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Uso de crase, tipologia, produção textual, concordância verbal
Tipologia: Resumos
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Manual organizado por: Cadete Rafael Vicente Cadete Ronaldo Valdemiro Coelho
Contato: [email protected] [email protected]
Era um coveiro que se chamava Raimundo Raimundo, Raimundo, levanta vagabundo Raimundo, Raimundo, chegou mais um defunto Até as caveiras já o conheciam Até as caveiras já diziam todo dia Raimundo, Raimundo, levanta vagabundo Raimundo, Raimundo, chegou mais um defunto mas um belo dia Raimundo adoeceu E de repente Raimundo morreu Raimundo, Raimundo, bem vindo ao nosso mundo Raimundo, Raimundo, vem pra esse buraco fundo E no cemitério Raimundo se enturmou Pela sua vizinha Raimundo se apaixonou Era uma caveira alta e desdentada Pelo tal Raimundo ficou louca apaixonada Raimundo, Raimundo, teu olhar é tão profundo Raimundo, Raimundo, vem fundo vagabundo E dona caveira que era uma gracinha Com o tal Raimundo teve várias caveirinhas Mamãe, mamãe, eu quero mamadeira... Cala a bola não chateia não tenho peito sou caveira...
Essa é a historia de um caveira chamado Raimundo Raimundo, Raimundo, e seu olhar profundo E um belo dia Raimundo adoeceu Sem que se esperasse Raimundo morreu
E no cemitério teve uma festança Caveiras dançavam sobre a catacumba Raimundo, Raimundo, bem-vindo ao nosso mundo
E o Raimundo logo logo se enturmou Conheceu uma caveira com quem se casou Era uma caveira feia velha e desdentada Raimundo chamava de minha namorada Raimundo, Raimundo, botou filho no mundo
E de manhãzinha era aquela choradeira Papai e mamãe, eu quero mamadeira Cala boca meu filho e para de chorar
Olê mulher rendeira Olê mulher renda Tu me ensina a fazer renda Que eu te ensino a patrulhar A noite é minha amiga A lua minha companheira Nesse solo em que tu pisas Eu patrulhei a noite inteira
Corridinha mixuruca Que não dá nem pra cansar Eu aqui nesse passinho Vou até o Ceará Corridinha mixuruca Que não dá nem pra cansar Eu aqui nesse passinho Volta ao mundo eu vou dar
Ei Você ai de fora Que está sem alegria Um dia você vai Ser da Academia Verás o quanto é bom Viver nesse ambiente Pois não há mais ninguém Que rale como a gente Que vibre como a gente
Ei você que tá olhando Eu não gosto de você Eu sou carne de pescoço Osso duro de roer
Se você se acha esperto Lagartixa é muito mais Ela anda na parede Coisa que você não faz Se você se acha esperto Urubu é muito mais
Ele voa nas alturas Coisa que você não faz Se você se acha esperto Jacaré é muito mais Ele dorme de olho aberto Coisa que você não faz
É gás É gás É gás eu não me engano O gás lacrimogêneo é o perfume choqueano
Lá em casa é diferente Você pode acreditar O meu pai dorme em sentido Minha mãe em descansar A alvorada lá de casa Não precisa corneteiro Minha irmã põe o petardo E estoura o banheiro Lá em casa é diferente Passe lá pra você ver Meu cachorro é caveira E meu gato GRT (O cachorro lá de casa Só você vendo pra crer Já saiu Guerra na Selva Tá saindo PQD) O quintal lá de casa Não se varre com vassoura Se varre com granada E bala de metralhadora A comida lá de casa É sem tempero e nem sal A comida lá de casa é ração operacional! Meu irmão que é muito mau Entra no Comando Craw Minha irmã que não se engana Entra na Falsa Baiana
Está na ponta do fuzil Somos fogo em movimento No combate aproximado Nos fazemos o inimigo Pedir perdão por seus pecados.
Olha a onça dele no chapéu Olha que essa onça é o seu troféu Olha que essa onça não é fácil de se ter Se rala e se sofre pra valer
Eu sou do expediente Não gosto de combatente Não lido com armamento Só despacho com meu Sargento Eu sou do expediente Não gosto de combatente De tarde é diferente Continência pro meu Tenente Eu sou do expediente Não gosto de combatente De tarde lá na seção Cafezinho pro meu Capitão Eu sou do expediente Não gosto de combatente De dia é bem melhor Juntinho do meu Major Eu sou do expediente Não gosto de combatente Como é lindo o azul do céu E os olhos do meu Coronel.
PM e guerrilheiro tiveram uma discussão Para ver quem era o melhor na selva da região Os dois se propuseram a conquistar objetivo Quem chegasse primeiro era mesmo invencível Entraram na selva e logo escureceu Agora eu vou contar tudo que aconteceu PM se adianta na frente do guerrilheiro Mostrando sua fibra, sua moral de guerreiro Porem não teve sorte uma cobra lhe mordeu
Agora vou contar tudo que aconteceu Disseram que a cobra tinha um veneno muito forte E isso levaria o nobre PM a morte Porém o veneno da cobra se inverteu Ao invés de morrer o PM foi a cobra que morreu Ficou comprovado que PM é combatente Não tem medo da morte nem tão pouco da serpente
Comandos Comandos De onde tu vieste? Eu venho das montanhas, das selvas mar e ar Comandos Comandos Como foi o combate? Espalhamos violência, a morte e o terror Comandos Comandos Qual é tua missão? Matar o inimigo por amor a nação Comandos Comandos Qual é teu estandarte? A faca é o sigilo A caveira é a missão Comandos Comandos O que tu trouxeste? O sangue do inimigo A cabeça dos heróis
Eu quero me casar mas não acho com quem Casar com mulher magra, mulher magra não convém Não convém, não convém, não convém Eu não que me espetar no esqueleto de ninguém Eu quero me casar mas não acho com quem Casar com mulher gorda, mulher gorda não convém Não convém, não convém, não convém Eu não quero me afogar na gordura de ninguém
Eu quero me casar mas não acho com quem Casar com mulher alta, mulher alta não convém Não convém, Não convém, Não convém Eu não quero trepar na escada de ninguém
Eu quero me casar mas não acho com quem Casar com mulher baixa, mulher baixa não convém Não convém, Não convém, Não convém
Combater bem mais perto do céu Essa é minha nobre missão Minha alma se eleva ao topo A seguir os meus pés lá estarão
Eu ando no mato e sou pé de poeira Olha camarada essa tropa é guerreira Não temo a morte eu luto é com alegria Olha camarada eu sou da Academia Ataco, massacro, eu mato é maconheiro Olha camarada o meu sangue é de guerreiro Combato com força, Raça e Moral Olha que tropa operacional
Homens de preto qual é o teu respeito É a caveira que trago aqui no peito Homens de preto qual é tua missão? Subir lá na favela e jogar corpos no chão Homens de preto qual é tua missão? Entrar pela favela e deixar corpos no chão Homens de preto de onde tu vieste? Eu vim lá das caatingas e do cerrados do nordeste Homens de preto como chegaste lá Usei a progressão pro inimigo emboscar Homens de preto o que fizeste lá? Matei muito bandido e causei destruição Homens de preto o que trouxe de lá O sangue do bandido e a honra da missão
Fui numa festa da Academia! a mulherada que me convidou havia loiras, ruivas e morenas, beijo na boca foi o que mais rolou Senti na pele aquela energia quando cheguei na mesa do balcão skol gelada chega num segundo e johny walker não demora não
Para o alto e para cima! vou chegar muito depressa!
para o alto e pra cima! só o cume interessa! só o cume interessa!
O Romeu onde está a Julieta Está ali é só olhar para a direita – esquerda
Na terra/ Na água em qualquer lugar Sangue/ suor/ vontade de lutar E na caveira do inimigo a faca encravar
Fui à selva e a onça eu não vi Me disseram que ela estaria ali Onça pintada que tanto me orgulhas Serás o estandarte da minha patrulha Onça pintada na terra e o céu Cravada no meu peito serás meu troféu Quero essa onça no meu peito, como eu quero Quero essa onça toda em preto e amarelo
Coisa danada pra ajudar na corridinha É a subidinha, é a subidinha Coisa danada pra pegar no pé da gente É o tenente, é o Tenente Coisa danada pra nos dar anotação É o capitão, é o Capitão Coisa danada que tem força e não tem dó É o major, é o Major Coisa danada que manda pra dedéu É o coronel, é o Coronel
Sai da frente, sai da frente Que o CFO vai passar E o CFO quando passa Racha a terra e abre o mar
E muitos pensam Que é brincadeira
O melhor da Academia Tá passando tá passando Com moral e vibração É o Quarto CFO O melhor do Batalhão O melhor da instrução
Mas eu não passo um domingo sem beber Eu fico louco penso até que vou morrer Pois na cachaça eu sou rei sou coroado E nas quitandas um rapaz conceituado Os quitandeiros já não querem me vender Dizem que a cachaça faz o homem enlouquecer Mas sou bom moço bom Soldado ando na linha E trago sempre no meu bolso a garrafinha Quando eu morrer eu quero em minha sepultura Uma garrafa com dez metros de altura E uma encarnação que me leve até a boca E num instante eu deixo a garrafa oca
Raça Sangue Fibra Moral (Suor) Brasil (PM) Acima De tudo Abaixo Somente De Deus
O interrogatório É muito fácil de fazer A gente pega o animal E bate nele até dizer (morrer) O interrogatório É muito fácil de acabar A gente pega o animal E bate nele até matar
Brasil. 1973
No Araguaia Operações Contra guerrilha Missões reais Xambioá Foi em Xambioá, foi em Xambioá No Araguaia Xambioá Quem nunca ouviu falar que fique agora a escutar Contos de glória que agora eu vou contar A guerrilha não era brincadeira Muitos de nós eram faca na caveira Era patrulha, patrulha a noite inteira O perigo em todo canto a rondar A todo momento sinal de congelar Cabo mateiro lá na frente a avistar Tem guerrilheiro de tocaia a emboscar Ordem à patrulha, na selva se infiltrar A fadiga a sede e a fome Carapanã, muito charco e lamaçal Mesmo assim sustentei meu para-fal Ouvi os guerrilheiros lá de Xambioá Durante muitas noites o meu nome a chamar No intuito de me amedrontar Ouvi e não gostei e logo revidei Dei rajadas pro inimigo perfurar Fiz emboscadas pro inimigo eliminar Eu vi o inimigo com medo no olhar E o desespero em sua mente a reinar Lá existia uma mulher guerrilheira Era Dina, Dina guerrilheira Em torno dela a mistificação De boa pessoa para a população Informes sobre ela ninguém queria dar Sua liderança era de admirar Sua astúcia de intrincar Conquistou o povo de Xambioá Porém na selva que Dina conquistou Pegadas para a morte ela deixou Um guerreiro de selva sua cabeça cortou Oh, meu filho, se alguém lhe perguntar Se o seu pai esteve em Xambioá Responda com orgulho que eu estive lá Foi em Xambioá que cumpri nobre missão De defender com amor esta nação E vinguei a morte do meu irmão
mas como agora não é hora, e o momento não conscente... vou ter que aguentar os gritos do Tenente
Eu queria estar agora Bem na porta do cinema Com uma loura do lado E do outro uma morena Eu queria estar agora Bem na mesa de um barzinho Tomando uma coca-cola Ou um chope geladinho Chope, Chope no verão Só faz bem ao coração Chope, chope no inverno Leva a gente pro inferno
Ai meu Deus como eu queria Que hoje fosse sexta feira Pra sair com a mulherada e farrear a noite inteira
Hoje a noite quase morro Morro de contentamento Alojamento pegou fogo Primeiro ano tava dentro
Ai que sol, ai que sol Eu quero uma Skol Quero sim, quero sim Pode ser Nova Schin
Carro choque, carro choque Carro choque em movimento Pra dispersar O elemento Carro choque, carro choque Carro choque em posição
Pra dispersar A multidão
Eu tenho uma mania que já é tradição De nunca me entregar e não cair ao chão
Policiamento Operacional Traz a nossa tropa grande chama de moral Na paz Vamos policiando Na guerra Diária Combate é urbano O cão O choque O apito e o braçal Traz a nossa tropa um padrão especial
Acorda Maria bonita Levanta, vai fazer o café Que o dia já está raiando E o Cadete já está de pé
Podem preparar nossa espada especial Ou então preparem o nosso funeral Aqui ninguém desiste nunca antes de morrer Quando eu for embora Aspirante eu vou ser
A faca brilha e a caveira sorri Eu não tenho pena de ti Demônios camuflados surgem na escuridão Corpos ensangüentados vão caindo pelo chão Ninguém sabe de onde vêm Ninguém sabe pra onde vão Trago a morte e o desespero E a total destruição Com um fuzil e uma granada Embarco no Caveirão
Menininha bonitinha Que trabalha no jornal Não namora o Tenente Só Aluno Oficial
COE da farda preta Mata esse bandido com um tiro de escopeta
Senhor, Tu que ordenaste ao guerreiro de selva Sobrepujai todos os vossos oponentes E dai-nos hoje da floresta A sobriedade para persistir A paciência para emboscar A perseverança para sobreviver A astúcia para dissimular A fé para resistir e vencer E dai-nos também ó senhor A esperança e a certeza do retorno Mas, se defendendo essa brasileira Amazônia Tivermos que perecer ó Deus Que o façamos com dignidade E mereçamos a vitória Selva!
Estou ralando todo dia E nunca mais vou me esquecer Quando encontrar Rosa Maria Vou dar a ela o meu brevê Vou ver meu neto todo dia Vovô o que o senhor fazia Netinho agente corria E não sabia aonde ia Mas um belo dia Todo equipadão Vovô se lançou Lá do avião Mas um belo dia Todo equipadão Vovô se lançou
Lá do tubarão Meu netinho como era bom Se lançar do avião Sentir a brisa no rosto E aterrar de volta ao chão Vovô também quero Quando eu crescer Ter a minha boina O boot e o meu brevê Mas vovô também quero Quando eu crescer Ter a minha boina E ser um PQD
Surpresa e sorte natural Acompanham a caveira e o punhal Quando a chuva for intensa E a escuridão imensa É a hora ideal O rosto dos comandos ninguém vê Suas garras quem sentir não viverá O ataque é mortal com destruição total A missão se cumprirá
Digas Cadete porque tu corres tanto Onde tu vais com teu fuzil na mão? Correndo eu vou lutar em cada canto De norte a sul desse amado chão Digas Cadete porque estás tão sujo Não sentes asco desse barro não? Eu sinto orgulho dessa terra cujo Futuro espelha a grandeza da nação Digas Cadete porque estás sozinho Não sentes falta de parentes não? Eu sinto falta do meu lar meu ninho Pensando nele cumpro cada missão.
Acordei de madrugada Fui pra vila militar E de longe eu escutei Uma voz a exclamar Cães, cães, malditos cães de guerra Cães, cães, malditos cães de guerra