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Comunicação e expressão no Ensino Médio
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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Não perca as partes importantes!
















































































(https://md.claretiano.edu.br/comlin-g00384-
dez-2022-grad-ead/)
Boas-vindas! A partir de agora, embarcaremos em uma viagem que permite conhecer um pouco mais as facetas da língua portuguesa em sua utilização para �ns comunicativos. Com esse objetivo, exploraremos informações que permitirão uma ampliação de sua re�exão e de seu pensamento crítico sobre a língua e seu uso.
Nesse sentido, percorreremos os meandros da comunicação e das linguagens, principalmente pensando no uso da língua enquanto instrumento que possibi- lita ao ser humano transmitir e trocar informações, ideias, hábitos, gostos, sensações, posicionamentos críticos etc.
Se podemos dizer que somos o que falamos e o que escrevemos, é porque a nossa oralidade e a nossa escrita nos representam diante de todos, uma vez que ali estão contidos os pensamentos que nos permeiam. Partindo desse ponto de vista, vamos descobrir quão importante é saber como se comunicar de maneira clara, concisa, objetiva e e�caz, ainda mais porque adentramos em um mundo peculiar: o meio acadêmico.
Em nossos estudos, será possível perceber que, apenas ao nos fazermos enten- der, nos tornamos participativos no mundo. Para isso, abordaremos o entendi- mento do processo de comunicação por meio de linguagens; a leitura com �ns determinados; a compreensão e interpretação de textos verbo-visuais; a pro- dução textual, no que concerne à atividade prática da escrita; e o uso adequa- do da norma-padrão da língua portuguesa em situações formais de comunica- ção. Dessa maneira, vamos nos tornar mais conscientes e competentes dis- cursivamente para nos comunicarmos em qualquer área de atuação pro�ssio- nal.
Vamos compreender que o modo de nos comunicarmos uns com os outros é diferente. Se falamos com alguém que é mais íntimo, podemos cometer certos “erros”, visto que nesse momento não há problemas em cometê-los. Porém, quando conversamos com alguém que não faz parte de nosso círculo social, precisamos fazer adaptações em nosso modo de falar. O mesmo acontece quando precisamos escrever um texto, pois ele precisa ser bem compreendido por quem vai lê-lo. Há de se ter um cuidado ao escrever um texto.
O mundo acadêmico, no qual adentramos e que investigaremos em mais deta- lhe, requer de nós o uso adequado da língua portuguesa. Diante disso, é preciso conhecer a língua e suas regras para saber usá-la bem nesse contexto, especi- almente ao escrevermos textos acadêmicos.
O objetivo deste material é apresentar este vasto mundo de sentidos e de signi- �cados que constituem o homem enquanto um ser social, que vive em coleti- vidade, um ser que tem o direito de exercer dignamente sua cidadania. Nesse sentido, a língua em uso é o que lhe propicia isso – sem ela, o homem não se- ria capaz de se manifestar, de se socializar, de conhecer a si mesmo e o mundo ao seu redor, de promover transformações em si e nesse mundo.
O estudo desta disciplina está dividido em ciclos de aprendizagem que visam a uma melhor compreensão de conceitos e de técnicas que lhe permitam ler, compreender, interpretar e escrever bem textos que farão parte não só de sua vida acadêmico-pro�ssional, mas também da integralidade de sua vida. Para conhecer mais detalhes sobre nosso trajeto de estudos, assista ao vídeo a se- guir:
: Inserir o vídeo de abertura
A disciplina desenvolve condições de letramento para as exigências da Educação Superior, no tocante ao estímulo da capacida- de de interpretar, analisar e discutir textos sobre assuntos variados e produzi-
(https://md.claretiano.edu.br/comlin-g00384-
dez-2022-grad-ead/)
Ciclo 1 – Comunicação e Linguagem: de Conceitos
Básicos à Linguagem Acadêmica
O que é comunicação? O que é emissor? O que é receptor? O que é mensagem? O que é linguagem? Quais são os tipos de linguagem? Como cada um deles se caracteriza? Quais são as modalidades de linguagem? Qual é o conceito de língua? Qual é o conceito de norma-padrão? De que modo língua e norma- padrão estão relacionadas? O que é registro de linguagem? O que é nível de linguagem? O que é estilo de linguagem? Como a linguagem deve ser utiliza- da em textos acadêmicos?
