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Conhecimentos - Pedagogicos, Provas de Física

saiba mais sobre conhecimentos pedagogicos

Tipologia: Provas

2012

Compartilhado em 29/11/2012

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Concurso para Professor - Secretaria da Educação PB
Projeto PBConcursos
Facilitadora: Sônia Ataíde
BLOCO DE CONHECIMENTOS PEDAGÓGICOS
GESTÃO ESCOLAR PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO REGIMENTO ESCOLAR
COLEGIADOS
Gestão significa dar direção ao processo de organização e funcionamento da escola, comprometida com a
formação do cidadão. Não qualquer formação, mas justamente aquela que forma indivíduos críticos e
participativos da sociedade em que vivem e apresenta a orientação em âmbito mais geral de um processo:
direção de mudanças a serem efetuadas.
O conceito de Gestão Escolar relativamente recente - é de extrema importância, na medida em que
desejamos uma escola que atenda às atuais exigências da vida social: formar cidadãos, oferecendo, ainda, a
possibilidade de apreensão de competências e habilidades necessárias e facilitadoras da inserção social.
Para fim de melhor entendimento, costuma-se classificar a Gestão Escolar em 3 áreas, funcionando
interligadas, de modo integrado ou sistêmico: • Gestão Pedagógica • Gestão de Recursos Humanos • Gestão
Administrativa
Gestão Pedagógica É o lado mais importante e significativo da gestão escolar. Cuida de gerir o área
educativa, propriamente dita, da escola e da educação escolar. Estabelece objetivos para o ensino, gerais e
específicos. Define as linhas de atuação, em função dos objetivos e do perfil da comunidade e dos alunos.
Propõe metas a serem atingidas.
Elabora os conteúdos curriculares. Acompanha e avalia o rendimento das propostas pedagógicas, dos
objetivos e o cumprimento de metas. Avalia o desempenho dos alunos, do corpo docente e da equipe escolar
como um todo. Suas especificidades estão enunciadas no Regimento Escolar e no Projeto Pedagógico
(também denominado Proposta Pedagógica) da escola.
Parte do Plano Escolar (ou Plano Político Pedagógico de Gestão Escolar) também inclui elementos da gestão
pedagógica: objetivos gerais e específicos, metas, plano de curso, plano de aula, avaliação e treinamento da
equipe escolar. O Diretor é o grande articulador da Gestão Pedagógica e o primeiro responsável pelo seu
sucesso. É auxiliado nessa tarefa pelo Coordenador Pedagógico (quando existe).
Gestão Administrativa Cuida da parte física (o prédio e os equipamentos materiais que a escola possui) e
da parte institucional (a legislação escolar, direitos e deveres, atividades de secretaria). Suas especificidades
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Concurso para Professor - Secretaria da Educação – PB

Projeto PBConcursos

Facilitadora: Sônia Ataíde

BLOCO DE CONHECIMENTOS PEDAGÓGICOS

GESTÃO ESCOLAR PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO REGIMENTO ESCOLAR

COLEGIADOS

Gestão significa dar direção ao processo de organização e funcionamento da escola, comprometida com a formação do cidadão. Não qualquer formação, mas justamente aquela que forma indivíduos críticos e participativos da sociedade em que vivem e apresenta a orientação em âmbito mais geral de um processo: direção de mudanças a serem efetuadas.

O conceito de Gestão Escolar – relativamente recente - é de extrema importância, na medida em que desejamos uma escola que atenda às atuais exigências da vida social: formar cidadãos, oferecendo, ainda, a possibilidade de apreensão de competências e habilidades necessárias e facilitadoras da inserção social.

Para fim de melhor entendimento, costuma-se classificar a Gestão Escolar em 3 áreas, funcionando interligadas, de modo integrado ou sistêmico: • Gestão Pedagógica • Gestão de Recursos Humanos • Gestão Administrativa

Gestão Pedagógica É o lado mais importante e significativo da gestão escolar. Cuida de gerir o área educativa, propriamente dita, da escola e da educação escolar. Estabelece objetivos para o ensino, gerais e específicos. Define as linhas de atuação, em função dos objetivos e do perfil da comunidade e dos alunos. Propõe metas a serem atingidas.

Elabora os conteúdos curriculares. Acompanha e avalia o rendimento das propostas pedagógicas, dos objetivos e o cumprimento de metas. Avalia o desempenho dos alunos, do corpo docente e da equipe escolar como um todo. Suas especificidades estão enunciadas no Regimento Escolar e no Projeto Pedagógico (também denominado Proposta Pedagógica) da escola.

Parte do Plano Escolar (ou Plano Político Pedagógico de Gestão Escolar) também inclui elementos da gestão pedagógica: objetivos gerais e específicos, metas, plano de curso, plano de aula, avaliação e treinamento da equipe escolar. O Diretor é o grande articulador da Gestão Pedagógica e o primeiro responsável pelo seu sucesso. É auxiliado nessa tarefa pelo Coordenador Pedagógico (quando existe).

Gestão Administrativa Cuida da parte física (o prédio e os equipamentos materiais que a escola possui) e da parte institucional (a legislação escolar, direitos e deveres, atividades de secretaria). Suas especificidades

estão enunciadas no Plano Escolar (também denominado Plano Político Pedagógico de Gestão Escolar, ou Projeto Pedagógico) e no Regimento Escolar.

Gestão de Recursos Humanos Não menos importante que a Gestão Pedagógica, a gestão de pessoal ( alunos, equipe escolar, comunidade) constitui a parte mais sensível de toda a gestão.

Sem dúvida, lidar com pessoas, mantê-las trabalhando satisfeitas, rendendo o máximo em suas atividades, contornar problemas e questões de relacionamento humano fazem da gestão de recursos humanos o fiel da balança - em termos de fracasso ou sucesso - de toda formulação educacional a que se pretenda dar consecução na escola.

