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Apostila 1-Tipo de Completacao 2-OP cimentacao 3-Perfilagem 4- Canhoneio 5-outros...
Tipologia: Notas de estudo
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Não perca as partes importantes!


























































§ a zona de interesse inteira é aberta para a coluna; § não há gasto com canhoneio do revestimento; § existe a intercomunicação de fluidos em todo o intervalo aberto para produção; § drawdown pode ser reduzido por causa da larga área de fluxo; § há uma redução no custo do revestimento; § o poço pode ser facilmente aprofundado; § a completação pode ser facilmente convertida para um outro tipo de completação como o liner rasgado ou revestimento canhoneado; § pelo fato de não haver revestimento, não há risco de haver dano à formação causada pelo cimento.
A completação a poço aberto é particularmente atrativa quando há dificuldade de identificação do retorno líquido financeiro durante o período de completação; ou onde perdas com uma filtragem ruim do fluido de perfuração pode levar a grandes prejuízos. Porém existem desvantagens e limitações deste método de completação, são elas:
§ formações que apresentam grandes razões gás-óleo / água-óleo normalmente não podem ser controladas porque todo o intervalo é aberto para produção; § o controle do poço durante a completação pode ser mais difícil; § a técnica não é aceitável para formações constituídas por reservatórios separados que contêm fluidos com propriedades incompatíveis; § as diversas zonas dentro do intervalo de completação não podem ser facilmente selecionadas;
§ este tipo de completação vai requerer freqüentes limpezas se houver produção de areia ou se a formação não estiver estável.
1.1.2 - Liner rasgado ou canhoneado
Para controlar problemas de desmoronamento , os primeiros produtores de petróleo colocaram tubos com fendas ou telas na parte inferior do poço como um filtro de areia. O uso deste tipo de completação como método para controle de areia vem se tornando muito popular hoje em dia em algumas áreas. Este método tem praticamente as mesmas vantagens e desvantagens da completação a poço aberto.
Na maneira mais simples e antiga um tubo com fendas é colocado dentro do poço. As fendas são pequenas o suficiente para que a areia fique retida. Para areias muito finas são colocadas telas de arame. Esta técnica é um método de controle de areia razoavelmente eficaz.
Algumas vezes este é o único método de controle de areia que pode ser usado por causa da perda de pressão e considerações sobre a geometria do poço. Entretanto, este método não é muito recomendado porque:
§ O movimento da areia para a coluna faz com que haja um impedimento da permeabilidade devido a mistura de diferentes de tamanhos de grãos. § Grãos de areia finos tendem a obstruir a tela. § A tela pode sofrer desgaste devido à movimentação da areia. § Um suporte ineficaz da formação pode causar desabamento.
Para solucionar estes problemas, o anular entre o poço e a tela é preenchido com grãos de areias mais grossos. A areia ou cascalho serve como suporte para a parede do poço e para prevenir o movimento de areia. Este método pode remover alguns dos estragos causados pelo fluido de perfuração.
1.1.3 - Revestimento canhoneado
O método mais comum de completação envolve cimentação do revestimento na área de interesse, onde a comunicação com a formação é feita através de buracos perfurados no revestimento e no cimento, denominados canhoneados.
Este canhoneio é feito para comunicar o interior do poço com a zona de interesse. Se o poço é revestido e não-perfurado durante os estágios iniciais da operação de perfuração, o controle do poço é mais fácil e os custos de completação podem ser reduzidos.
Usando várias técnicas de controle de profundidade, é possível decidir quais zonas serão perfuradas e abertas para produção, evitando assim, a comunicação de fluidos indesejáveis como gás e água, zonas fracas que podem produzir areia ou ainda, zonas improdutivas.
Esta seletividade que é completamente dependente de um bom trabalho de cimentação e canhoneio adequado também permite que um simples poço produza vários reservatórios separados, sem que haja comunicação entre eles.
Este canhoneio pode também ser usado para controlar o fluxo da zona de interesse, fechando o canhoneado ou injetando fluidos para transformar as zonas em menos permeáveis.
A decisão de colocação do revestimento pode ser adiada até que a avaliação do reservatório seja concluída, reduzindo gastos com poços secos. Em suma, as vantagens desta completação incluem:
§ Operações mais seguras; § Seleção mais segura das zonas a serem completadas; § Redução da relevância de estragos causados pela perfuração; § Facilitação da estimulação seletiva; § Possibilidade de completação em zonas múltiplas; § Custos reduzidos com poços secos; § Planejamento mais fácil de operações de completação.
