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Controle da
Qualidade na
Farmácia
Magistral
Capitulo 2 - Controle da Qualidade da Farmácia Magistral
Introdução
A Farmácia Magistral representa hoje um nicho de mercado
para o para o profissional farmacêutico. Possibilita ao farmacêutico
a ascensão social e econômica com completa realização profissio-
nal, encontrando na farmácia a possibilidade de exercer com ampli-
tude todas as atividades inerentes ao verdadeiro profissional do
medicamento.
Contudo, apesar das inúmeras vantagens que o medicamento
manipulado oferece em relação ao industrializado que vão desde a
facilidade posológica até a econômica, são inúmeros os obstáculos
que dificultam o crescimento do setor. 0 maior destes obstáculos é
a falta de credibilidade do produto manipulado pela suposta ausên-
cia de um controle da qualidade rigido das matérias-primas e produ-
tos acabados, ausência de controle do processo de produção e sua
reprodutibilidade. Qualidade é a patavra de ordem e deve ser ine-
rente a qualquer produto ou prestação de serviço na atualidade e,
para a farmácia magistral fundamental para sua sobrevivência.
Dentro deste contexto de busca pela Qualidade, é importan-
te citar a participação destacada da ANFARMAG (Associação Nacio-
nal dos Farmacêuticos Magistrais) na elaboração da Resolução 33,
de maio de 2000 que trata sobre Boas Práticas de Manipulação e da
lei sancionada pelo presidente Bill Clinton em 1998 instituindo a
farmácia magistral nos Estados Unidos que culminou com a publica-
ção dentro da United States Pharmacopoeia na 24a^ edição (USP24)
em 2000 do Pharmacy Compounding e o conseqüente reconhecimen-
to deste setor nos Estados Unidos da América. Estes dados indicam o
caminho da qualidade para a consolidação do setor magistral.
Nos últimos anos o setor magistral apresentou um vertiginoso
crescimento, assumindo uma importância cada vez maior dentro do
mercado de medicamentos e, conseqüentemente contribuindo para
a saúde pública brasileira. Como era de se esperar, a qualidade do
produto manipulado tem sido objeto de inúmeras discussões e deba-
tes, sendo o tema mais freqüente nos últimos dois anos, principal-
mente em função da RDC 33. Aqui é importante lembrar que o cer-
ne básico desta legislação é a busca por um processo de qualidade
conduzido através das Boas Práticas de Manipulação Farmacêutica
(BPMF), onde o controle da qualidade é ferramenta indispensável
Capitulo 2 - Controle da Qualidade da Farmácia Magistral
Qualidade da matéria prima no setor magistral
Nos últimos anos, o setor magistral concentrou seus esforços
na qualidade da matéria prima farmacêutica. Hoje podemos afirmar
que o número de não conformidades para matéria prima é extre-
mamente pequeno o que reflete a preocupação do setor farmacêu-
tico, impulsionado por novas legislações e pelo remodelamento do
órgão de vigilância sanitária, agora denominado ANVISA (Agência
Nacional de Vigilância Sanitária). Contudo, não devemos deixar de
nos preocupar, pois nos últimos anos cresceu o número de importa-
dores e distribuidores de matéria- prima, o que pode significar uma
maior possibilidade de problemas. Desta forma, é importante lem-
brar o item 4.4.1 da RDC 33 que discorre sobre a aquisição de mate-
riais, cujo sub-item 4.4.1.2.1 nos fala sobre a qualificação do forne-
cedor, tornando obrigatória a comprovação de regularidade perante
a autoridade sanitária, o compromisso com a qualidade da matéria
prima através do certificado de análise e etc. Conhecer os nossos
fomecedores é etapa indispensável na consolidação do setor magis-
tral e o primeiro passo para evitar erros.
Ainda discutindo sobre as matérias primas, as perspectivas
são ainda melhores. Até o presente momento o controle da qualida-
de foi realizado por laboratórios que terceirizam a realização de
análises físico-químicas e microbiológicas. Com a implantação da
RDC 33 no item 4.6.2, sub-item 4.6.2.7 torna-se obrigatória a
realização de testes básicos como pH, o ponto de fusão e etc.
Para destacar a importância deste trabalho, vamos conside-
rar o enalapril: potente inibidor da enzima de conversão de angio-
tensina, utilizado no controle da pressão arterial.
