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COMPRESSORE SVD, Notas de estudo de Engenharia Mecânica

São equipamentos utilizados na manipulação de fluídos gasosos . Possui o mesmo princípio de funcionamento que as bombas e as diferenças entre eles são decorrentes das diferenças existentes nas propriedades dos líquidos (incompressíveis, mais densos) e dos gases (compressíveis, menos densos).

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 28/05/2010

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pedro-silva-pjz 🇧🇷

4.4

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4 – COMPRESSORES
4.1 – DEFINIÇÃO
São equipamentos utilizados na manipulação de fluídos gasosos . Possui o mesmo princípio
de funcionamento que as bombas e as diferenças entre eles são decorrentes das diferenças
existentes nas propriedades dos líquidos (incompressíveis, mais densos) e dos gases (compressíveis,
menos densos).
4.2 – CLASSIFICAÇÃO
CURSO : EQUIPAMENTOS ROTATIVOS 30
AUTOR : Natanael Lopes
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4 – COMPRESSORES

4.1 – DEFINIÇÃO

São equipamentos utilizados na manipulação de fluídos gasosos. Possui o mesmo princípio de funcionamento que as bombas e as diferenças entre eles são decorrentes das diferenças existentes nas propriedades dos líquidos (incompressíveis, mais densos) e dos gases (compressíveis, menos densos).

4.2 – CLASSIFICAÇÃO

CURSO : EQUIPAMENTOS ROTATIVOS 30

4.3 – FAIXAS DE APLICAÇÃO

TIPO Pd máx.(psia) Rc máx./est. Vazão máx (CFM)

V

Alternativo 35.000 a 50.000^10 3.500 a 5.

Rotativo 100 a 250^4 50.

D

Centrífugos 3000 a 6000^ 3 a 4,5^ 200.

Axiais 80 a 130^ 1,2 a 1,5^ 2.000.

MÁQUINA PSUCÇÃO PDESCARGA PDESCARGA. – PSUCÇÃO

COMPRESSOR > ou < PAMB^ > PAMB^ >^ > 35 psi

VENTILADOR > ou < PAMB^ > ou < PAMB^ < 1 a 2 psi

SOPRADOR = PAMB^ > PAMB^ 2 a 35 psi

BOMBA DE VÁCUO < PAMB^ >^ > ou = PAMB^ < ou = 15 psi

4.4 – UTILIZAÇÃO

4.4.1 – TRANSPORTE DE FLUIDOS

EX.:

4.4.2 – NECESSIDADE DE ATENDER A UMA CONDIÇÃO ESPECÍFICA DE

PROCESSO

EX. :

4.4.3 – ARMAZENAMENTO DE GRANDES MASSAS

EX.:

CURSO : EQUIPAMENTOS ROTATIVOS 31

4.5.2 – LIMITES DE OPERAÇÃO

4.5.2.1– SURGE

Determina para cada rotação a capacidade mínima na qual um compressor pode operar. Abaixo da vazão de surge a operação do compressor se torna instável. A forma da curva H x Qv é um fator determinante na ocorrência do surge. Podemos explicar o fenômeno simplificadamente observando-se o desenho esquemático abaixo. Nele temos um turbo-compressor enviando uma vazão pela sua descarga através de uma válvula de controle. Se fecharmos um pouco esta válvula na descarga a vazão reduz e o “head” aumenta por que aumenta a resistência imposta pelo sistema. Reduções subsequentes de vazão através da válvula fazem com que a vazão continue diminuindo e o “head” aumentando até um determinado ponto. Este ponto é exatamente o topo da curva H x Qv (ponto de “head” máximo). CURSO : EQUIPAMENTOS ROTATIVOS 33