Direitos, deveres, atribuições – de professores, corpo técnico, pessoal administrativo, alunos, pais e comunidades - estão previstos no Regimento Escolar. Quando o Regimento Escolar é elaborado de modo equilibrado, não tolhendo demais a autonomia das pessoas envolvidas com o trabalho escolar, nem deixando lacunas e vazios sujeitos a interpretações ambíguas, a gestão de recursos humanos se torna mais simples e mais justa.

A organização acima – gestões pedagógica, administrativa e de recursos humanos - correspondem a uma formulação teórica, explicativa, pois, na realidade escolar, as três não podem ser separadas mas, isto sim, devem atuar integradamente, de forma a garantir a organicidade do processo educativo.

PARA REFLEXÃO E DEBATE:;Recuperar a ética pedagógica dentro da Escola significa, ao mesmo tempo, construir o sonho de uma sociedade melhor, que supere o marco do individualismo.” Como isso poderá acontecer realmente?

Através de um trabalho coletivo, através da superação das hierarquias que existem entre diretor, professor, serventes...

Realmente, o diretor ficou como terminal de um sistema de dominação. Ele sofre fortes pressões e tem de implantar as coisas de qualquer jeito” Será que as pessoas isoladas tem força para transformar as coisas?

Vejo o homem como um ser de relações (...) e é a partir disso que todo o social se constrói. Ou seja, é na relação, porque na medida em que começamos a nos perceber isolados vamos nos sentindo realmente incapazes."

É a intencionalidade do que se quer fazer que define a direção da ação e as formas de organizar a execução. É a intencionalidade, que se expressa nos objetivos, que irá nortear aquilo que se apresenta como desejado e necessário. Somente a participação efetiva e coletiva do conjunto dos educadores de uma unidade escolar garante que a verdadeira aprendizagem se viabilize e se concretize.

Na verdade, um processo de gestão que construa coletivamente um projeto pedagógico de trabalho possui, em sua raiz, a potencialidade de transformação. É necessário que a atuação na escola seja realizada com competência para que a aprendizagem aconteça, para que as convicções se construam no diálogo e no respeito e as práticas se efetivem coletivamente no companheirismo e na solidariedade.

A constituição de um projeto educativo coletivo forma a identidade de cada escola e é o meio de implantar uma gestão inovadora da aprendizagem. Nessa perspectiva, cabe ao diretor da escola assumir a liderança do processo. Sua função é principalmente pedagógica e social, exigindo competência técnica, política e pedagógica. É ele quem deve fazer a articulação dos diferentes atores em torno do projeto político pedagógico da escola.

humanos.

  1. caracterização da comunidade e sua disponibilidade de recursos.
  2. objetivos da escola - gerais e específicos.
  3. definição de metas (a curto, médio e longo prazo) a serem atingidas e ações a serem desencadeadas.
  4. planos dos cursos mantidos pela escola.
  5. composição dos diferentes núcleos de trabalho que compõem a escola: Direção, Coordenação, Docentes, Administração e Serviços de Apoio.
  6. planos de trabalho dos diferente núcleos a organização técnico-administrativa da escola.
  7. projetos curriculares e atividades de enriquecimento cultural.
  8. projetos extra-curriculares.
  9. critérios de acompanhamento, controle e avaliação do trabalho realizado pelos diferentes componentes do processo educativo.

PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO

Projeto Político Pedagógico indica o rumo que a escola deve percorre, correspondendo às tomadas de decisões educacionais pelos agentes escolares que o concebem, planejando, executando e avaliando sempre, tendo por base a organização do trabalho escolar de forma integral. É, portanto, um instrumento teórico – metodológico que a escola elabora de forma coletiva com a participação da comunidade escolar, em busca de um caminho que remeterá à realização da melhor maneira possível da função educativa.

IMPORTÂNCIA DA PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE NA (RE)CONSTRUÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO Quando a escola é capaz de construir, implementar e avaliar a sua Proposta Pedagógica, coletivamente, ela propício uma educação de qualidade, exercendo a sua autonomia pedagógica, conforme o art. 14 da Lei 9394/96 que preceitua sobre a questão democrática do sistema de ensino público.

 O Trabalho participativo descentralizado as decisões e leva à consciência critica, criando e desenvolvendo instâncias coletivas como, os Conselhos Escolares.

DIMENSÕES QUE ALICERÇAM O PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

Pedagógica: diz respeito ao trabalho da escola co,o um todo:  Atividades desenvolvidas dentro e fora da sala de aula;  Forma de Gestão;  Abordagem curricular;  Relação escola/comunidade.

Administrativo: refere-se aos aspectos gerais de organização da escola;  Gerenciamento do quadro de pessoal, do patrimônio físico, da merenda e outros pontos da vida escolar.

Financeiro: relacionamento às questões de captação e aplicação de recursos financeiros, repercutindo sempre em relação ao desempenho pedagógico do aluno.

Jurídica: trata da legalidade das ações e a relação da escola com outros esferas do sistema de ensino e com outras instituições do meio em que está inserida.

MOBILIZAÇÃO DA COMUNIDADE ESCOLAR PARA (RE) CONSTRUÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO.

