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-AS Um tempero OLIV, Copaz de dor sabor especial qu muis voriados pratos, q saiso é fácil de cultivor e pode ser R | plantado até em aportamento salsa (Peiroselinum crispumo), também conhecida como salsinha ou salsa-de-cheiro, é uma crva originária da Europa, mais especifica- mente da Itália. Algumas informações dão conta de que já era cultivada na Roma Antiga. No Brasil, foi introduzida pelos colonizadores portugueses. Pertence à | | família das apiáceas, como o coentro, o salsão c a cenoura. É uma planta herbá- cea, que cresce de 20 a 80 centímetros, com caule oco, cilíndrico, pouco ramificado, de coloração verde- clara. As folhas são recorta- das e possuem contorno triangular. Seu aroma é forte e agradável. A salsa é amplamente utilizada e E a como tempero e tam- TONA EM JEJUM, bém como planta medi- TAMBÉM COMBATE cinal, É rica cm vitaminas | AGRESDADE A, B2 e C, Contém ainda Pp: CLIMA Prefere as regiões de clima ameno, desenvolvendo-sc melhor sob temperaturas entre 15 e 20 graus centí- grados. Não se dá bem com temperatu- ras extremas. ÉPOCA DE PLANTIO Em locais de clima ameno, o plantio pode-ser feito duran- te o ano inteiro. Nas regiões de clima quen- te, deve ser feiro de março a julho. 310 É pouco cxigente, mas se dá melhor em solos não muito argilosos, com textu- ra média, bem drenados, com pH entre 5,5 e 6,8 ericos em matéria orgânica. A salsa é muito aromática, por issa é geralmente usada como tempero. Mos ela também tem qualidades medicinais | sódio, selênio, potássio, mag- ko | nésio e ferro. Seu suco é eficiente a para abaixar os “galos” na cabeça. O chá, e preparado com as folhas e raízes, é diuré- tico, digestivo, evita a formação de gases k e é indicado no tratamento do reumat mo. Arua como estimulante do apetite: é E. nm só mastigar algumas folhinhas cruas antes da refeição. E ainda acalma dores de dente. LOBO RURAL ESPECIAL COMO PLANTAR ECEITA, PLANTIO O plantio é feito diretamente no local definitivo, por meio de sementes lançadas em sulcos com 1,5 a 2 centíme- tros de profundidade, com espaçamento de 25 a 30 centímetros entre eles. Normal- mente utiliza-se de 2 a 3 gramas de semen- tes por metro quadrado de canteiro. A salsa pode também ser cultivada em vasos ou jardineiras com 20 centímetros de profundidade, no mínimo. É recomen- dável misturar esterco à terra do vaso c mantê-lo em um local ensolarado. TRATOS CULTURAIS Os tratos cultu- rais são bastante simples — regas diárias e canteiros sempre limpos, pata cvitar o desenvolvimento de plantas invasoras. Quando as plantas estiverem com cerca de 5 centímetros de altura, deve-se fazer a ralea- ção, isto é, as plantas menos desenvolvidas são arrancadas, deixando-se as melhores e mais bonitas, com espaçamento de 10 a 15 centímetros entre elas. TIÇAS É bastante resis- tente às pragas e doenças, mas pode ser atacada por doenças cansadas por fungos, como a mela ou tombamento. Às pragas mais comuns nesta cultura são os pulgões, vaquinhas, lagartas c cochonilhas. BETA A colheita é inici: a 60 dias após o plantio, quando as plan- tas estiverem desenvolvidas. Nesta oca- sião, devem ser arrancadas as folhas mais desenvolvidas ou a planta toda. Haverá tcbrota e um novo corte poderá ser feito em 30 a 40 dias. USO CULINÁRIO A salsa tem inúme- sta E DICAS CUIDADOS 8 A irrigação deve ser diária, pois o solo precisa ser mantido molhado durante todo o ciclo da planta. Para os solos de média e baixa fertilidade, indica-se a adubação com esterco de curral. & A salsa pode ser plantada perto de roseiras para acentuar o aroma das rosas. 