Segundo a Farmacopéia Européia deve ser acondicionado em
recipientes bem fechados ao abrigo da luz e, um dos parâmentros
de identificação é o pH que deve estar entre 2,4 e 2,9. Ao obser-
varmos a seguir a reação química de degradação do enalapril pela
água, percebemos a importância do armazenamento sob condições
de temperatura e umidade controladas, tanto na distribuidora quan-
to na farmácia bem, como a importância de uma análise simples de
pH. 0 enalapril ao ser degradado pela água, converte-se em enapri-
lato que não tem uma absorção adequada no trato gastrointestinal,
com conseqüente alteração na biodisponibilidade e na atividade
antihipertensiva. Esta degradação pode ser observada pelo pH que
deve estar entre 2,4 e 2,9 para o enalapril como citado acima. A
faixa de pH do enaprilato deverá ser menor que 2,4 pois apresenta
Capítulo 2 - Controle da Qualidade da Farmácia Magistral
características mais ácidas. Podemos assim observar que o item 4.6.2.7 da RDC 33 juntamente com a terceirização é uma importan- te ferramenta para separar os bons dos maus fornecedores, ou seja, QuaUficar o Fornecedor segundo a RDC 33.
° - f H HCH 3
K^ H^ N.^ XOOH Cr» Knaljipril
H (^) 2 ° |f ^
Com u (U-wruduvão o p l l
' ^ T
v ^
ll(
s * l : i l l H l l o l
.o *.H H„CH 3
H N. ...COOH
Eaaprilato
(|ue 2,
Assim, temos a convicção que o laboratório de controle da qualidade é uma ferramenta indispensável para o crescimento e a solidificação do setor magistral e, que é perfeitamente possível a implantação do controle da qualidade dentro das farmácias magis- trais. Desta forma, o objetivo é colocar de forma simplificada e ob- jetiva, os conceitos de química analítica e de controle da qualidade, aplicando-os em fármacos de grande importância terapêutica e eco- nômica dentro da farmácia magistral. A seguir discutiremos itens importantes ao Controle da Qualidade para a Farmácia Magistral.
Capítulo 2 - Controle da Qualidade da Farmácia Magistral
- Controle da Qualidade das Matérias-primas
2.1. Laboratório de Controle da Qualidade
2.1.1. Instalação fisica
Área física ideal: mínimo de 10 m^2
Localização: preferencialmente próximo ao almoxarifado e ao labo-
ratórios de produção, porém deve ser isolado e independente das
outras instalações.
Piso: cerâmica ou piso vinílico de fácil limpeza.
Paredes: azulejo ou parede com revestimento liso e pintura a óleo.
Iluminação: natural e artificial adequada, porém com a possibilida-
de de uma área escura (para leituras cromatográficas).
Ventilação: a área deve ser ventilada com capela de exaustão.
Refrigeração: deve conter ar condicionado, mantendo a temperatu-
ra ambiente em torno de 20°C (necessário para o funcionamento e
conservação ideal dos equipamentos analíticos).
Bancadas: alvenaria ou madeira formicada com revestimento prote-
tor, impedindo a quebra de vidrarias.
Instalações elétricas: tomadas de 110 V e 220 V.
Instalações hidráulicas: as bancadas devem possuir torneiras.
Outras benfeitorias: gás, vácuo
2.1.2. Equipamentos
A instalação e os equipamentos de um laboratório de contro-
le da qualidade com recursos básicos, podem ser obtidos a custos
razoáveis. Todavia, o investimento retorna sob a forma de economi-
a, com a maior eficiência nos processos de produção, na avaliação
do desempenho dos funcionários, na segurança, no controte do de-
sempenho da empresa, na conscientização sobre a importância da
qualidade, na credibilidade e na conquista de uma posição estável
no mercado.