A primeira providencia a ser tomada, antes de iniciar o processo de mobilização para (re)construção da Proposta Pedagógica, é levantar os dados de identificação da escola que permitam, a sua caracterização legal(processo de criação/ transformação), histórica (data e motivos do surgimento) ou administrativa (vinculo com o sistema de ensino). Para isso, a equipe gestora poderá desenvolver alguns procedimento tais como:

 Pesquisar nos arquivos da secretaria escolar dados de natureza legal, administrativa, cientifica e cultural;  Coletar nas Gerências Regionais de Educação – GRE´s ou na Secretaria Estadual de Educação informações relacionadas à presença da escola estado;  Verificar se o surgimento da escola está ligado às necessidade e às organizações dos segmentos comunitário que a ela quiserem ter acesso entrevistando os moradores mais antigos;  Buscar informações com os primeiros professores, alunos agressos e/ou outros profissionais que trabalharam na escola.

CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLAR

Identificação da Escola: nome, endereço completo, distrito, região, tipo da escola, localização/zona, esfera administrativa a que pertence, propriedade do prédio, situação institucional (mantenedor, atos de autorização de reconhecimento, CNPJ, etc) e a reconstituição da história da escola: como nasceu a idéia de sua instalação, quando foi criada e quando começaram suas atividades, as sofreu alteração ao longo dos anos, com acréscimos de séries ou grau, por que razões, etc.

Diagnóstico da situação da Escola: revela os aspectos interno e externo à realidade da escola, destacando aspectos positivos e aqueles que requerem mudanças no contexto escolar.

Estrutura Física: discriminação minuciosa da estrutura física da escola contendo o tipo e quantidade de dependências, suas dimensões, estado de conservação e adequação das instalações escolares. Além desses dados, são incluídas as informações sobre: terreno, área que a escola ocupa, salas de aulas, espaços para áreas esportivas, áreas livres, hortas comunitária, situação da construção, do acabamento do forro, do piso, do cercamento, salas da diretoria, da secretaria, bibliotecas, salas-ambiente, salas de vídeo, horta escolar, área de lazer, salas de professores, laboratórios, depósitos, cozinha, sanitário para alunos e professores, com suas respectivas demissões e estado de conservação. Podem ser incluídos, também neste item, os tipos de serviços disponíveis na escola tais como: água, rede de esgoto ou de tratamento de água, linha telefônicas, energia elétrica, etc. quando estes dados são colocados em quadros, a visibilidade e, conseqüentemente, análise mais fáceis.

Mobiliário, equipamento e recursos materiais: especificação, quantidade, departamento em que está lotado, estado de conservação relativo a carteiras escolares, quadro de giz e/ou acrílico, armário, equipamento de cozinha, de jardinagem, limpeza, mobiliários para os alunos, cadernos, textos. Livro na biblioteca, vistas de vídeo, máquinas de xerox, fax, aparelhos de televisão, de vídeo, gravadores, antenas parabólicas, lápis, giz, projetores de slides, retroprojetores, filmadoras, micro-computadores, painel, etc.

A escola pode criar seus próprios quadros para relacionar as informações de que necessita e tem possibilidades de levantar. Neste item podem também ser anotados, por exemplo, as condições de manutenção dos equipamentos quais estão em garantia, quais estão no seguro, quais precisam de consertos e informações sobre o tipo de organização dos arquivos da escola, as pendências administrativas ou das condições atuais dos serviços de secretaria por exemplo, podem também ser levantadas.

È imprescindível que a equipe esteja consubstanciando no bojo de sua fundamentação teórica e essencialização de uma prática educativa que vislumbre a concepção de sociedade, de educação, de escola, de aluno, de currículo, de conhecimento, de ensino, de aprendizagem e de avaliação, visto que o grande desafio a ser enfrentado na construção da proposta pedagógica da escola é a priorização de um referencial teórico, alicerçado por princípios que definam a identidade da escola que queremos. Para envolver o coletivo da escola nesse segundo momento, a equipe gestora poderá adotar algumas estratégias de mobilização:

 Criação de história e espaços educativos diferenciados, visando estabelecer momentos de difusão coletivas:  Concentração em dia(s) e/ou turno(s) semanais das atividades dos professores, de acordo com cada componente curricular e carga horária mínima definida por lei, visando à formação de segmentos de estudo e à reflexão coletiva do projeto pedagógico;  Criação de oportunidade para que as entidades estudantis, como os grêmios, possam ajudar nas discussões com os demais alunos, no caso de escolas que trabalham com muitos alunos;  realização de reuniões entre pais, representantes de turmas e/ou séries e os membros do Conselho Escolar para avaliação do trabalho da escola;  Sensibilização dos pais mais participativos para que seja um elo eficiente entre os vários segmentos da escola e a comunidades local.

OBJETIVOS

Estabelecer alinha geral do Projeto Pedagógico da escola, definindo o que se quer atingir. Os objetivos devem partir das informações detectadas pela análise diagnóstica, convergindo para a descrição clara e precisa dos resultados que a escola pretende alcançar. Objetivo Geral – Descrição clara e precisa que define o ponto de chegada, relacionado com o plano de metas da SEDUC, com ênfase na formação individual e social do aluno. Expressa algo que a escola deve alcançar a longo prazo, coerente com a justificativa. Objetivo Específico - Descrição clara e precisa dos resultados que a escola pretende alcançar tomando como base o objetivo geral para atingir o resultado final pretendido. Expressa algo que a escola deve alcançar a curto prazo.

METAS

A definição das metas implica na descrição clara e precisa das ações a serem desenvolvidas pela escola, com especificação de prazo, percentuais, ou outras indicações que delimitem a ação. Isto é representa a qualidade dos objetivos pela escola em função do diagnóstico.

