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Comunicação celular, Notas de estudo de Enfermagem

Comunicação celular

Tipologia: Notas de estudo

2012

Compartilhado em 22/12/2012

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lairton-rodrigues-braz-2 🇧🇷

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21/09/2012
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COMUNICAÇÃO
CELULAR
LAIRTON RODRIGUÊS BRAZ
Professor
INTRODUÇÃO
Durante toda a existência dos organismos
multicelulares, a troca de informações
por meio de compostos químicos
constitui o principal mecanismo de
comunicação entre as células,
proporcionando o funcionamento
perfeito entre as células,
proporcionando o funcionamento
perfeito de tecidos e órgãos.
TECIDOS MUSCULARES
O tecido muscular é um tecido dos animais caracterizado pela
sua contratilidade, ou seja, pela capacidade de se c ontrair
segundo alguns estímulos claros e utilizando o ATP; e pela sua
excitabilidade, ou seja, capacidade de responder a um
estímulo nervoso. São divididos em três grupos:
Estriado
Esquelético
(Voluntária)
Não-Estriado
Liso
(Órgão - involuntária)
Estriado
Cardíaco
(Involuntária)
TECIDOS MUSCULARES
As fibras de miosina se
contraem sobre os feixes de
actina na região da Banda A
TELENCÉFALO
Planejamento Motor
Comando Motor
Direcionamento da Atenção
Memória Funcional Espacial
Controle da Escrita
Reconhecimento de Objetos
Audição
Compreensão de palavras
Tato e sensibilidade
Inteligência
Movimentos Visuais
Visão
Controle Motor Fino
Ciclo de sono/vigília
Excitação geral
TECIDO NERVOSO
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COMUNICAÇÃO

CELULAR

LAIRTON RODRIGUÊS BRAZ

Professor

INTRODUÇÃO Durante toda a existência dos organismos multicelulares, a troca de informações por meio de compostos químicos constitui o principal mecanismo de comunicação entre as células, proporcionando o funcionamento perfeito entre as células, proporcionando o funcionamento perfeito de tecidos e órgãos. TECIDOS MUSCULARES

O tecido muscular é um tecido dos animais caracterizado pela

sua contratilidade, ou seja, pela capacidade de se contrair

segundo alguns estímulos claros e utilizando o ATP; e pela sua

excitabilidade, ou seja, capacidade de responder a um

estímulo nervoso. São divididos em três grupos:

Estriado Esquelético (Voluntária) Não-Estriado Liso (Órgão - involuntária) Estriado Cardíaco (Involuntária) TECIDOS MUSCULARES As fibras de miosina se contraem sobre os feixes de actina na região da Banda A

TELENCÉFALO

Planejamento Motor Comando Motor Direcionamento da Atenção Memória Funcional Espacial Controle da Escrita Reconhecimento de Objetos Audição Compreensão de palavras Tato e sensibilidade Inteligência Movimentos Visuais Visão Controle Motor Fino Ciclo de sono/vigília Excitação geral TECIDO NERVOSO

TECIDO NERVOSO Coordenar emoções, além de ser responsável pelo paladar MENINGES MEDULA ESPINHAL

Posterior

(dorsal)

Anterior

(ventral)

Via Sensitiva Ascendentes ou Aferente Via Motora Descendentes ou Eferente Raiz Sensitiva Raiz Motora O Sistema Nervoso é composto por neurônios que estão submetidos ao controle consciente para gerar ações motoras voluntárias, resultantes da contração de um músculo esquelético. Tem por função regular o ambiente interno do corpo, controlando a atividade dos sistemas digestivos, cardiovascular, excretor e endócrino. Ele contém fibras nervosas que conduzem músculos lisos das vísceras e à musculatura do^ impulsos do sistema nervoso central aos coração. As fibras nervosas simpáticas e parassimpáticas inervam os mesmos órgãos, mas trabalham em oposição. energia, permitindo ao organismo^ estimula ações que mobilizam responder a situações de estresse (Ex. Taquicardia). atividades relaxantes (Ex.^ estimula principalmente Bradicardia) TECIDO NERVOSO