Os equipamentos necessários para o funcionamento de um
laboratório de controle da qualidade na farmácia de manipulação,
devem ser proporcionais à amplitude das análises que se pretende
realizar e à disponibilidade financeira para adquiri-los. Considera-
Capitulo 2 - Controle da Qualidade da Farmácia Magistral
mos como ideal:
- pHmetro
- aparelho para determinação do ponto de fusão
- viscosímetro
- espectrofotômetro (visível e ultravioleta):faixa 190 a 750 nm
- estufa
- balança analítica de precisão
- mufla
- centrífuga (com pelo menos 3.000 rpm)
- microscópio
- refratômetro
- dessecador
- bico de Bunsen
- tamizes para classificação de pós: 100, 150, 200 mesh
- densímetros (alcoômetros e picnômetros)
- vidrarias (provetas, buretas, condensadores, balões, Erlen- meyers, cápsulas de porcelana, tubos de ensaio, funis de se- paração, pipetas graduadas e volumétricas, tubos de Nessler, balões volumétricos, termômetros, pesa-filtros, frascos para reagentes, etc.)
- refrigerador
- cromatoplacas
- lâmpada UV
- cuba cromatográfica (para cromatografia de camada delga- da)
- balança com dessecador para determinação de umidade
2. 1. 3. Principais fontes bibliográficas de metodologia analí- tica
- Index Merck
- USP - National Formulary
- BP - British Pharmacopoeia
- Martindale
- Farmacopéia Brasileira
- Análise Farmacêutica (Andrejus Korolkovas)
- CTFA Standarts Methods - Cosmetic, Toiletry and Fragance Association
Capitulo 2 - Controle da Qualidade da Farmácia Magistral
Podem ser preenchidas com os seguintes dados:
A. Quarentena Nome da matéria-prima Número do lote Data do recebimento Data da fabricação Data da validade Nome do fornecedor Quantidade Nome da transportadora Aguardando aprovação
B. Aprovado: etiqueta de aprovação
- Nome da matéria-prima
- Número do lote
- Data do recebimento
- Data da validade
- Nome do fornecedor
- Quantidade
- Analista responsável
- Aprovado
C. Reprovado: etiqueta de reprovação
- Nome da matéria-prima
- Número do lote
- Data do recebimento
- Data da validade
- Nome do fornecedor
- Analista responsável
- Reprovado
2. 2. 3. Amostragem A amostragem deverá ser feita por uma pessoa qualificada, sob a supervisão do controle da qualidade. Devem ser recolhidas amostras representativas de cada em- balagem de cada lote, caso venha mais de uma embalagem de um mesmo lote.
Capítulo 2 - Controle da Qualidade da Farmácia Magistral
Utiliza-se <n + 1 (número de embalagens das quais devem
ser recolhidas amostras). Caso a matéria-prima pertença a lotes
diferentes, cada lote deve ser amostrado.
A amostragem deverá ser tomada em local limpo e apropria-
do para que não haja possibilidade de contaminação cruzada.
Deverá ser tomada uma porção do fundo, uma do meio e
uma da parte superior das embalagens com pipeta, sonda, colher ou
utensilio apropriado.
A quantidade de amostra a tomar deverá ser determinada
previamente, de acordo com a metodologia analítica a ser empre-
gada, separando um pouco mais para a amostrateca 1.
2.3. Características (identificação) das matérias-primas
Testes qualitativos ou quantitativos simples nas matérias-
primas podem ser de grande valia para detectar alterações, adulte-
rações ou erros grosseiros dos fornecedores na separação da maté-
ria-prima podendo ser efetuados na própria farmácia.
Deve-se preparar uma ficha constando os métodos analíticos
que serão empregados 2.
Para fins de identificação, costuma-se levar-se em conta os
critérios subjetivos.
Critérios analíticos empregados para determinação da quali-
dade dos medicamentos:
Propriedades organolépticas: aspecto geral, cor, odor e sabor.
Normas e ensaios de identidade: solubilidade, ponto de fusão, es-
pectrofotometria no ultravioleta e infravermelho, cromatografia,
reações de coloração, reações de precipitação, etc.
Normas e provas de pureza: métodos quantitativos como: perda
por dessecação, grau de umidade, cromatografia líquida e gasosa,
espectrometria de massa (para estimar a concentração de uma im-
pureza tóxica), ensaios de metais tóxicos, provas de esterilidade e
pirogenicidade.
Normas e ensaios de atividade: métodos quantitativos como: es-
pectrofotometria, titulação, gravimetria e outros baseados em rea-
ções elétricas, térmicas e biológicas.
(^1) Amostrateca: local para arquivamento de amostras de matéria-prima ou produtos acabados pertencentes a cada lote analisado. As amostras analisadas aprovadas podem ser eventualmente utilizadas como parà- metros comparativos com futuros lotes a serem analisados. ' Ficha de especificação de matérias-primas (veja na pá^ina 662).
