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Dicas para melhorar aproveitamento nos estudos
Tipologia: Notas de estudo
Compartilhado em 09/06/2013
4.8
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Você já passou por aquela horrível experiência de ter estudado e depois esquecer tudo na hora da prova? Então conheça técnicas de memorização para estudantes que vão ajudar você a estudar e não esquecer a matéria estudada. Não é truque e não é milagre. Só funciona se você estudar e, simultaneamente, utilizar as técnicas adequadamente.
Você sabia que, quase 50% do conteúdo memorizado por leituras repetidas é perdido depois de apenas 2 horas? Então, adicione e combine aos seus estudos rotineiros as melhores técnicas de estudo.
Você pode conseguir resultados incríveis nos seus estudos, utilizando-se do método da associação, em que você une o que lhe é conhecido, com aquilo que você quer reter na memória. Experimente!
MÉTODO DE ESTUDO As dificuldades que um aluno ou profissional enfrentam na aquisição de novas informações não são decorrentes de incapacidade, e sim do uso de métodos inadequados, sacrificando as vantagens de um método científico, racional e organizado. A metodologia da aprendizagem desenvolve a concentração e a capacidade de análise, interpretação e síntese de um texto ou de um livro inteiro, através de técnicas de diagramação.
TÉCNICAS DE MEMORIZAÇÃO Tão incoerente quanto se usar carroças na era em que o homem viaja regularmente até a Lua é o fato de estudantes e profissionais desconhecerem métodos de estudo e técnicas de memorização eficientes na assimilação de informações. Da mesma forma enquanto se desenvolvem máquinas de aprendizagem e instrução subliminar, alguns ainda passam por longos períodos de estafante leitura repetitiva para gravar informações que serão em breve esquecidas. As técnicas de memorização permitem ao estudante, professor ou profissional liberal, reter e evocar instantaneamente qualquer informação com rapidez, eficiência, sem desgaste físico e mental.
“DESPERTE O GÊNIO QUE EXISTE DENTO DE VOCÊ!”
Todas nossas ações e pensamentos nada mais são que fruto da memória, são apenas lembranças. Aprendemos a andar e depois o fazemos porque memorizamos seu mecanismo. A nossa comunicação depende da memória, pois, repetimos sons que fazem sentido e têm algum significado para nós. Normalmente, utilizamos muito
O fator principal e o mais determinando é a vontade de realmente querer se aprender. É preciso vontade, um sentimento que incita alguém a atingir o fim proposto. É preciso escolha, determinação, interesse, energia e garra. É preciso ter em mente onde se quer chegar. E acima de tudo é preciso querer!
1 – O PROJETO DE ESTUDO.
Atitudes básicas COMPROMISSO – AUTODISCIPLINA – ORGANIZAÇÃO ACUIDADE(CAPACIDADE DE PRESTAR ATENÇÃO) – ADAPTAÇÃO.
Se você vai estudar, ler um livro ou assistir à aula, faça bem feito. Concentre-se no que faz, seja curioso, questione, pense e raciocine. Reflita.
A flexibilidade é a capacidade de adaptação. É provável que algumas modificações sejam necessárias, à medida que surjam novas situações, circunstâncias, etc...
Quais os seus planos? Diga-os agora.
Após defini-los, lembre-se sempre de que sonhos não acontecem enquanto não começamos a trabalhar em prol deles.
“EXISTEM MAIS PESSOAS QUE DESISTEM, DO QUE FRACASSAM”
Como Começar:
1 - FIRME UM OBJETIVO. 2 - IDENTIFIQUE MOTIVOS PARA QUERER ESTE RESULTADO. 3 - ACREDITE QUE PODE ALCANÇAR ESTE RESULTADO. 4 - TOME A DECISÃO DE AGIR COM VIGOR E PERSISTÊNCIA ATÉ CHEGAR AO OBJETIVO.
Permite maior rendimento, organiza as atividades, evita o “stress” e a tensão da prova.
Quais são os seus objetivos a curto, médio e longo prazo?
Avalie a motivação deste objetivo, se for o caso, altere-os. Avalie seu compromisso, auto disciplina, organização e acuidade, procurando adquirir e exercitar estas atitudes e comportamentos.
