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Conteúdos de enfermagem, Notas de aula de Anatomia

Anotações de enfermagem e exercicíos

Tipologia: Notas de aula

2020

Compartilhado em 25/03/2020

lilian-cristina
lilian-cristina 🇧🇷

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OS PRIMÓRDIOS DA BUSCA PELO BEM-ESTAR NA SOCIEDADE MODERNA
Nós primórdios, no período pré cristão havia uma ideia de culto a saúde e a beleza,o que
de certa forma contribuiu para o progresso da medicina e da arte de cuidar dos doentes.
Havia neles, uma grande preocupação com o cuidado do corpo.
Os gregos eram politeístas e recorriam aos seus deuses quando se tratava de saúde. Havia
Apolo que era venerado como o deus da saúde mas era seu filho - Esculápio conhecido
como o “médico sem máculao deus invocado em casos de doença.
A síntese do pensamento grego nos cultos a Esculápio era que o “médico deve respeitar a
natureza e não se opor aos seus desígnios”.
O símbolo da medicina representa uma serpente e um cajado e esses símbolos faziam
parte da figura de Esculápio, que era representado como um homem com cajado (que
simbolizava o apoio médico ao doente), no qual estava enroscado uma serpente (símbolo
da sabedoria e da vigilância).
Higeia, Panaceia e Meditrina, filhas de Esculápio, eram também deusas da saúde. A
primeira era a conservadora, a segunda a restauradora e a terceira a curadora.
Os lugares para atendimento aos doentes eram as xenodóquias, cujo objetivo era hospedar
os viajantes que estivessem doentes e também o iatrion, onde se atendiam os doentes sem
hospedá-los.
Hipócrates, separava-se das divindades ao tratar seus doentes para ele, a medicina
devia se basear em fatos, experiências e observações e não em pressupostos.
Para ele, a doença era parte de um processo natural e não sobrenatural e que os sintomas
eram respostas dos organismos para essa doença.
Hipocrátes reuniu conhecimento necessário sobre os males (doenças) e sendo assim
passou a ensinar aos seus discípulos, conhecimentos de uma medicina baseada em fatos
e não em superstições. Por todos esses feitos, atribui-se a Hipócrates o título de Pai da
Medicina.
Alguns textos de Hipócrates dá a entender que a enfermagem já existia na época, mas que
era praticada e supervisionada por homens.
Hipócrates defendia que as decisões não deveriam ser tomadas por leigos mas que as
decisões quanto ao cuidado deveriam ser delegadas a alguém que tivesse conhecimentos
e habilidades.
Ficava então, a cargo do enfermeiro a tomada de decisões e de relatar o que observou de
pertinente na ausência do médico ou do discípulo de Hipócrates.
O período clássico da nossa história foi composto pela civilização grega juntamente com a
romana, porém Roma se distingui da civilização grega por suas obras de saneamento e a
atenção para os seus guerreiros que faziam grande diferença para a saúde da população.
Foi somente na era cristã que incorporaram em seu cuidado abrigar os necessitados. O
cuidado aos doentes neste período eram feitos pelas diaconisas, que se destacaram
justamente pela devoção e o amor que acompanhavam esses gestos, o que trazia conforto
físico e mental aos doentes.
Por isso, as diaconisas realizando um trabalho social de atendimento aos pobres e doentes
ficam conhecidas como as precursoras da enfermagem.
AS MATRONAS ROMANAS
Séculos depois surgiu, as matronas. Outro grupo de mulheres, também da nobreza, que
se converteram ao cristianismo e fizeram do cuidado aos pobres e enfermos seu objetivo
de vida.
Elas abdicaram de sua vida social ao cuidado e aderiram ao cristianismo, além disso
cuidavam dos doentes em seus próprios palácios.
Santa Helena é considerada a primeira matrona, que, ao adotar o cristinismo, passou a
dedicar-se generosamente aos necessitados.
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OS PRIMÓRDIOS DA BUSCA PELO BEM-ESTAR NA SOCIEDADE MODERNA