8 A parte da manhã é a mais indicada para colher a folha da salsinha, pois nesse periodo os princípios ativos da planta estão mais concentrados. tas utilidades na cozinha. Pode ser utiliza da crua, em sucos, patês, saladas, farofas e também para decorar pratos, Pode ser acres- centada como tempero em omeletes, car- nes, peixes, aves, molhos, suflês, refogados. Às raízes podem ser usadas em sopas. PRUEDADES RECEITA Ipara 6 pessoas) | temp ed entes tib/6 tomates grandes | ad é firmes HU] colher (sopal de açúcar 8H 7 cebola pequena picada sal o cotlage amassado “1 colhe sopa) de salsa picada Mt tata de milho verde E il 1 colher (sopa) de manteiga ou margarina th 1/4 :de xicara (cha) de nienta, queijo fresco ou dl 1 colhey (Sopa) de endlró, ou di picado dU Tcolher (sopa) de fininha de rosca ti 3 colheres [sopal de queijo solado fopeionall fofmates do mcio, retire a polpa. - E os sementes é salpique sal. Deixe os pedaços vitados para baixo: por uns 10 minutos para esturrer o excess (ogue à cebola na manteiga. Junte a polpa de tomalé cos demais ingredientes, menos. * ouso ralado, é misture bem, Rechele os tomates, polui» lhe queijo ralado é leve ao forno por 10 minutos ou até matina. Use as sobras do recheio para decorar o prato. à de água. Numa párela, | » esa cola a reis Ba td Ipea o bs End dt Jose CA [JE PLANTIO Pode ser semea- do o ano inteiro em regiões de clima ameno para quente; de agosto a janciro, em regiões frias, e de março a maio, em regiões de verão quente e chuvoso. SKILO Os melhores são os terrenos pro- Fentstalioa, permeia ameno dos, pouco ácidos (pH entre 5,5 e 6,5), areia duo Aro e PLANTIEY A semeadura pode ser feita em sementeiras, com espaçamento de 10 centímetros entre linhas e profundidade de 1,5 a 2 centímetros. Pode-se semear também em copinhos de papel-jornal ou bandejas de isopor. O ideal é formar duas mudas por copinho ou célula da bande- ja. Quando tiverem quatro ou cinco folhas (ou 7 a 10 centímetros de altura) as mudas podem ser transplantadas para o local defi- nitivo, com o seguinte espaçamento: 50 a 60 centímetros entre as plantas c 1 metro a 1,20 metro entre os sulcos. Uma dica: na horta, o tomate se desenvolve melhor na companhia de ervas aromáticas. O tomate pode também ser cultivado em vasos, com 30 a 50 centímetros de altura e cerca de 30 centímetros de diâmetro. À planta deve receber pelo menos duas horas de sol por di & CUEEURAIS Na sementeira, as mudinhas são irrigadas diariamente. No local definitivo, as regas podem ser mais espaçadas, a cada dois ou três dias, mas o suficiente para que a terra se man- tenha úmida. A adubação de cobertura com sulfato de amônia (25 gramas por planta) é recomendada a cada 30 ou 35 dias. Qutra operação importante, depois do transplante, é o tutoramento, feito com varas de bambu ou de madeira, com cerca de 2 metros de altura. As varas são amar- radas a cada planta, tendo o cuidado de não apertar muito as hastes. O tomateiro PRAGAS E DOENÇAS pode sofrer o ataque de insetos, como tra- ça-do-tomateiro, ácaro, mosca branca, tri- pes, pulgão, barrinho, entre outras. As doenças mais importantes da cultura são: cancro bacteriano, murcha bacteriana, pinta bacteriana e talo oco. COTHETTA A colheita começa de 90 a 100 dlias após o transplante e pode pro- longar-se por dois meses. Os tomates não precisam estar totalmente maduros para ser colhidos. Eles continuam amadure- cendo fora do pé. consumido em saladas, purês, doces, geléias, sucos e aperitivos. O molho de tomate é acompanhamento principal de vários tipos de massas, p Industrialmente é aproveitado na fabri- cação de extrato de tomate, ketchup e molhos. et eua Os tomates amadurecem fora do pé; por isso podem ser colhidos antes de estarem maduros VA RIEDA DES í i | Su acer OS HAL ESPECIAL COMO FLANTAR + re pé duz mo ara começar um pomar, é melhor guir a sabedoria popular: não dê o passo maior que a perna. O pomar deve ter o mesmo tamanho da sua dedicação e da sua disponibilidade. Mesmo que seja pequeno, com apenas algumas árvores no quintal, vai exigir cuidado e atenção constantes. À escolha das árvores deve ser plane- jada em função do tamanho da área e das con- saudável para a plonte arrência de progas e doenças do, pois temperado. Nessa categoria entram a maçã, à pêra e o morango. E. há aquelas que só crescem com muito calor: são as frutas tropicais, como a banana, o mamão, o melão e o maracujá. O custo mínimo para a implantação