AÇÕES

É importante a agrupamento das ações por tema conforme sua natureza, priorizado aquelas que permitirão o alcance das metas e objetivos. A seleção das ações estratégias devem levar em conta a concepção pedagógica, os princípios e objetivando já definidos pela equipe escolar para a instituição. A titulo de exemplificação, as estratégias pela equipe escolar poderiam ser:  A criação dce tempo e de espaço na aula para discussão de vivências de problemas sociais;

 A condução de diagnósticos sociais, com levantamento de questões de saúde, de segurança, de meio ambiente, de transporte...;  O uso de rádio comunitário ou jornal local para fazer campanhas e oferecer serviços;  A vivência de atividades esportivas, artísticas de teatro, vídeo, desenhos, pinturas, música dança, além de produções culturais a serem apresentadas para a escola e extra-escola;  Articular a formação de equipe de agentes de segurança para coordenar a ação de proteção à escola, assim como equipe de agentes de limpeza e saúde;  A manutenção/expansão de um sistema de monitoria no qual alunos possam socializar seus conhecimentos com colegas de aprendizagem lenta;  A expansão e implementação do processo de aceleração de estudos para equilibrar a distorção idade/série;  A manutenção sistemática de circulo de palestra com foco nos temas transversais, aproveitando pessoas da comunidade;

Definição de tempo e de espaço para formação continuada, tais como: oficinas pedagógicas, grupos de estudos, troca de experiências bem sucedidas e/ou práticas pedagógicas. Nesse movimento de construção da Proposta Pedagógica, é muito importante que a equipe gestora não perca de vista a necessidade de identificação dos responsáveis por determinadas ações assumidas no coletivo. Para assegurar isso, são fundamentais encontros periódicos com o coletivo da escola para discussão e avaliação de como as ações estão sendo encaminhadas efetivamente. Para evitar imprevisão, é importante a escola trabalhar com cronograma. Ou seja, calendário e horários escolares bem definidos, afim de assegurar o acompanhamento e a avaliação das ações que estão sendo desenvolvidas. É importante considerar ainda, a necessidade de redação do documento que tratará todo processo desenvolvido pela escola.

AVALIAÇÃO

Os mecanismos de avaliação do Projeto Político Pedagógico se constitui em instrumento de avaliação dos próprios objetivos, metas estratégias propostas. Faz-se necessário mostrar, de forma clara, os mecanismos utilizados (fichas de acompanhamento, relatório de reunião com a comunidade escolar) e a sua periodicidade. Para fazer a avaliação do que foi executado é muito importante eleger indicadores a partir das metas estabelecidas e a partir das formas de verificação utilizadas para o funcionamento, faz-se periodicamente a análise dos resultados alcançados permitindo o planejamento e replanejamento das ações. O monitoramento e avaliação do projeto Político Pedagógico será realizado através de fontes de verificação obedecendo a uma periodicidade estabelecida previamente e de forma participativa intra e extra escolar. Neste sentido, é necessária a avaliação institucional, que avalia a escola como todo, onde todos que dela participam são sujeitos avaliadores e avaliados. Assim, abrangência é bem maior do que a avaliação da aprendizagem, buscando identificar como está funcionando a instituição, ou seja, como está o desempenho dos professores? Como estão sendo desenvolvidas as atividades que levam os alunos aprenderem e a se tornarem cidadãos? A participação dos pais? A gestão da escola? A avaliação da aprendizagem refere-se a avaliação dos níveis de conhecimentos adquiridos pelos alunos; o avaliado é sempre o aluno e o avaliador é o professor, funciona em forma de diagnostico, orientação e registro. Enquanto, avaliação institucional refere-se à avaliação das instituições,

Alguns aspectos básicos devem estar presentes na elaboração do projeto pedagógico de qualquer escola. Antes de mais nada, é preciso que todos conheçam bem a realidade da comunidade em que se inserem para, em seguida, estabelecer o plano de intenções - um pano de fundo para o desenvolvimento da proposta. Na prática, a comunidade escolar deve começar respondendo à seguinte questão: por que e para que existe esse espaço educativo? Uma vez que isso esteja claro para todos, é preciso olhar para os outros três braços do projeto. São eles:

  • A proposta curricular - Estabelecer o que e como se ensina, as formas de avaliação da aprendizagem, a organização do tempo e o uso do espaço na escola, entre outros pontos.
  • A formação dos professores - A maneira como a equipe vai se organizar para cumprir as necessidades originadas pelas intenções educativas.
  • A gestão administrativa - Que tem como função principal viabilizar o que for necessário para que os demais pontos funcionem dentro da construção da "escola que se quer".

Assim, é importante que o projeto preveja aspectos relativos aos valores que se deseja instituir na escola, ao currículo e à organização, relacionando o que se propõe na teoria com a forma de fazê-lo na prática - sem esquecer, é claro, de prever os prazos para tal. Além disso, um mecanismo de avaliação de processos tem de ser criado, revendo as estratégias estabelecidas para uma eventual re-elaboração de metas e ideais.

Indo além, o projeto tem como desafio transformar o papel da escola na comunidade. Em vez de só atender às demandas da população - sejam elas atitudinais ou conteudistas - e aos preceitos e às metas de aprendizagem colocados pelo governo, ela passa a sugerir aos alunos uma maneira de "ler" o mundo.

4. Quem deve elaborá-lo e como deve ser conduzido o processo?

A elaboração do projeto pedagógico deve ser pautada em estratégias que deem voz a todos os atores da comunidade escolar: funcionários, pais, professores e alunos. Essa mobilização é tarefa, por excelência, do diretor. Mas não existe uma única forma de orientar esse processo. Ele pode se dar no âmbito do Conselho Escolar, em que os diferentes segmentos da comunidade estão representados, e também pode ser conduzido de outras maneiras - como a participação individual, grupal ou plenária. A finalização do documento também pode ocorrer de forma democrática - mas é fundamental que um grupo especialista nas questões pedagógicas se responsabilize pela redação final para oferecer um padrão de qualidade às propostas. É importante garantir que o projeto tenha objetivos pontuais e estabeleça metas permanentes para médio e longo prazos (esses itens devem ser decididos com muito cuidado, já que precisam ser válidos por mais tempo).