Este tipo de completação é geralmente usada a menos que haja uma razão específica para preferir um outro tipo de completação.
1.1.4 - Completação para poços com bombas
A completação também é classificada de acordo com o método de produção e o número de zonas produzidas. Poços equipados com bombas de fundo são completados com
§ Propriedades do fluido; § Localização do poço.
Dada a variedade de condições de produção ao redor do mundo, a definição dos limites é naturalmente algo nebuloso (uma baixa taxa de produção num poço no Oriente Médio pode ser considerada uma taxa respeitável em muitos campos Norte-americanos).
É importante que o engenheiro de completação leve em consideração o impacto do retorno da produção, custo de capital e custo de operação dos projetos. Os custos de instalação só são significantes na medida em que os requisitos de completação têm um impacto significativo no tempo total de perfuração e completação. O custo real dos equipamentos de completação são relativamente baixos se comparado a produção incremental conseguida através da melhoria de potencial devido a utilização de materiais mais adequados, porém mais caros.
Considerações a respeito dos aspectos geológicos, econômicas e de reservatório ditarão os requisitos funcionais para um projeto de uma completação. Estes requisitos devem ser antecipadas num estágio anterior ao da perfuração. O modelo de completação do poço é também influenciado pelos requisitos de serviço de poço, como monitoramento de rotina e serviço de cabeça de poço e linha de fluxo.
1.2.1 - Considerações de Perfuração
Algumas considerações de perfuração podem influenciar o tipo de completação a ser instalada. Dentre os fatores a serem considerados estão:
§ Extensão dos prejuízos deixados pela perfuração e necessidade de utilização de técnicas de estimulação, seleção de fluidos especiais de perfuração, etc. § O programa de avaliação, particularmente a necessidade de testes de perfuração; § O tamanho e o peso do revestimento de produção; § A força de explosão e desmoronamento do revestimento de produção. O revestimento deve se capaz de suportar o máximo de pressão dentro do tubo no caso de uma quebra na superfície; § Gasto ou corrosão do revestimento de produção devem ser avaliados em completações com liner, especialmente para poços fundos. § Em ambientes ácidos ou quando as condições podem se tornar ácidas, os materiais de revestimento de produção devem se adequar a certas especificações já definidas.
1.2.2 - Resumo
Em suma, devemos enfatizar que a avaliação das condições sob as quais um poço deve operar dita quais opções podem ser consideradas dentre uma variedade de possibilidades de modelos de completação. A parte econômica dita qual desses modelos é mais adequado para uma situação particular.
Selecionar o melhor modelo de completação para uma dada situação requer que os engenheiros considerem a performance atual e futura do poço, as restrições impostas pelo programa de perfuração, as regulamentações ou políticas que possam ser aplicadas e a operacionalidade da nova tecnologia.
Devemos frisar sempre que a regra básica de um projeto de Completação é:
SEJA SIMPLES
Utilize sempre a alternativa mais simples que atende aos requisitos técnicos e econômicos para a Completação de um poço
2.2 - Objetivo das Operações com Cimento
2.2.1. - Correção da Cimentação Primária (CCR)
Cimentações primárias deficientes podem causar intervenções onerosas. A decisão quanto a necessidade ou não da correção de cimentação primária é uma tarefa de grande importância. A correção implica em elevados custos, principalmente no caso de poços marítimos, onde o custo diário de uma sonda é bastante alto.
O prosseguimento das operações, sem o devido isolamento hidráulico entre as formações permeáveis, pode resultar em: § produção de fluidos indesejáveis devido a proximidade dos contatos óleo/água ou gás/óleo; § testes de avaliação das formações incorretos; § prejuízo no controle dos reservatórios (produção, injeção, recuperação secundária); § operações de estimulação mal sucedidas, com possibilidade inclusive de perda do poço.
Uma outra possível falha da cimentação primária, que precisa ser corrigida, se refere a falta de isolamento do topo do liner. Tais falhas são decorrentes das condições adversas encontradas para a sua cimentação, como anular pequeno e difícil centralização do liner.
Cuidados adicionais devem ser tomados na interpretação da qualidade da cimentação nos topos de liner, onde a leitura elevada da amplitude do CBL pode ser decorrente justamente da boa qualidade da cimentação e da presença do revestimento por detrás do liner..
2.2.2. - Tamponamento de Canhoneados (RAO, RGO, ISZ)
A finalidade básica de uma compressão de cimento para o tamponamento de canhoneados é impedir o fluxo de fluidos através destes canhoneados, entre a formação e o interior do revestimento ou vice-versa. Os problemas mais comuns que geram intervenções para tamponamento de canhoneados são aqueles relacionados com a excessiva produção de água ou gás.
