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Condutividade das soluções, Notas de aula de Engenharia de Alimentos

Aula pratica - Termodinâmica expermental

Tipologia: Notas de aula

2016

Compartilhado em 05/01/2016

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antonio-junior-cj6 🇧🇷

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TERMODINÂMICA EXPERIMENTAL
1
CONDUTIVIDADE DAS SOLUÇÕES
DEQ0625 - TERMODINAMICA EXPERIMENTAL - Laboratório de Termodinâmica Departamento de
Engenharia Química Universidade Federal do Rio Grande do Norte Natal RN.
Lais Cristina
Alexandre Soares
Antônio Batista
Tasia Cortes
RESUMO
Neste experimento analisamos a condutividade elétrica em soluções aquosas, tendo presente a
água, que é um mal condutor elétrico e que suas soluções tem a capacidade de transportar eletricidade,
dependendo da concentração e natureza dos íons presentes. Estudaremos os eletrólitos fracos, pela
observação do comportamento de várias soluções diluídas.
Medidas de condutância elétrica permitem diferenciar eletrólitos fracos e fortes. Eletrólitos fortes
seguem a lei de Kohlrausch enquanto que eletrólitos fracos são descritos pela lei de diluição de Ostwald.
Examinando a dependência da condutividade com a concentração é possível determinar a condutividade
de eletrólitos a uma diluição infinita e desta forma calcular o grau de dissociação e a constante de
dissociação de eletrólitos fracos.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A condutimetria é um método de análise de íons que se baseia na medida da condutividade
elétrica de uma solução.
A condutividade, que é o inverso da resistência, depende da concentração e da natureza das
várias espécies químicas presentes na solução, que definem a capacidade de transporte de carga que essa
mesma solução apresenta.
A resistência R de um condutor uniforme com uma seção transversal é proporcional ao
comprimento l e inversamente proporcional a seção transversal da área A do condutor:
LA
l
A
l
R1
.
.
pf3
pf4
pf5
pf8

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CONDUTIVIDADE DAS SOLUÇÕES

DEQ0625 - TERMODINAMICA EXPERIMENTAL - Laboratório de Termodinâmica – Departamento de Engenharia Química – Universidade Federal do Rio Grande do Norte – Natal RN.

Lais Cristina

Alexandre Soares

Antônio Batista

Tasia Cortes

RESUMO

Neste experimento analisamos a condutividade elétrica em soluções aquosas, tendo presente a água, que é um mal condutor elétrico e que suas soluções tem a capacidade de transportar eletricidade, dependendo da concentração e natureza dos íons presentes. Estudaremos os eletrólitos fracos, pela observação do comportamento de várias soluções diluídas.

Medidas de condutância elétrica permitem diferenciar eletrólitos fracos e fortes. Eletrólitos fortes seguem a lei de Kohlrausch enquanto que eletrólitos fracos são descritos pela lei de diluição de Ostwald. Examinando a dependência da condutividade com a concentração é possível determinar a condutividade de eletrólitos a uma diluição infinita e desta forma calcular o grau de dissociação e a constante de dissociação de eletrólitos fracos.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

A condutimetria é um método de análise de íons que se baseia na medida da condutividade elétrica de uma solução.

A condutividade, que é o inverso da resistência, depende da concentração e da natureza das várias espécies químicas presentes na solução, que definem a capacidade de transporte de carga que essa mesma solução apresenta.

A resistência R de um condutor uniforme com uma seção transversal é proporcional ao comprimento l e inversamente proporcional a seção transversal da área A do condutor:

A L

l

A

l

R

A constante da substância  é conhecida como resistência específica,  é a condutância específica

ou condutividade e L a condutância. Normalmente usa-se  para condutores metálicos e  para

eletrólitos. Desta forma a condutividade para uma solução de eletrólitos é dada a baixo, onde  tem

dimensões: -1^ cm-1. No sistema SI o símbolo para condutância é S (Siemens) e a unidade de

condutividade é Siemens por metro ( S m-1). Onde 1 S = 1 -1.

l

A L  

Ao medir condutividade de uma solução, as dimensões da célula (comprimento e área entre os eletrodos, figura ao lado) podem ser determinadas. Contudo, a célula é normalmente calibrada com uma solução de condutividade conhecida e a razão da medida da condutividade a ser tabulada da solução conhecida fornece diretamente a razão do

comprimento pela seção transversal da célula A

l.