“QUERER RESPONSAVELMENTE É PODER”
2 - PLANEJAMENTO DE ESTUDO. Liste 03 qualidades e 03 defeitos seus:
Liste o que atrapalha você nos estudos:
Se você conseguir eliminar dificuldades poderá duplicar seu rendimento. Existem mais pessoas com sucesso no grupo dos que têm dificuldades, do que no grupo dos que não lutaram contra tantas dificuldades. Quem tem maior dificuldade, em geral, leva o estudo mais a sério. Se você definir seus planos, organizar, planejar e executar com vontade e dedicação, fará um preparo e terá resultados excelentes quaisquer que sejam as circunstâncias!!
Você é inteligente?
INTELIGÊNCIA - é a capacidade de adaptação. É também a capacidade de buscar felicidade. Você não precisa ser um gênio para passar no vestibular. Use seus defeitos. Liste tudo que você deixa de fazer e que com isso te faz mal. Porém é importante para o seu sucesso.
Inverta hábitos - Estudar é um costume. Durante o período de preparação para provas ou testes, substitua esse costume pelo estudo. Assim você estará criando outro costume.
Em geral o aluno pensa que atividades essenciais significam” perder tempo” e que”
atividades de estudo, lazer, descanso, trabalho, etc...
Fórmula do tempo real de estudo: TRE =THE. NC. QE. TRE= tempo real de estudo. THE= tempo horário de estudo. NC= nível de concentração. QE= qualidade de estudo.
Logo estudar muito não é uma questão de números de horas, mas de números de horas realmente aproveitadas.
Faça um quadro de horários. Mantenha o local de estudo arrumado. Busque e junte antecipadamente todo o material necessário e o mantenha próximo a você. Diga não quando for preciso. Estude de porta fechada. Use o horário das refeições para relaxamento.
Uma das maiores vantagens em ter um quadro de horários, é a liberdade e a paz de espírito que decorrem de se fazer aquilo que decidiu.
Quadro de horário geral: Conscientize-se que, para fechar um resultado favorável, é preciso uma conduta diferente. Divida o tempo e preencha o quadro nas horas livres, divida em 3 estudos para 1 lazer e 1 atividade esportiva.
Quadro horário de estudo: Defina o que vai fazer nos horários quebrados e defina o tempo que sobrou, multiplique o numero de horas nas matérias de maior peso e também nas de maior dificuldade. Defina horas de sono, descanso, lazer, atividade física, etc...
Esquema de estudo: S Q 3 R Survey questions Read, read, review,
Procura Questões leia, leia, revise.
Defina o que você está procurando ou o que aprender: Formule perguntas e questões, leia o texto rapidamente, leia sublinhando e leia revisando.
Esquema de Leitura:
Leia Tente reconstituir (mentalmente ou em voz alta) o que foi lido Releia verificando o que você não lembrou.
2- Concentração: A falta de concentração faz com que o estudante se desligue do seu objeto de estudo, ocupando a mente com outras questões. Ela pode resultar de vários fatores, tais como a falta de qualidade do material que se está estudando, ou o fato do seu conteúdo não ser dos mais interessantes, assim como as preocupações particulares do aluno, as interrupções causadas por fatores externos, ou mesmo o stress. A concentração deve ser treinada. O estudante deve disciplinar a sua atenção. É mais fácil memorizar sem ouvir música ou ver televisão, sem pensar na namorada ou nas contas a pagar. Devemos manter nossa atenção voltada ao estudo, isto aumenta nosso rendimento. Quando estudamos, devemos esquecer das outras coisas e focar nosso objetivo em aprender aquilo que está à nossa frente. A estabilidade emocional é o principal alicerce de um bom estudo.
3 - Motivação: Algumas pessoas desconhecem que o estudante precisa estar motivado para que dirija sua atenção à tarefa de estudar. A desmotivação pode estar relacionada ao assunto que está sendo utilizado (este pode não ser interessante, ou de necessidade reduzida). Um estudante desmotivado estará fortemente propenso a se distrair, o que faz com que ele frequentemente tenha que retornar ao início de um trecho já lido. É necessário estabelecer uma finalidade (objetivo) para o estudo, e organizá-lo através de um cronograma. Defina claramente qual é o seu objetivo (o que você quer), e em que prazo, traçando um plano de ação. Suponha que um estudante deseje reforçar os seus estudos em Direito Civil e, para isto, adquirisse um bom livro e fosse lendo-o, do começo ao fim; em determinado momento, ele se sentiria desmotivado e a sua atenção se reduziria consideravelmente; porém se, ao contrário, ele fizesse um planejamento diário, dividindo o trabalho em módulos (pontos a serem estudados), de modo a centralizar a sua atenção naquilo que ele estivesse estudando naquele momento, seu rendimento seria maior. Ele não mais iria encarar os estudos com o pensamento de que "hoje vou estudar Direito Civil", mas sim, "hoje vou estudar a Teoria dos Bens", por exemplo (com o objetivo de, ao final, elaborar um resumo ou um fichamento). Seu foco não mais estaria em todo o Direito Civil (por demais extenso e cansativo), mas sim em um ponto por vez. Ter em mente o foco (objetivo do estudo) faz com que mantenhamos a atenção e, consequentemente, a motivação. O estudante tem que ter em mente o que ele pretende, de uma forma objetiva e precisa. É importante também, além de estabelecer um objetivo, organizar-se no sentido de estabelecer como (através de quais metodos) e quando (em quanto tempo) ele será atingido. Lembre-se: é impossível fazer com que todo o estudo seja interessante, mas é importante que o estudante mantenha-se sempre interessado.
