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Controle de pragas do coqueiro
Tipologia: Notas de estudo
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Introdução
Sintomas de Ataque e Danos
Dentre os fatores condicionantes à baixa produtividade dos pomares
de coco na região nordeste, destacam-se os danos provocados por
insetos-praga e ácaros, sobretudo aqueles associados à queda de frutos
do coqueiro, quais sejam, ácaro-da-necrose-dos-frutos,
, traça-dos-frutos, ( ) e o
gorgulho-dos-frutos,. Estas pragas têm em
comum o mesmo nicho alimentar cujo desenvolvimento dá-se sob as
brácteas, preferencialmente, dos frutos novos.
Os danos provocados por essas pragas pode inviabilizar a
exploração comercial do coqueiro quando nenhuma medida de controle
é adotada, independente do manejo cultural praticado pelo produtor.
Todas as pragas referidas danificam os frutos causando a sua queda
(Figura 1a). Os danos das lagartas da traça iniciam-se a partir das flores
femininas e pode se estender aos frutos maiores com até 120 dias (Figura
1d, e, f). Os ácaros não são visíveis a olho nu. Instalam-se em grandes
colônias, em frutos de tamanho equivalente “a um ovo de galinha”
danificando a superfície à medida que os frutos crescem. Seus sintomas
correspondem à necrose (queima) dos frutos e são percebidos em frutos
de todas as “idades” (Figura 1b, c). O gorgulho provoca danos
semelhantes aos da traça. O seu ataque está muito associado à presença
da traça e/ou do ácaro da necrose (Figura 1g, h, i).
Os efeitos adversos advindos do uso abusivo de agroquímicos
poderão ser atenuados com a utilização de produtos naturais extraídos de
plantas e/ou fontes minerais devida algumas características benéficas
relativas à seletividade, baixa toxicidade para o homem e eficiência no
controle de várias espécies de ácaros e insetos-pragas.
Aceria
guerreronis Atheloca subrufella Hyalospila ptychis
Parisoschoenus obesulus
Como Controlar as Pragas
Utilizando-se a formulação de óleo de algodão (1,5%) + detergente
neutro (1%), e caso o produtor disponha de um pulverizador com
capacidade para 20 litros, serão necessários 300 ml do óleo e 200 ml do
detergente misturados em 19,5 litros de água. Sugere-se a aplicação de
1,0 a 2,0 litros por planta. O volume do produto a ser utilizado dependerá
do grau de infestação das pragas e idade das plantas.
As primeiras aplicações poderão ser espaçadas de três semanas (
dias), considerando uma situação de alta infestação das pragas. A partir
do terceiro mês do início do controle, o intervalo das pulverizações poderá
ser ampliado para até seis semanas (42 dias), uma vez que as populações
das referidas pragas caem a níveis toleráveis.
Por ocasião das aplicações do produto, recomenda-se dirigir o jato
do pulverizador para a coroa das plantas (metade superior da área central
das plantas) (Figura 2). Dessa forma consegue-se uma boa cobertura dos
frutos novos e maior economia na aplicação.
Quadro 1. Sugestão de produtos para o controle das pragas, com
respectivas dosagens.
Figura 2. Produção média de frutos de coco (frutos/cacho) proveniente de
sete colheitas/planta no período de doze meses.
Quadro 2. Análise econômica da produção de coco verde submetida a
diferentes tipos e épocas de controle das pragas associadas à queda dos frutos
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**Químico Óleo algodão
Óleo mineral Óleo soja + deterg.
Produção média frutos/cacho) Detergente Sem controle
Período Aplicações Receita Margem Tempo por ano Aplicação Anual (R$) Coco Atividade 21 17 39,92 693,92 575,71 -118,20 14,39 a 28 13 39,92 520,44 567,86 47,42 14,19 a 35 10 39,92 416,35 545,83 129,48 13,64 a 42 9 39,92 346,96 549,33 202,37 13,74 a 21 17 11,40 198,14 582,26 384,12 14,55 a ÓLEO DE 28 13 11,40 148,61 523,81 375,20 13,09 ab ALGODÃO 35 10 11,40 118,89 562,67 443,78 14,07 ab 42 9 11,40 99,07 495,24 396,17 12,38 b 21 17 17,55 305,04 535,71 230,68 13,39 a ÓLEO 28 13 17,55 228,78 510,00 281,22 12,75 ab MINERAL 35 10 17,55 183,02 430,71 247,69 10,77 ab 42 9 17,55 152,52 467,50 314,98 11,69 b
Produto Produção Média
Custo (R$)