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Dietas: Semiliquida, Leve e Jantar - Receitas e Ingredientes, Notas de estudo de Nutrição

Neste documento, encontram-se as receitas e ingredientes para três diferentes dietas: semiliquida, leve e jantar. Cada dieta apresenta recomendações específicas sobre alimentos e quantidades para consumo. A dieta semiliquida é indicada para pessoas com dificuldades de deglutição, enquanto as demais são recomendadas para pessoas que desejam perder peso ou melhorar sua alimentação. Além disso, há várias receitas para pratos de sopas, saladas, carnes e vegetais.

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 14/08/2011

marcela-elizeu-8
marcela-elizeu-8 🇧🇷

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Não perca as partes importantes!

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Mais cor no prato e na vida
durante o tratamento do câncer
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Baixe Dietas: Semiliquida, Leve e Jantar - Receitas e Ingredientes e outras Notas de estudo em PDF para Nutrição, somente na Docsity!

Mais cor no prato e na vida

durante o tratamento do câncer

Comida

que cuida 1

Projeto e realização Diretoria de Comunicação sanofi-aventis Brasil

Texto e edição Cris Ramalho

Projeto gráfico e montagem Luciana Cury

Ilustrações Wesley Martinez

Revisão June Justa

Consultoria e revisão médica Ricardo Caponero – CRM 51600 Oncologista clínico dos hospitais Albert Einstein, Heliópolis e Professor Edmundo Vasconcelos. Presidente da Associação Brasileira de Cuidados Paliativos.

Consultoria odontológica Angela Scarparo Caldo-Teixeira – Professora do Departamento de Odontopediatria da Faculdade de Odontologia de Nova Friburgo da Universidade Federal Fluminense

Dayane Machado Ribeiro – Professora do Departamento de Odontologia do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal de Santa Catarina

Consultoria e revisão nutricional Luciene Assaf de Matos – CRN 10210 Monica Macedo dos Santos – CRN 10813 Nutricionistas do Hospital A.C. Camargo

Tatiana de Oliveira – CRN 7508 Nutricionista do Centro de Combate ao Câncer e Coordenadora do Portal Nutrionco

Ilana Elman – CRN 10861 Doutora em Ciências - Área de concentração: Nutrição em Saúde Pública – Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo

Colaboração e agradecimentos Aos médicos Maira Caleffi, Sima Ferman, Vicente Odone Filho, Daniela Kappes Petrocchi, Fernanda Schettino, Francisco Wisintainer e Marcello Pedreira. Agradecimentos especiais à Sueli Cabral Duarte, Mariana Peixoto e Ana Adelaide C. Antunes Teich, por comparti lharem suas experiências de superação. À designer Priscila Liu, que encheu de cor e brilho os 25.000 exemplares das primeiras edições desta obra.

As informações e sugestões contidas neste livro têm apenas finalidade educacional e informativa e traduzem o melhor entendimento dos conhecimentos disponíveis sobre o tema pelos colaboradores desta obra. Elas não substituem, em qualquer hipótese, o diagnóstico, o tratamento ou as recomendações do seu médico ou nutricionista, nem devem servir de subsídio para automedicação. Somente o médico está apto a prescrever a melhor conduta para o seu caso.

As informações fornecidas não são individualizadas, portanto, um nutricionista deve ser consultado antes de se iniciar uma dieta.

Índice

 - À sua saúde, sempre - O aconchego da cozinha 
  • Comida é um modo de se ligar à vida - Cozinha amiga - Força-tarefa - Sob medida - Isso é que é energia - Para você reflorir - Céu de brigadeiro
    • Os sabores nossos de cada dia - Receitas - Referências - Índice de receitas

Também fazem parte da Coleção Comida que Cuida: o “ Comida que Cuida 2 – O prazer na mesa e na vida de quem tem dia betes ” e o “ Comida que Cuida 3 – Receitas e histórias para você fazer as pazes com o seu coração ”. As três obras, gratuitas, traduzem o compromisso da sanofi-aventis de ir além da abordagem terapêutica e de enxergar o paciente na sua integralidade. Desde 2006, foram distribuídas dezenas de milhares de livros por meio de instituições de saúde do País, do extremo norte até as fronteiras do sul.