Antes de investigarmos essas ideias, vamos voltar ao principal, ou seja, ao conceito de comunicação. Comunicação é a ação ou resultado de (se) comuni- car, de transmitir e de receber mensagens. Ainda mais, é o conceito, a capaci- dade, o processo e as técnicas de transmitir e de receber ideias, mensagens, visando à troca de informação, de instrução etc. Não fosse só isso, conforme o Dicionário de (DUBOIS et al., 2006, p. 129):
a comunicação é a troca verbal entre um falante, que produz um enunciado desti- nado a outro falante, o interlocutor [receptor], de quem ele solicita a escuta e/ou uma resposta [...].
Nesse processo, percebe-se que há entes envolvidos: os falantes, que são cha- mados de e. O primeiro emite uma mensagem destinada ao último, que recebe a mensagem. Esses três elementos – emissor, receptor e mensagem – formam o que chamamos de (Figura 1).
Se há um emissor que emite algo a um receptor, esse “algo” é chamado de mensagem, isto é, um emissor transmite uma mensagem a um receptor. Desse modo, a mensagem se refere ao conteúdo que é transmitido por outrem a al- guém, com vistas à troca de informações.
O emissor emite uma mensagem, de modo oral ou escrito, ao seu receptor, que precisa com- preender essa mensagem, a �m de que a comunicação se efetive. Vale ressaltar que a co- municação somente se efetiva se a mensagem emitida for compreendida.
: Banco de Imagens Claretiano*. Figura 1 A tríade comunicacional: o emissor, a mensagem e o receptor.
Para transmitir essa mensagem, o homem passou a utilizar signos, que foram inventados conforme as necessidades surgiam e foram dotados de signi�ca- dos. Esses signos são o que compõem a(s) linguagem(ns).
E o que é linguagem? Há vários signi�cados e sentidos para esse termo. Concentremo-nos em duas de�nições que nos auxiliam a compreender me- lhor esse universo.
O primeiro conceito, demonstrado por Marcos Bagno (2004) noDicionário de linguística e de linguagem, se refere à faculdade cognitiva exclusiva à espécie humana que possibilita ao indivíduo representar e expressar de modo simbó- lico sua experiência de vida, além de adquirir, processar, produzir e transmitir conhecimento. Isso quer dizer que nós somos seres dotados de uma capacida- de admirável de signi�car, de produzir sentido ao utilizarmos símbolos, sinais, signos, ícones etc. Por conseguinte, não há nenhum gesto humano neutro, va- zio de sentido; pelo contrário, está sempre carregado de sentido, em variados graus, e cabe a nós veri�car qual é ele. Isso acontece justamente por nossa ca- pacidade de linguagem, de interpretar o sentido intrínseco a cada manifesta- ção.
O segundo conceito de linguagem decorre do primeiro, ao se referir ao sistema de signos que os seres humanos utilizam para produzir sentido, para expres- sar a faculdade de representar a experiência e o conhecimento. Provém dessa
Se a linguagem verbal é o uso da palavra, a é o não uso da palavra na comunicação, con�gurando uma troca de mensagens por meio de sons, imagens, gestos, símbolos etc. (isto é, tudo o que não for palavra). Nesse sentido, esse tipo de linguagem é a que se vale de outros signos, sendo, por isso mesmo, múltipla. Considerando a riqueza de possibilidades de repre- sentação e de expressão, é possível falar em linguagem musical, linguagem cinematográ�ca, linguagem teatral, linguagem corporal, linguagem artística, linguagem de programação, linguagem do vestuário, dentre as in�nitas possi- bilidades que há em nosso mundo.
Vale ressaltar também as linguagens arti�ciais, que são sistemas de comunicação elabora- dos de forma consciente com vistas ao desenvolvimento de domínios especí�cos do saber. Como exemplo dessas linguagens, temos as que são utilizadas na matemática, na lógica ou na computação.