4 - Organização Ao sentar-se, tenha à mão tudo o que vai precisar. Estude sempre as matérias que você tem maior dificuldade, nos horários mais produtivos.
5 - Estudo Constante: Importante: faça do estudo um hábito.
O maratonista não treina somente antes das competições, para ele o reino é um hábito.
E preciso adquirir a habilidade de se analisar fatos do cotidiano. Ou seja, não se preocupar em decorar, mais sim em saber. Por isso, você deve criar o hábito de leitura. É preciso ler tudo: revistas, jornais, livros. Informe-se e procure discutir os fatos com os amigos, para entender o contexto em que estão inseridos.
6 - Leitura: Durante a leitura devemos buscar a velocidade adequada, sem compromenter a compreensão do texto. A velocidade da leitura varia segundo a natureza do texto, mas ela não deverá ser baixa demais (lendo-se palavra por palavra), de modo a comprometer a atenção e a concentração. Durante a leitura, evite acompanhar o texto com os dedos, caneta, lápis ou régua. Isto reduz a velocidade da leitura e também a capacidade de assimilação do conteúdo. Evite também movimentar a cabeça lateralmente para acompanhar o texto. Movimente somente os olhos. Isto faz com que saltemos os olhos para a linha errada, interrompendo a linha de raciocínio (quando então seremos forçados a retornar a leitura até o início do trecho). Aliás, é comum que, durante a leitura, regredir durante a leitura. Porém, se isto constituir um hábito, comprometerá a qualidade e, consequentemente, a velocidade da leitura. Concentre-se! Evite a vocalização (repetição sonora do texto que está sendo lido) e a subvocalização (voz mental que acompanha o texto). Elas também reduzem a velocidade da leitura. Além disso, o hábito da vocalização não é compatível com certos lugares, tais como uma biblioteca ou uma sala de aula. Sempre antes de realizar a primeira leitura de um texto, realize uma pré-leitura, com a finalidade de obter uma visão global (embora superficial) do assunto abordado. Com isto, o estudante poderá identificar, além dos pontos que serão abordados, o grau de dificuldade do mesmo e o tempo que será necessário para a sua leitura, dados importantes para a organização seus estudos.
9 – Intervalos Para Descanso: Ao enfrentar uma jornada longa de estudos, faça pequenos intervalos para descanso. Em geral, o próprio estudante vai identificar a necessidade de parar por alguns minutos, principalmente nos momentos em que ele estiver irritado e desatento. Este descanso não quebrará o ritmo nem causará dispersão, e lhe dará nova disposição.
O cansaço e a fadiga são prejudiciais à memorização, por isso, devemos descansar antes de ficarmos cansados, e você saberá a hora de fazê-los, pois, começará a sentir-se irritado e desatento, aí então, é benéfico o descanso e, ao contrário do que pensam alguns, não quebrará o ritmo, nem causará dispersão, e sim, lhe dará nova disposição
10 - Estude Em Grupo: Estude em pequenos grupos. Quando você dá uma explicação a alguém, por mais simples que seja, necessariamente executará uma série de operações físicas e mentais (falar, apontar e etc...) que propiciam a fixação do conhecimento. Quando você ensina quem mais fixa é você. Ao ensinar, você estará revendo a matéria, o que mais facilita a memorização. Fazer revisão das matérias em grupo pode ser uma boa idéia, especialmente se as habilidades de cada um forem complementares. Assim, um pode ajudar o outro. Detalhe: o grupo deve ser de no máximo quatro ou cinco pessoas. Mais que isso só serve para dispersar a atenção.