5. O projeto pedagógico deve ser revisado? Em que momento?

Sim, ele deve ser revisto anualmente ou mesmo antes desse período, se a comunidade escolar sentir tal necessidade. É importante fazer uma avaliação periódica das metas e dos prazos para ajustá-los conforme o resultado obtido pelos estudantes — que pode ficar além ou aquém do previsto. As estratégias utilizadas para promover a aprendizagem fracassaram? Os tempos foram curtos ou inadequados à realidade local? É possível ser mais ambicioso no que diz respeito às metas de aprendizagem? A revisão é importante também para fazer um diagnóstico de como a instituição está avançando no processo de transformação da realidade. Além disso, o plano deve passar a incluir os conhecimentos adquiridos nas formações permanentes, revendo as concepções anteriores e, quando for o caso, modificando-as.

6. Como atuar ao longo de sua elaboração e prática?

O diretor deve garantir que o processo de criação do projeto pedagógico seja democrático, da elaboração à implementação, prevendo espaço para seu questionamento por parte da comunidade escolar. O gestor é a figura que articula os diferentes braços operacionais e conceituais em relação ao plano de intenções, a base conceitual do documento. É quem deve antecipar os recursos a serem mobilizados para alcançar o objetivo comum. Para sua implantação, ele também cuida para que projetos institucionais que se estendam a toda a comunidade escolar - como incentivo à leitura ou à proteção ambiental - não se percam com a chegada de novos planos, mantendo o foco nos objetivos mais amplos previstos anteriormente. Além disso, é ele quem garante que haja a homologia nos processos, ou seja, que os preceitos abordados no "plano de intenções" não se deem só na relação professor/aluno, mas se estendam a todas as áreas. Por exemplo: se ficou combinado que a troca de informações entre pares colabora para o processo de aprendizagem e é positiva como um todo, a organização dos espaços da escola deve propiciar as interações, a relação com os pais tem de valorizar o encontro entre eles, as propostas pedagógicas precisam prever discussões em grupo etc.

7. O projeto pedagógico precisa conter questões atitudinais?

Sim, há uma função socializadora inerente à escola e ela é difusora de valores e atitudes, quer tenhamos consciência disso, quer não. As instituições de ensino não são entidades alheias às dinâmicas sociais e é importante que tenham propostas em relação aos temas relevantes também do lado de fora de seus muros

  • já que eles se reproduzem, em maior ou menor escala, em seu interior. O que não se pode determinar no projeto pedagógico são respostas a essas perguntas, que a própria sociedade se coloca. Como resolver a questão da violência, da gravidez precoce, do consumismo, das drogas, do preconceito? Diferentemente do que propunha o modelo do Estado centralizador, não há uma só resposta para cada uma dessas perguntas. O maior valor a trabalhar nas escolas talvez seja o de desenvolver uma postura atenta e crítica. 8. Quais são as maiores dificuldades na montagem do projeto?

É muito comum que o plano de intenções - que deve ser o objetivo maior e o guia de todo o resto - não fique claro para os participantes e que isso só se perceba no decorrer de seu processo de implantação. Outro aspecto frequente é que os meios e as estratégias para chegar aos objetivos do projeto pedagógico se confundam com ele mesmo - por exemplo, que a pontualidade nas reuniões ganhe mais importância e gere mais discussões do que o próprio andamento desses encontros. Um processo democrático traz situações de divergência para dentro da escola: os atores têm diferentes compreensões sobre o que é de interesse coletivo. Por isso, é preciso estabelecer um ambiente de respeito para dialogar e chegar a pontos de acordo na comunidade. Outro ponto que gera problemas é a confusão com o Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE) - documento que guia municípios e instituições a desenvolver objetivos e estratégias para melhorar o acesso, a permanência e os índices de aprendizagem das crianças.

ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO

PLANEJAMENTO ESCOLAR

O planejamento escolar é uma tarefa docente que inclui tanto a previsão das atividades didáticas em termos da sua organização e coordenação em face dos objetivos propostos, quanto a sua revisão e adequação no decorrer do processo de ensino. O planejamento é um meio para se programar as ações docentes, mas é também um momento de pesquisa e reflexão intimamente ligado à avaliação

1 PLANEJAMENTO EDUCACIONAL, DE CURRÍCULO E DE ENSINO

Se qualquer atividade exige planejamento, a educação não foge dessa exigência. Na área da educação

O planejamento escolar tem, assim, as seguintes funções:

 Explicitar princípios, diretrizes e procedimentos de trabalho docente que assegurem a articulação entre as tarefas da escola e as exigências do contexto social e do processo de participação democrática.  Expressar os vínculos entre o posicionamento filosófico, político-pedagógico e profissional, as ações efetivas que o professor irá realizar em sala de aula, através de objetivos, conteúdos, métodos e formas organizativas de ensino.

 Assegurar a racionalização, organização e coordenação do trabalho docente, de modo que a previsão das ações docentes possibilite ao professor a realização de um ensino de qualidade e evite a improvisação e rotina.  Prever objetivos, conteúdos e métodos a partir da consideração das exigências propostas pela realidade social, do nível de preparo e das condições sócio-culturais e individuais dos alunos.

 Assegurar a unidade e a coerência do trabalho docente, uma vez que torna possível inter- relacionar, num plano, os elementos que compõem o processo de ensino: os objetivos (para que ensinar), os conteúdos (o que ensinar), os alunos e suas possibilidades (a quem ensinar), os métodos e técnicas (como ensinar) e a avaliação, que está intimamente relacionada aos demais.

