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um texto de comunicação e linguagem
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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TEXTO E TEXTUALIDADE COSTA VAL, M. G., Redação e Textualidade. S. Paulo, Martins Fontes: O que é texto Para se compreender melhor o fenômeno da produção de textos escritos, importa entender previamente o que caracteriza o texto, escrito ou oral, unidade lingüística comunicativa básica, já que o que as pessoas têm a dizer umas às outras não são palavras nem frases isoladas, são textos. Pode-se definir texto ou discurso como ocorrência lingüística falada ou escrita, de qualquer extensão, dotada de unidade sociocomunicativa, semântica e formal. 2. O que é textualidade Chama-se textualidade ao conjunto de características que fazem com que um texto seja um texto, e não apenas uma seqüência de frases. Beaugrande e Dressler (1983) apontam sete fatores responsáveis pela textualidade de um discurso qualquer: a coerência e a coesão, que se relacionam com o material conceitual e lingüístico do texto, e a intencionalidade, a informatividade, a aceitabilidade, a situacionalidade, a informatividade e a intertextualidade, que têm a ver com os fatores pragmáticos envolvidos no processo sociocomunicativo. 2 2.1. Coerência e coesão A coerência resulta da configuração que assumem os conceitos e relações subjacentes à superfície textual. É considerada o fator fundamental da textualidade, porque é responsável pelo sentido do texto. Envolve não só aspectos lógicos e semânticos, mas também cognitivos, na medida em que depende do partilhar de conhecimento entre os interlocutores. A substituição incluí a sinonímia, a antonímia, a hiponímia (quando o termo substituído representa uma parte ou um elemento e o substituidor representa o todo ou a classe ex.: carroça/veículo), e a hiperonímia (quando o termo substituído representa o todo ou a classe e o substuidor uma parte ou elemento ex.: objeto/caneta). Por outro lado, uma seqüência de frases interligadas por marcadores lingüísticos de coesão que não correspondessem a relações efetivas estabelecidas na estrutura lógicocognitiva subjacente não seria um texto. 3 Em (2), a presença de recursos coesivos interfrasais (a recorrência deitem lexical assinalada por artigo definido, o articulador também e o pronome ele) não é suficiente para garantir textualidade à seqüência, já que ela não funciona como um todo significativo coerente. Resumindo o que foi dito, o fundamental para a textualidade é a relação coerente entre as idéias. 2.2 Os fatores pragmáticos da textualidade Entre os cinco fatores pragmáticos estudados por Beaugrande e Dressler (1983), os dois primeiros referem-se aos protagonistas do ato comunicativo: a intencionalidade e a aceitabilidade. A intencionalidade concerne ao empenho do produtor em construir um discurso coerente, coeso e capaz de satisfazer os objetivos que tem em mente numa determinada situação comunicativa 4 O outro lado da moeda é a aceitabilidade, que concerne à expectativa do recebedor de que o conjunto de ocorrências com que se defronta seja um texto coerente, coeso, útil e relevante, capaz de levá-lo a adquirir conhecimentos ou a cooperar com os objetivos do produtor. A conjunção dos três fatores já mencionados resulta numa série de conseqüências para a prática comunicativa. A praxe acaba por estabelecer que, numa dada circunstância, deve-se compor o texto dessa ou daquela maneira. Assim, há convenções que regem o funcionamento da linguagem na interação social e que determinam, especificamente, qual o tipo particular de discurso adequado a cada ato 5 comunicativo. Essa questão é da maior importância para quem trabalha com o ensino de redação, pois vem daí o fato de que a textualidade de cada tipo de discurso envolve elementos diferentes. O que é qualidade num texto argumentativo formal poderá ser defeito num poema, ou numa estória de suspense, ou numa conversa de botequim, por exemplo. O interesse do recebedor pelo texto vai depender do grau de informatividade. de que o último é portado.