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Atividade desenvolvida para trabalhar a contra-argumentação em aula.
Tipologia: Exercícios
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Atividade de contra-argumentação Você já viu que uma afirmação que apoia outra denomina-se argumento, é uma proposição que ataca outra, chama-se contra-argumento. Preparamos um exemplo para você. Observe: Tese: O diploma universitário é importante atualmente. Argumento: O diploma universitário é importante porque capacita o indivíduo para seu ingresso em um mercado de trabalho altamente competitivo. Contra-argumento: O diploma universitário não é importante porque as empresas de grande porte, atualmente, preferem contratar técnicos e remunerá-los de acordo com a sua média formação. Agora é a sua vez de exercitar a arte de contra-argumentar! No texto a seguir, observe a opinião de um jovem sobre a seguinte questão: Você acha que o jovem de hoje é mais individualista do que o de outras gerações? “Nossa geração cresceu em uma sociedade em que cada um teve de se virar sozinho, sem a presença dos pais em casa, por exemplo. É até natural que a gente tenha ficado individualista.” Felipe Motta, 18 anos, São Paulo, SP. Exercício adaptado. CEREJA, William Roberto. Texto e interação: uma proposta de produção textual a partir de gêneros e projetos. São Paulo: Atual, 2000. p.307. 1-Elabore um contra-argumento para a opinião de Felipe. 2- Quem se alimenta bem, tem mais energia para estudar, trabalhar, aprender, se divertir. Combine feijão e arroz com os alimentos que você gosta. Essa receita não tem erro. Todo texto se insere em um contexto sociocultural, que, de certa maneira, o justifica e explica. A respeito do texto acima quais os elementos: Tese: Argumento: Contra-argumento:
3- Observe o texto argumentativo a seguir. “No século XXI, a igualdade entre mulheres e homens ainda não é uma realidade. Por que é tão difícil atribuir às mulheres as mesmas posições que aos homens? Não há nenhum motivo para que uma mulher receba salário menor do que o de um homem, se o trabalho é o mesmo. E esse é exatamente o caso. Em nossos dias, na França, com o mesmo tempo de trabalho, mesma seção, mesma categoria profissional, a redução do salário feminino chega a 10%. Do mesmo modo, não é normal que postos de trabalho de mais responsabilidade sejam majoritariamente ocupados por homens. Segundo os dados fornecidos pela Comissão Europeia, na França de 2017, só 33% dos quadros superiores são mulheres. É mais do que nos Países Baixos e na Grécia (25%), muito mais que em Luxemburgo (18%), mas menos que na Polônia ou na Eslovênia (41%), do que na Hungria ou na Suécia (39%). De qualquer modo, nenhum país da comunidade europeia chega à paridade nesse terreno.” Responda: Você concorda que as mulheres devem ganhar menos do que os homens, por quê? 4- “Sr. Presidente: O texto dessa carta, seja ela apócrifa ou não, é um texto de luta política, é um texto de pronunciamento apaixonado que se atribui a um homem no momento culminante da sua vida, isto é, no momento em que deliberou dar-se morte por suas próprias mãos. É um texto de paixão, é um texto de violência, é um texto que consagra o suicídio como norma para a decisão da vida de um homem. É, portanto, um texto, embora de autenticidade duvidosa, ou ainda que autêntico, diria mesmo, precisamente se autêntico, capaz de merecer o respeito até dos adversários daquele a quem se atribui a autoria, mas nunca para ser afixado e, muito menos, obrigatoriamente, nas escolas públicas de uma cidade de qualquer país. Porque: primeiro, o texto dessa carta faz o elogio do suicídio, o que não é, evidentemente, ensinamento a legar, ou a impor, ainda menos a impor, às crianças que frequentam as escolas públicas de uma cidade; segundo, é um texto de combate, de polêmica política, é um texto de violento revide, num momento de paixões desencadeadas dentro de uma situação histórica determinada. Não é o documento básico de uma nação. [....] É um texto, repito, cuja autenticidade está por ser demonstrada; mas, demonstrada que fosse ou venha a ser, não é, certamente, um texto para figurar nas paredes das escolas públicas. Primeiro, porque faz o elogio, faz a apologia da violência contra o próprio corpo pelo suicídio, solução extrema, solução que respeito, mas que não posso ver recomendada às crianças do meu País. E, ainda, porque o seu contexto, impregnado de paixão, digamos legítima - aceitemos -, de paixão compreensível, de revide mais do que respeitável até, mas de revide em todo o caso, não deve figurar à porta sacrossanta das escolas em que se forma a mentalidade das crianças brasileiras.” O texto mostra um conjunto de segmentos que funcionam como argumentos contrários à afixação nas escolas públicas de São Paulo da carta deixada por Getúlio Vargas no dia em que se suicidou. Quais os argumentos citados? Leia e responda