Uma razão água-óleo (RAO) elevada apresenta várias desvantagens como perda de energia do reservatório, dispêndio de energia em elevação artificial e custos com tratamento e descarte, além de riscos de degradação ao meio ambiente. Uma elevada produção de água pode ser conseqüência da elevação do contato óleo/água devido ao mecanismo de produção (influxo de água), ou injeção de água. Isto ode ser agravado pela ocorrência de cones ou fingerings , falhas na cimentação primária, furo no revestimento ou uma operação de estimulação atingindo a zona de água.
Se a zona produtora é espessa, pode-se tamponar os canhoneados e recanhonear apenas na parte superior, o que resolve o problema temporariamente. O aparecimento de água se torna um problema mais complexo quando há permeabilidade estratificada. A variação de permeabilidade ao longo da zona, verticalmente, provoca um avanço
diferencial da água conhecido como fingering , cujo efeito pode ser minimizado com a redução de vazão.
Quando uma fratura mal dirigida alcança uma zona de água, tal fato geralmente inviabiliza a produção desta zona, visto que este contato se localiza dentro da formação e ainda não se dispõe de metodologia eficiente para correção deste problema.
Uma razão gás-óleo alta pode ter como causa o próprio gás dissolvido no óleo, o gás de uma capa ou aquele proveniente de uma outra zona ou reservatório adjacente. Esse ultimo caso pode ser produto de uma falha de cimentação primária, furo no revestimento ou de uma estimulação mal concretizada.
A produção excessiva de gás, devido a formação de cone, pode ser contornada temporariamente completando-se o poço apenas na parte inferior. Um cone de gás é mais facilmente controlado pela redução da vazão do que o de água. Isto se deve a maior diferença de densidade entre o óleo e o gás. O fechamento do poço, temporariamente, é também uma técnica recomendada para a retração do cone de gás ou água.
2.2.3. - Reparo de Vazamentos no Revestimento
Quando o aumento da RAO ou RGO não é observado através dos canhoneados abertos para produção, deve-se suspeitar de dano no revestimento. Perfis de produção, ou pistoneio seletivo, são usados para localizar ponto de dano no revestimento. Vazamentos no revestimento podem ocorrer devido a corrosão, colapso da formação, fissuras, desgaste ou falhas nas conexões dos tubos, sendo necessário identificar a natureza do problema, sua localização e extensão.
Basicamente, em se tratando de pontos localizados ou pequenos intervalos de revestimento danificados, a técnica utilizada é semelhante à empregada em tamponamentos de pequeno número de canhoneados. No caso de trechos longos, o tratamento é similar ao de canhoneados extensos.
2.2.4. - Combate à Perda de Circulação em Zonas sem Interesse
Pastas de cimento podem ser usadas para estancar perdas apenas quando não há preocupação com o dano de formação, isto é, em zonas que vão ser isoladas definitivamente.
2.3 - Técnicas Operacionais
2.3.1. - Introdução
As operações com cimento na completação podem ser classificadas, quanto ao nível de pressão utilizada, em: § operações à baixa pressão; § operações à alta pressão.
É de fundamental importância o conhecimento e controle das pressões envolvidas na operação. É bom observar que uma coluna cheia de pasta com peso especifico 15, lb/gal pode quebrar uma formação com gradiente de fratura igual ou inferior a 0, psi/pé, sem pressão adicional na cabeça.
Nos trabalhos à baixa pressão, é essencial que os canhoneados, canalizações e cavidades a serem preenchidas com cimento estejam desobstruídos de lama e/ou sólidos e que contenham um fluido penetrante a ser deslocado pela pasta de cimento para a formação permo-porosa, seja fluido de completação isento de sólidos ou fluido produzido de algum intervalo permo-poroso.
A pasta ideal numa operação com cimento deve ter uma taxa de desidratação controlada, de forma a permitir a deposição uniforme do reboco sobre toda a superfície permeável, preencher os vazios e as canalizações por detrás do revestimento, preencher os túneis de canhoneio e deixar pequenos nódulos dentro do revestimento. Nesta situação, o restante da pasta permanece fluida no interior do poço, podendo ser removida por circulação.
2.3.3. - Compressão de Cimento à Alta Pressão
Em alguns casos, com formações de baixa permeabilidade, o squeeze à baixa pressão pode não ser possível, de forma a permitir que a pasta ocupe os espaços desejados. Por exemplo, a correção de cimentação primária executada com fluido de perfuração dentro do poço, formações de baixíssimas injetividades onde o método de injeção direta é mandatório devido à existência de canhoneado aberto logo acima, etc.