 Atualizar o conteúdo do plano sempre que é revisto, aperfeiçoando-o em relação aos progressos feitos no campo de conhecimentos, adequando-os às condições de aprendizagem dos alunos, aos métodos, técnicas e recursos de ensino que vão sendo incorporados na experiência cotidiana.

 Facilitar a preparação das aulas: selecionar o material didático em tempo hábil, saber que tarefas professor e alunos devem executar, replanejar o trabalho frente a novas situações que aparecem no decorrer das aulas.

Para que os planos sejam efetivamente instrumentos para a ação, devem ser como um guia de orientação de devem apresentar ordem seqüencial, objetividade, coerência, flexibilidade.

3 ETAPAS DO PLANEJAMENTO DE ENSINO

3.1 Conhecimento da realidade:

Para poder planejar adequadamente a tarefa de ensino e atender às necessidades do aluno é preciso, antes de qualquer coisa, saber para quem se vai planejar. Por isso, conhecer o aluno e seu ambiente é a primeira etapa do processo de planejamento. É preciso saber quais as aspirações, frustrações, necessidades e possibilidades dos alunos. Fazendo isso, estaremos fazendo uma Sondagem, isto é, buscando dados. Uma vez realizada a sondagem, deve-se estudar cuidadosamente os dados coletados. A conclusão a que chegamos, após o estudo dos dados coletados, constitui o Diagnóstico.

Sem a sondagem e o diagnóstico corre-se o risco de propor o que é impossível alcançar ou o que não interessa ou, ainda, o que já foi alcançado.

3.2 Requisitos para o planejamento

 Objetivos e tarefas da escola democrática: estão ligados às necessidades de desenvolvimento cultural do povo, de modo a preparar as crianças e jovens para a vida e para o trabalho.  Exigências dos planos e programas oficiais: são as diretrizes gerais, são documentos de referência, a partir dos quais são elaborados os planos didáticos específicos.

 Condições prévias para a aprendizagem: está condicionado pelo nível de preparo em que os alunos se encontram em relação ás tarefas de aprendizagem

3.3 Elaboração do plano:

A partir dos dados fornecidos pela sondagem e interpretados pelo diagnóstico, temos condições de estabelecer o que é possível alcançarem o que julgamos possíveis e como avaliar os resultados. Por isso, passamos a elaborar o plano através dos seguintes passos:  Determinação dos objetivos.  Seleção e organização dos conteúdos.  Análise da metodologia de ensino e dos procedimentos adequados.  Seleção de recursos tecnológicos.  Organização das formas de avaliação.  Estruturação do plano de ensino.

3.4 Execução do plano:

Ao elaborarmos o plano de ensino, antecipamos, de forma organizada, todas as etapas do trabalho escolar. A execução do plano consiste no desenvolvimento das atividades previstas. Na execução, sempre haverá o elemento não plenamente previsto. Às vezes, a reação dos alunos ou as circunstâncias do ambiente dispensa o planejamento, pois, uma das características de um bom planejamento deve ser a flexibilidade.

3.5 Avaliação e aperfeiçoamento do plano:

Ao término da execução do que foi planejado, passamos a avaliar o próprio plano com vistas ao replanejamento.

Nessa etapa, a avaliação adquire um sentido diferente da avaliação do ensino-aprendizagem e um significado mais amplo. Isso porque, além de avaliar os resultados do ensino-aprendizagem, procuramos avaliar a qualidade do nosso plano, a nossa eficiência como professor e a eficiência do sistema escolar.

4 O PLANO DA ESCOLA

O plano da escola é o plano pedagógico e administrativo da unidade, onde se explicita a concepção pedagógica do corpo docente, as bases teórico-metodológicas da organização didática, a contextualização social, econômica, política e cultural da escola, a caracterização da clientela escolar, os objetivos educacionais gerais, a estrutura curricular, diretrizes metodológicas gerais, o sistema de avaliação do plano, a estrutura organizacional e administrativa.

O plano da escola é um guia de orientação para o planejamento do processo de ensino. Os professores precisam ter em mãos esse plano abrangente, não só para uma orientação do seu trabalho, mas para garantir a unidade teórico-metodológica das atividades escolares.

4.1 Roteiro para elaboração do plano da escola:  Posicionamento sobre as finalidades da educação escolar na sociedade e na nossa escola  Bases teórico-metodológicas da organização didática e administrativa: tipo de homem que queremos formar, tarefas da educação, o significado pedagógico-didático do trabalho docente,

período de tempo variável. Dificilmente completamos numa só aula o desenvolvimento de uma unidade didática ou tópico de unidade, pois o processo de ensino e aprendizagem se compõe de uma seqüência articulada de fases:  Preparação e apresentação dos objetivos, conteúdos e tarefas.  Desenvolvimento da matéria nova.  Consolidação (fixação, exercícios, recapitulação, sistematização).  Síntese integradora e aplicação.  Avaliação.

Isto significa que não devemos preparar uma aula, mas um conjunto de aulas.

REFERENCIAL TEÓRICO

 BORDENAVE, Juan Díaz; PEREIRA, Adair Martins. Estratégias de ensino-aprendizagem. 11 ed. Petrópolis: Vozes, 1989. p. 117-118.  LEITE, Lígia Silva (coord) et all. Tecnologia Educacional : descubra suas possibilidades na sala de aula. Petrópolis: Vozes, 2003  LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1991. p. 221-  MARTINS, José do Prado. Didática geral. São Paulo: Atlas, 1988. p. 183-194.  NÉRICI, Imídeo G. Introdução a Didática Geral. Rio de Janeiro: Ed. Científica, s.d., 149-157.  PILETTI, Claudino. Didática Geral. 23 ed. rev. São Paulo: Ática, 2003. p. 60-  VASCONCELOS, Celso dos S. Planejamento : projeto de ensino-aprendizagem e projeto político-pedagógico. 5. ed. São Paulo: Libertad, 1999. p. 148

A Escola e a Formação Continuada

1. O Papel do Coordenador Pedagógico

O decorrer do ano de 2.004 foi cheio de reuniões sobre o papel do Coordenador Pedagógico das Unidades Escolares que compõem o Núcleo Regional de Ensino de Araguaína, principalmente no que se refere à Formação Continuada das referidas Escolas. Analisando os relatórios da Formação Continuada notamos, em alguns relatórios, total insatisfação, por parte dos Coordenadores Pedagógicos por se responsabilizarem pela Formação da sua Escola, além disso, alguns coordenadores têm como aliados os próprios professores.