Esta razão é também conhecida como a constante da célula e é determinada usando soluções de KCl de condutividade conhecidas. A constante da célula a ser usada normalmente já foi determinada pelo fabricante e pode ser encontrada no manual do aparelho. Contudo com o tempo a constante da célula pode mudar, portanto deve ser verificada sempre que for usada.

De acordo com a segunda equação a condutância lida no aparelho é multiplicada pela constante da célula. A condutividade da água é diminuída da condutividade determinada. As Figuras 1a e 1b mostram a dependência da concentração com a condutividade determinada para o KCl e o ácido acético.

Fig. 2: Condutividade molar do KCl versus a raiz quadrada da concentração.

De acordo com a lei de diluição de Ostwald , eletrólitos fracos não se dissociam completamente e possuem condutividade menor do que eletrólitos fortes. Com o aumento da concentração o equilíbrio de

dissociação é deslocado na direção das moléculas não dissociadas. O grau de dissociação  de eletrólitos

fracos é o quociente da condutividade molar dividido pela condutividade molar a diluição infinita (Equação 5).



  m Equação 6

A lei de diluição de Ostwald é valida para eletrólitos fracos, permitindo desta forma calcular a constante de dissociação ( K ).

m

K c m^ c

 Equação 6

O valor limite da condutividade molar de eletrólitos fracos a diluição infinita é alcançada a concentrações extremamente baixas não sendo possível, portanto, fazer-se medidas exatas nestas

concentrações. Em conseqüência,  não pode ser obtido pelas curvas extrapoladas a partir de  m/  c ,

para eletrólitos fracos. A Equação 7 é derivada para resolver a lei de diluição de Ostwald para estes casos;

100

150

0.00 (^) 0. mol/L^ C

Scm2/mol

m

.( )^2

 K

mc

m

(Equação 7)

Da equação 7 pode ser observado que existe uma relação linear entre o inverso da condutividade, o produto da condutividade molar e a concentração de eletrólitos fracos. A Figura 3 mostra esta relação para o ácido acético. Ainda a lei de diluição de Ostwald mostra que a condutividade molar a diluição infinita pode ser obtida da intersecção com a

ordenada 1/  m sobre c.  m.

Fig. 3: Inverso da condutividade molar do ác. acético versus o produto da cond. molar e a concentração.

0.0 (^) 0.

m

m.C

1

1 o o

Como mostrado acima, a condutividade da solução salina aumenta de acordo com sua concentração molar.

CONCLUSÕES

Conclui-se que a concentração ou presença de sais interfere diretamente na condutividade das soluções sendo de extrema importância o uso desse método para fins industriais e de pesquisas

OBSERVAÇÔES

O gráfico acima foi elaborado com o auxílios dos componentes do grupo 3 ( Fabricia do Carmo, Josicléia Gabriel e Rosemary Alves Ribeiro) uma vez que este já havia realizado o experimento acima. Por questões de segurança, não foi realizada a verificação de condutividade do Acido Acético (eletrólito forte) como consta no roteiro.

0

10000

20000

30000

40000

50000

60000

70000

80000

90000

0 2 4 6 8 10

Condutividade x Concentração molar

Condutividade

Referências

  1. Moore, W.J.; Físico-Química, Ed. Edgard Blucher, SP, Vol. 2 , pg. 394-399, 1976

  2. Van Holde, K. E.; Bioquímica Física, Ed. Edgard Blucher, SP, pg. 93-99, 1975.

  3. Shaw, D.J.; Introdução `a Química dos colóides e de superfícies, Ed. Edgard Blucher, SP, pg.112-120, 1975.

  4. R. Chang, Physical Chem. Whit Appllic. To Biol. Systems. 2o^ Ed. 1981.

  5. N.Baccan, J.C. de Andrade, E.S. Godinho e J.S. Barone, Química Analítica Quantitativa Elemetar. 2o^ Ed. 1992.

  6. Voguel, Análise Química Quantitativa, 5o^ Ed., LTC - Livros Técnicos e Científicos Editora S.A., R.J., 1992.

  7. P.W. Atkins, Physical Chemistry, 4th^ Ed. Oxford University Press, 1990.