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Como falar em Público, Manuais, Projetos, Pesquisas de Cultura

Este livro te ensina técnicas para você falar em público, seja nos trabalhos escolares ou no trabalho.

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2011

Compartilhado em 05/08/2011

pamela-bueno-7
pamela-bueno-7 🇧🇷

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FALANDO EM PÚBLICO
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FALANDO EM PÚBLICO

Santos, Vilson. Marketing Pessoal: falando em público. / Vilson Santos.

  • Imperatriz, MA: Ética, 2008. 95 p. [Série Marketing Pessoal, v. 2]
    1. Administração – Marketing. 2. Marketing Pessoal. 3. Motivação Pessoal e Profissional. I. Santos, Vilson. II. Título. CDD 658.

Copyright © 2008, by

Vilson Santos

Todos os direitos reservados.

Coordenação editorial: Adalberto Franklin Revisão: Rita de Cássia Barros Marques Projeto gráfico: Ética Editora Capa: Ramon Bravin Henrique Impressão: Ética Editora (sistema digital)

Dados de Catalogação na Publicação

Ao senhor Deus, toda honra e toda glória.

Às mulheres de minha vida, Daniele, Bárbara e Thawana.

O primeiro livro do autor, Marketing Pessoal: atitu- des e comportamentos na construção da marca pessoal teve grande aceitação, especialmente entre profissionais das áreas de Administração e de Direito. À época, acredi- tei que essa produção teria satisfeito sua ânsia de comu- nicar aos outros o que considerava importante para o aperfeiçoamento da imagem. Contudo, algum tempo após, percebi que Vilson passou a tecer longos comentá- rios sobre apresentações de trabalhos acadêmicos, so- bre o medo das pessoas no contato com o público, sobre falhas na comunicação...

Esses comentários me indicavam apenas uma coisa: Idéias! Como lâmpadas se acendendo acima das cabeças dos personagens de “gibis”, as idéias sobre um novo li- vro estavam brotando na mente acelerada do Vilson. Meses depois, laconicamente (como sempre) me “infor- mou” que eu iria revisar o tal novo livro. Muita responsa- bilidade para quem não é especialista em língua portu- guesa e é mais adepta da informalidade que das rígidas regras de nossa gramática.

Por isso, ao ler (de uma só vez!) o primeiro esboço, tive duas impressões: a primeira é de que este livro era uma continuação do primeiro, abordando os aspectos específicos da comunicação com o público, parte extre-

PREFÁCIO

mamente importante do que o pessoal da área de Admi- nistração denomina “marketing pessoal”.

A segunda impressão envolvia sérias dúvidas sobre que linguagem seria adequada, diante de informações tão práticas e tão pessoais! Afinal, falar de carisma, de medo, de falhas de comunicação e até de roupas adequa- das para uma apresentação formal atingiria o leitor dire- tamente em suas maiores fraquezas. Seria como “por um dedo na ferida” para, em seguida, oferecer o remédio.

Não que este livro apresente “remédios” prontos e plenamente eficazes contra os medos (traduza-se em pânico) e outras falhas no momento de falar em público, mas apresenta o conhecimento empírico, apoiado, natu- ralmente, em teorias científicas, de quem já passou e su- perou essa aterrorizante experiência.

Para os leigos, na área de comunicação, a teoria con- tida nos capítulos “Carisma e comunicação” e “Estrutura racional da comunicação” ajuda a compreender os meca- nismos para a preparação de uma comunicação realmen- te eficaz. Da mesma forma, os exercícios práticos propos- tos a partir do capitulo “Medos, bloqueios e barreiras” nos levam à certeza do Poder que podemos alcançar nes- sa esfera pessoal.

Enfim, na revisão final, resolvemos pelo (quase) as- sassinato da gramática. Explico: o que significa a gramáti- ca para o texto? A gramática dá a estrutura adequada, mas o texto é que teria o papel de envolver e expressar

SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO

A necessidade de comunicação faz parte do desen- volvimento humano. Sem ela, seria impossível a compre- ensão entre as pessoas. Quando nos comunicamos, re- velamos nossa inteligência e perspicácia, ampliamos nossos conhecimentos, habilidades e atitudes.

