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Eugène Viollet-le-Duc: Teórico Pioneiro da Restauração em Arquitetura e Urbanismo, Trabalhos de Arquitetura

A importância e influência do teórico francês eugène viollet-le-duc na arquitetura e urbanismo, particularmente na área da conservação e restauração. Ele é considerado um dos maiores teóricos de arquitetura ocidental, sendo pioneiro na busca de um estilo próprio para o século xix, interessado nas novas técnicas de construção e na arquitetura da idade média. Viollet-le-duc estabeleceu princípios importantes para a intervenção em monumentos históricos, buscando a lógica do conjunto arquitetônico e restituindo a forma original das obras. Ele foi responsável por restaurar importantes edifícios, como a igreja de vézelay e a catedral de notre dame de paris, e definiu o conceito moderno de restauração.

Tipologia: Trabalhos

2020

Compartilhado em 09/11/2020

marcella-de-sa
marcella-de-sa 🇧🇷

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Centro Universitário Augusto Motta – Campus Bonsucesso
Curso: Arquitetura e Urbanismo
Data: 27/08/2020
Atividade Avaliativa 1
Aluna: Marcella de Sá Figueiredo da Silva
Disciplina: Conservação e Restauração
Professor: Fernando Rabello Valle Rego
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Centro Universitário Augusto Motta – Campus Bonsucesso Curso: Arquitetura e Urbanismo Data: 27/08/ Atividade Avaliativa 1 Aluna: Marcella de Sá Figueiredo da Silva Disciplina: Conservação e Restauração Professor: Fernando Rabello Valle Rego

“Eugène Viollet-le-Duc teórico do restauro” A partir de estudos e pesquisas sobre o teórico Eugène Viollet-le-Duc é indispensável pautarmos a importância e influência dele na arquitetura rivivalista. Le-Duc nasceu e viveu na França e nos deixou em 1879, foi um arquiteto e teórico interessado na busca de um estilo próprio para o seu século, apostando tanto nas novas técnicas de construção quanto nos estilos arquitetônicos e na arquitetura da Idade Média. Previu grandes estruturas de ferro revestidas a pedra, por exemplo arranha-céus, Le-Duc também é considerado junto com Leon Battista Alberti, o maior teórico de arquitetura na história ocidental. A restauração é um conjunto de atividades que visam a restabelecer danos decorrentes do tempo em uma obra. Até o século XVIII, os restauros arquitetônicos só preservavam as obras de caráter religioso sem se importar com o estilo original, no final deste mesmo século a arqueologia tomou-se auge atendendo a preservar mais o lado fidedigno das obras e estruturas, porém foi no século XIX que a moda do historicismo levou a planejamentos como os de Viollet-le-Duc. O nosso defensor da intervenção concebeu um sistema teórico ideal entre os elementos da forma, estrutura e função, buscando a lógica do conjunto arquitetônico e esse sistema proporcionou a formação de um “tipo” característico que seria o “modelo” base para seus projetos de intervenção e restauração. Eugène Viollet-le-Duc, ao pensar no conceito moderno de restauração, estabelece os princípios de intervenção em monumentos históricos e para explanar seus conceitos, ele utiliza quase sempre a arquitetura religiosa descrevendo exemplos de algumas situações que poderiam se apresentar diante do restaurador e procedimentos passíveis de serem aplicados a elas. Para ele a restauração não significava o ato de conservar, reparar ou refazer a obra, mas restituí-la, ou seja, a reprodução de sua forma original. Em 1837 surgiu a Comissão dos Monumentos Históricos, órgão de suporte para a Inspetoria Geral, que reuniu muitos arquitetos para a direção das obras de restauro. Em 1840 Le-Duc foi indicado para restaurar a Igreja de Vézelay e sua atuação neste projeto foi bem sucedida, com isso alavancou a sua carreira aparecendo diversos trabalhos no ramo da restauração. Foi convidado por Jean Batitste Lassus a participar do concurso para restauração da Catedral de Notre Dame de Paris, atuou em diversas outros projetos, Saint-Sernin e Abadia de Saint-Denis por exemplo. Ao mesmo tempo em que seu reconhecimento crescia por sua atuação no campo da restauração, sua obra teórica também tomava corpo e foi somente a partir do século XIX que se definiu o conceito de restauração, até então nenhum edifício havia sido “restaurado” conforme o fazemos hoje. Podemos concluir que aprendemos com Le-Duc que a restauração tanto da função portante do edifício quanto de sua aparência, o estudo do projeto original como fonte de conhecimento para resolução de problemas estruturais, a importância dos levantamentos detalhados da condição existente, a reutilização do edifício para a sua sobrevivência e, principalmente, a atuação baseada em circunstâncias e especificidades de cada projeto, pois “restaurar não é apenas uma conservação da matéria, mas de um espírito da qual ela é suporte.”