CONEXÕES NERVOSAS MEDULA ÓRGÃO ALVO NEURÔNIO II GÂNGLIOS NEURÔNIO I ESPINHAL

Fibra

Pré-Ganglionar

Fibra

Pós-Ganglionar

SNP Simpático – ações de mobilização

MEDULA
ESPINHAL

NEURÔNIO I NEURÔNIO II GÂNGLIOS

ÓRGÃO
ALVO

Fibra Pós-Ganglionar Longa Fibra Pré-Ganglionar Curta

SNP Parassimpático – ações de relaxamento

MEDULA
ESPINHAL

NEURÔNIO II GÂNGLIOS NEURÔNIO I ÓRGÃO ALVO

Fibra Pós-Ganglionar Curta Fibra Pré-Ganglionar Longa

NEUROTRANSMISSOR Os neurotransmissores são moléculas pequenas que na sua maioria são derivados de precursores de proteínas, eles são encontrados geralmente em vesículas pré- sinápticas neuronais. Os neurotransmissores são liberados na fenda sináptica e captados por terminais pós-sinápticos (por meio de receptores localizados na membrana pós-sináptica) quando da passagem do impulso nervoso de uma célula para outra, o que chamamos de transmissão sináptica. De acordo com a propriedade funcional do neurotransmissor e do terminal pós-sináptico, os neurotransmissores são conhecidos por promovem respostas excitatórias ou inibitórias entre neurônios que se comunicam por sinapses químicas. NEUROTRANSMISSOR Os principais neurotransmissores são ACETILCOLINA e a NOREPINEFRINA

Quando a

neurotransmissão é

mediada pela

acetilcolina este

processo é denominado

TRANSMISSÃO

COLINÉRGICA

Quando a

neurotransmissão é

mediada pela

norepinefrina este

processo é denominado

TRANSMISSÃO

ADRENÉRGICA

TRANSMISSÃO COLINÉRGICA

A transmissão colinérgica tem este nome porque o

transmissor químico responsável pelo fenômeno

é o acetilcolina.

Quatro diferentes tipos de nervos usam o

acetilcolina como transmissor, sendo os mesmos

chamados de nervos colinérgicos:

1 SNP Somático 2 SNP Parassimpático [pós/pré-ganglionar] 3 SNP Simpático [pré-ganglionar] TRANSMISSÃO COLINÉRGICA Para que haja uma melhor especificidade na ação dos neurotransmissores, eles necessitam de receptores específicos. O acetilcolina utiliza como receptores específicos denominados NICOTÍNICOS e MUSCARÍNICOS.

Intimamente ligados a

transmissão Simpática

Intimamente ligados a transmissão Parassimpática TRANSMISSÃO COLINÉRGICA NICOTÍNICOS Foram denominado desta maneira em virtude do primeiro agonista destes receptores descoberto que foi a nicotina. São divididos em duas classes: NN TIPO NEURAL, presente na membrana de um leque relativamente extenso de neurônios, sendo o responsável pela propagação do estímulo em todos os circuitos nervosos. Estes circuitos incluem todo o sistema nervoso parassimpático, e a parte pré-ganglionar do sistema nervoso simpático. NM TIPO MUSCULAR, que estão presentes na placa motora. A sua activação causa despolarização e contracção do músculo esquelético, responsável pelos movimentos voluntários..

TRANSMISSÃO COLINÉRGICA NICOTÍNICOS

Para que haja maior especificidades os receptores

nicotínicos se subdividem em quatro subclasses.

Gama (^) γ Delta (^) δ Alfa (^) α Beta (^) β Apresentadas no receptor NM Apresentadas no receptor NN TRANSMISSÃO COLINÉRGICA NICOTÍNICOS Beta Delta Alfa Gama Acetilcolina TRANSMISSÃO COLINÉRGICA NICOTÍNICOS Apresentadas no receptor NM Apresentadas no receptor NN Apresenta todas a subclasses Apresenta apenas as subclasses β e α TRANSMISSÃO COLINÉRGICA NICOTÍNICOS O acetilcolina interage com os receptores fazendo com que os mesmos abram a proteína Com a abertura do canal ocorre o efluxo de potássio (K+) para o meio extracelular Ao mesmo tempo ocorre o influxo de sódio (Na+) e cálcio (Ca2+) para o interior da célula



Despolarização Celular TRANSMISSÃO COLINÉRGICA MUSCARÍNICOS Devem o seu nome à muscarina, um fármaco presente no cogumelo Amanita muscaria que ativa selectivamente estes receptores. Os receptores muscarínicos são diferenciados dos nicotínicos em razão dos mesmos estarem acoplados em uma estrutura denominda Proteína G. TRANSMISSÃO COLINÉRGICA MUSCARÍNICOS PROTEÍNA G Receptor Muscarínico

A proteína G é subdividida em

três subclasses:

Gama = γ Beta = β Alfa = α

PROTEÍNA

G

TRANSMISSÃO ADRENÉRGICA

Para que ocorra um neurotransmissão mediada

pela norepinefrina, é necessário que a mesma

se acople a receptores que estão divididos em

dois subtipos:

α - adrenérgico

β - adrenérgico

TRANSMISSÃO ADRENÉRGICA

Os receptores α - adrenérgicos se subdivide em duas

subclasses:

α 1 - adrenérgico Vasoconstrição, relaxamento da musculatura lisa gastrointestinal, secreção salivar e glicogenólise hepática (é o cominho de volta para a glicogenese, transformando o glicogênio em glicose a medida que a célula necessita de energia para as suas funções) α 2 - adrenérgico inibição da liberação dos neurotransmissores (inclusive liberação de noradrenalina e de acetilcolina) dos nervos autônomos, agregação plaquetária, contração da musculatura lisa vascular. TRANSMISSÃO ADRENÉRGICA

Os receptores β - adrenérgicos se subdivide em

três subclasses:

β 1 - adrenérgico Aumento da freqüência e da força cardíacas, relaxamento da musculatura lisa gastrointestinal. β 2 - adrenérgico Broncodilatação, vasodilatação, relaxamento da musculatura lisa visceral, glicogenólise hepática e tremor muscular. β 3 - adrenérgico Ativação do processo de lipólise (processo pelo qual há a degradação de lipídios em ácidos graxos e glicerol. TRANSMISSÃO ADRENÉRGICA

CLASSIFICAÇÃO DOS FÁRMACOS ADRENÉRGICOS

São agentes que exercem seus principais efeitos farmacológicos na porção simpática do sistema nervoso autônomo, o qual emprega a norepinefrina como mediador químico entre um neurônio e sua célula efetora. ADRENÉRGICOS DIRETOS Também chamados de adrenomiméticos ou simpatomiméticos, Substâncias que atuam por complexação com receptores específicos da NE ( α , β ou ambos) O sulfato de salbutamol é de um grupo de medicamentos chamados broncodilatadores, relaxando a musculatura dos brônquios, atuando nos receptores β 2 - adrenérgico. ADRENÉRGICOS INDIRETOS São conhecidos também como antiadrenérgicos, tendo ação inibitória dos receptores α , β ou ambos. O tartarato de ergotamina 1 mg utilizado para tratamento de enxaqueca, tendo uma potente atividade vasoconstritora por inibir a ação dos receptores α 1 - adrenérgico. TRANSMISSÃO ADRENÉRGICA ÓRGÃO Receptor Efeitos Coração (^) β 1

Aumento da frequência

cardíaca

Pulmões (^) β 2 Broncodilatação

Tecido

Adiposo β^3 Lipólise

Vasos

Sanguíneos α^1

Vasoconstrição

Sangue (^) α 2 Agregação Plaquetária

TRANSMISSÃO COLINÉRGICA TRANSMISSÃO ADRENÉRGICA ACETILCOLINA PARASSIMPÁTICO NOREPINEFRINA SIMPÁTICO VESÍCULA SINÁPTICA PROCESSO DE LIBERAÇÃO POR EXOCITOSE PROCESSO DE RECAPTAÇÃO POR ENDOCITOSE VESÍCULA SINÁPTICA (^) LIBERAÇÃO DO ACETILCOLINA Acetilcoenzima A (Acetil-CoA) A provém do metabolismo dos carboidratos e dos lipídios COLINA nutriente encontrado no complexo B (B 12 )

ACETILCOLINA

Síntese Colina-acetiltransferase

(CAT)

Mediador bioquímico

LIBERAÇÃO DA NOREPINEFRINA AMINOÁCIDO TIROSINA É produzida pelo organismo no fígado (adquiridos através da dieta [ovos, peixe, trigo, aveia, etc]), e os compostos químicos derivados deste aminoácido são denominados como Catecolaminas

NOREPINEFRINA

Conversão com o auxilio

bioquímico da:

TIROSINA HIDROXILASE

DIIDROXIFENILALANINA

(DOPA)

Ação catalisadora pelo:

AMINOÁCIDO

DESCARBOXILASE

(dopa-descarboxilase)

DOPAMINA

Conversão com o auxilio bioquímico da

DOPAMINA

HIDROXILASE (DBH)

Conversão nas

EPINEFRINA suprarrenais em^ glândulas

JUNÇÃO NEUROMUSCULAR Uma junção neuromuscular (ou junção mioneural) é a junção entre a parte terminal de um axônio motor com uma placa motora (ou sinapse neuromuscular), que é a região da membrana plasmática de uma fibra muscular (o sarcolema) onde se dá o encontro entre o nervo e o músculo permitindo desencadear a contração muscular.