Reduções adicionais de vazão farão com que a contrapressão do sistema seja maior do que aquela que o compressor pode fornecer em sua descarga gerando momentaneamente uma tendência a reversão de fluxo na máquina. Nesse momento a contrapressão cai e o compressor se torna apto novamente a enviar o gás para sua descarga numa vazão maior do que aquela que gerou o fenômeno do surge. Se nada for feito o compressor segue novamente sua curva H x Qv até atingir novamente o ponto de “head” máximo (vazão de surge) e o ciclo se inicia novamente. Este efeito cíclico de vazão ora saindo e ora entrando no compressor é o que chamamos de surge. Compressores com um pequeno número de estágios (até 4) tem a vazão de surge em aproximadamente 50% da vazão de projeto. Porém máquinas com grande número de estágios a vazão de surge pode se situar em até 85% da vazão de projeto. AS PRINCIPAIS CONSEQUÊNCIAS DO SURGE SÃO : 1 – Vibrações, podendo causar destruição do sistema de selagem, destruição do impelidor, empeno do rotor; 2 – Aquecimento do gás. 4.5.2.2 – CHOKE (STONE WALL) Este fenômeno limita a capacidade máxima em turbo-compressores. Quando a velocidade de escoamento do gás no interior da máquina, em qualquer parte, atinge a velocidade do som no gás em questão são geradas ondas de choque que bloqueiam o escoamento causando queda rápida na pressão de descarga. Quando o fenômeno ocorre ele se dá geralmente na entrada do primeiro impelidor. Não é um fenômeno tão comum quanto o surge e é mais limitante quando comprimimos gases mais pesados. Operar um compressor em regime de “choke” gera : 1 – baixo rendimento do compressor ; 2 – alto consumo de potência. Porém, não traz danos mecânicos à máquina como é o caso do surge. CURSO : EQUIPAMENTOS ROTATIVOS 34

4.5.5.1 – CARCAÇA

4.5.5.2 – IMPELIDOR

4.5.5.3 – EIXO

CURSO : EQUIPAMENTOS ROTATIVOS 36

4.5.5.4 – MANCAIS

CURSO : EQUIPAMENTOS ROTATIVOS 37

4.5.4 – CENTRÍFUGOS X AXIAIS

TIPO Nº EST. rc por est. Pd máx (psig) CAPAC. máx.(acfm)

PERFOR-

MANCE

CENTRÍFUGO SIMPLES OU

MULTI

3,0 a 4,5 10.000 200.

AXIAL MULTI^ 1,2 a 1,5^ 80 – 130^ 2.000.

4.5.5 – MATERIAIS MAIS USUAIS

COMPONENTE MATERIAL MAIS USUAL

CARCAÇA BAIXA PRESSÃO AÇO CARBONO FUNDIDO OU FERRO FUNDIDO

NODULAR

CARCAÇA ALTA PRESSÃO AÇO CARBONO FUNDIDO OU FORJADO

EIXO AÇO CARBONO (AISI-Cl 045), AÇO INOXIDÁVEL

18-8, AÇO LIGA AISI 4340 FORJADO

IMPELIDOR (DISCO, TAMPA,

PALHETAS)

FORJADOS : SAE 1040, 1045, ASTM A-294 B-4,

AÇO INOXIDÁVEL 18-8 OU AISI 4340

REBITES AÇO AISI TIPO 410, OU COMO ACIMA

DIAFRAGMAS FERRO FUNDIDO, ASTM A48 – CI 30

PALHETAS GUIAS NA SUCÇÃO FERRO FUNDIDO , ASTM A48 – CI

LUVAS DO EIXO AÇO AISI 1010, OU AÇO LIGA

LABIRINTOS (INTERNOS, EIXO) ALUMÍNIO, CHUMBO (ASTM B23 G8 alto chumbo)

OU AÇO INOXIDÁVEL

SELOS BRONZE, CARBONO, METAL BRANCO,

CARBETO DE TUNGSTÊNIO , ETC

MANCAIS RADIAIS E AXIAL CORPO DE AÇO CARBONO OU AÇO LIGA

CURSO : EQUIPAMENTOS ROTATIVOS 39

REVESTIDO COM METAL BRANCO ( BABBITT ).

PERGUNTA 39: O que é babbit?