Além disso, a linguagem pode ser (ou sincrética, ou híbrida), quando são utilizadas em conjunto a linguagem verbal e não verbal. Misturam-se pala- vras e sons, ou palavras e gestos, ou palavras e imagens etc., como acontece em �lmes, seriados televisivos. Observe os exemplos na Figura 2:
: elaborada pela autora. Figura 2 Linguagens verbal, não verbal e mista.
Antes de prosseguirmos com os estudos, que tal veri�car se o conteúdo apre- sentado até o momento foi assimilado? Para isso, responda às questões a se- guir:
Com a invenção de signos, surgiu a necessidade de criar um processo de orga- nização para combiná-los entre si, pois, se usados de modo desordenado, a co- municação �caria difícil. Como exemplo, para que se possa entender essa or- ganização de signos, temos a gramática: a ordenação de signos em um con- junto de regras, de forma que, assim, possam se relacionar ordenadamente en- tre si.
Por esse motivo, vemos que, na língua portuguesa, por exemplo, um termo se relaciona com outro em combinações especí�cas, feitas nas frases construí- das pelos falantes.
Um signo isolado pode não signi�car muito, a não ser aquilo que carrega de sentido (carro: algo utilizado pelo ser humano para locomoção motorizada e mais rápida; casa: algo utilizado para habitação e proteção de intempéries da natureza). Porém, a combinação de signos é que nos mostra valores. Os dois substantivos citados podem ser relacionados ao adjetivo “moderno/moderna”, o que faz criar um valor: já não se pensa em qualquer carro ou qualquer casa, mas somente naqueles que são dotados de modernidade, que são modernos.
Além disso, a relação entre eles acontece segundo esta combinação:
Em tese, percebe-se que estão em combinação no tocante a número (singular e plural, pois ambos são acrescidos da letra “s”) e gênero (masculino e femini- no), de maneira que a eles também se relacionam o artigo determinante femi- nino (por exemplo: a casa moderna) ou masculino (por exemplo: o carro mo- derno). Não é comum, na língua portuguesa, esses termos serem combinados
pressão corporal, gestos etc., além de ser bem espontânea. Já a expressão es- crita requer de nós uma atenção mais acurada, tendo em vista não ser uma simples representação do que falamos oralmente. Desse modo, percebemos que é possível efetivar a comunicação em enunciado oral ou escrito. Contudo, em todas as línguas, as pessoas falam e escrevem de modo distinto.
Ao analisarmos o uso da língua na modalidade oral, em especial o que aconte- ce em situações informais, percebemos que há menos planejamento que na escrita, uma vez que, diante de uma presencialidade física ou virtual e sincrô- nica, há possibilidade de checarmos se o receptor está ou não nos entendendo. Dessa forma, a representação oral é mais espontânea, estão presentes elemen- tos que mantêm o diálogo aberto (por exemplo, expressões como “você enten- deu?”, “você concorda?”, “né?”, “está claro o que eu disse?”) e uma coesão que se dá por meio de gestos, entonação da voz, expressão �sionômica, dentre ou- tros.
Para ilustrar o que foi exposto, vejamos, a seguir, a transcrição da fala oraliza- da de uma pessoa, adaptada de Carvalho (2018):
Sabemos que se trata de uma transcrição (portanto, uma transposição de um registro oral para um escrito), mas é fácil perceber como essa fala oralizada se distingue de um texto escrito (como o que você está lendo agora), certo?
Ainda pensando na reprodução da oralidade, cabe mencionar que, em situa- ções mais formais (por exemplo, um discurso formal que caracteriza um pro- nunciamento de uma autoridade política, a apresentação de um jornal televi- sivo ou de um trabalho acadêmico), percebemos que essa linguagem tende a apresentar um nível mais elevado de planejamento.