Nesses casos alguns autores acreditam que a criação de uma fratura, a fim de permitir a comunicação entre poço e esses espaços a serem preenchidos com cimento, pode ser uma solução. É importante observar que deve ser criada uma pequena fratura, e que a operação deve ser concluída a uma pressão abaixo da pressão de quebra da formação.
As antigas operações à alta pressão, muitas vezes associadas ao mito do “block squeeze”, (panquecas horizontais), com a criação de grandes fraturas e o uso de grandes volumes de pasta foram definitivamente banidas das práticas recentes. Entretanto, mesmo com a utilização de uma boa técnica, a alta pressão envolve uma série de riscos que podem comprometer o sucesso da operação, sendo recomendado, sempre que possível, as operações à baixa pressão.
Como exemplos de riscos têm-se: § possibilidade da criação de grandes fraturas que podem propiciar a comunicação indesejada de zonas que se pretendia isolar; § por se desenvolver numa direção preferencial ditada pelo estado de tensões da rocha, a fratura pode não interceptar o canal que se pretendia eliminar; § a fratura pode se estender ao longo de um intervalo com boa cimentação e promover a comunicação indesejada entre zonas.
2.3.4 - Tampão Balanceado
Esta técnica é normalmente empregada em operações à baixa pressão, sendo que os volumes: (1) da pasta de cimento, (2) do colchão espaçador à frente e atrás da pasta e (3) de deslocamento da pasta são calculados de forma a se obter um tampão balanceado hidrostaticamente em f\rente ao local em que será efetuada a cimentação.
Para se obter o balanceamento, o colchão separador, bombeado à frente da pasta, deve ter um volume que ocupe uma altura do espaço anular revestimento X coluna equivalente à altura de coluna ocupada pelo colchão separador bombeado atrás da pasta. Normalmente o volume de água atrás da pasta é adotado como sendo 1 barril e à frente o volume correspondente para a mesma altura de coluna de água.
A extremidade da coluna deve ficar posicionada cerca de 3 metros abaixo dos canhoneados inferiores garantindo que, após o deslocamento e balanceamento hidrostático, todos os furos estejam cobertos com pasta.
A composição da coluna pode ser livre ou com packer. O uso de packer somente é necessário quando existe canhoneados abertos acima do ponto de injeção da pasta, ou quando existir dúvidas quanto à capacidade do revestimento em suportar as pressões de operação. Neste caso, a quantidade de tubos abaixo do packer deve ser dimensionada de forma conveniente, em função do volume de pasta a ser usado, de forma que o tampão de cimento deslocado fique abaixo do packer.
Após o balanceamento do tampão, os tubos imersos na pasta são retirados e se procede a uma circulação reversa, com volume correspondente a 1,5 vezes o volume da coluna de trabalho, para completa limpeza da mesma de eventuais resíduos de cimento. A partir daí a pasta é comprimida, geralmente segundo a técnica de hesitação.
Hesitação é uma técnica de compressão geralmente utilizada em operações à baixa pressão, na qual a pasta é comprimida em intervalos regulares para diversos níveis de pressão. Após a pressurização inicial, sempre inferior à pressão de quebra, aguarda-se a queda da pressão examinando-se a curva de pressão registrada na superfície. O aumento do raio de curvatura da queda de pressão indica a formação de reboco, ao passo que uma curvatura de raio constante nos diversos ciclos indica a injeção de pasta em alguma cavidade por detrás do revestimento ou a existência de furos ou vazamentos no interior do poço. Após a conclusão da compressão, é necessário liberar a pressão da tubulação e
A altura do tampão de cimento sem a coluna:
Hs (m) = Vp (bbl) / Cr (bpm)
O volume de água atrás (Vat), normalmente utilizado 1 barril mas podendo ser aumentado, deve gerar uma altura de coluna de água de:
Hat = Vat (bbl) / Ct (bpm)
O volume de água à frente (Vaf), para uma mesma altura de coluna de água é dada por:
Vaf (bbl) = Hat (m). Ca (bpm)
Calculando-se o volume de deslocamento (Vd) para balancear o tampão tem-se:
Vd (bbl) = Ct (bpm). [H (m) – Hat (m) – Hc (m)]
O número de tubos à retirar deve ser tal que deixe a extremidade da coluna fora do tampão de cimento. O volume de circulação reversa é igual a 1,5 vezes o volume de deslocamento.