Nós primórdios, no período pré cristão havia uma ideia de culto a saúde e a beleza,o que de certa forma contribuiu para o progresso da medicina e da arte de cuidar dos doentes. Havia neles, uma grande preocupação com o cuidado do corpo. Os gregos eram politeístas e recorriam aos seus deuses quando se tratava de saúde. Havia Apolo que era venerado como o deus da saúde mas era seu filho - Esculápio conhecido como o “médico sem mácula” o deus invocado em casos de doença. A síntese do pensamento grego nos cultos a Esculápio era que o “médico deve respeitar a natureza e não se opor aos seus desígnios”. O símbolo da medicina representa uma serpente e um cajado e esses símbolos faziam parte da figura de Esculápio, que era representado como um homem com cajado (que simbolizava o apoio médico ao doente), no qual estava enroscado uma serpente (símbolo da sabedoria e da vigilância). Higeia, Panaceia e Meditrina, filhas de Esculápio, eram também deusas da saúde. A primeira era a conservadora, a segunda a restauradora e a terceira a curadora. Os lugares para atendimento aos doentes eram as xenodóquias, cujo objetivo era hospedar os viajantes que estivessem doentes e também o iatrion, onde se atendiam os doentes sem hospedá-los. Já Hipócrates, separava-se das divindades ao tratar seus doentes para ele, a medicina devia se basear em fatos, experiências e observações e não em pressupostos. Para ele, a doença era parte de um processo natural e não sobrenatural e que os sintomas eram respostas dos organismos para essa doença. Hipocrátes reuniu conhecimento necessário sobre os males (doenças) e sendo assim passou a ensinar aos seus discípulos, conhecimentos de uma medicina baseada em fatos e não em superstições. Por todos esses feitos, atribui-se a Hipócrates o título de Pai da Medicina. Alguns textos de Hipócrates dá a entender que a enfermagem já existia na época, mas que era praticada e supervisionada por homens. Hipócrates defendia que as decisões não deveriam ser tomadas por leigos mas que as decisões quanto ao cuidado deveriam ser delegadas a alguém que tivesse conhecimentos e habilidades. Ficava então, a cargo do enfermeiro a tomada de decisões e de relatar o que observou de pertinente na ausência do médico ou do discípulo de Hipócrates. O período clássico da nossa história foi composto pela civilização grega juntamente com a romana, porém Roma se distingui da civilização grega por suas obras de saneamento e a atenção para os seus guerreiros que faziam grande diferença para a saúde da população. Foi somente na era cristã que incorporaram em seu cuidado abrigar os necessitados. O cuidado aos doentes neste período eram feitos pelas diaconisas, que se destacaram justamente pela devoção e o amor que acompanhavam esses gestos, o que trazia conforto físico e mental aos doentes. Por isso, as diaconisas realizando um trabalho social de atendimento aos pobres e doentes ficam conhecidas como as precursoras da enfermagem. AS MATRONAS ROMANAS Séculos depois surgiu, as matronas. Outro grupo de mulheres, também da nobreza, que se converteram ao cristianismo e fizeram do cuidado aos pobres e enfermos seu objetivo de vida. Elas abdicaram de sua vida social ao cuidado e aderiram ao cristianismo, além disso cuidavam dos doentes em seus próprios palácios. Santa Helena é considerada a primeira matrona, que, ao adotar o cristinismo, passou a dedicar-se generosamente aos necessitados.

Era muito raro que mulheres da nobreza se dedicassem a este trabalho que era considerado como repugnante. Fato notável destas mulheres era o preparo intelectual desenvolvido antes de se entregarem ao serviço. Elas não só cuidavam dos doentes, mas também sabiam ouvi-los, consolá-los e ensiná-los; envoviam se ainda com as famílias dos doentes. PRECURSORES NOTÁVEIS DA IDADE MÉDIA Outras figuras reconhecidas como precursoras da enfermagem pelo cuidado com pobres e doentes, podemos citar: Santa Hildegarda, Santa Isabel de Hungria, etc. São Francisco de Assis por exemplo, criou a ordem franciscana para se dedicar ao cuidado, em especial servindo aos leprosos. Santa clara decidiu seguir os ensinamentos de São Francisco e criou a ala feminina da instituição, ou também chamada de segunda ordem franciscana, que prestava atendimento aos leprosos. E posteriormente, surgiu a terceira ordem formada por homens e mulheres que não abandonavam sua vida e trabalho pessoal, mas que buscavam exercem um perfeito cuidado com os doentes. Santa Hildegarda aprofundou seus conhecimentos e escreveu vários livros, entre os quais dois na área médica. Descrevia doenças citando possíveis causas, sintomas e tratamento. Ela acreditava firmemente na virtude do ar puro e do uso abundante de água limpa. Santa Isabel de Hungria mulher casada e com filhos que exercia o cuidado e era apoiada por seu conjugê, porém ao enviuvar foi expulsa do palácio pelos familiares do falecido marido por considerarem seu trabalho excêntrico. A partir disso, viveu na pobreza e dedicou sua vida ao cuidado dos pobres e doentes. Ela limpava feridas, fazia curativos e repartia sua comida com os que tinham fome. Santa Catarina , notabilizou-se por seu trabalho com doentes atingidos por uma epidemia de peste. Ela visitava os doentes em suas casas e também os procurava nas ruas para levá-los aos hospitais. São João de Deus começou suas obras pelos doentes, ao perceber enquato cuidava de cavalos em uma fazenda que esses animais eram mais bem cuidados e alimentados do que os próprios seres humanos. Saiu em peregrinação e quando chegou na cidade de Granada começou a acolher os desamparados em sua própria casa, carregando nos ombros aqueles que estavam incapacitados de andar e cuidava pessoalmente daqueles que estavam em piores condições. Adotou este nome e passou a vestir-se de hábito religioso para que assim recebesse doações de religiosos em prol de sua obra e deste modo conseguiu construir um hospital. Neste hospital surgiu um modelo de organização parecido com o que temos hoje, os pacientes tinham camas individualizadas, pacientes com doenças contagiosas ficavam separados dos demais e criaram uma ala para atender aqueles que não precisavam ficar internados. Ele também ofereceu acolhimento para crianças abandonadas até que encontrassem alguém para adotá-las e para pessoas com retardo mental. São Camilo de Lelis quando acometido por uma chaga no pé que não cicatrizava, procurou o hospital em busca de tratamento e como pagamento ele prestava serviço aos doentes. Observando os doentes abandonados lhe ocorreu instituir uma companhia de homens que mesmo sem compensação ou pagamentos estivessem dispostos a socorrer os pobres doentes. Fundou uma congregação, que surgiu em um momento em que a fome e a epidemia da peste assolavam toda a Europa. Seu trabalho chamou atenção para que a população realizassem cuidados para com os doentes e assim ficou conhecido como modelo de todos os enfermeiros e também como patrono e protetor dos enfermos e dos hospitais. Entre os precursores da enfermagem na Idade Média merecem destaque São Vicente de

