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Como elaborar Mapa de Riscos, Slides de Engenharia de Produção

Como elaborar Mapa de Riscos

Tipologia: Slides

Antes de 2010

Compartilhado em 05/05/2010

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fernanda-8 🇧🇷

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Professor: Eng. Alexandre Dezem Bertozzi
MAPEAMENTO DE RISCO
Percebeu-se, na década de 70, a necessidade de se criar uma nova metodologia que mapeasse os riscos ambientais
dos locais de trabalho. Esse mapeamento tinha por finalidade controlar os riscos a que os funcionários estavam expostos e
informar aos chefes e supervisores sobre os mesmos.
E foi na Itália que essa renovação metodológica aconteceu.
Esse novo mecanismo criava o hábito de, ao se inspecionar um posto de trabalho, promover também a avaliação
com ênfase ao empregado, orientando-o a cooperar no processo de diagnóstico e prevenção de acidentes, tendo em vista que
ninguém melhor do que ele para conhecer os produtos com os quais lida.
No Brasil, o artigo da Portaria 25 do DNSST (Departamento Nacional de Segurança e Saúde do
Trabalhador) de 29/12/1995 traz já o texto reformulado da Norma Regulamentadora (NR) nº 9, estando estabelecido no item
9.1.5:
"...consideram-se riscos ambientais os agentes físicos, químicos e biológicos existentes nos ambientes de trabalho
que, em função de sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição, são capazes de causar danos à saúde do
trabalhador."
A mesma NR considera obrigação dos empregadores "informar os trabalhadores de maneira apropriada e
suficiente sobre os riscos ambientais que possam se originar nos locais de trabalho e sobre os meios disponíveis para prevenir ou
limitar tais riscos e para proteger-se dos mesmos".
O MAPA DE RISCOS
"Esse documento consiste na representação gráfica dos riscos à saúde identificados em cada um dos diversos
locais de trabalho de uma empresa" . São objetivos do mapeamento de riscos: "ouvir os trabalhadores de todos os setores do
estabelecimento e, com a colaboração do SESMT (Serviço Especializado em Engenharia e Segurança e em Medicina do
Trabalho), elaborar o MAPA de RISCOS com base nas orientações constantes do Anexo IV, devendo o mesmo ser feito a cada
gestão da CIPA".
Obs: o anexo IV – mapa de riscos tem sua redação dada pela portaria nº 25 de 29/12/95.
CRITÉRIOS PARA EXECUÇÃO
Para que se consiga fazer o mapeamento de riscos de uma empresa, temos vários passos a seguir:
1. LEVANTAMENTO DOS RISCOS AMBIENTAIS
O responsável pela realização do mapa de riscos deverá utilizar roteiro de abordagem específico para cada setor
analisado, descrevendo os riscos encontrados. O diálogo com os funcionários é de extrema importância, obtendo-se o máximo de
informações sobre como são as atividades, quais os produtos utilizados, etc. Nessa etapa inicial não a necessidade de se
utilizarem equipamentos ou aparelhos de medição ou monitorização ambiental (iluminamento, ruído, etc).
2. ELABORAÇÃO DO MAPA DE RISCOS
Sempre devemos ter em mente que a representação gráfica dos riscos deverá ser clara, permitindo, dessa forma, a
rápida identificação de cada tipo de risco existente em cada setor. Convencionou-se, para isso, a utilização de cores e a marcação
dos riscos através de círculos colocados no mapa. A simbologia usada é:
CORES CÍRCULOS
Riscos físicos: VERDE
Riscos químicos: VERMELHO
Riscos biológicos: MARROM
Riscos ergonômicos: AMARELO
Riscos de acidentes: AZUL
O tamanho do círculo indicará o grau de risco: quanto
maior o círculo, maior o grau de risco.
Quem estiver elaborando o mapa de riscos deverá utilizar
a planta física baixa ou o esboço do setor da empresa,
indicando os locais de risco. Essa planta terá que conter
todos os detalhes do local em questão, assinalando as
posições de máquinas e equipamentos, bancadas de
trabalho, área de circulação de pessoas e materiais, etc.
Quando existirem vários riscos em um mesmo setor, estes
devem ser representados no mesmo círculo. Exemplo:
A cada setor mapeado corresponderá um número, o qual constará do mapa de riscos ambientais. Também
constarão no mapa o número de trabalhadores expostos e a especificação dos agentes de risco.
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Professor: Eng. Alexandre Dezem Bertozzi