de um pomar de 500 metros quadrados é de cerca de 100 reais, fora os equipamentos (veja lista de equipamentos na pág. 6). Entre mudas e semen- tes, gastam-se aproximadamente 80 reais. O dições climáticas da região. Algumas frutas dão em quase todo o país, o ano todo. É o caso do abacate, da jabuticaba, do caqui e da laranja. Outras preferem as regiões mais frias para se desenvolver: são as chamadas fruteiras de clima * Uma regra simples e eficiente para o bom desenvolvimento do. pomar é plantar as árvores “menores no frente, no lado norte, as médias no meio e as maiores atrás, garantindo sol para todas E ê [46] DLORO BUMRAL LSPEOIA COMO PLANTAR Deve-se evitar o uso de agrotóxicos em pomares. colocar em risco a saúde das plantas OS PEQUENOS Quem não tem muito espaço para formar um pomar não precisa abrir mão do prazer de colher uma fruta no pé. Quase todos os tipos de frutíferas podem ser plantados num pequeno espaço no quintal. As recomenda- q s mesmas: sol, água, adubo e cuidado: Os solos ricos, bem drenados e por são os melhores. Mas o pomar pode ser feito em os tipos de solos, desde que sejam feitas as correções necessárias, em todo o terre- no ou apenas nas covas. Adubação e aplic de calcário são procedimentos básicos. É recomendável realizar a análise do solo antes er o pomar | rios das Casas de Agi ecndereços no: Pralde pe ou dk g de endereços no final desta edição) ou de quaisquer instituições agrícolas presentes na sua região. A aná- indicar o nível de acidez do solo, a melhor adubação e eventuais del Em geral, os solos brasileiros são ácidos (leia lise va ciências nutricionais, obre acidez do solo na po gir a acidez, é feita a camente na aplicação de calcários no solo. À cala gem deve ser feita pelo menos três mes do plantio das mudas, de preferência no perío- do de chuvas. Se o pomar já está formado, a cala gem é realizada com a aplicação de cal em volta agem, que consiste ba antes das plantas, na projeção da copa. O espaçamento entre as árvo- res deve ser de 4 a 5 metros e as covas que irão receber as mudas devem ter um tamanho de 40 x 40 centímetros de aber- tura e 40 centímetros de pro- fundidade. O adubo, orgânico e INF mineral, deve ser colocado na oca- sião de abertura das covas, cerca de 60 dias antes do plantio, A adubação básica por cova pode ser: 20 a 30 litros de esterco de curral cur- tido ou 10 a 15 litros de esterco de galinha cur- tido, ou ainda 20 litros de composto orgânico. A APL MAS NÃO : PAR MUDAS Na hora de escolher, deve-se observar a cor das folhas, o tamanho e a formação dos galhos. A aparência conta muito, mas não é tudo. Muitas vezes, apesar de parecer saudável, a muda pode estar infectada por pragas ou doenças. Por isso é fundamental que elas sejam sempre adqui- tidas de produtores confiáveis. Um conselho que vale para todas as etapas: em caso de dúvida, vale a pena procurar à orientação de especialistas. Nas Casas de Agricultura, os agrônomos e técnicos fornecem orientação sobre análise e preparação do solo, adubação, aquisição de mudas c com- bate a pragas e doenças. PRAGAS E INDENÇAS Não se deve utilizar agrotóxicos em pomares domésticos, Existem meios eficientes de combater as pragas e doen- ças sem colocar em risco a saúde das plantas e do produtor pelo manuseio inadequado de subs- tâncias químicas. Sc a infestação for muito gran- de, o defensivo poderá ser utilizado, mas com orientação técnica. Às pragas mais comuns em um pomar são as formigas, as cochonilhas, as coleobrocas, as lagar- tas e as moscas-das-frutas. O controle de todas clas é simples, Alguns insetos, como as lagartas e cochonilhas, devem ser retirados com as mãos e queimados. As brocas e coleobrocas são elim- ÊNCLA, DAS MUDAS COR HIDE, APE R SMULÁVEL, ELA PODE ES ECTADA 2OR PRAGAS E DOENÇAS As mudas podem ser semeadas pelo produtor ou compradas já formados, mas é essencial que elas estejum saudáveis para garantir o sucesso da produção inadas com a ajuda de um arame, que deve ser introduzido nas galerias cavadas pelos insetos. o As