11 - Em Sala de Aula: Procure sempre prestar atenção às aulas. Dê preferência ao que o professor está tentando explicar, e não à morena da terceira carteira! Evite fazer anotações durante as explicações do professor, procurando mentalmente visualizar o contexto exposto. Evite ficar de braços cruzados, pois atrapalha a circulação do sangue. Se a aula estiver monótona e der sono, procure ingerir água durante a explicação do professor, isto ajuda a você não dispersar.
O método a ser utilizado para retenção das informações estudadas varia de acordo com o estudante, pois cada pessoa acaba por desenvolver a sua própria técnica, enfatizando um ou outro dos métodos existentes. Há indivíduos visuais (absorvem melhor aquilo que vêem), outros mais auditivos (fixam com facilidade o que ouvem) e outros ainda cinestésicos (gravam o movimento que realizam quando escrevem). Cada um precisa descobrir de que jeito grava melhor as informações, e deve formar o seu próprio método de estudo. O ideal é utilizar mais de uma maneira .Apresentamos a seguir os 5 métodos de memorização mais comumente conhecidos:
Muito conhecido, é geralmente o método utilizado pelo estudante. Consiste em você ler e reler várias vezes um texto para poder lembrar-se dele depois, ou seja, trata-se da repetição contínua de um texto, em voz alta ou não, com a finalidade de decorá-lo. Embora em alguns casos seja necessária a memorização de um texto palavra por palavra, este método tem as suas limitações: a memorização só dura um curto intervalo de tempo, o volume de informações decoradas não pode ser extenso, e ela corre o risco de não funcionar (não há garantias de que, na hora da realização de um exame, os textos decorados estarão disponíveis na memória). É um método importante, porém, você já deve ter percebido várias vezes que, mesmo após horas de estudo, ao chegar na hora da prova, você não consegue se lembrar do que estudou. Isso, de agora em diante, vai acabar, pois você associará em seus estudos métodos mnemônicos poderosos.
Aqui vale, ainda, lembrar algumas dicas importantes:
E você saberá a hora de fazê-los, pois, começará a sentir-se irritado e desatento, aí então, é benéfico o descanso e, ao contrário do que pensam alguns, não quebrará o ritmo, nem causará dispersão, e sim, lhe dará nova disposição.
Um local onde você se sinta à vontade, encontrando silêncio, onde você possa deixar seu material de estudo sem que ninguém o atrapalhe. Se você não dispuser de um ambiente assim onde você mora, por falta de espaço ou excesso de pessoas, aconselhamos que faça seus estudos em uma biblioteca, onde o ambiente é propício.
Consiste em associar algo que está sendo estudado (nova informação) a uma coisa com a qual o estudante já esteja familiarizado. Associa-se, desta forma, algo difícil de lembrar com algo fácil de lembrar. Podemos associar o que queremos memorizar com uma rima, com a palavra de origem, com uma associação de fonemas, ou transformar a informação numa imagem mental, associado-a com outra imagem. Desta forma, neste método nós associaremos algo que queremos lembrar, e que é para nós desconhecido, com alguma coisa que nos é familiar, ou que apresenta uma rima com a palavra de origem. Ou seja, associamos algo difícil de lembrar com algo fácil de lembrar, de modo que tenham uma relação entre si. Podemos fazer associação por uma fusão de duas imagens mentais, por semelhança entre fonemas. Vejamos alguns exemplos esclarecedores: queremos lembrar que a capital da Austrália é Camberra, então fazemos uma frase associada:
AUSTRÁLIA CAMBERRA
na estrada ali o cão berra
Dessa forma ligamos algo desconhecido a uma frase de apoio, através da semelhança de fonemas, que nos faz lembrar o que queremos.
Outro exemplo: se quisermos memorizar a maior obra literária do escritor Júlio Ribeiro - "A Carne" - da época do realismo brasileiro, podemos associar com a frase:
JÚLIO RIBEIRO A CARNE
Engoliu primeiro a carne Podemos utilizar esse método e recordar fórmulas matemáticas, por exemplo: a fórmula do trabalho realizado, na física, é:
t =F.x.cos a onde t é a letra grega "tal".