Capítulo 2 - Controle da Qualidade da Farmácia Magistral
B - Substâncias líquidas Aparência: homogeneizar a amostra e transferir uma alíquota para um tubo de ensaio e observar contra um fundo branco. Deve-se con- siderar a presença ou não de resíduos, o grau de turvação e a sepa- ração de fases. Cor: a cor será determinada usando amostras-padrão, fazendo uma identificação visual ou por método colorimétrico. A técnica será realizada preferencialmente em tubos de comparação de cor rigoro- samente iguais, sob condições que assegurem que a solução de refe- rência colorimétrica e a substância testada sejam tratadas similar- mente em todos os aspectos. A comparação de cores é melhor se realizada em camadas de iguais profundidades e, sendo observadas transversalmente contra um fundo branco, sendo particularmente importante que as soluções sejam comparadas na mesma tempera- tura, preferencialmente aos 25°C. Odor: deve-se tomar precaução com líquidos voláteis tóxicos e irri- tantes. Geralmente classificado como: odor característico ou inodo- ro, confrontando com amostra padrão recente. No caso de óleos ou materiais graxos, esteja atento ao odor característico de ranço. Sabor: não é determinado para líquidos.
C - Essências e aromas Aparência: deve-se considerar a presença ou não de resíduos e tur- vação. Isto é possível através da observação na embalagem original do produto, senão através de frascos transparentes. Cor: segue-se o mesmo método descrito para líquidos. Odor: o odor das essências será identificado utilizando-se uma fita de papel de f i l t r o na qual mergulha-se o produto. Espera-se secar levemente, para logo em seguida cheirá-la, comparando com seu aroma padrão. É importante não se realizar a análise de várias es- sências ao mesmo tempo devido à possibilidade de mistura de odo- res, dificultando uma perfeita identificação. Sabor: pode-se proceder à preparação de uma solução açucarada (xarope), adicionando a mesma quantidade de aroma para a amos- tra e para o padrão. Deve-se experimentar a amostra, enxaguar a boca com água e logo a seguir experimentar o padrão.
D - Corantes Aparência: fazer comparação visual com um padrão pré- determinado, em papel branco, seguindo as especificações do for- necedor.
Capitulo 2 - Controle da Qualidade da Farmácia Magistral
Cor: prepara-se uma solução de porcentagem variada, porém baixa (translúcida), idêntica ao padrão. Em seguida analisar de acordo ao método descrito na cor dos líquidos. Odor: inodoro ou característico, segundo a especifícação do forne- cedor. Sabor: não é determinado para corantes.
2. 3. 2. Identificação físico-química 0 teste de identificação é um meio de se determinar a iden- tidade de uma substância, não fornecendo obrigatoriamente dados sobre a sua pureza. Quando se dispõe de equipamentos, a identifi- cação feita por espectroscopia no infravermelho pode ser uma me- todologia de escolha.
A - Solubilidade As indicações sobre solubilidade referem-se a determinações feitas a 25°C. Pode-se verificar a solubilidade em solventes com a água, álcool etílico, metanol, glicerol, clorofórmio, acetona, éter, soluções ácidas diluidas, soluções alcalinas diluídas, óleo mineral, óleo vegetal, acetato de etila, propilenoglicol e outros solventes que vão interessar à manipulação específica.
Tabela 3: Classificação farmacopéica da solubilidade
Termo descritivo Muito solúvel Facilmente solúvel Solúvel Ligeiramente solúvel Pouco solúvel Muito pouco solúvel Insolúvel
Quantidade de solvente Menos de uma parte * De 1 a 30 partes De 10 a 30partes De30a 100 partes De 100 a 1.000 partes De 1.000 a 10.000 partes Maisde 10.000 partes
Nota: ' A expressão "partes" refere-se à dissolução de 1 $ de um sótido ou 1 mL de um liqui- do no número de mililitros do solvente estabelecido no número de partes.
Capítulo 2 - Controle da Qualidade da Farmácia Magistral
B.1. Sugestão de Soluções-tampão
Tampão pH 7
Fosfato monopotássico 0,2 M 50,0 mL
Hidróxido de sódio 0,2 M 29,1 mL
Água destilada qsp 200,0 mL
Tampão pH 4
Biftalato de potássio 0,2 M 50,0 mL
Ácido clorídrico 0,2 M 0,1 mL
Água destilada qsp 200,0 mL
C - Densidade
A densidade é uma propriedade física cujo valor é calculado
através do peso (em gramas) e do volume (em mililitros) de uma
dada substância pura (líquida ou sólida) ou mistura.