formigas podem scr evita- das com a utilização de iscas. Para prevenir o ataque da das-frutas vale a pena A aro ij mosc; ensacar os frutos. Num pomar doméstico, em que o número de fru- tas é pequeno, a tarefa não é complica- da. Os saquinhos podem scr encontrados em qualquer loja de produtos agrícolas. Os frutos que já foram atacados devem ser arrancados e enterrados longe do pomar. As doenças mais comuns no pomar são as podridões (do pé, das folhas, das raízes), a antrac- nose, a gomose, a fusariose e o mosaico. Para à maioria delas, o tratamento consiste em arran- car e queimar as partes doentes. Para evitar o ata que de fungos, pode-se utilizar a calda bordale- sa, defensivo alternativo preparado com uia mis: tura de sulfato de cobre, cal vie vistorias ao pom em podem prejudicar a ver ea entrada da lu GLORO BRIRAL ESPLCIAL COMO PLANTAR Nos países da América Central e, prin- cipalmente, no México o abacate é con- sumido em pratos salgados, como sopas, saladas, temperado com muita pimenta, cebola, azeite, etc. Por aqui, é mais con- sumido ao natural, com açúcar, em sucos, cremes e sorvetes. cs climas, desde que observada a variedade. Em geral, o abacate não se dá bem em regiões de inverno muito rigoroso, onde há ocorrência de geadas, produzindo melhor AMA O cultivo é possível em diversos em regiões de climas amenos e quentes. ÉPOCA DE PLANTIO Preferencialmen- te no início da estação chuvosa para garan- tir um desenvolvimento inicial rápido. SOLO O abacateiro prefere solos permeá- veis, profundos e adubados. Solos enchar- cados facilitam o surgimento de doenças. PLANTIO Pode ser plantado em quin- tais, em pomares de casas, sítios ou fazen- das. É recomendável o plantio no inte- rior do pomar para evitar que o sol forte atinja diretamente seu tronco no início do crescimento. À propagação do abaca- teiro pode ser feita por meio de sementes ou por enxertia, sendo esta última a mais recomendada. As árvores plantadas por sementes demoram muitos anos para pro- duzir. As mudas, que custam em torno de R$ 10, devem ser sempre adquiridas de comerciantes idôncos para garantir a qua- lidade e a produção. Para as variedades de porte alto, o espaçamento recomendado é de 10x 10 metros; para as de porte baixo, 10x 8 metros. Foram identificados dois grupos de abacateiros, o À c o B. Estes se comple- mentam para permitir a fecundação. Portanto, para que ocorra a polinização e sonseqiientemente a frutificação, há neces sidade da presença de abacateiros dos dois grupos por perto. Adquirindo mudas dos dois tipos, pode-se ter abacate o ano todo. TRATOS CULTURAIS O abacareiro não exige muitos cuidados. Normalmente é feita a poda de limpeza, seis meses após o plantio. Deve-se eliminar os brotos que (para & pessoas) ingredientes 4 750 g de camarões escaldados e descascados 4 abacates maduros 5 colheres (sopa) de suco de limão 150 g de cogumelos crus 1 talo macio de salsão picado 3 colheres (sopa) de salsa e man- jericão picados bem fininho 50 g de nozes picadas ou de amên- doas em lâminas finas db 1/2 xicara (chá) de óleo ou azeite de oliva , pimenta-do-reino e molho de pimenta a gosto b COMO FAZER Corte os abacates ao meio e retire os caroços. Retire a polpa-em pedaços regulares, com cuidado, para não danificar es ca € tempere com algumas gotas de limão. Reserve as cascas. Lave bem os cogumelos, corte-os em fatias e tem- pere-os com algumas gotas de limão. Reserve alguns camarões para dec- orar e, em uma tigela grande, misture os demais com o abacate, os cogume- los erus, o salsão, a salsa e o manier- icão, as nozes ou amêndoas e O azeite. Misture bem, prove o tempero, e, se gostar, adicione mais suco de limão, sal, pimenta-do-reino e molho de pimenta. Deixe na geladeira até o momento de servir. Coloque a mistu ra nas castas dos abacates, decore com os camarões reservados e salsa pica- da. Sirva sobre folhas de alface Se preparar o prato de véspera, guarde-o ia geladeira em recipiente bem fechado e coloque nas cascas, somente no momento de servir. Reteit publicado