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tuberculose
Tipologia: Notas de estudo
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Conceito da tuberculose
A tuberculose chamada antigamente de peste cinzenta e conhecida também em português como tísica pulmonar ou doença do peito é uma das doenças infecciosas documentadas desde mais longa data e que continua a afligir a humanidade nos dias atuais. É causada pelo Mycobacterium tuberculosis. Estima-se que a bactéria causadora tenha evoluído há 15.000 ou 20.000 anos, a partir de outras bactérias do gênero Mycobacterium tuberculose é considerada uma doença socialmente determinada, pois sua ocorrência está diretamente associada à forma como se organizam os processos de produção e de reprodução social, assim como à implementação de políticas de controle da doença. Os processos de produção e reprodução estão diretamente relacionados ao modo de viver e trabalhar do indivíduo.
Agente etiológico
As bactérias causadoras da tuberculose pertencem à família Mycobacteriaceae, gênero Mycobacterium. São bastonetes curtos aeróbicos, imóveis, não capsulados, não flagelados, apresentando aspecto granular quando corados, medindo de 0,5 a 7,0 m de comprimento por 0,3 m de largura, sendo a álcool-ácidoresistência a sua propriedade mais característica
No entanto, muitas dessas características, inclusive a tintorial, superpõem-se nos gêneros Mycobacterium, Nocardia, Rhodococcus e Corynebacterium. Três espécies de hospedeiros contribuíram para a perpetuação da tuberculose através dos séculos: o bovino, o homem e as aves em geral. As micobactérias do complexo M. tuberculosis (M. tuberculosis, M. bovis e M. africanum) são as principais
causadoras da tuberculose nos mamíferos. O M. bovis tem um amplo espectro de patogenicidade para as espécies domésticas e silvestres, principalmente bovinos e bubalinos, e pode participar da etiologia da tuberculose humana. A doença humana causada pelo M. bovis é também denominada tuberculose zoonótica. O M. tuberculosis é a principal causa de tuberculose no ser humano. Pode infectar bovinos, porém não causa doença progressiva nessa espécie; todavia, ocasionalmente, pode sensibilizá-los ao teste tuberculínico. O M. avium é o causador da tuberculose em várias espécies de aves e é integrante do complexo MAIS (M. avium, M. intracellulare e M. scrofulaceum). As micobactérias do complexo MAIS causam lesões granulomatosas nos linfonodos do trato gastrointestinal de suínos, a linfadenite granulomatosa, que leva a sérias perdas no abate desses animais. No ser humano, a infecção pelas micobactérias do complexo MAIS tem importância para os indivíduos com deficiência imunológica. As micobactérias do complexo MAIS não são patogênicas para os bovinos e bubalinos; entretanto, provocam reações inespecíficas à tuberculinização, dificultando o diagnóstico da tuberculose nessas espécies.
Modo de transmissão
Geralmente, se pega a doença pelo ar contaminado eliminado pelo indivíduo com a tuberculose nos pulmões. A pessoa sadia inala gotículas, dispersas no ar, de secreção respiratória do indivíduo doente. Este, ao tossir, espirrar ou falar, espalha no ambiente às gotículas contaminadas, que podem sobreviver, dispersas no ar, por horas, desde que não tenham contato com a luz solar. A pessoa sadia, respirando no ambiente contaminado, acaba inalando esta micobactéria que se implantará num local do Pulmão. Em
multicausalidade. A evolução depende também do indivíduo estar sendo infectado pela primeira vez transmissibilidade:
(primo-infecção) ou reinfectado (reinfecção exógena). A probabilidade de adoecer num primo-infecção depende da virulência do bacilo, da fonte infectante e das características genéticas dos indivíduos infectados. Em novo contato, após uma infecção natural ou induzida pela BCG, a resistência depende da resposta imunológica. A transmissão é plena quando o doente estiver eliminando bacilos e não tiver iniciado o tratamento. Com o esquema terapêutico recomendado, a transmissão é reduzida, gradativamente, a níveis insignificantes ao fim de poucos dias ou semanas. As crianças com tuberculose pulmonar geralmente não são infectantes.
A contagiosidade da doença depende
Devemos lembrar que a intensidade do contato é importante. A pessoa de baixa renda que vive no mesmo quarto de uma casa pequena e mal ventilada com uma
pessoa com tuberculose pulmonar, está mais propensa a adquirir a doença do que outra que tem contato eventual ou ao ar livre com um doente. Por outro lado, os bacilos que são depositados pelo doente em toalhas, roupas, copos, pratos e outros não representam um risco para transmissão da doença.
Fonte de infecção
Por fonte de infecção entende-se qualquer indivíduo capaz de transmitir o bacilo da tuberculose. Em geral, a fonte de infecção é o indivíduo com a forma pulmonar da doença, eliminando bacilos para o exterior. Calcula-se que durante um ano, numa comunidade, uma fonte de infecção poderá infectar, em média, de 10 a 15 pessoas que com ela tenham tido contato.