4.5.6 – DANOS MAIS COMUNS

4.5.6.1 – MANCAIS

4.5.6.2 – LABIRINTOS

4.5.6.3 – SELAGEM

4.6 – COMPRESSORES DE DESLOCAMENTO POSITIVO OU

VOLUMÉTRICOS

Nesta classe de compressores o aumento da pressão de uma certa massa de gás é conseguido às custas da redução de volume que este ocupava inicialmente. 4.6.1 – COMPRESSORES ALTERNATIVOS – CARACTERÍSTICAS CURSO : EQUIPAMENTOS ROTATIVOS 40

  • CARCAÇA – Já explicado nas máquinas anteriores.
  • PISTÃO – Elemento final na compressão do gás.
  • HASTE DO PISTÃO – Peça de ligação entre a cruzeta e o pistão.
  • CRUZETA – Peça intermediária entre a haste e a biela.
  • VOLANTE – Conferir inércia ao eixo do girabrequim.
  • GIRABREQUIM - Transforma o movimento rotativo em alternativo.
  • BIELA – Peça de ligação entre o girabrequim e a cruzeta.
  • ANÉIS – Minimizar fugas de gás na compressão.
  • VÁLVULAS – Dão a necessária estanqueidade ao cilindro durante a compressão e quando liberam o gás devem causar pequena perda de carga.
  • VEDAÇÃO DA HASTE – Evitar a fuga de gás entre a haste e a carcaça.

PERGUNTA 40: O que é espaço morto? Por que ele existe?

CURSO : EQUIPAMENTOS ROTATIVOS 42

4.6.1.3 – COMPRESSORES ALTERNATIVOS – CONTROLE DE

CAPACIDADE

- VARIAÇÃO DA ROTAÇÃO DO COMPRESSOR

Já explicado anteriormente.

  • ESTRANGULAMENTO NA SUCÇÃO Já explicado anteriormente.
  • RECIRCULAÇÃO E DESCARGA PARA A ATMOSFERA Já explicado anteriormente.
  • VARIAÇÃO DO ESPAÇO MORTO Aumenta a relação entre o volume do espaço morto e o volume deslocado diminuindo assim o rendimento volumétrico do cilindro e por consequência a vazão. O controle por variação do espaço morto pode ser aplicado eficientemente para relações de compressão menores do que 1,8. A partir daí o volume do espaço morto deveria ser muito grande para conseguirmos significativos aumentos da vazão.
  • ALÍVIO NAS VÁLVULA DE SUCÇÃO Aplicável para cilindros de duplo efeito. Neste caso, para um cilindro, teríamos uma redução na vazão de aproximadamente 50%. Este alívio é feito mecanicamente por um garfo comandado manual ou automaticamente. Porém este tipo de controle possui as seguintes desvantagens : - Não é gradual; - O compressor fica operando desbalanceadamente.
  • SISTEMAS COMBINADOS (VARIAÇÃO DO ESPAÇO MORTO + ALÍVIO NA SUCÇÃO). 4.6.1.4 – COMPRESSORES ALTERNATIVOS - DANOS MAIS COMUNS CURSO : EQUIPAMENTOS ROTATIVOS 43
  • Funcionamento semelhante ao compressor de lóbulos;
  • Capacidades de até 12.000 cfm;
  • Pressões de descarga entre 3 e 20 psig (para um estágio);
  • Podem operar como bomba de vácuo;
  • O engrenamento externo evita que os parafusos se toquem;
  • As rotações mais comuns são de 1800 e 3600 rpm (limitada pelas engrenagens). COMPRESSOR DE ANEL LÍQUIDO
  • Capacidade até 5.000 cfm;
  • Rotações entre 300 e 3.000 rpm;
  • Pressões até 35 psig e vácuo até 27 pol. Hg;
  • É necessário separador de líquido na descarga;
  • É necessário controlar o nível de líquido na carcaça;
  • Podem trabalhar com gases bastante corrosivos pois o contato do gás com as superfícies metálicas é mínimo;
  • O gás comprimido é isento de óleo;
  • Eficiência mecânica bastante baixa ( da ordem de 40 a 50%). CURSO : EQUIPAMENTOS ROTATIVOS 45
  • Capacidades até 50.000 cfm;
  • Pressões até 30 psig;
  • Não há contato entre os lóbulos. Existe engrenamento externo;
  • É bastante robusto. Pouca manutenção;
  • Rotações entre 500 e 1200 rpm. 4.7 – NORMAS 4.7.1 – Centrífugos e axiais 4.7.2 – Alternativos 4.7.3 – Rotativos CURSO : EQUIPAMENTOS ROTATIVOS 46