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Controle de pragas do coqueiro, Notas de estudo de Engenharia Agronômica

Controle de pragas do coqueiro

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 23/09/2009

Jambu98
Jambu98 🇧🇷

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UTILIZAÇÃO DE PRODUTOS
ALTERNATIVOS AOS QUÍMICOS NO
CONTROLE DE PRAGAS ASSOCIADAS À
QUEDA DE FRUTOS DO COQUEIRO
(Cocos nucifera L. )
Marcone César Mendonça Chagas
Maria Fátima Pinto Barreto
José Francisco S. Sobrinho
Ernesto Espínola Sobrinho
Natal-RN
2005
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UTILIZAÇÃO DE PRODUTOS

ALTERNATIVOS AOS QUÍMICOS NO

CONTROLE DE PRAGAS ASSOCIADAS À

QUEDA DE FRUTOS DO COQUEIRO

(Cocos nucifera L. )

Marcone César Mendonça Chagas

Maria Fátima Pinto Barreto

José Francisco S. Sobrinho

Ernesto Espínola Sobrinho

Natal-RN

Introdução

Sintomas de Ataque e Danos

Dentre os fatores condicionantes à baixa produtividade dos pomares

de coco na região nordeste, destacam-se os danos provocados por

insetos-praga e ácaros, sobretudo aqueles associados à queda de frutos

do coqueiro, quais sejam, ácaro-da-necrose-dos-frutos,

, traça-dos-frutos, ( ) e o

gorgulho-dos-frutos,. Estas pragas têm em

comum o mesmo nicho alimentar cujo desenvolvimento dá-se sob as

brácteas, preferencialmente, dos frutos novos.

Os danos provocados por essas pragas pode inviabilizar a

exploração comercial do coqueiro quando nenhuma medida de controle

é adotada, independente do manejo cultural praticado pelo produtor.

Todas as pragas referidas danificam os frutos causando a sua queda

(Figura 1a). Os danos das lagartas da traça iniciam-se a partir das flores

femininas e pode se estender aos frutos maiores com até 120 dias (Figura

1d, e, f). Os ácaros não são visíveis a olho nu. Instalam-se em grandes

colônias, em frutos de tamanho equivalente “a um ovo de galinha”

danificando a superfície à medida que os frutos crescem. Seus sintomas

correspondem à necrose (queima) dos frutos e são percebidos em frutos

de todas as “idades” (Figura 1b, c). O gorgulho provoca danos

semelhantes aos da traça. O seu ataque está muito associado à presença

da traça e/ou do ácaro da necrose (Figura 1g, h, i).

Os efeitos adversos advindos do uso abusivo de agroquímicos

poderão ser atenuados com a utilização de produtos naturais extraídos de

plantas e/ou fontes minerais devida algumas características benéficas

relativas à seletividade, baixa toxicidade para o homem e eficiência no

controle de várias espécies de ácaros e insetos-pragas.

Aceria

guerreronis Atheloca subrufella Hyalospila ptychis

Parisoschoenus obesulus

Como Controlar as Pragas

Utilizando-se a formulação de óleo de algodão (1,5%) + detergente

neutro (1%), e caso o produtor disponha de um pulverizador com

capacidade para 20 litros, serão necessários 300 ml do óleo e 200 ml do

detergente misturados em 19,5 litros de água. Sugere-se a aplicação de

1,0 a 2,0 litros por planta. O volume do produto a ser utilizado dependerá

do grau de infestação das pragas e idade das plantas.

As primeiras aplicações poderão ser espaçadas de três semanas (

dias), considerando uma situação de alta infestação das pragas. A partir

do terceiro mês do início do controle, o intervalo das pulverizações poderá

ser ampliado para até seis semanas (42 dias), uma vez que as populações

das referidas pragas caem a níveis toleráveis.

Por ocasião das aplicações do produto, recomenda-se dirigir o jato

do pulverizador para a coroa das plantas (metade superior da área central

das plantas) (Figura 2). Dessa forma consegue-se uma boa cobertura dos

frutos novos e maior economia na aplicação.

Área a ser pulverizada

Figura 2. Local indicado para pulverização.

Quadro 1. Sugestão de produtos para o controle das pragas, com

respectivas dosagens.

Figura 2. Produção média de frutos de coco (frutos/cacho) proveniente de

sete colheitas/planta no período de doze meses.

Quadro 2. Análise econômica da produção de coco verde submetida a

diferentes tipos e épocas de controle das pragas associadas à queda dos frutos

Composição/Dosagem

[litro/100 litros d’água]

Óleo mineral (1,5)

Químico

1

Óleo de soja (1,5) + detergente neutro (1,0)

Óleo de algodão (1,5) + detergente neutro (1,0)

Detergente neutro (1,0)

Testemunha (sem controle)

1

Seqüência de três pulverizações alternadas por produto na

seguinte ordem: Pyridaben 75 ml; Azocyclotin 75 ml

0,

2,

4,

6,

8,

10,

12,

14,

16,

18,

**Químico Óleo algodão

  • deterg.**

Óleo mineral Óleo soja + deterg.

Produção média frutos/cacho) Detergente Sem controle

Período Aplicações Receita Margem Tempo por ano Aplicação Anual (R$) Coco Atividade 21 17 39,92 693,92 575,71 -118,20 14,39 a 28 13 39,92 520,44 567,86 47,42 14,19 a 35 10 39,92 416,35 545,83 129,48 13,64 a 42 9 39,92 346,96 549,33 202,37 13,74 a 21 17 11,40 198,14 582,26 384,12 14,55 a ÓLEO DE 28 13 11,40 148,61 523,81 375,20 13,09 ab ALGODÃO 35 10 11,40 118,89 562,67 443,78 14,07 ab 42 9 11,40 99,07 495,24 396,17 12,38 b 21 17 17,55 305,04 535,71 230,68 13,39 a ÓLEO 28 13 17,55 228,78 510,00 281,22 12,75 ab MINERAL 35 10 17,55 183,02 430,71 247,69 10,77 ab 42 9 17,55 152,52 467,50 314,98 11,69 b

QUÍMICO

Produto Produção Média

Custo (R$)