o rest Globo Rural Especial Cozinha da Fazenda de junho de 2495 estiverem nascendo no tronco e os galhos secos e quebrados. Os ramos que nascerem perto do solo também devem ser elimina- dos, pois eles podem facilitar a entrada de doenças e pragas. E FENÇAS As doenças mais importantes são: antracnose, verrugose e podridão-das-raízes. As. pragas mais fre- quentes podem ser combatidas com a aplicação de calda de fumo. ão as cochonilhas e lagartas, que COLHEITA É feita a partir do terceiro ano. Quando adulto, o abacateiro pode produzir até 800 frutos por ano. À safra é anual. Colhe-se o abacate manualmente, quando a casca começa a perder o brilho. aLono nunaL Especiar como eLantar ES) Os ramos que nascem perto do chão têm de ser arrancados para evitar a entrada de doenças e pragas | | | ] | | Nativo das Américas, O abacaxi se dá bem nos climas quentes; quanto E mois color, mais doce e menos ácido serão fruto abacaxi (Ananas sativus), da família das Bromeliá- ccas, é originário da Amé- rica tropical. Segundo algumas fontes, seria nati- vo dá Nordeste brasileiro. Arbusto quase rasteiro com folhas em forma de coroa, é cultivado nas Américas do Sul e Central, China, Tailândia e Filipinas. No Brasil, os maiores produtores são Minas Gerais, Paraíba e Pará. O caule cresce no meio da planta e nele brotam as flo- res, que dão origem ao fruto. O abacaxi é na verdade uma infrutes- cência, ou seja, um conjunto de diversos pequenos frutos agru- pados. Sua polpa é ama- relada, sumarenta, muito doce, com acidez variável. É rico em açúcares, cálcio, ferro, potássio, fósforo e vitaminas A, Be CL. À bromelina, enzima presente na fruta, auxi- lia a digestão e também é utilizada como amaciante de carnes. O abacaxi pode ser plantado o ono todo, principalmente nos regiões onde foz calor será a acidez do fiuto. Apesar de ser resis- tente à seca, para se obter bons frutos é neces- sário que haja chuva distribuída ao longo do ano. Caso contrário, o uso de irrigação ENTRE 05 G4 E QABRCAMERA é recomendado. Produz melhor em regiões com temperaturas médias entre 21 e 32 graus centígrados, CA DE PLANTIO O plantio pode ser feito o ano todo, mas à época mais favorável para o pegamento das mudas é o início da estação chuvosa. SABOROSA SOLO Prefere solos bem drenados, arcja- dos, não-alcalinos ou neutros (pH entre 4,5 e 5,5), com bastante matéria orgânica. Recomenda-se terrenos pouco inclinados. CLIMA O abacaxi desenvolve-se bem em regiões de clima quente, Quanto maior o calor, maior será o teor de açúcar e menor BLOSO RURAL ESPECIAL COMO PLANTAR PLANTIO É feito a partir de mudas, tira- das de uma planta adulta. Antes de plan- tar, deve-se fazer a chamada “cura”, que é pero UtmdA | , | : Í | | | é | | | | ço ds | rcereemo A ACEROLA FOI INTRODUZIDA NO PAÍS EM 1955, QUANDO UMA PESQUISADORA BRASILEIRA TROUXE 250 riginária da América Cen- tral, a acerola (Malpighia punicifolia) é a fruta mais rica em vitamina C. Em unas” cada 100 gramas de sua polpa existem até 5.000 miligramas de ácido ascórbico, a própria vitamina C. Isto representa cem vezes a quantidade da vita- mina encontrada na laranja ou no limão. Não por acaso o seu apelido nas Antilhas, seu lugar de origem, é “milagre & vegetal”, A frutinha é utiliza- da pela indústria farmacêu- tica para a produção de ácido ascórbico puro. Duas a quatro acero- las são capazes de suprir as necessidades diárias de vitamina C de um EMENTES DE PORTO RICO, SEGUNDO — adulto; para uma criança DIZEM, ESCONDIDAS | de um ano, uma acerola é NA BOLSA suficiente, Apresenta ainda em sua composição proteínas, cálcio, fósforo, ferro e vitamina A. É indicada em casos de gripe, afecções pulmonares, doen- ças do figado e das gengivas. No Brasil, as primeiras sementes foram plantadas em Pernambuco, pela Uni- versidade Federal Rural, e tempos depois a fruta estava difundida por todo o país. Quando madura, a acerola apresenta colo- LOBO RHBAL ESPECIAL COMO PLANTAR ração vermelha, roxa ou amarela, Seu sabor é levemente adocicado e ácido. A árvore cresce