Em contrapartida, na modalidade escrita, em situações formais, tais como produção de textos que circulam no ambiente corporativo, textos empresari- ais, jurídicos ou legais, bem como textos produzidos na academia, vemos que
isso requer ainda mais planejamento. No exemplo a seguir, um fragmento reti- rado de um artigo publicado em uma revista cientí�ca, podemos visualizar exatamente isto:
Comunicação é a capacidade que o ser humano tem de trocar informações aprendi- das e pretendidas com diferentes pessoas. É um processo que envolve um receptor e um emissor, ou seja, uma pessoa emite uma mensagem, e a outra recebe a men- sagem e a interpreta para responder com coesão e coerência. Durante o processo de comunicação, é importante o uso de um sistema linguístico compartilhado, ou seja, ambos os parceiros de comunicação devem utilizar o mesmo idioma para que pos- sam transmitir e compartilhar uma mensagem. A comunicação humana torna-se possível por meio da compreensão dos diferentes signos compartilhados pela co- munidade, ou seja, a comunicação será efetivada por meio do uso de um sistema de representação compartilhado no grupo (DELIBERATO, 2017, p. 301).
Embora a modalidade oral seja mais utilizada na comunicação, a modalidade escrita tem importância maior no que concerne ao uso adequado da norma- padrão (e eis aí também um dos motivos de necessidade de mais planejamen- to, para que o texto �que compreensível e correto gramaticalmente), uma vez que o texto escrito tem maior permanência. Há um brocardo dos antigos ro- manos que assim expressa: “verba volant; scripta manent”, que pode ser tradu- zido deste modo: “as palavras voam; aquilo que está escrito permanece”. Portanto, é inegável o fato de a modalidade escrita do uso da língua ser mais bem elaborada do que a modalidade oral quando utilizada. A modalidade es- crita mantém a unidade linguística de uma comunidade, que permite ao pen- samento atravessar o espaço e o tempo.
De outro modo, podemos dizer que a sintaxe da oralidade se diferencia da sin- taxe da escrita. No caso da primeira, não há tanta preocupação quanto à estru- turação das frases, podendo ocorrer repetições, elipses, pausas, digressões, presença de marcadores conversacionais, paráfrases, correções, parênteses, truncamentos (como vimos no exemplo anterior). No caso da segunda, é ne- cessário o planejamento, a �m de corrigir e apresentar o resultado pronto, ten- do em vista que o leitor não tem acesso, tampouco controle sobre o mecanis- mo de preparação do texto.
Há de se frisar, em contrapartida, que a escrita não é considerada superior à
Nas aulas de física, você aprendeu que a força centrípeta tende a puxar um corpo para o centro de uma trajetória, enquanto a centrífuga tende a afastá-lo desse cen- tro. O que você talvez não saiba é que essas duas forças atuam também na língua portuguesa — metaforicamente, é claro.
O português, assim como qualquer outra língua viva, é dinâmico e está em cons- tante processo de inovação e mudança. Esse movimento, chamado de variação lin- guística, tende a afastar a língua de seu núcleo mais estável, atuando, portanto, co- mo uma força centrífuga.
Se apenas essa força agisse sobre a língua, em alguns séculos (ou talvez mesmo em décadas) o português iria se transformar em outro idioma. Ou, então, cada falar re- gional iria se tornar um dialeto, e os dialetos acabariam virando também novas lín- guas. Desse modo, no Brasil, não teríamos mais o português, e sim o baianês, o gau- chês, o paulistês…
Tais fatos não ocorrem – ou, pelo menos, demoram muito para ocorrer – porque também há uma força centrípeta atuando sobre a língua: é a força da conservação, exercida pela escola, pela imprensa, pelos documentos o�ciais e pela própria tradi- ção cultural e literária, que une os povos falantes do mesmo idioma.
A língua muda, ou seja, há variação linguística, porque o registro muda. “Registro de linguagem” se refere aos diversos estilos que um falante pode usar a depender da situação de comunicação de que faz parte. Por exemplo, al- guém conversa em um café com os amigos e, por isso, pode utilizar um regis- tro diferente do que utiliza quando está em família, com a avó.