Alguns dos argumentos apresentados por coordenadores e professores é que o Núcleo Regional de Ensino de Araguaína têm imposto a formação e que não têm tempo de se prepararem; alguns professores têm colocado em suas avaliações que o Núcleo Regional de Ensino poderia enviar capacitadores com formação adequada. Convidamos os profissionais da escola, tanto o coordenador pedagógico quanto os professores para algumas reflexões. Qual é o papel do Coordenador Pedagógico? Quais as suas atribuições pedagógicas perante os professores? O que é Formação ou Educação Continuada? E qual a importância desta para a escola? Como Coordenador e Professor poderão melhorar esta Formação? Por que os temas propostos vêm da SEDUC?

Podemos começar com o papel do Coordenador Pedagógico, segundo a Profª Fátima Camargo, coordenadora e professora do Espaço Pedagógico, em São Paulo, o Coordenador Pedagógico “faz a transposição da teoria para a prática escolar e é o maior responsável pela formação dos docentes” e continua dizendo que ajuda a elaborar e aplicar o projeto da escola, dar orientação em questões pedagógicas e, principalmente, atuar na formação contínua dos professores.

Essas são as funções do coordenador pedagógico, um especialista em refletir sobre o trabalho em sala de aula.

Além disso, seu papel é estudar e usar as teorias para fundamentar o fazer e o pensar dos docentes, afirma Fátima Camargo.

Assim, é necessário que ele antecipe conhecimentos para o grupo. Para isso é preciso ler muito, não só sobre conteúdos específicos, mas também livros de literatura, jornais e revistas.

Um bom coordenador é também um apreciador das diferentes manifestações culturais. Participa regularmente de exposições culturais desenvolvidas na cidade.

Em muitas escolas, cabe a esse profissional fazer ainda o atendimento aos pais e ajudar a resolver problemas de disciplina dos estudantes. Por tudo isso, o coordenador pedagógico só vai desempenhar bem seu ofício se for um líder e tiver apoio da gestão em suas ações e reivindicações.

O que ele faz:

  • Ajuda a elaborar a proposta pedagógica da escola e garante que ela seja posta em prática.
  • Orienta pedagogicamente pais e responsáveis, alunos, educadores e demais funcionários da instituição.
  • Responde pela formação dos docentes.

2. A Formação Continuada

Dentro do contexto educacional contemporâneo, a formação continuada é saída possível para a melhoria da qualidade do ensino, por isso o profissional consciente deve saber que sua formação não termina na Universidade. Formar (ou reformar) o formador para a modernidade através de uma formação continuada proporcionará ao mesmo tempo independência profissional com autonomia para decidir sobre o seu trabalho e suas necessidades.

Nesta perspectiva é que a Secretaria Estadual de Educação e Cultura do Tocantins implantou, desde 2000, a Formação Continuada, que teve início com os Parâmetros Curriculares e atualmente, e os profissionais da educação têm garantido, no calendário data específica para a formação do profissional da educação, e este é um direito que lhes foi assegurado na L.D.B. em seu Art. 67 inciso V.

Segundo, (NÓVOA 1991, FREIRE 1991 e MELLO 1994) a formação contínua é saída possível para a melhoria da qualidade do ensino, dentro do contexto educacional contemporâneo. Nova o bastante para não dispor ainda de mais teorias nutrientes, provavelmente, ainda em gestação. É uma tentativa de resgatar a figura do mestre, tão carente do respeito devido a sua profissão, tão desgastada em nossos dias. E como afirma Paulo Freire, “ninguém nasce educador ou marcado para ser educador. A gente se faz educador, a gente se forma, como educador, permanentemente, na prática e na reflexão da prática”. (FREIRE, 1991: 58). Para Nóvoa, formação permanente é uma conquista da maturidade, da consciência do ser. Quando a reflexão permear a prática, docente e de vida, a formação continuada será exigência

Entretanto, “o profissional do futuro (e o futuro já começou) terá como principal tarefa aprender. Sim, pois, para executar tarefas repetitivas existirão os computadores e os robôs. Ao homem competirá ser criativo, imaginativo e inovador” (SEABRA, 1994:78).

Diante desse quadro, não é utopia desejar uma escola de ensino fundamental e médio com eqüidade, que ofereça bom ensino, que prepare para os desafios da modernidade?

O professor sai da universidade apenas com um diploma. Não está preparado para ensinar, não domina o conteúdo, não conhece metodologias eficazes, falta-lhe estímulo para enfrentar uma classe agitada, indisciplinada, apática e passiva. Os estudos da Formação Continuada têm como objetivo proporcionar momentos para a reflexão da prática pedagógica, embasar o professor teoricamente para que este reflita sobre a sua prática, o que mudar, como mudar?

O Programa de Escola Comunitária de Gestão Compartilhada tem proporcionado melhorias, pois, em muitas escolas está chegando a tecnologia: TV, vídeo, computador.

Contudo, apesar dessas melhorias e muitas dessas conquistas do professorado, a escola não avança, o nível de ensino continua precário, a desmotivação de professores e alunos atinge o grau máximo.