Você pode baixar os três livros na íntegra no site www.sanofi-aventis.com.br.

"Comida de alma é aquela que consola... Dá segurança,

enche o estômago, conforta a alma, lembra a infância

e o costume."

Nina Horta , no livro Não É Sopa

macarrão na manteiga da avó, a canja da mamãe, o bolo quente, o capuccino do marido – os me - lhores pratos da vida da gente vêm com afeto. É a memória afetiva da comida. O aconchego da cozinha, que anuncia sentimentos bons, cura dores da alma e do corpo também, resgata emoções escondidas em meio a recheios e molhos.

Prato colorido: é bonito e é sinônimo de saúde Comer bem e “em cores” é fundamental para o organismo ficar bem equilibrado, assim como para o corpo que precisa recuperar seu ponto de equilíbrio. Bom, isso vale tanto para o organismo saudável quanto para aquele que passa por um período de tratamento e recupera-se de alguma doença. Um prato colorido é quase sempre garantia de estarmos

ingerindo, na dose certa, os nutrientes necessários ao nosso organismo. São eles as vitaminas, as proteínas, os lipídios, os carboidratos, as fibras e os sais minerais. Quanto mais colorido, mais saudável: então, lembre-se de colocar sem- pre no prato uma boa dose de verde – verduras e legumes crus ou cozidos (vitaminas e sais minerais); uma bela pince- lada de tom solar, como o vermelho da carne ou o amarelo- ovo (representando as proteínas) e, para completar, cores clarinhas, beges, amarelinhos, o branco – presentes no pão, nas massas e arroz (carboidratos) e tons suaves de roxinho, verde-claro, bege-dourado, como o feijão, a lentilha, a soja (leguminosas ou grãos) e a aveia, farinhas (os cereais, sem- pre fundamentais). Para beber, suco de frutas de todos os tons (grande fonte de vitaminas). Experimente, a cada dia, variar seu

“Viver e não ter a vergonha de ser feliz. Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz.” Eterno aprendizGonzaguinha

- Tem jeito para tudo Intestino desregulado é algo comum durante o tratamento

  • tanto pode ficar preso como solto; e as duas hipóteses não são nada agradáveis. Se for uma diarreia persistente, o organismo pode perder nutrientes importantes, como vitaminas, sais mi- nerais e água. Para enfrentar este sintoma, sem perder o pique, beba muita água. A comida deve ser ingerida aos poucos, várias vezes ao longo do dia. Coma banana, goiaba, melão, maracujá, caldo de legumes, água de coco, para repor o potássio, cuja perda é muito comum na diarreia. E reduza as fibras – ou seja, dê um tempo nas frutas, como mamão, laranja, mexerica, ameixa-preta e nos vegetais fo - lhosos. Vá de iogurte, queijo branco, suco de uva, batatas fervidas e amassadas e pão branco. Corte temporariamente o leite, os queijos amarelos e os doces à base de leite. Se for comer carne, prefira frango ou peru, sem pele, peixe ou a parte magra do boi; mas evite fritá-las. Agora, quando o problema for outro – a prisão de ven- tre – procure comer mais fibras, que soltam o intestino, como pão e cereais integrais, frutas frescas com casca, ver- duras. Fazer um pouco de exercício, como caminhar, tam- bém contribui para regular o intestino. Assim como beber algo quente cerca de 30 minutos antes da hora em que seu intestino costuma funcionar. Importante sempre é beber muito líquido. No mínimo, oito copos d’água por dia.

Muitos pacientes acham que seu apetite é maior de manhã. Aproveite que o café-da-manhã é a refeição mais importante do dia e capriche nele!