Exemplo: a água a 25°C tem densidade igual a 1,000; isto
significa que 1 grama de água nessa temperatura ocupa o volume de
1 mL. Adicionando-se sal na água, a densidade será alterada para
mais. Já na mistura água-álcool etílico, a densidade será menor que
Portanto, nas misturas a densidade das substâncias adiciona-
das interferirá na densidade final, permitindo determinar possíveis
adulterações através da medição da densidade.
A densidade é útil para avaliar a pureza de certas substân-
cias, como por exemplo: álcool, óleos vegetais e minerais.
Para a determinação da densidade (densidade específica) em
líquidos e densidade aparente em pó utilizam-se densímetros de
vidro, picnômetros, provetas e balanças analíticas.
C. 1. Determinação da densidade aparente f d ^ l para pós
Para a determinação da densidade de pós (densidade aparen-
te) uti(iza-se a proveta. A densidade aparente é útil tanto na identi-
ficação da amostra como também para viabilizar o método de en-
chimento volumétrico de cápsulas, densidade aparente de pós e a
relação de peso por unidade de volume, incluindo os espaços vazios
que normalmente existem entre as partículas.
Capitulo 2 - Controle da Qualidade da Farmácia Magistral
A determinação da densidade aparente requer apenas uma
proveta em uma balança.
d(ap) = P/V
d(ap) = densidade aparente
P = peso em gramas
v = volume em mililitros
C.2. Determinação da densidade relativa (método do picnômetro)
para liquidos
Passo 1: Utilizar um picnômetro limpo e seco que tenha sido previ-
amente calibrado. A calibração consiste na determinação da massa
do picnômetro vazio e da massa do seu conteúdo com água, recen-
temente destilada e fervida, medida a 20°C.
Passo 2: Colocar a amostra no picnômetro a 20°C, remover o excesso
da substância, se necessário, e pesar. Obter o peso da amostra (em
gramas) através da diferença da massa do picnômetro cheio e vazio.
Passo 3: A divisão entre a massa da amostra líquida e a massa da
água, ambas a 20°C é a densidade relativa.
, (^) nn0r> massa da amostra líquida d(rel)ZU U = — massa da água
C.3. Determinaçào da densidade especifica
É calculada a partir de sua densidade relativa
D(esp)20°C = 0,99703 x d( r e l ) + 0,
Nota: normalmente as monoçrafias fornecem dados de densidade espeáfica.
D - Densitometria
É a utilização de aerômetros ou densímetros para determina-
ção da densidade. Observar a temperatura que será efetuada a me-
dição da densidade, caso seja necessário faça a correção da leitura.
Capitulo 2 - Controle da Qualidade da Farmácia Magistral
Devemos considerar a temperatura de 25°C. Densidade do álcool absoluto a 25°C = 0,78506* Densidade da mistura a 25°C = 0,86340*
x_^ 70,0,86340^ ^X__769K=>X = 11% 0,
Serão necessários 770 mL de álcool absoluto + 230 mL de água.
E se partíssemos do álcool a 96° GL, quanto teríamos que utilizar desta mistura a 25°C?
Álcool a 96° GL = 960 mL de etanol em 1 litro da mistura Álcool a 70% = contém 770 mL de etanol em 1 litro da mistura.
Portanto: 770x v = -» 802 m L d o alcool a 96° GL(+agua qsp 1000 mL). 960
- valores obtidos na tabela alcoométrica na página 35
Capítulo 2 - Controle da Qualidade da Farmácia Magistral
Tabela 4 - Tabela alcoométrica
C 2 H 5 OH
(%p/p)
40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 D =
°° D=1 5^ ° D=
°° D = 25 °
D = 3 0^ °
- 0, 4" - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0,
- 0,
- 0,
- 0,
- 0,
- 0,
- 0,
- 0,
- 0,
- 0,
- 0,
- 0,
- 0,
- 0,
- 0,
- 0,
- 0,
- 0,
- 0,
- 0,
- 0, - 0, 4° - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, 4" - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, 4" - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0, - 0,