Nesse sentido, as variações linguísticas se caracterizam como rami�cações naturais de uma língua, que se diferenciam da norma-padrão devido a fatores múltiplos, como convenções sociais, momento histórico, contexto ou região geográ�ca em que um falante ou grupo social está inserido. Há uma diversi- dade de manifestações e de realizações da língua, ou seja, a língua possui di- versas formas, decorrentes de fatores de ordem histórica, regional, social ou situacional. Com isso, o contato de indivíduos habituados a registros distintos da língua pode causar certo estranhamento, como ilustra a Figura 3:
Figura 3 Exemplo de variação linguística (https://descomplica.com.br/artigo/tudo-sobre-variacao-linguistica-para- voce-arrasar-sempre/4k5/).
As variações na língua podem ocorrer em diversos níveis, conforme expõe o Quadro 1:
Níveis da variação linguística.
Fonético/fonológico • Pois (pronúncia do Brasil)/pois (pronúncia de Portugal).
Morfológico • Flecha/frecha.
Figura 4 A língua variando conforme seus contextos (níveis formal e informal) (https://br.pinterest.com /pin/490118371953504663/).
Níveis de linguagem são também chamados níveis de fala e correspondem aos diferentes registros em que a linguagem pode ser utilizada pelos falantes, a depender do contexto comunicativo, do nível de escolarização dos falantes, da interação com diferentes interlocutores. Nesse sentido, podemos denomi- nar dois níveis de linguagem: formal e informal. Para entender as característi- cas e contextos apropriados a esses dois níveis, assista ao vídeo a seguir:
Se a língua é utilizada pelos falantes de modo individual, a depender da situa- ção e do contexto, vemos que cada falante adota um estilo diferente ao manifestá-la. O estilo é, então, o modo pessoal de expressão que se manifesta na forma de dizer ou escrever algo, e também remete a uma parte da Gramática que cuida das estratégias criativas utilizadas na língua, conhecida como Estilística. Tais recursos têm, muitas vezes, o intuito de sugerir, provo- car, persuadir, embelezar o modo como um conteúdo é escrito/oralizado em um texto, ou seja, visam provocar efeitos expressivos. Desse modo, estilo cor- responde ao conjunto de aspectos formais e de recursos expressivos que ca- racterizam um texto ou discurso (por exemplo, o estilo discursivo da lingua- gem corporativa ou da linguagem acadêmica).
Antes de prosseguirmos, vamos veri�car se o conteúdo apresentado até o mo- mento foi assimilado? Para isso, responda à questão a seguir:
Para falarmos sobre a linguagem acadêmica, antes de mais nada, precisamos entender o que signi�ca “academia”, termo derivado do latim e utilizado na Grécia Antiga, no séc. III a.C., quando Platão se reunia com pensadores em um local chamado Jardins de Akademus (herói ateniense). Após isso, o grupo passou a ser denominado Akademia. Hoje “academia” designa o estabeleci- mento de Ensino Superior.
É nesse ambiente que a língua será utilizada para realizar diversas atividades orais e, principalmente, escritas. Por isso, considerando o contexto do sistema universitário brasileiro, é preciso promover o letramento em nível de Ensino Superior para escrever e publicar textos de qualidade condizente ao meio aca- dêmico, que demanda um tom formal de linguagem, de modo a não serem uti- lizados gírias, coloquialismos, expressões de senso comum, chavões e subjeti- vidade. Nesse sentido, temos que o estilo da linguagem acadêmica é formal, sujeito a padrões de linguagem.
Para que possamos compreender como esse universo se con�gura, é preciso também entender o que é ciência, pensamento cientí�co, e objetividade e neu- tralidade no campo cientí�co.
“Ciência” se refere ao conjunto de conhecimentos que são socialmente adquiri- dos ou produzidos, além de historicamente acumulados, dotados de universa- lidade e de objetividade que permitem sua transmissão. Tais conhecimentos são estruturados com métodos, teorias e linguagens próprias, com o intuito de compreender e orientar a natureza e as atividades humanas.
Desse modo, o pensamento cientí�co é aquele que passa por veri�cação, análise e/ou com- paração, a �m de se comprovar algo, o que é relativo ao racionalismo. É diferente do pensa- mento do senso comum, que pode se embasar em sensações, experiências e opiniões subje- tivas.
Dado que o pensamento cientí�co passa por análise para ser comprovado, é preciso que o objeto de estudo seja analisado de modo objetivo e neutro.