Suscetibilidade/ imunidade
O risco de adoecimento é maior nos menores de 5 anos, nos adolescentes, adultos jovens e nos idosos. As reativações de infecções antigas e latentes explicam grande parte dos casos de doença em idosos. Entre os infectados, a probabilidade de adoecer aumenta quando apresentam a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) e outras formas de imunodepressão. Também é maior nas pessoas desnutridas, com silicose, diabetes e usuários de drogas endovenosas. A imunidade natural pode ser explicada por diferenças fisiológicas que existem nas várias espécies. No entanto, não existem diferenças fisiológicas que expliquem os diversos graus de imunidade, aparentemente natural, que são observados em uma mesma espécie animal. A maior ou menor imunidade natural parece estar relacionada com a maior ou menor velocidade com que o hospedeiro é capaz de adquirir imunidade. Assim, não haveria propriamente uma
sangue contaminado, pelo beijo, pelo copo, pelos talheres, pela roupa, pelo colchão... A TB SÓ SE TRANSMITE PELO AR.
Não. Na maior parte das vezes o organismo resiste e a pessoa não fica doente. Às vezes, mesmo que o organismo resista no momento, o micróbio fica "guardado" e a pessoa pode adoecer anos mais tarde, se estiver enfraquecida ou desgastada pelo alcoolismo, aids, diabetes, câncer e outras doenças. Os idosos também têm uma chance maior de adoecer. Apenas um pequeno grupo de pessoas pode ter a doença logo após o contato com o micróbio. E quando isto acontece, em geral, são pessoas debilitadas, crianças e idosos.
Não, somente os pacientes com a doença no pulmão que sejam bacilíferos, ou seja, aqueles que eliminem o "bacilo de Koch" no ar. Quem tem TB em outras partes do corpo não transmite a doença, porque não elimina os bacilos de Koch pela tosse. Os doentes de TB que já estão em
tratamento não oferecem perigo de contágio, pois a partir do início do tratamento o risco de contágio vai diminuindo, um dia depois do outro e com 15 dias tomando corretamente os medicamentos já é muito provável que o paciente não esteja mais eliminando os bacilos de Koch.
Sim. A maior fonte de transmissão da TB é o doente com a doença no pulmão, porque ele elimina bacilos pela tosse, fala e espirro. Por isto as pessoas que convivem com ele, principalmente na mesma casa, antes do início do tratamento correto, são aquelas que têm maior risco de adquirir o bacilo. E os vizinhos? E os colegas de trabalho? E dentro do ônibus? Na escola? As dúvidas são freqüentes e não dá para discutir todas as possibilidades, uma a uma. O certo mesmo é entender como se pega a TB e, a partir daí, o que pode facilitar ou dificultar o contágio. Para isto veja a seguir, 3 (três) situações que facilitam o contágio e o que pode ser feito em cada uma delas, para dificultar que o contágio aconteça.
1ª. Situação : DOENTE BACILÍFERO (que elimina muitos bacilos pela tosse, pelo espirro, pela fala) O QUE FAZER: Iniciar o tratamento o mais rapidamente possível e cobrir a boca ao tossir ou espirrar.
2ª. Situação : AMBIENTE (LOCAL) POUCO AREJADO O QUE FAZER: Abrir portas e janelas.
Os profissionais atendem doentes com tuberculose todos os dias durante muitas horas. Por isso eles têm um risco maior de "respirar bacilos". Então, uma solução para não pegar bacilos, ou seja, se infectar é usar máscaras.
Tratamento
O tratamento é feito à base de antibióticos, com duração de aproximadamente seis meses. É imprescindível que este não seja interrompido – fato que pode ocorrer, principalmente, devido aos efeitos colaterais, tais como enjoos, vômitos,indisposição e mal-estar geral. As medicações são distribuídas gratuitamente pelo sistema de saúde, através de seus postos municipais de atendimento.
Medidas preventivas
Como já foi dito se não tiver o bacilo, não tem a tuberculose. Por isto, para prevenir a doença, é muito importante identificar rapidamente os pacientes com tuberculose para tratá-los logo, reduzindo a chance de contaminação do ar. E, se o ar não fica contaminado, evita- se a transmissão do bacilo para outras pessoas. Mas, todo mundo sabe que a tuberculose está muito ligada à pobreza, mas é importante saber que isto acontece não pela pobreza em si, mas pelas condições de vida das pessoas Empobrecidas. Elas são, por exemplo, e salvo algumas exceções, as que têm maior dificuldade em conseguir o atendimento adequado quando se sentem doentes e as que vivem em casas precárias.
Para prevenir a TB é importante melhorar as condições de habitação para diminuir a chance do contágio. Se há muitas
pessoas dormindo no mesmo quarto, em casas mal ventiladas e onde não bate sol, o risco de contágio é muito maior. Há também medidas de proteção individual, como a vacinação com BCG e a prevenção com remédio, que se chama quimioprofilaxia. A vacina BCG é aplicada no primeiro mês de vida e é capaz de prevenir as formas mais graves da doença, nas crianças. A quimioprofilaxia, que consiste em tomar remédios por seis meses, está indicada para algumas pessoas que não estão doentes, mas que apresentam um grande risco de adoecer. É sempre indicada por um profissional de saúde, depois de uma consulta.
Diagnóstico
Uma avaliação médica completa para a tuberculose inclui um histórico médico, um exame físico, a baciloscopia, o teste subcutâneo de Mantoux, uma radiografia do tórax e culturas microbiológicas.