Se observarmos bem, a maioria dos erros, sejam eles pessoais ou profissionais, têm suas origens nas falhas de comunicação. Estas falhas estão diretamente relaciona- das com a falta de sintonia e má interpretação das men- sagens emitidas e recebidas.

Não há dúvida que a comunicação eficaz é um grande diferencial para quem deseja uma boa colocação no mer- cado de trabalho, almeja um novo cargo ou apenas pre- tende sair-se bem nas apresentações acadêmicas, em um discurso político, etc.

Convivemos diariamente com as mais diversas formas de comunicação em ambientes também diversificados, com membros da família, colegas de trabalho, alunos, cli- entes, fornecedores, superiores e subordinados, o que não é uma tarefa fácil.

Em todas essas situações, temos como desafio nos adequar e contornar as interferências que anulam ou blo- queiam o processo de comunicação. Para isso, é preciso

repensar as relações pessoais e profissionais, respeitan- do crenças e valores das outras pessoas, ajustando as semelhanças, os objetivos comuns e as formas de lingua- gem mais adequadas para um bom convívio. Agindo as- sim, evitaremos alguns dos problemas criados pela co- municação ineficiente.

Não é somente pelo uso da voz que influenciamos os ouvintes. Outros meios de expressão podem reforçar as palavras, tais como, a gesticulação, postura e o vestuá- rio.

As ações do orador podem ser reveladas pela voz e escolha certa das palavras. Estas são naturalmente in- tensificadas com a expressão facial, o movimento do cor- po e das mãos e o contato visual.

A comunicação não se nutre apenas de argumentos. Outros fatores também contribuem para o importante papel da arte de falar. A comunicação oral também é in- fluenciada pelo volume da voz, a articulação das palavras e o uso correto das regras gramaticais.

Afinal, a comunicação foi e ainda é fundamental para a socialização humana. Cada momento, evento ou con- texto requerem formas diferenciadas de mensagem. De- senvolver essa competência implica muito mais do que apenas conhecer e dominar as regras da comunicação: exige também percepção, dedicação e treinamento.

Vilson Santos

Você não imagina o que aconteceu (ou pode até imagi- nar...), as conseqüências de uma solicitação dessa a uma pessoa que tem medo de falar em público. Na realidade, eu não tinha medo de me apresentar para uma platéia, eu tinha pavor!

Naquele momento o chão desapareceu sob meus pés, o coração acelerou, o auditório se multiplicou, deu um branco geral, fiquei gelado, a voz parecia não sair. Minha mente se esvaziou de tudo. Tive a sensação que ia des- maiar. Mas, como não havia jeito de escapar, já que a pla- téia estava aguardando, respirei fundo e procurei relem- brar os acontecimentos durante a jornada de estudos. Como alguém que folheia uma agenda, fui organizando na memória os principais fatos. Os cincos minutos que falei foram para mim foi uma eternidade. Mesmo com a voz tre- mula, quando dei por conta, já havia falado de tudo que aconteceu. Ao término, olhei para o lado e vi nosso instru- tor Voltaire sorrindo tranquilamente. Senti uma enorme vontade de esganá-lo, pelo que me fez passar. E ele só me disse uma frase “escolhi você, por que era preciso”.

Aprendi uma coisa com aquela situação. Se eu tivesse sido chamado para falar sobre algo que eu não conheces- se, com certeza não teria conseguido expressar absolu- tamente nada.

Desde aquele dia, iniciei um processo de treinamento pessoal para melhorar e estar preparado para qualquer ocasião, principalmente em apresentações de trabalhos na faculdade, coisa que eu abominava.

Palavra de origem grega, kharisma, derivada de kha- ris, significa “graça”.