MAPEAMENTO DE RISCO

Percebeu-se, na década de 70, a necessidade de se criar uma nova metodologia que mapeasse os riscos ambientais dos locais de trabalho. Esse mapeamento tinha por finalidade controlar os riscos a que os funcionários estavam expostos e informar aos chefes e supervisores sobre os mesmos. E foi na Itália que essa renovação metodológica aconteceu. Esse novo mecanismo criava o hábito de, ao se inspecionar um posto de trabalho, promover também a avaliação com ênfase ao empregado, orientando-o a cooperar no processo de diagnóstico e prevenção de acidentes, tendo em vista que ninguém melhor do que ele para conhecer os produtos com os quais lida. No Brasil, o artigo 1º da Portaria nº 25 do DNSST (Departamento Nacional de Segurança e Saúde do Trabalhador) de 29/12/1995 traz já o texto reformulado da Norma Regulamentadora (NR) nº 9, estando estabelecido no item 9.1.5: "...consideram-se riscos ambientais os agentes físicos, químicos e biológicos existentes nos ambientes de trabalho que, em função de sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição, são capazes de causar danos à saúde do trabalhador." A mesma NR considera obrigação dos empregadores "informar os trabalhadores de maneira apropriada e suficiente sobre os riscos ambientais que possam se originar nos locais de trabalho e sobre os meios disponíveis para prevenir ou limitar tais riscos e para proteger-se dos mesmos".

O MAPA DE RISCOS

"Esse documento consiste na representação gráfica dos riscos à saúde identificados em cada um dos diversos locais de trabalho de uma empresa". São objetivos do mapeamento de riscos: "ouvir os trabalhadores de todos os setores do estabelecimento e, com a colaboração do SESMT (Serviço Especializado em Engenharia e Segurança e em Medicina do Trabalho), elaborar o MAPA de RISCOS com base nas orientações constantes do Anexo IV, devendo o mesmo ser feito a cada gestão da CIPA". Obs: o anexo IV – mapa de riscos tem sua redação dada pela portaria nº 25 de 29/12/95.

CRITÉRIOS PARA EXECUÇÃO

Para que se consiga fazer o mapeamento de riscos de uma empresa, temos vários passos a seguir:

1. LEVANTAMENTO DOS RISCOS AMBIENTAIS

O responsável pela realização do mapa de riscos deverá utilizar roteiro de abordagem específico para cada setor analisado, descrevendo os riscos encontrados. O diálogo com os funcionários é de extrema importância, obtendo-se o máximo de informações sobre como são as atividades, quais os produtos utilizados, etc. Nessa etapa inicial não há a necessidade de se utilizarem equipamentos ou aparelhos de medição ou monitorização ambiental (iluminamento, ruído, etc).

2. ELABORAÇÃO DO MAPA DE RISCOS

Sempre devemos ter em mente que a representação gráfica dos riscos deverá ser clara, permitindo, dessa forma, a rápida identificação de cada tipo de risco existente em cada setor. Convencionou-se, para isso, a utilização de cores e a marcação dos riscos através de círculos colocados no mapa. A simbologia usada é:

CORES CÍRCULOS

• Riscos físicos: VERDE

• Riscos químicos: VERMELHO

• Riscos biológicos: MARROM

• Riscos ergonômicos: AMARELO

• Riscos de acidentes: AZUL

• O tamanho do círculo indicará o grau de risco: quanto

maior o círculo, maior o grau de risco.

  • Quem estiver elaborando o mapa de riscos deverá utilizar a planta física baixa ou o esboço do setor da empresa, indicando os locais de risco. Essa planta terá que conter todos os detalhes do local em questão, assinalando as posições de máquinas e equipamentos, bancadas de trabalho, área de circulação de pessoas e materiais, etc.
  • Quando existirem vários riscos em um mesmo setor, estes devem ser representados no mesmo círculo. Exemplo: A cada setor mapeado corresponderá um número, o qual constará do mapa de riscos ambientais. Também constarão no mapa o número de trabalhadores expostos e a especificação dos agentes de risco.

Amarelo Azul

Agentes Causadores Fumos metálicos e vapores Ruído e ou som muito alto Microorganismos (Vírus, bactérias, protozoários) Má postura do corpo em relação ao posto de trabalho Equipamentos inadequados, defeituosos ou inexistentes

Gases asfixiantes H, He, N eCO (^2) Oscilações e vibrações mecânicas Lixo hospitalar, doméstico e de animais Trabalho estafante e ou excessivo Máquinas e equipamento sem Proteção e ou manutenção

Pinturas e névoas em geral Ar rarefeito e ou vácuo Esgoto, sujeira, dejetos Falta de Orientação e treinamento Risco de queda de nível, lesões por impacto de objetos

Solventes (em especial os voláteis) Pressões elevadas Objetos contaminados Jornada dupla e ou trabalho sem pausas Mau planejamento do lay-out e ou do espaço físico

Ácidos, bases, sais, álcoois, éters, etc Frio e ou calor e radiação Contágio pelo ar e ou insetos Movimentos repetitivos Cargas e transportes em geral

Reações químicas Picadas de animais (cães, insetos, repteis, roedores, aracnídeos, etc) Lixo em geral, fezes de animais, fezes e urina de animais, contaminação do solo e água Equipamentos inadequadoe e não ergonômicos Risco de fogo, detonação de explosivos, quedas de objetos

Ingestão de produtos durante pipetagem Aerodispersóides no ambiente (poeiras de vegetais e minerais) Alergias, intoxicações e quiemaduras causadas por vegetais Fatores psicologicos (não gosta do trabalho, pressão do chefe, etc) Risco de choque elétrico (correte contínua e alternada)