a atitude de exploração de comerciantes, que uniram-se para fins de proteção e assistência mútua, constituindo uma universitas , no sentido de corporação e agrupamento. Praticamente todas as universidades foram fundadas seguindo o modelo de Bolonha ou Paris. As instituições do sul da França tinham caratér secular e eram especializadas em direito ou medicina. A universidade de Montpellier celebrizou-se no ensino da medicina. Até a descoberta da imprensa, por Gutemberg, os livros eram copiados a mão e a língua utilizada era o latim. Em medicina os textos eram baseados nos ensinamentos de Hipócrates e Galeno. A expansão das universidades foi acelerada com a difusão dos llivros impressos. Três hospitais da Idade média perduram até hoje o Hôtel-Dieu, que era o principal hospital público da cidade e era de administração leiga, ou seja, não vinculado a nenhuma congregação religiosa. Inicialmente tinha o objetivo de ajudar os pobres e não os doentes, e os cuidados ficavam a cargo das virgens, mulheres solteiras de boa reputação ou viúvas. Hôtel-Dieu de Lyon foi o primeiro a ser construído e a assistência era administrada por virgens e viúvas. Hôtel-Dieu de Paris teve as irmãs agostinianas para relizar os cuidados, além dos serviços religiosos. Essa é a congregação religiosa considerada a mais antiga ordem de irmãs puritanas enfermeiras. Outra instituição assistencial foi a das beguinas , que surgiu em 1184, as beguinas podiam ter vida em comum com as religiosas, mas sem compromisso com a perpetuidade e podiam viver com suas próprias famílias se preferissem. As beguinas tornou-se uma das mais famosas ordens seculares de enfermagem para as mulheres. O bispo Lambert le Begue, foi o inspirador deste tipo de instituição, pois ele acreditava que uma pessoa poderia viver uma vida religiosa, devotando-se a obras boas, sem ter de ingressar em um convento ou a uma congregação religiosa. Ele sugeriu fundar uma comunidade onde três ou quatro mulheres poderiam viver juntas, apenas com os votos de castidade e de obediência, mas sem o voto de pobreza,ou seja, elas podiam ter propriedades e bens e tinham liberdade para sair e se casar. Inicialmente cuidavam das viúvas e dos órfãos de cruzados, depois passaram a cuidar dos doentes e feridos, especialmente durante as guerras napoleônicas e as epidemias. Elas também faziam visitas e davam assistência nas residências onde permanecia o doente, oferencendo conforto a família. A INFLUÊNCIA DE THEODOR FLIEDNER NA ENFERMAGEM No século XIX, a Igreja Protestante começa a desenvolver trabalhos para cuidar dos doentes. Um pastor chamado, Theodor Fliedner viajou para Holanda e para Inglaterra, onde segundo ele, ouvirá dizer que a filantropia havia ressurgido. Com as guerras napoleônicas a realidade da Alemanha era de proliferação de órfãos, pobres e doentes que necessitavam de ajuda. Theodor visitou inúmeros lugares perguntando e observando como eram tratados os pobres e doentes e tomou notas de tudo o que via. Na Holanda, observou o trabalho realizado por diaconisas. Na Inglaterra teve oportunidade de conhecer Elizabeth Fry, uma dama da sociedade que cuidava de prisioneiros, principalmente de mulheres e doentes mentais encarcerados, além de realizar outros trabalhos sociais. Fliedner visitou hospitais, escolas e asilos e acabou se interessando pela enfermagem e pela assistência aos doentes. É possível que Fry o tenha inspirado com as ideias de Robert Gooch, que queria criar uma liga leiga de enfermagem e, de fato, a institui em 1825. Fliedner retornou a Kaiserswerth, casou-se com Frederika, uma mulher que se dedicava a cuidar de órfãos doentes. Com ela, fundou uma escola de enfermagem com o nome de Diaconisas de Kaiserswerth