Esse termo foi utilizado por São Paulo, no sentido de os cristãos receberam a “graça,” isto é, o dom gratuito da “vida eterna em Cristo Jesus” (Cf. Rom 6,23). São Pau- lo ainda dá a essa palavra sentidos mais estritos:

  • “Cada qual recebe de Deus um dom (kharisma) particular” (1 Cor 7, 7).
  • “Existe diversidade de dons (kharisma) espiritu- ais, mas há um só Espírito” (1 Cor 12,4). Por isso, para a Igreja Católica moderna, a palavra kharisma significa crisma ou crismado, ou aquele que re- cebeu uma graça ou um dom divino. Seria uma força divi- na conferida a uma pessoa, tendo em vista a sua necessi- dade ou utilidade em uma comunidade religiosa.

Esta expressão é utilizada, comumente, para definir o dom de influência e fascinação que um indivíduo, ex- posto às massas ou multidões, exerce sobre o público.

Sociologicamente, representa um conjunto de quali- dades e habilidades inerentes a certo tipo de líder. É atri- buída a alguém que possui qualidades especiais de lide- rança, seja por sanção divina ou, simplesmente, individualidade excepcional.

Carisma e comunicação

e escolhas. Essa comunicação interior reflete nos- sa cultura, crenças, valores e preconceitos. É ne- cessário possuir discernimento e controle sobre essa comunicação interior consciente, para poder intervir nesses fatores quando necessário. É o tipo de comunicação em que o emissor e o receptor são a mesma pessoa. Nesse caso, a mensagem pode ou não ser transmitida. Um modo de transmitir esse tipo de mensagem seria através dos diários pessoais. Ou seja, esta primeira etapa está ligada aos sentimentos dentro de nós mesmos.

  1. A comunicação externa é expressa por palavras, expressões faciais, posturas e ações físicas. Utili- zadas para nos comunicarmos com o mundo. Toda comunicação que fazemos é uma ação, uma causa em movimento, e regem alguma espécie de efeito em nós e nos outros. Portanto, melhorar a comu- nicação externa, formal e informal, permite cons- truir relações transparentes e receptíveis, seguin- do uma regra de lógica e coerência entre o pensar, planejar, transmitir e agir. A comunicação, conforme foi dito, constitui um pro- cesso e ocorre passo a passo. Não se sucede a intervalos rigidamente separados, mas flui entre seus vários ângu- los, de modo interligado. Cada passo é discernível e influ- enciável. Proceder “passo a passo” quer dizer: deixar que o objetivo visado se torne condutor dos pensamentos e ações.

Para tanto, é indispensável uma cuidadosa prepara- ção da conversa, um conhecimento dos fatores que a antecedem e informações preliminares corretas. Quanto mais o objetivo se delinear nitidamente diante dos olhos, mais facilmente será alcançado. Comunicação é argumento, e a argumentação nutre a conversação. Argumentar é provar alguma coisa, invo- car razões, explicitar afirmações e justificar os pontos de vista. Consegue-se convencer pelo uso de argumentos honestos, completos e críveis. Contudo, argumentos podem se tornar evasivos e sem poder se colocados em momento, tom e circunstâncias impróprias. Quem for capaz de prender uma platéia pela palavra é sempre bem sucedido, pois consegue convencer. Se o público se identifica com o que está sendo dito, não há necessidade de insistência sobre o assunto. E não basta apenas uma exposição correta e objetiva de idéias, ela deve ser eloqüente, expressiva e enfática de acordo com o público-alvo. Devemos compreender que o principal meio para o entendimento é a linguagem e com ela podemos informar, comover, conduzir e persuadir. Podemos afirmar que, fazendo uso adequado da lingua- gem verbal e não-verbal, uma pessoa pode construir sua marca. Seja você um empresário, executivo, advogado, médico, professor ou estudante, queira ou não, sua mai- or arma é a habilidade de se comunicar com o mercado- alvo de tal forma que suas idéias, produtos ou serviços provoquem desejos.