- Firme, forte e feliz Saco vazio não para em pé, a máxima de todas as mães do planeta, é a mais pura verdade. Coma! Quando se está em tratamento contra o câncer, o importante é não perder peso. E, claro, nada de dietas para emagrecer. Não é a hora. Mais do que nunca, o corpo pede calorias saudáveis para aumentar sua imunidade e ter energia de sobra para enfrentar os tratamentos previstos – que al- gumas vezes forçam o organismo e provocam os indese- jados efeitos colaterais. Aceite todos os carinhos: o amor traduzido em pratos bonitos, gostosos, da comida boa que alegra, anima, aconchega. O amor de filhos, amigos, marido, namorado, esposa, de quem for, em pequenos gestos. Mimos, por favor, aceite todos. E peça mais, se der vontade. Se você estiver forte, tudo isso passará mais rápido e deixará menos lembranças, com certeza!

“A culinária é a mais nobre das artes; objetiva, concreta, jamais abstrata, a que está ligada à vida e à saúde humana.”

Cora Coralina

em todo mundo é igual, certo? Os tão falados efeitos colaterais de certos tratamentos, por- tanto, são discutíveis. Existem, infelizmente. Mas os efeitos podem não ser os mesmos – ou não do mesmo jeito – em todas as pessoas. Segundo estatísticas, apenas um terço dos pacientes sofre com as reações, que, às vezes, aparecem de forma bem esporádica. Ou seja: se você sente a boca ressecada hoje, não necessariamente vai sentir o mesmo amanhã ou depois. Aquele alimento deixa gosto metálico? Talvez isso aconteça uma única vez. E, algumas vezes, o mal-estar não está ligado à medicação ou ao tratamento, mas tem fundo psicológico. Se você sente medo ou fraqueza, o que é perfeitamente normal, as reações podem aparecer de forma mais intensa. O fun- damental, claro, é saber que tipos de problema podem surgir com cada procedimento e como se prevenir. Mais do que nunca, é hora de usar a alimentação a seu

favor. A cozinha amiga vai ajudar você a encarar cada um dos tratamentos:

- Cirurgia: quem passa por uma, para tratar um tumor ou não, precisa estar bem alimentado, antes e depois, para en- frentar a intervenção com energia. Dependendo de onde foi a operação, a digestão pode ficar mais lenta e o estô- mago dolorido, além de aparecerem enjoos. Para contornar isso no pós-operatório, converse com seu médico sobre a possibilidade de uma alimentação leve, mais à base de líqui- dos. Caldos de legumes, quentinhos, não precisam ter aquela cara de “comida de hospital”. Com um preparo saboroso, você vai se lembrar da sopa da avó. É a memória afetiva da comida que resgata emoções escondidas. - Radioterapia: às vezes, deixa a boca seca e dolorida. En- golir fica mais difícil e o alimento perde seu sabor. Apare-

“O amor é quando a gente mora um no outro.” Mario Quintana

ou molhos. Ouça seu corpo com atenção, ele vai indicar o que comer. Com certeza, cairão bem torradas e biscoitos, iogurtes, mingau, frango sem pele (cozido ou assado) ou frutas e vegetais bem macios (como pêssegos em calda). Uma boa pedida é o bolo de claras, bem levinho, ou um sorvete refrescante de frutas, sem leite. Ou ainda raspa- dinha de gelo. Gelados, aliás, são ótimos contra enjoos de forma geral. Experimente congelar suas bebidas favoritas em cubos de gelo e vá chupando-os devagarinho. Des- cansar depois de comer também ajuda a se safar desse sin- toma desagradável.