e comprou uma casa que serviria de abrigo e hospital para doentes. Ele se tornou professor de ética e príncipios religiosos, ela, dos príncipios sobre as práticas de enfermagem. As alunas tinham de prestar cuidados em todos os serviços, ao mesmo tempo que recebiam instruções mais específicas de médicos e farmacêuticos. Em 1849, Elizabeth Fry organizou a primeira ordem religiosa protestante na Inglaterra, as Irmãs de Misericórdia ou Irmãs de Enfermagem, como passaram a ser chamadas. As integrantes recebiam treinamento e depois faziam várias horas em hospitais recebendo instruções, essas alunas não tinham instrução teórica sistemática e aulas formais, então eram treinadas para a prática de enfermagem domiciliar. A Igreja Anglicana patrocinou a mais importante organização de enfermagem na Inglaterra em 1845, a Comunidade Park Village, a primeira ordem de enfermagem anglicana. A organização era dominada por clérigos que entendiam que a enfermagem era um ato de misericórdia e de devoção. Dessa forma, deveria ser gratuita para o paciente. Levou algum tempo para que aceitassem a ideia de que a enfermagem poderia ser praticada por mulheres sem caráter devocionista e com possibilidade de remuneração. Um grande mérito de Fliedner, que criou a escola prepatória para cuidados ao doente, foi ter recebido em sua instituição Florence Nightingale, em 1851, a quem deu a oportunidade de estudar e aprender a cuidar de doentes e feridos. A CRUZ VERMELHA E O SEU PAPEL NA ENFERMAGEM Um movimento destacável para o século XIX foi o desenvolvimento da sociedade da Cruz Vermelha, originalmente uma associação de cidadãos que assumiram a prestação efetiva de ajuda em tempo de guerra ou calamidade. Ao viajar para Itália, o suíço Jean Henri Dunant ficou impressionado com o abandono e o sofrimento dos soldados que haviam sido feridos em batalha nos campos de Solferino. Começou a escrever e falar sobre o que tinha visto, incitando outras pessoas a ajudar. Em 1863, Dunant propunha organizar em cada país uma associção permanente de voluntários, que em tempos de guerra pudessem socorrer e dar alívio aos feridos, sem distinção de nacionalidade. A ideia era criar uma associação (órgão) com forte vínculo internacional de filiação e neutralidade assegurado para receber e enviar suprimentos e pessoal. Primeira Convenção de Genebra (1864) Criou a Cruz vermelha, órgão responsável pelo socorro em tempos e locais de guerra, tanto a civis quanto a militares. Versou sobre problemas sanitários, respeito e cuidado de militares feridos ou doentes (1864) a garantia de proteção a hospitais e ambulâncias e instituiu a simbologia da cruz vermelha (médicos e enfermeiras seriam considerados neutros e a área do hospital seria zona de segurança). Segunda Convenção de Genebra (1906) Reforçou as medidas da Primeira Convenção, estendendo-as às forças navais. Atualmente existe em Genebra a sede de duas entidades com esse título: o Comitê Internacional da Cruz Vermelha e a Federação ou Liga das Sociedades da Cruz Vermelha. A primeira entidade é composta exclusivamente de cidadãos suíços que preserva dados sobre pessoas envolvidas ou desaparecidas nas guerras e mantém um museu específico sobre o assunto. A Cruz vermelha criada por contingência de guerra , sempre teve a preocupação de treinar pessoal para prestar ajuda humanitária, o que envolvia obrigatoriamente a formação de enfermeiros, pessoal considerado mais adequado para realizar esse trabalho. No Brasil, a Cruz Vermelha foi fundada em 1908, no Rio de Janeiro e foi reconhecida pela Cruz Vermelha Internacional em 1912. Seus objetivos eram prestar socorro a feridos e enfermos e oferecer proteção aos necessitados em caso de calamidade pública, quando fossem insuficientes os recursos de defesa sanitária habituais.