até 3 metros de altura. CLIMA Devido à sua rusticidade, a ace- rola desenvolve-se bem em climas tropicais e subtropicais. Pode ser cultivada em quase todo o país, havendo restrições aos locais que apresentam chuvas em excesso e tem- peraturas muito baixas, apesar de conse- guir resistir a temperaturas perto de zero grau centígrado. Temperaturas médias em torno de 26 graus centígrados são conside- radas as mais adequadas. ÉPOCA DE PLANTIO O plantio deve ser feito, preferencialmente, no início da re , oa restígio mundial como a fonte de vitamina € Apenas quatro frutinhas são capazes de suprir as necessidades diárias de vitamina C de uma pessoa adulto Edo ter aa O estação chuvosa, para facilitar o desenvol- vimento da muda. Porém, com a possibi- lidade de irrigação, pode-se realizá-lo em qualquer época do ano, desde que sejam. evitados os períodos que registram tem- peraturas inferiores a 15 centígrados. SOLO Pode-se cultivar a acerola tanto nos solos arenosos como nos argilosos. Apesar de não ser exigente, a planta prefere ter- renos férteis, profundos, bem drenados. É bom cvitar solos encharcados ou excessivamente arenosos. PLANTIO A propagação por sementes é a mais utilizada. As mudas são formadas em canteiros que devem ter 15 centímetros de altu- ra por 1 metro de largura. A germinação ocorre em cerca de 23 dias. Quando a pro- pagação é feita por meio de estacas, são utilizadas as pontas dos ramos mais vigo- rosos de plantas jovens. As mudas devem ser adquiridas de produtores credencia- dos. A acerola pode também se desenvol- ver bem quando plantada em vasos. Quando a muda atinge a altura de 30 a 40 centímetros já pode ser transplantada. Ela deve ser amarrada a um tutor ou esta- ca para orientar o crescimento. TRATOS CULTURAIS Quando a muda estiver no local definitivo, as irrigações devem ser fregiientes, mas leves. O solo precisa estar sempre limpo. É importan- te orientar o crescimento da muda por meio de podas, durante o período de for- mação. O excesso de ramos laterais deve ser retirado, para que a planta se desen- volva em haste única pelo menos até os 40 centímetros de altura. PRAGAS E DOENÇAS Dentre as pra- gas, destacam-se os pulgões, bicudos e nematóides. Os primeiros sugam a planta e provocam seu murchamento e morte. O controle pode ser feito com a pulverização de óleo mineral. Já os bicudos põem os ovos no interior dos frutos e causam sua defor- nn mação. Os nematóides deixam a planta fiaca e prejudicam seu desenvolvimento. cerolada A principal doença que atinge a acerolei- Ipara 6 pessoas) ra é a cercosporiose, que deixa as folhas ingredientes amarelas c provoca sua queda. ay 2 kg de acerola “E BOO q de açutar COLHEITA A aceroleira começa a pro- duzir a partir do segundo ou terceiro ano e COMO FAZER Lave as acerolas, pode dar de quatro a sete safras anuais. O toloque-as ém uma panela, leve-as ao total da produção é de 20 a 30 quilos por fogo e deixe ferver, pois as frutas soltam ano. À colheita é manual, podendo ser rea- muita água. À segulk, passe-as por uma. lizada diariamente ou a cada dois dias. Rc sementes, Leve novamente so fogo a — a VR a á massa gue se formou, adicione à açu- USO CULINÁRIO A fruta é consumi- car e ferva até apurar, em torno de uma da ao natural e industrializada, sob a forma hora, mexendo sempre. O ponte é iguál de sucos, geléias, xaropes, licores, doces ao da goiabada de cortar. em calda, néctares, polpa, sorvetes, balas, Pade ser usada para 0 recheio de bolos suco integral, cápsulas de vitamina C, A & rocamboles. acerola é também usada no enriquecimen- Es publcao no est Cb Au oposto de 2005 to de outros sucos de frutas. CUIDADOS E DICAS « É recomendável que as mudas da aceroleira sejam plantadas em dias hublados ou nas horas mais frescas, para aumentar seu índice de pegamento. « Quando for amarrar a muda de acerola a um tutor ou estaca, deve-se ter cuidado de não utilizar para isso barbante ou outro cordão fino que possa estrangular a planta. GLOBO RURAL ESPECIAL COMO PLANTAR [5] Ingredie 3 copos (de geléia, pequenos) de cascas de banana picadas 1 8 copos (de geléia, pequenos) de açúcar. Leve ao fogo 5 copos de açúcar, 1 Copo de água e as cascas de banana já lavadas é picadas. Deixe ferver par meia hora. Relire do fogo e deixe esfriar. Bata no liquidificador ou passe a mis- tura numa peneira de taquara: Adicione o açúcar restante e leve de novo ao foga para concentrar. Deixe cozinhar até que se desprenda do fundo da panela: Coloque em vidros esteri- lizados e feche bem: rege e Ai La Especial Cizirha do intervalo de suas partidas. Além de fonte de energia, a fruta evita a ocorrência de cãibras. As qualidades são tantas que até o líquido acumulado entre as folhas e o caule é útil. Pode ser utilizado para ali- viar a dor de picadas de aranhas, vespas, escorpiões e cobra. CLIMA Por ser planta de clima tropical, desenvolve-se melhor em regiões com muito calor, alto índice de chuvas, lumi- nosidade elevada c bastante umidade. O Brasil apresenta boas condições de culti- vo em quase todas as regiões, mesmo no Sul do país. "OA DE PLANTIO O final da época chuvosa é mais favorável, pois nos primei- ros meses após o plantio a necessidade de água é menor. Os plantios irrigados podem ser feitos em qualquer época do ano. SELO Não gosta de solos encharcados nem. muito arenosos. Prefere os bem drenados, profundos, ricos em matéria orgânica. PEANTIS As mudas são obtidas de plan- tas já existentes — são as brotações que crescem ao lado da planta, Deve-se esco- lher mudas de plantas sadias e vigorosas, sem nenhuma deformação. Antes de ini- ciar o plantio é preciso fazer a limpeza da área. Em geral, o espaçamento utilizado éde 3x 3 metros para as variedades bana- na-da-terra e prata e de 2x 2 metros para ananica. Às covas devem ter 40 x 40 x 40 io ra evista Eloi ul a de agasto ce 1988. centímetros. A bananeira pode também ser cultivada em quintais e hortas. Ei ra TOS CULTURAIS Os tratos cultu- indicados são simples: manutenção do terreno livre de invasoras, com capi- nas regulares, desbaste (eliminação do excesso de rebentos), desfolha (elimina- ção de folhas secas) e corte do pscudo- caule logo após à colheita. Além disso, pode-se fazer uma cobertura morta com as próprias folhas danificadas da bananeira. COLHEITA Em geral a colheita começa de 12 a 18 meses após o plan- tio. Esse período pode variar em fun- / ção da temperatura, da quantidade de chuvas, irrigação recebida e caracrerísti cas do solo. DOENÇAS E PRAGAS As principais pragas são a broca-do-rizoma (besouro preto), tripes da ferrugem dos frutos (inse- tos pequenos que sc alimentam da seiva da casca dos frutos), tripes da flor (inse- tos pequenos, brancos ou marrons). As doenças mais comuns são a sigatoka ama- rela ou negra, o mal-do-panamá, o moko ea podridão-mole. USO QUILENÁRIO As bananas podem ser consumidas ao natural, assadas, fritas ou cozidas. São muito utilizadas também na fabricação de geléias, licores, doces, banana-passa e aguardente, GLOBE RUNAL ESPECIAL COMO PLANTAR caquizeiro (Diospyros ka- A ki) é uma planta de ori- * gem asiática, mais especi- P, ficamente da China e do $” Japão. Foi introduzida no Brasil no final do século 19 pelos imi- grantes japoneses. Atualmente é cultiva- da em várias regiões do país, principal- mente no estado de São Paulo. Pertence à família das ebenáccas e é uma árvore de copa arredondada, que pode chegar a 12 metros de altura. O crescimento do caqui- zeiro é lento, Leva de três a quatro anos para produzir. Apesar disso, tem grande longevidade. Pode VOCÊ SABIA? durar até cem anos. Possui N A o eua seta MA AÍSES Nenasied E retadice Shao bolha PREPARADO COMO tes que cam comple- CONSERVA, FEITA tamente no inverno. O caqui é um fruto grande, com coloração que vai do amarelo ao vermelho-escuro, com a polpa doce. Quando verde, é rico em tanino e amarra na boca. Algumas variedades não possuem semen- tes. É rico em minerais, como cálcio, fós- foro, sódio, e vitaminas A, Be C, Na medicina popular, o caqui é considerado regulador intestinal. Possui ainda