2.3.5 - Injeção Direta
Esta técnica pode ser empregada tanto em operações à baixa pressão (quando há boa injetividade) como em operações à alta pressão. A pasta de cimento é bombeada, continuamente, até a pressão final desejada, que pode ser maior ou menor que a pressão de quebra da formação. Após o final do bombeio, a pressão é monitorada, e caso não fique estabilizada, se reinicia a operação com a injeção de mais pasta até se obter a completa vedação dos furos e a estabilização da pressão. A coluna de operação para os squeeze pode ser livre, com packer ou com retentor de cimento (vide fig. 3.4). Esta técnica de correção deve ser a preferida quando se prevê a utilização de maiores volumes de pasta.
2.3.6 - Recimentação
É a técnica a ser utilizada quando os perfis sônicos indicam revestimento livre onde o isolamento hidráulico está sendo exigido. Nos casos onde o perfil não indique revestimento livre, possivelmente haverá dificuldade de circulação da pasta em longos trechos. A ausência de cimento em determinados trechos pode ser decorrência de entupimentos do anular, por carreamento de detritos durante a cimentação primária, gerando incremento da pressão de circulação e o fraturamento de alguma formação, ou também pode ser decorrência de sobredeslocamento da pasta. A recimentação consiste basicamente na circulação de colchões lavadores, colchões espaçadores e pasta de cimento entre os pontos previamente perfurados, de forma similar a uma cimentação primária.
Como diretriz, a recimentação deve ser executada o mais breve possível, logo após o término da cimentação primária, onde tenha se verificado indícios de falhas. Isto se deve ao fato de que o fluido de perfuração em repouso no anular pode ocasionar decantação dos sólidos, inviabilizando a circulação da pasta de cimento.
Um retentor de cimento é enato assentado próximo e acima do canhoneado inferior. Os retentores de cimento ( cement retainer ) tem constituição semelhante ao tampão mecânico ( bridge plug ) e possuem uma válvula para evitar o retorno da pasta de cimento para da coluna após a circulação da pasta e o desencaixe do stinger , reduzindo também o perigo de prisão da ferramenta pela deposição de pasta sobre o packer (3.5).
2.3.9 - Hidratação do Cimento
A adição de água ao cimento produz uma pasta bombeável que tem a propriedade de conservar uma plasticidade durante certo tempo, após o qual sofre um aumento brusco na sua viscosidade. A perda de plasticidade é denominada “pega” do cimento e ocorre em paralelo com um lento processo de endurecimento, responsável pelas propriedade mecânicas das pastas, argamassas e concretos. O fim da pega pode ser determinado quando a aplicação de pequenas cargas deixa de provocar deformações na pasta, que se torna um bloco rígido.
As reações de pega e endurecimento do cimento são bastante complexas, pelo fato de ser o cimento uma mistura heterogênea de vários compostos que se hidratam mais ou menos independentemente. O comportamento dos diferentes compostos frente à hidratação é responsável pelas propriedades aglomerantes do cimento.
2.3.10 - Classificação do Cimento quanto ao Tempo de Início da Pega
O cimento é dito de pega “normal” quando o início da pega ultrapassa 60 minutos, ou “semi-rápida” quando fica entre 30 e 60 minutos. Pega “rápida” demora menos de 30 minutos.
O fim da pega se dá de 5 a 10 horas após seu início para cimentos normais. Em cimentos de pega rápida, o fim ocorre em poucos minutos.
2.3.11 - Características da Pasta de Cimento
O desempenho de uma pasta de cimentos depende basicamente das características do cimento, da temperatura e pressão a que o mesmo é submetido, da concentração e do tipo de aditivos, da ordem de mistura, da energia de mistura e da razão água-cimento. Devido à grande interação entre os vários aditivos incluídos na pasta e à variação da composição do cimento em função da batelada, os testes com as pastas são imprescindíveis para a previsão do desempenho da pasta a ser utilizada.
Para a maior parte das operações com cimento na completação, a pasta deve apresentar baixa viscosidade, não gelificar quando estática, manter a viscosidade praticamente constante até a ocorrência da pega, ter baixa perda de filtrado sem separação de água livre ou decantação de sólidos. A verificação dessas características é feita através de testes laboratoriais, dentre os quais podemos destacar:
0 30 60 t (minutos) pega rápida pega semi- rápida pega normal
Cálculo da Pasta de Cimento: Além da concentração de aditivos sólidos e líquidos, o cálculo determina o volume de cimento, peso específico e rendimento da pasta, e volume de água da mistura. O entendimento de algumas definições se faz importante para a compreensão do cálculo:
Aditivos para pasta de cimentos.