Ed. McGraw-Hill,
[4]http://www.shimadzu.com.br/ analitica/aplicacoes/espectrometros/ oes/an_ligas_cu.pdf: Acessado em 13/05/2008.
[5]http://www.eletrica.ufpr.br/piazza/ materiais/CesarCanata.pdf: Acessado em 13/05/2008.
[6] Fazano, C. A. Determinando-se o tamanho de grãos em ligas de cobre-zinco através da análise de imagem. Revista Analytica, nº 27, págs 50 a 58, fevereiro/março 2007. Disponível em: <www.revistaanalytica.com.br/analytica/ed_anteriores/ 27/art04.pdf> Acessado em 17/05/2008.
[7] Sansiviero, A.; Tavares Júnior. C. A. R. F.; Romão Júnior, W.; Marin, K. K.; Kikuchi, L. N. T. Ligas alternativas de cobre de uso odontológico. Con SCIENTIAE SAÚDE. Rev. Cient. UNINOVE – São Paulo. V.2, págs 37 a 42. Disponível em: <www.uninove.br/ojs/index.php/saude/ article/view/194/184> Acessado em 16/05/2008.
[8] Brandão, L. C. Produtividade de eletrodos fabricados com a liga de Cu-Cr utilizados no processo de solda por ponto pelo processo de forjamento. XXIV Encontro Nac. de Eng. de Produção