Não acreditamos que a solução esteja tão somente na justa remuneração do professor. Ela tem que envolver outros setores e de modo global e profundo. A escola está à margem da sociedade, não dispõe dos atrativos da mídia: esportes, brinquedos, diversões. O professor, sem base sólida cultural e específica, não tem descortínio e firmeza para construir com o aluno o conhecimento. Ambos pararam no tempo.

É necessário que o professor tenha o perfil de um inovador e ALONSO (1994:6) desenha o perfil do novo profissional:

Torna-se um profissional efetivo, em contraposição ao tarefeiro ou funcionário burocrático; Esse profissional terá que ser visto como alguém que não está pronto, acabado, mas em constante formação; Um profissional independente com autonomia para decidir sobre o seu trabalho e suas necessidades; Alguém que está sempre em busca de novas respostas, novos encaminhamentos para seu trabalho e não simplesmente um cumpridor de tarefas e executor mecânico de ordens superiores e, finalmente, alguém que tem seus olhos para o futuro e não para o passado.

Como formar (ou reformar) o formador para a modernidade? Através de uma formação continuada, que, além de reforçar ou proporcionar os fundamentos e conhecimentos de sua disciplina, o mantenha constantemente a par dos progressos, inovações e exigências dos tempos modernos.

ESTEVES (1993:66) aponta algumas características da formação continuada:

Uma ruptura com o individualismo pedagógico, ou seja, em que o trabalho e a reflexão em equipe se tornam necessários; uma análise científica da prática, permitindo desenvolver, com uma formação de nível elevado, um estatuto profissional; um profissionalismo aberto, isto é, em que o ato de ensino é precedido de uma pesquisa de informações e de um diálogo entre os parceiros interessados.

Segundo Nóvoa, mesmo supondo que o professor tenha recebido adequada formação, a atualização é uma exigência da modernidade. Tabus caem, métodos são questionados, conceitos são substituídos, o mundo da ciência, do trabalho, da política, da empresa caminha velozmente para mudanças de padrões e exigências. Se o diploma abre as portas do mercado de trabalho, não garante a permanência nele. Os medíocres, serão preteridos pelos melhores classificados.

Para ESTEVES (1993:98), a formação continuada exige profissionais “conhecedores da realidade da escola, capazes de trabalhar em equipe e de proporcionar meios para a troca de experiências, dotados de atitudes próprias de profissionais cujo trabalho implica a relação com o outro...”.

Ainda, segundo NÓVOA (1992:27), “importa valorizar paradigmas de formação que promovam a preparação de professores reflexivos, que assumam a responsabilidade do seu próprio desenvolvimento profissional e que participem como protagonista na implementação das políticas educativas”.

Já para MASETTO (1994:96)

O conhecimento não está acabado; exploração de “seu” saber provindo da experiência através da pesquisa e reflexão sobre a mesma; domínio de área específica e percepção do lugar desse conhecimento específico num ambiente mais geral; superação da fragmentação do conhecimento em direção ao holismo, ao inter-relacionamento dos saberes, a interdisciplinaridade; identificação, exploração e respeito aos novos espaços de conhecimento (telemática); domínio, valorização e uso dos novos recursos de acesso ao conhecimento (informática); abertura para uma formação continuada.

Se a escola não começar a melhorar hoje, amanhã ela continuará a ser o que é. O hoje significa o ensino fundamental. Se nossas crianças não forem alfabetizadas adequadamente, não aprenderem a ler o livro e o mundo, a questionar, criar, participar, exigir; se os métodos não se tornarem ativos, se o conteúdo não se tornar significativo, de nada adianta falar em reforma ou melhoria de ensino em outros níveis. A base é que está viciada e precária. Estamos alfabetizando como há cinqüenta anos: repetindo lições, copiando a cartilha, falando uma linguagem incompreensível.

Enquanto isso a criança se agita ou fica quieta. Não fala, só ouve: não pensa, só imita; não constrói, recebe pronto. Se não se investir aqui, no começo, na base, tornando a escola um espaço alegre de criação, descoberta, vivência e solidariedade, trabalho conjunto em que o professor não é o mestre mas o coordenador e organizador do trabalho, membro de uma equipe de pesquisa e estudo..., a escola continuará na UTI.

É esse o desafio para os professores: reformar desde as bases a escola e prepará-la para a modernidade. Por quê? Porque como nos explicita NÓVOA (1991:29)

Grande parte do potencial cultural (e mesmo técnico e científico) das sociedades contemporâneas está concentrado nas escolas. Não podemos continuar a desprezá-lo e a menorizar as capacidades de desenvolvimento dos professores. O projeto de uma autonomia profissional, exigente e responsável, pode recriar a profissão professor e preparar um novo ciclo na história das escolas e dos seus atores. (NÓVOA, 1991:29).

  1. O Papel do Professor

Neste contexto de busca pela forma ideal de construir esta nova escola é que se tenta construir o papel do professor e refletir sobre a importância das trocas entre alunos e professores como momentos significativos no processo ensino-aprendizagem remete, necessariamente, à psicologia sócio-histórica como paradigma de nossas reflexões. Cabe lembrar, dentro do espectro de reflexões que esta psicologia sugere, os objetivos e as finalidades que, acredita-se, deva ter a ação educativa. Temos por pressuposto de nosso trabalho a meta maior de, inseridos no contexto em que vivemos e na realidade manifesta em nosso país, criar condições para que os alunos se tornem cidadãos que pensem e atuem por si mesmos. Acima de tudo, espera-se que eles sejam pessoas livres de manipulações e conduções externas e que consigam ter a capacidade de pensar e examinar criticamente as idéias que lhes são apresentadas e a realidade social que partilham.