- Macios e gelados A garganta dói, a boca idem, e engolir parece impossível. Ainda assim, vamos comer – o ideal é optar por coisas pas- tosas ou muito picadas, que descem fácil. Se quiser salgados, vá de queijo cottage , purê de batatas, macarrão, carne moída, ovos mexidos, legumes amassados (com um bom azeite ou uma manteiguinha por cima, fica ótimo!). Para beber, leite e suco e até mesmo um delicioso milk shake. Mas cuidado com frutas ácidas, que irritam a boca, como abacaxi, mexerica e laranja. Tam-

bém passe longe dos alimentos duros e ásperos. Sugestões de sobremesas são os purês de maçã e de banana, melancia, frutas em calda (como pêssego, pera ou damasco) ou mingau de cereais (como de aveia, por exemplo). Outra boa dica é cor- tar tudo em pedacinhos pequenos e usar canudinhos para beber os líquidos – o que diminui a sensação de dor. E nada de coisas quentes; prefira a temperatura ambien- te, já que o calor irrita a mucosa. Se ainda assim for difícil de engolir, coloque a cabeça para frente ou para trás na hora de comer. Quando o problema é azia, tente ficar sentado ou em pé por cerca de meia hora após a refeição.

- Tem gosto para tudo Mudanças no olfato ou no paladar: quem passa por isso sabe o quanto é desestimulante ter de comer. Tudo perde o gosto. Para apurar as sutilezas dos sentidos da sua refeição, siga algumas dicas. Para começar, só escolha ali - mentos que você realmente ache apetitosos. Se o aroma de uma carne parecer-lhe especialmente forte, coloque- a de molho em sucos de frutas, vinho doce ou molhos de vinagre ou agridoce. Abuse de ervas aromatizantes, como manjericão, orégano e alecrim – ficam uma delícia em carnes e peixes. Alimentos ácidos, como laranja e limão, também são recomendados nesses casos, porque têm sabor forte. Experimente inventar receitas gostosas com eles. Frango com laranja, por exemplo, é ótimo. - Tem pinta de leite, mas não faz mal Intolerância à lactose é a dificuldade de digerir o açúcar do leite e seus derivados, como iogurte, coalhada, quei- jos. Isso às vezes aparece depois de um tratamento que afete o estômago ou após o uso prolongado de antibióti- cos. Apesar de habitualmente provocar cólica, gases e diarreia, é fácil contornar esses problemas, pois existem muitos produtos livres ou com pouca lactose no mercado. Um deles é o leite de soja e os próprios leites já prepara- dos com baixa lactose. São bem gostosos. Mas fique de olho nos rótulos dos alimentos, porque vários deles con- têm lactose como conservante.

Esse seu sorriso O tratamento do câncer afeta a cavidade bucal, podendo aumentar as chances de se desenvolver cáries. Procure um cirurgião-dentista para lhe dar algumas dicas preciosas – como usar uma escova macia ou um creme dental para gengivas sensíveis e como fazer uma higienização correta da boca após as refeições. E lembre-se, a cada vez que comer, escove bem seus dentes. Use fio dental, sempre!

Boca a boca A radioterapia diminui a produção de saliva. Sem uma lu- brificação adequada da cavidade bucal, a mucosa da bo- ca fica mais seca, sofre maior atrito e pode se inflamar, num processo chamado mucosite. Usar enxaguatórios bucais sem álcool, após a esco - vação, ajuda a prevenir inflamações e a reduzir as hemor- ragias nas gengivas, também frequentes durante o trata mento contra o câncer. Como a redução do fluxo salivar também diminui a proteção natural contra as cáries, não deixe de visitar regularmente o seu dentista e não adie os tratamentos necessários. Com isso você evita procedimentos mais drásticos, como precisar extrair um dente, nem sempre indicado durante o tratamento contra o câncer, devido às possíveis alterações no sangue, que dificultam a coa - gulação e a proteção contra as infecções.

“Antes mesmo de iniciar a quimio ou radioterapia, comece a usar enxaguatórios bucais sem álcool. Isso fará com que a mucosa da cavidade bucal fique mais protegida durante o tratamento.”

Angela Scarparo Caldo-Teixeira – cirurgiã-dentista