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Ecolocalização em Morcegos
Tipologia: Notas de estudo
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Universidade Estadual Vale Do Acaraú Centro De Ciências Agrárias E Biológicas Disciplina de Zoologia dos Cordados Prof: Francisco Cavalcante Equipe Ana Alice Enora Leite Gleicyane Ferreira Layane Brito Nayane Gonçalves
Morcego (^) Classificação científica: Reino: Animalia Filo: Chordata Classe: Mammalia Infraclasse: Placentalia (^) Ordem: Chiroptera (^) Os morcegos são animais mamíferos muito diferente dos demais, principalmente por serem os únicos adaptados ao voo, habilidade que compartilham com as aves e os insetos.
(^) Para voar, basta afastar os dedos e mover os braços para cima e para baixo. Mas a operação não é simples. De fato, ela requer muita energia. Para contornar esse problema, o morcego normalmente alça vôo a partir de um ponto mais alto, cai alguns centímetros e, após ganhar velocidade, retoma a altitude.
(^) Seu jeito de voar ajuda a explicar outra peculiaridade: o hábito de ficar de cabeça para baixo. Pousados dessa forma, os morcegos facilitam o início de seu voo: basta deixar a gravidade atuar e iniciar o movimento das asas. Sua pelagem é vasta e pesada e eles não possuem as estruturas adaptadas ao voo que as aves têm – ossos mais leves e penas impermeáveis –, por isso precisam de toda a energia disponível para alçar voo.
(^) Os estudiosos já catalogaram quase 100 mil espécies de morcegos, sendo que variam de cor, tamanho, peso e formato do corpo. (^) Alimentam-se, principalmente, de frutas, insetos, sangue de animais (poucas espécies hematófagas), néctar e pólem.
Dependendo da espécie, a vida de um morcego vai de 10 a 25 anos de idade. Podem transmitir a raiva para o ser humano, através da mordida com seus pequenos e afiados dentes.
(^) Ao voar a noite, utilizam um sistema de localização conhecido como biossonar (emissão de ondas ultrassônicas através das narinas ou boca) Algumas espécies se orientam através dos ecos. Embora possuam este recurso, apresentam visão de boa qualidade.
(^) Simplificando, é uma forma de encontrar algo por meio do eco. Também chamado de biossonar, esse sistema funciona da seguinte maneira: (^) Uma fonte de som emite determinada frequência dessa onda, que irá incidir no objeto a ser encontrado, e como as ondas têm uma propriedade que consiste na Reflexão, essa onda voltará à fonte. Resumindo: Ocorre um eco.
(^) A maioria dos morcegos possui um sentido adicional, aliado aos cinco sentidos com que os humanos estão acostumados: a ecolocalização, trata-se de um poderoso e importante recurso para a orientação à noite ou em ambientes escuros como cavernas e para captura de presas.
(^) O morcego emite ondas ultrassônicas, isso é, com frequência muito alta, na faixa de 20 a 215 kHz, pelas narinas ou pela boca, dependendo da espécie. Essas ondas atingem obstáculos no ambiente e voltam na forma de ecos com frequência menor.
(^) Com base no eco que recebem calculam o movimento, a distância, a velocidade, a trajetória, o tamanho, e a forma da presa, que pretendem usar como alimento ou de um predador na qual desejam evitar encontrar. São capazes de localizar objetos tão finos quanto um fio de cabelo. Nobuo Suga, biólogo da Universidade de Washington conseguiu determinar que através de pulsações de diferentes frequências, o animal consegue saber onde está o alimento em potencial
(^) Ele também descobriu que os morcegos usam são para evitar se chocarem uns com os outros. Já o zoólogo da Universidade de Toronto, James Fullard, descobriu que antes da evolução dos morcegos a mais de 60 milhões de anos os insetos noturnos ganharam a noite. (^) Quando os morcegos apareceram, eles tiveram de desenvolver estratégias de defesa, uma maneira de descobrir os sons emitidos por seus predadores. O resultado foi a formação de detectores de radar. Segundo ele os insetos com esse órgão tem 40% a mais de chance de sobreviver.