Olhando a figura, podemos imaginar o rapazinho que faz a força para arrastar a caixa, dizendo: "Tal flecha coça", onde os sons consonantais nos lembram: t =F.x.cos a
Ou ainda, o conhecido Q ue M a C e T e e que que exprime a fórmula do calor sensível da termologia: Q = M.C.T
Aqui cabe ressaltar, amigo leitor, que alguns estudantes mais desavisados acham que não precisam de frases mnemônicas, pois, por verem repetidas vezes determinada fórmula, na prática dos exercícios diários, acham que nunca mais vão esquecer ou ter dúvidas sobre a composição das variáveis da fórmula. Ledo engano. Afirmamos que aquele que estiver se preparando para um vestibular, ao final de meses de estudo, com a cabeça cheia de informações, na hora da prova, terá dificuldades para se lembrar de fórmulas. Aí é que as frases mnemônicas nos auxiliam a tirar dúvidas sobre a composição de determinadas variáveis numa fórmula, e mesmo, a nos fazer lembrar de fórmulas inteiras. Quanto mais preparados estivermos, menos nervosos ficaremos e até isso nos auxiliará a clarear a nossa memória. Toda frase mnemônica serve como a isca do anzol para agarrar um peixe. Você até pode pegar um peixe sem isca, mas é bem mais difícil. Agora, não tenha dúvidas que, com a devida isca, a pesca será mais proveitosa. Não se preocupe em ter que lembrar da fórmula e da frase. A fórmula você deve conhecer e ter na mente tão clara quanto possível, e você consegue isto através da indispensável prática dos exercícios. Já a frase ou palavra mnemônica, você deve memorizá-la por associação, de tal forma que, na hora da prova, a lembrança da fórmula e a lembrança da frase se somam. O efeito é surpreendente. Algumas vezes, dependendo da técnica usada ou mesmo da habilidade em formar as fórmulas mnemônicas, você lembrará instantaneamente da frase e dela tirará uma fórmula ou outra informação como datas e nomes, e verá que seria impossível ter lembrado sem o auxílio das técnicas mnemônicas.
Começamos imaginando a figura de um índio, para representar o obra O Guarani, colocando todos os detalhes que imaginarmos; um índio com tanga de couro, pintado, usando cocar e segurando arco e flecha. Pois bem, esse é O Guarani. Na mão do índio, um relógio, pode ser um relógio de pulso, pode ser até o seu relógio, mas que marca apenas cinco minutos, e isto nos lembrará o nome da segunda obra. Empilhadas em cima do relógio, várias moedas de prata, muito reluzentes, tão pesadas que estão quebrando o visor do relógio, para então lembrarmos de As Minas de Prata. Sentada
em cima das moedas, quase escorregando, vemos a figura de uma mulher muito iluminada, que nos lembrará Lucíola. Veremos, então, Lucíola de braços dados com uma índia nua; será Iracema. Vejamos o que temos até o momento: pense um minuto e tente relembrar as obras já memorizadas. Temos um índio (O Guarani), em sua mão um relógio que só marca cinco minutos (Cinco Minutos) e equilibrando-se sobre o relógio temos moedas de prata (As Minas de Prata), sentada sobre as moedas temos uma mulher iluminada (Lucíola) de braços dados com uma índia nua (Iracema). Funciona, não?
Prossigamos... a índia está tomando uma cuía de chimarrão, que nos lembrará O Gaúcho. Comendo a erva da cuia do chimarrão, vemos uma gazela, com a pata afundada no chá, para então lembrarmos A Pata da Gazela. Na galhada da gazela vemos o Tronco do Ipê e sobre esse tronco, flores douradas para lembrarmos Sonhos D'ouro, e repousado sobre o pólem da flor vemos um Til (imaginemos o sinal gráfico como se fosse uma borboleta). Não percamos o fôlego e vamos adiante, deitado no til, como se estivesse num divã, vemos outro índio, Ubirajara. O índio está sonhando com uma mulher -Senhora- com todos os apetrechos de uma dama do século XIX. Mas quem segura a sombrinha da dama é um Sertanejo. Muito bem, vamos rever tudo: -
imaginamos um índio segurando um relógio (que só marca cinco minutos) e sobre o relógio muitas moedas de prata. Sentada sobre as moedas uma mulher iluminada, de braços dados com uma índia nua que toma chimarrão e sobre a cuia uma gazela com a pata enterrada no chá. Sobre a galhada da gazela um tronco de ipê e florescendo no ipê botões dourados, que têm pousado no seu pólem, como borboleta, um til. Deitado no til, um índio sonhando com uma senhora que tem um sertanejo segurando sua sombrinha. Evidente que toda essa explicação é muito demorada e mais complicada que a realização da técnica elaborada com suas próprias idéias, e o leitor verificará logo, com um pouco mais de prática, como é simples e eficiente o método. A grande vantagem é que essas informações estão agora inseridas nos arquivos de sua memória, de maneira sólida, à sua disposição.