betaca- PRATOS SALGADOS LOBO RURAL ESPECIAL COMO PLANTAR stente q doenços é pragas. Cresce devagar mas node durar até cem anos midia netima figo (Ficus carica) é o fruto de uma árvore de peque- no porte, a figueira, origi- nária da Ásia, provavel- mente na região da Meso- potâmia, de onde se espalhou pela costa do Mediterrâneo. Toi introduzida no Brasil por Martim Afonso de Souza, em 1532. Aqui adaptou-se bem, principalmente nas í regiões Sul e Sudeste, A cidade de Valinhos, no estado de São Paulo, é responsável pela maior parte da produção de figos no Brasil. A figueira pertence à Família das Moráceas, como a jaca e a fruta- pão. É uma átvore de caule tortuoso e casca lisa, cinzenta. As fores são muito pequenas e formam uma inflorescência, o HOMESO figo. Sua casca é roxa e a polpa doce, com proprie- dades digestivas e Iaxativas. Quando maduro, o figo contém vitami- nas A, C e do complexo B, além de sais miner: manganês e cobre. O figo-seco tem gran- como ferro, cálcio, magnésio, de concentração de potássio. CEEMA. O clima ideal para o cultivo da figueira é o temperado, mas ela pode ser ESPECIAL COMO PLANTAR à Docee del, —" êginior drvore de coule tortuoso plantada em áreas mais quentes, desde que irrigada. É uma árvore com grande capa- cidade de adaptação a condições climári- cas diversas. Em regiões quentes produz frutos mais doces em maior quantidade. ÉPOCA DE PLANTIO A melhor época é após a estação fria. SOLO A figueira adapta-se a qualquer tipo de solo, preferindo os areno-argilo- sos, profiindos, permeáveis, ricos em maté- ria orgânica. PLANITO A propagação da figueira é Fita por meio de mudas, previamente produzi- das em viveiros, pelo método de estaquia, re ser piantodea no frio A figueira se adopta a diforentes condições climáticas, mos produz melhor em regiões quentes cr di ii road ee a Se não chove, é preciso irrigar regularmente Para o pequeno produtor é melhor adqui- rir as mudas prontas, de um produtor idô- neo. Os espaçamentos utilizados para o plan- tio da figueira são de 30 centímetros entre as plantas e 1,5 metro entre as linhas. As covas podem ter 40 x 40 x 40 centimetros. TRATOS CULTURAIS A figueira pre- cisa de água bem distribuída ao longo do ano. Se na região essa não é uma condi- ção natural, é preciso contar com um sis- tema de irrigação. As plantas invasoras 8 A figueira é uma árvore que responde à poda com grande brotação, A melhor época para realizá-la é no inverno. Nas regiões onde o inverno é rigoroso, recomenda-se podá-la em agosto. 48 Os tratos culturais para a cultura de figos verdes ou maduros são os CUIDADOS E DICAS são nocivas às figueiras e, portanto, devem ser retiradas por meio de capinas, com certa regularidade. As podas são impor- tantes para a figueira e devem ser reali- zadas para retirar os galhos secos e doen- tes. À cada três anos recomenda-se adu- bação orgânica. THOENÇ PRAGAS As principais pragas são as brocas, colcobrocas, cocho- nilhas e cigarrinhas. Em geral, a figueira é bastante resistente a doenças, sendo mais atacada pela ferrugem, doença causada por fungos. O controle é feito com podas e com a utilização da calda bordalesa, defensivo preparado com uma mistura de sulfato de cobre, cal-virgem e água. COLHEITA A figueira começa a produ- zir já no primeiro ano, mas entra em plena produção a partir do quarto, com cerca de 10 quilos por pé. A safra ocorre uma vez por ano, de novembro a fevereiro. A figueira dá frutos por cerca de 30 anos. USO CULINÁRIO Os figos maduros podem ser consumidos ao natural, como mesmos. A maior diferença é na colheita, que é realizada quinzenalmente para figos verdes e diariamente para os figos de mesa. 1 Deve-se evitar plantar figos em terrenos encharcados e arenosos, pois estes favorecem a proliferação de nematóides. sobremesa ou como acompanhamento de pratos salgados. Com os figos verdes pode- se preparar doces em calda, compotas, geléias e doce em pasta, a figada. Os galhos secos e as plantas invasoras são nocivos és Figueiras e devem ser retirados % ATOM VEIA aci: