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Saiba o que é linux, suas principais características, como instalar e utilizar este sistema operacional aberto-source. Saiba sobre a instalação básica, log-in, arquivos executáveis, comandos de navegação, ambientes gráficos e mais. Compare linux com windows e aprenda sobre suas principais distribuições.
Tipologia: Notas de estudo
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Não perca as partes importantes!

















Lucas Fernando Rosada – 2º Informática 2003
manter compatibilidade entre programas antigos e o "novo" sistema, o Windows
fazia de conta que você estava em um ambiente do DOS para esses antigos programas não apresentar problemas. Já no Linux, o kernel não apresenta o
modo gráfico em seu código; o kernel sob Linux é um arquivo, notavelmente pequeno (algumas centenas de kbytes ) e o modo gráfico é um programa que você
instala que ele dá suporte aos ambientes gráficos que, aí outra idéia muito inteligente, pode ser vários: temos desde gerenciadores de janelas simples que apresentam uma interface muito horrível (porém configurável) até gerenciadores completos e bem aparentes (temos inclusive um ambiente que é uma cópia do Windows 95). Tudo no Linux é um arquivo, por exemplo, no Windows você tem os drivers , que são um arquivo codificado de um jeito que poucos sabem e que diz ao sistema operacional como trabalhar com a entrada/saida de um hardware. Por exemplo, o driver de uma impressora ligada na porta paralela do seu micro não funcionará sem o respectivo driver que ditará as regras de como o Windows deve trabalhar com a impressora que está conectada em seu micro, porém somente será o Windows que enviará e receberá dados da porta paralela. Sob Linux você tem um diretório que contém centenas, se não milhares, de arquivos (são muitos mesmos). Estes arquivos são como um ponteiro para a respectiva porta de seu micro, se você escrever um texto e redirecioná-lo para este arquivo, o dispositivo que está ligado na porta receberá (pode não funcionar, mas ele vai receber, pode ter certeza!). No Linux o suporte a hardware pode ser embutido no kernel ou pode ser habilitado por meio de módulos. Módulo é um software, codificado diferentemente dos arquivos executáveis (binários) do Linux que através de programas especiais pode ser carregado. No windows o suporte a hardware é bem parecido, com os chamados drivers , que também são softwares que são carregados pelo sistema operacional para fazer interface com o hardware. Uma das grandes e pouco prática diferença entre Windows e Linux é o fato de você não poder simplesmente usar um cd ao colocá-lo em um drive. No Windows isso é automático, você coloca o cd, acessa a unidade e pronto. Sob Linux você deve por o CD na unidade, executar um programa dizendo que você vai usar esta unidade (o termo usado é montar uma unidade ) e quando você terminar de usar os arquívos na mídia em questão, você primeiro deve desmontá- la (dizer ao sistema que você já liberou o CD, por exemplo) para depois removê-la do drive.
Código-Fonte aberto
O diferencial desse sistema operacional é sua filosofia em relação à códigos-fonte: leia, aprenda, modifique. No Linux o código (diferentemente de um Windows, por exemplo) é liberado; junto com todos os outros arquivos de instalação do Linux (pacotes, ou seja, cada conjunto de programa ou bibliotecas) existe um que são os códigos-fontes do kernel (o núcleo do sistema) e seus cabeçalhos (o kernel foi programado em C, então tem os arquivos .C e os .H, respectivamente fontes e cabeçalhos de funções). Assim como o sistema em si, todos os programas, com pouquíssimas
exceções, também tem seu código-fonte liberado.
Funcionamento do Sistema
O Linux tem um funcionamento bem diferente do Windows e do DOS. Durante o processo de inicialização o Linux executa (e mostra para você o que ele está fazendo) vários programas, serviços, inicializa dispositivos, detecta hardware, entre muitas outras operações que são visíveis e, principalmente, configuráveis. Existe um diretório no sistema de arquivos onde se localizam todos os arquivos de configuração dos programas (desde os arquivos de configuração de rede até os de inicialização e desligamento). Você pode escolher o gerenciador de boot, ou seja, o programa que vai selecoinar o sistema operacional que será inicializado. Existem dois gerenciadores mais usados:o GRUB e o LILO. O LILO (Linux Loader) é o mais clássico e, na minha opinião, o mais configurável. Ele tem três modos de seleção de sistema operacional, que pode ser escolhido no arquivo de configuração, são eles: modo texto simples, onde você tem que digitar o nome do sistema a ser inicializado; modo texto com menus rotativos, onde todos os sistemas que podem ser inicializados estão disponíveis para seleção; e o modo gráfico com menus rotativos. Este último nunca vi nenhum computador que estava usando o LILO e este modo. O GRUB, gerenciador usado por padrão no Conectiva Linux (veja sobre distribuições de Linux a seguir), tem numa interface mais bonitinha por padrão. No GRUB você pode colocar um plano de fundo para embelezar a inicialização. Aqui além do embelezamento do computador, você também deve escolher entre facilidade de configuração e aparência (GRUB) ou configuração detalhada, mais “na mão” (LILO).
Multi-Usuário
O Linux ele é um sistema multi-usuário, ou seja, você deve se logar para poder usar o computador. Existe, assim como no Windows 2000 por exemplo, permissões de arquivos e diretórios, onde você libera ou bloqueia determinado usuário, grupo de usuário ou todos para ler, escrever ou executar. Sendo administrador do sistema, você pode criar, excluir e alterar dados de usuários de seu computador. Um fato interessante no Linux é que algumas tarefas tais como usar CD- ROM ou disquetes, utilizar determinados programas, ou até mesmo reproduzir sons em casos mais extremos, vem por padrão desabilitadas para usuários normais do computador, tornando o sistema mais seguro.
Multi-Tarefa
Vários processos (a grosso modo pode-se entender como programas) podem ser executados ao mesmo tempo e, cada processo pode ser de um usuário diferente. No Linux existe o conceito de Daemons , programas que ficam sendo
ou outro ambiente gráfico padrão com as cores do logotipo da empresa (muitas
vezes até mesmo o logotipo vem já como papel de parede, por exemplo) e dão um nome à personalização do GNU/Linux deles e distribuem gratuitamente na
internet ou encaixotado na prateleira. Nasce aí uma distribuição GNU/Linux. Atualmente existem muitas distribuições de Linux, algumas mais famosas
mundialmente, outras usadas e conhecidas por determinados grupos de usuários, algumas asiáticas, outras brasileiras, emfim, temos várias empresas que personalizam uma distribuição do Linux. As distribuições mais famosas atualmente são Conectiva (Distro. Brasileira), Red Hat, Slackware, Mandrake, Debian.
Instalação
Antes de começar...
Devemos tomar nota de certas coisas antes de começarmos o processo de
instalação do sistema. Primeiro de tudo saiba o quanto de espaço você irá reservar para o Linux,
o qual possui opções de instalação que ocupam desde 50 Megabytes até modos que ocupam mais de 1 Gigabyte. Para usuários iniciantes recomendaria o uso da
instalação padrão, que ocupa cerca de 900 Megabytes. Quando chegarmos no processo de particionamento, pensaremos mais detalhadamente no quanto de espaço deveremos reservar. Saiba também o a marca, modelo e o chipset de sua placa de vídeo. Caso possua uma placa de rede, anote também o modelo, o endereço e a interrupção. Para a instalação será necessário um drive cd CD-ROM e, talvez um drive de disquete. Anote também o quanto você possui de memória RAM. Caso não consiga nenhuma das informações anteriores, algumas partes do sistema ficará desconfigurada (ambiente gráfico ou rede por exemplo), porém o sistema operacional ainda funcionará.
O processo de instalação
Vamos por a mão na massa! Temos, de início, duas alternativas para
começar a instalação do sistema: a primeira delas é você bootar (inicializar o computador) pelo CD-ROM. Para isso tente configurar na BIOS de seu
computador a inicialização pelo CD-ROM; caso seja um computador muito antigo você não terá a opção de inicialização pelo CD.
Se você conseguir configurar a incialização pelo CD, coloque o disco de instalação no drive e veja se aparece uma interface bonitinha. Caso apareça
selecione a primeira opção (Desktop Edition), que te levará a um ambiente muito fácil. Bem, se você não conseguiu a bootar pelo CD, inicie o Windowso ou o DOS, qualquer ambiente Windows que tenha suporte a CD-ROM. Iniciado o sistema entre na unidade de CD e vá para o diretório dosutils , onde você encontrará um arquivo executável chamado rawrite (rawrite.exe). Execute-o.
Consiga um disquete formatado e quando o programa executado lhe
perguntar: "Enter disk image source file name: " digite "..\images\boot.img" E quando lhe perguntar pelo drive de destino digite "A:". Insira o disquete formatado e pressione
Espere pelo programa terminar (demora um bom tempo) e reinicie seu computador, efetuando boot pelo disquete criado com o programa rawrite. Aparecida a interface selecione a primeira opção (Desktop Edition) e aguarde a janela principal da instalação aparecer e siga os passos a seguir, sempre atentando para o que o instalador lhe pergunta:
1. Seleção de idioma
Selecione o idioma que você quer ter o sistema e siga em frente apertando o botão "Próximo".
2. Seleção do Mouse
A maioria das vezes o mouse é detectado automaticamente. Verifique se isto ocorreu movimentando o mouse; se ele estiver funcionando corretamente clique em Próximo. Caso a detecção do mouse não tenha ocorrido, você mesmo terá que escolher o tipo do mouse. Clique na opção Seleciona mouse manualmente e em seguida escolha um mouse que corresponda ao seu modelo na caixa de texto Mouses disponíveis. Caso o seu mouse seja um dispositivo serial você deve também selecionar a porta na qual ele está conectado, na janela Porta serial. Se desconhece o tipo ou a porta serial do mouse, você pode escolher uma configuração e clicar no botão Tentar configuração. Se o mouse funcionar, siga em frente com a instalação, caso contrário clique em outro modelo e tente novamente. Você também pode tentar configurar o seu mouse como um genérico e testar a configuração; existem dois tipos de mouses genéricos: Generic Mouse (serial) e o Generic Mouse (PS/2). A diferença é que os primeiros são conectados em portas seriais (quadradas) e os segundos são conectados em portas PS/ (redondas). Se você não conseguiu nenhuma outra configuração, teste os mouses genéricos.
3. Seleção do Teclado
O próximo passo no programa de instalação é a seleção do teclado. Os modelos de teclado mais utilizados são:
- Teclado ABNT modelo 2 (Brazilian ABNT2): Contém o ç no teclado. Este teclado é um dos mais utilizados no Brasil. Verifique se este modelo não corresponde ao seu teclado. - Teclado US com suporte à acentuação (Generic 105-key (Intl) PC): Modelo que possui o sinal de til ("~") localizado na parte esquerda superior do teclado.
Ponto de montagem: N/D; Tamanho: 2 x Memória RAM ; Sistema de arquivos: LinuxSwap Ponto de montagem: /; Tamanho: mais de 1Gb; Sistema de arquivos: Ext Está feito o esquema de partições. O ponto de montagem é o diretório no sistema de arquivos onde essa partição será usada.
7. Seleção de grupos e pacotes individuais
Caso tenha escolhido pela opção de selecionar pacotes neste local você selecionará cada grupo de softwares ou cada software separado para a instalação.
8. Seleção de placa vídeo Nesta seção você selecionará a placa de vídeo que usará no ambiente gráfico. Aqui o instalador já adianta uma bela parte de configuração da parte gráfica do sistema. Geralmente o instalador já detecta automaticamente a sua placa de vídeo, porém confira. Evite de efetuar o teste, pois a instalação pode travar e será necessário começar tudo de novo. O modo gráfico no Linux pode ser algo um pouco perigoso em relação a travamento. 9. Configuração de Contas e Senhas
Aqui você deve atribuir uma senha ao administrador (root), também lhe dando a opção de criação de contas de usuário normais, por enquanto sem senha. A senha de cada usuário criado será configurada depois da instalação, no sistema.
10. Escolha do gerenciador de inicialização Para inicializarmos o Linux e para que possamos escolher entre os
vários sistemas operacionais disponíveis que podem coexistir em nossos computadores usaremos um gerenciador de inicialização , que nada mais é um
programa que executa logo após a BIOS ter saido de cena, quando se liga o computador.
Para um maior conforte, selecione o GRUB, que já vem com uma interface mais amigável. Selecione para o gerenciador de boot ser instalado no
registro mestre de inicialização (o MBR).
11. Finalizando a instalação
Estamos agora finalizando o processo de instalação do Conectiva Linux. A penúltima janela pergunta se você deseja criar um disco de inicialização. Isto pode ser útil quando surgir algum problema após o processo de instalação, principalmente em relação a escrita do programa gerenciador de boot em seu disco. Se você possui um disquete à mão, formatado (a instalação não aceita um disquete com dados) e pronto para ser utilizado, coloque o disquete no dispositivo e crie um disquete de inicialização, caso contrário não se preocupe.
Após esta tela, sua instalação está concluída! Basta agora clicar em
finalizar, retirar o CD (ou o disquete, dependendo da instalação) e inicializar o Linux
Básico do sistema
Log-In
Instalado o sistema, vamos liga-lo e esperar algum tempo até o final da inicialização que, dependendo de seu computador, pode durar cerca de dois minutos. Então, concluída a inicialização, você chegará a uma tela onde estará o nome atribuido ao seu computador na instalação seguido da palavra " log-in: ". Como esta é provavelmente a primeira vez que você está entrando no sistema,
digite a palavra root e pressione
fazer tudo o que bem entender. Muito cuidado com suas ações usando este usuário pois se você apagar ou modificar algum arquivo importante, será
razoalvemente difícil recuperar. Durante a instalação, em um determinado passo você configurou uma
senha de root. Ao ter apertado a tecla enter na tela anterior provavelmente aparecerá escrito a palavra " Password: " esperando que você digite a senha deste usuário; digite a senha configurada na instalação. Agora você chegou no bash , o interpretador de comando que vem como padrão na maioria das distribuições.
Arquivos executáveis e execução de programas
Neste sistema, diferentemente da grande maioria de sistemas que se encontra, arquivos não precisam ter extensão necessariamente. Sendo assim, arquivos executáveis não tem uma extensão como exe ou com. Então você deve estar se perguntando: "Mas como eu diferenciarei um arquivo executável de um arquivo comum?". Bem, eu te respondo, existem duas maneiras: a primeira, após executar o comando ls (veja a seguir) você obterá uma lista, bem colorida, de arquivos e diretórios. Os arquivos executáveis geralmente são verdes. Porém o sistema onde você está pode não estar configurado para aparecer cores no comando ls , aí a coisa fica um pouco mais chata. Existe um parâmetro, que quando passado ao ls , te dá uma lista detalhada dos atributos do arquivos, sendo um deles as permissões. Nesta string de permissões, caso o arquivo seja executável, a primeira letra dela será um "x". Para a execução de programas que estejam em diretórios padrões, configurados na variável de ambiente PATH (esta variável indica onde o interpretador de comandos deve procurar por programas ao ser digitado um comando), basta digitar o nome do arquivo e teclar
arq
Como se pode reparar, o Linux diferencia maiúsculas de minúsculas em seu
sistema de arquivos e em praticamente todo o sistema. O caractere * digitado por nós no comando anterior é o wildcard que citei que você poderia usar. Para localizar obter uma lista mais completa dos arquivos existentes no diretório atual adicione como parâmetro para o comando um "- l ", assim, além do nome dos arquivos, serão também listados a data de criação, as permissões, o dono, o tamanho em bytes entre outros dados. Caso seja adicionado também o parâmetro " -a ", teremos em nossa lista todos os arquivos, inclusive os ocultos. Um fato interessante em Linux é que para transformar um arquivo em oculto, não precisamos editar suas propriedades com algum outro comando muito misterioso, mas sim somente adicionar um ". " (ponto) antes do nome do arquivo. Por exemplo, o arquivo ".estou_escondido" seria um arquivo oculto. Uso geral:
ls [arquivo] [parâmetros]
cp - Efetua cópia de um arquivo de origem para um local de destino. Por padrão, na maioria das distribuiçõe de Linux, os comandos assumem que você tem certeza do que está fazendo, portanto se estiver copiando um arquivo para um diretório onde existe outro do mesmo nome, provavelmente este será sobrescrito sem você ser avisado antes. Uso geral desse comando:
cp
rm - Apaga um arquivo ou um diretório com este comando. Preste atenção, pois este comando, assim como o cp , também não lhe pergunta se deseja realmente apagar o arquivo escolhido. Para apagar um diretório, deve ser usado o parâmetro -r (recursivo), ou seja, apaga todos os arquivos dentro de cada subdiretório do diretório selecionado, inclusivo os subdiretórios. Uso geral:
rm [-r] <arquivo ou diretório>
mv - O mv , além de mover arquivos, também serve para renomeá-los, aceitando tanto nome de arquivos quanto diretórios. O procedimento para
renomear um arquivo é o mesmo que mover. Por exemplo: para voce mover um arquivo do diretório atual para o
diretório /home/bolha por exemplo, você digitaria o seguinte: mv arquivo /home/bolha Caso queira executar a mesma operação, porém mudando o nome do arquivo para arquivo.teste , seria feito o seguinte:
mv arquivo /home/bolha/arquivo.teste
O uso geral deste comando é:
mv <arquivo ou diretório origem>
mkdir - Este comando permite que você crie diretórios, contanto que não exista outro no mesmo local com o mesmo nome e você tenha permissão para escrever no local determinado. Você pode passar como parâmetro todo um caminho onde deseja criar um diretório ou simplesmente o nome do diretório que deseja criar, assim criando no local atual. O uso geral deste comando é:
mkdir
Darei um exemplo dos dois tipos de uso a seguir: mkdir /home/bolha/novo_diretorio mkdir novo_diretorio
pwd - O pwd, mesmo sendo simples do jeito que é, pode ser realmente útil para as tarefas cotianas do sistemal. Ele simplesmente exibe todo o caminho do diretório atual. Uso geral:
pwd
Supondo que estejamos em /home/bolha/novo_diretorio , ao executar este comando obteremos exatamente o mesmo na tela: /home/bolha/novo_diretorio
cat - Não, não é um gato. Este comando serve para você visualizar qualquer tipo de arquivo na tela. É uma exibição simples e sem pausas, sendo prático somente para arquivos pequenos. Atenção: este comando não se encaixa da definição da palavra arquivo dita acima; aqui você somente poderá usar um arquivo mesmo como parâmetro. Uso geral:
cat
more - O more é outro comando para visualização de arquivos, um pouco mais arrojado que o cat ; caso o arquivo a ser visualizado tem mais linhas do que possa ser exibido na tela, este programa cuida de fazer paginação, esperando que apertemos
more
less - Mais um visualizador de arquivos, dessa vez que permite uma navegação total pelas linhas do arquivo através das setas do teclado (cima, baixo, direita e esquerda). O uso geral deste comando é o seguinte:
less
Uso Geral:
hostname
telnet - Este programa permite que você se conecte a computadores na rede e tenha um terminal remoto. Você trabalha no computador que conectou como se você estivesse fisicamente nele. Obviamente para se conectar a um computador através deste programa, o servidor de telnet deve estar sendo
executado, você ter permissão para se conectar ao computador e, dependendo de como a máquina remota estiver configurada, será necessário ter um login e uma
senha válidos. O parâmetro porta passado ao cliente telnet é opcional; caso omita este
parâmetro, a porta padrão de telnet será utilizada (porta de número 21).
Uso geral:
telnet <nome ou ip da máquina> [porta]
ftp - O FTP (File Transfer Protocol) é um programa utilizado para transferência de arquivos entre computadores em uma rede. Assim como com o telnet, para se conectar a um computador remoto você deve ter permissão, o computador estar executando o servidor de ftp e você ter um login e senha válidos.
Uso geral:
ftp
Editores de texto
Apesar de serem feios, os editores de texto em modo texto em Linux são funcionais e existem vários diferentes. Os mais famosos são o vi (pronuncia-se "vi ai") e o emacs , que, quando vistos somente da aparência externa parecem simples, porém quando explorados a fundo você percebe que são softwares realmente complexos e completos. Abordarei aqui, de forma básica, somente o vi. O editor vi é excelente para programadores, pois apresenta as palavras chaves, tipos de dados e comandos da linguagem cada um em uma cor diferente, sendo estas cores personalizadas através de arquivos de configuração. Neste editor não existem menus, não se trabalha com mouse (sim, existe mouse no modo texto no linux e ele serve para algo!) nem diretamente com teclas de atalho. Para inicar o vi , a sintaxe geral é:
vi [nome do arquivo a editar]
Ao entrar no vi para editar um arquivo você começa no modo de navegação, no qual você somente pode visualizar o arquivo, apagar linhas, apagar
caracteres, entre outras operações; para entrar no modo de edição (para digitar
realmente algo no programa) é necessário pressionar a tecla ESC e depois a
tecla "i", desta forma você já poderá digitar. Para sair do modo atual, seja ele qual for, somente se pressiona a tecla ESC; resumindo: antes de qualquer comando
deve se pressionar a tecla ESC para cancelar o comando anterior. Existem comandos que são montados na linha de comando, como os
comandos para salvar e sair. Para salvar as alterações em um arquivo, deve pressionar ESC, seguido de ":" e por último "w", pressionando-se a tecla ENTER logo em seguida. Para sair deste editor deve pressionar ESC, seguido de "q" e, caso queira cancelar as alterações feitas no arquivo, deve colocar um "!" em seguida e pressionar ENTER. Existem infinitos outros comando do vi , porém o essencial são os comandos explicados anteriormente.
Não existe somente editores pobres de interface como o VI e o Emacs no modo texto do Linux, existem alguns editores alternativos que, pessoalmente não me dou bem com eles. O jed , rhide (este último deve ser baixado da internet. Ótimo IDE que lembra muito o Turbo Pascal e o Turbo C), joe , entre outros editores similares.
Brownsers modo texto
Parece piada, mas existem navegadores de internet em modo texto que, obviamente, não exibem imagens. O bom grande ponto positivo destes
navegadores é o fato deles serem práticos para a visualização de um arquivo HTML ou uma página na internet. São essencialmente rápidos pelo fato de não carregar nenhum tipo de imagem. Existem dois navegadores em modo texto mais conhecidos: o lynx e o links. O lynx vem como padrão na maioria das distribuições, não apresenta menus e basicamente tem o mesmo funcionamento do links (este último tem menus que auxiliam um pouco). O uso geral destes navegadores é:
lynx
Para utilizá-los é simples, usando as setas para cima e para baixo para passar ou voltar, respectivamente, cerca de 25 linhas de texto; a tecla ENTER para abrir links e as teclas INSERT e DELETE para passar e voltar linhas da página; e TAB (ou as setas para a direita e esquerda) para levar o foco até os links.
Utilização de Unidades de Disco
Para se utilizar um disquete ou um CD-ROM no Linux, é muito diferente do que estamos acostumados no Windows, onde somente colocamos o CD e acessamos o a letra da unidade de CD, e depois quando não queremos mais
mount /dev/hdc -t iso9660 /mnt/cdrom
O diretório mais utilizado para montagem é o /mnt, onde cada sub-diretório
é relativo a um dispositivo. Quando você terminar de utilizar a unidade, você deve desmontá-la. Ao gravar em disquetes, por exemplo, o Linux guarda grande parte num buffer que, somente na desmontagem da unidade, é efetivamente escrito no disquete. Para montar ou desmontar uma unidade de disco, você deve ser o root , ao menos que o administrador tenha dado permissões para seu usuário (através de algum outro mecanismo) para efetuar estas operações.
Compilação em C
Como o Linux foi um sistema operacional totalmente desenvolvido em C e Assembly e, conseqüentemente, a maioria dos softwares feitos para ele também são feitos em C, tendo geralmente seu código-fonte livre, o Linux apresenta um compilador da linguagem C praticamente de padrão. Obviamente programas podem ser feitos e compilados (ou interpretados) em outras linguagens tais como Perl, Python, Bash Scripting, Java, PHP, entre outras, porém os programas em C são mais comuns. O compilador de C mais usado é o gcc (GNU C Compiler) que possui uma infinidade de bibliotecas de desenvolvimento que acompanham ele e o sistema operacional. Este compilador gera executáveis para Linux que, por motivos óbvios não são compatíveis com o Windows ou MAC-OS; porém entre diferentes distribuições de Linux, um executável gerado em uma roda normalmente em outra, pelo fato do kernel usado ser o mesmo, apesar de versões diferentes. A sintaxe geral para compilar um programa no modo-texto é:
gcc [-o nome_arquivo_saida_executável]
Descompactação
Vários tipos de arquivos compactados existem no Linux, os mais famosos e respectivamente os comandos para descompactação são:
.tgz: tar -xvzf
Instalação e desinstação de programas
Em alguns casos quando você pega um programa que vem somente o código-fonte, realidade extremamente comum devido ao fator compatibilidade, a instalação de um programa se faz uma tarefa um pouco trabalhosa e muitas vezes desanimadora. Com esses softwares somente com o fonte, antes de conseguir usá-los, devemos executar certos programas (na verdade são arquivos chamados scripts que contém comandos que são interpretados pelo próprio interpretador de comandos) para testar o sistema e ver se possui todas os requisitos para a compilação, posteriormente compilar, executar o script de instalação (copia os executáveis e os arquivos dependentes do programa para os diretórios corretos) e somente depois podemos usar. O processo geral, após a descompactação do código fonte do programa (explicado no item anterior) é o seguinte (você deve estar no diretório do fonte): ./configure make make install
Na ordem em que foram escritas, as linhas a seguir verificam se o sistema está OK para a compilação, compila e instala o programa. Sempre leia o arquivo chamado geralmete README que vem junto aos programas. Ainda bem que existem pessoas que pensam um pouco mais na facilidade de uso e distribuem programas já compilados onde é só instalar e usar. Nesse tipo de distribuição de programas, temos vários formatos e padrões, porém, no Conectiva Linux, usamos o rpm. Para instalar pacotes rpm devemos executar o seguinte comando:
r pm -ivh
Para a desintalação usamos o seguinte:
rpm -u
No caso da desintalação, o nome do pacote deve ser o mesmo que o nome de quando foi instalado retirando-se a extensão “ .rpm ” do final do nome do arquivo. Para a instalação e desintalação de programas, podemos usar o utilitário de