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Livro escrito pelos professores Marco Cabral e Paulo Goldfeld do Instituto de Matemática da UFRJ. Os autores autorizam a cópia e distribuição da obra. Peço que ajudem a divulgar o trabalho dos professores. Aproveitem!
Tipologia: Trabalhos
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Não perca as partes importantes!





























































































Curso de Álgebra Linear
0 u
v u + v
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v u + v
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v u + v
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v u^ +^ v
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v (^) u + v 0 u
v (^) u + v
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v (^) u + v
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0 v u^ +^ v
Cópias são autorizadas e b em vindas: divulgue nosso trabalho!
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Este trabalho muito provavelmente será li en iado sob uma Li ença Atribuição-Uso Não-Comer ial-Compartilhamento p ela mesma Li ença 2.5 Brasil. Para ver uma ópia desta li ença, visite http:// reative ommons.org/ li e nses /by- n -s a/2. 5/br / ou envie uma arta para Creative Commons, 171 Se ond Street, Suite 300, San Fran is o, California 94105, USA.
Fi ha Catalográ a Cabral, Mar o A. P. e Goldfeld, Paulo Curso de Álgebra Linear / Mar o Cabral e Paulo Goldfeld - Rio de Janeiro: Instituto de Matemáti a, 2008.
ISBN XX-XXXX-XXX-X
Sobre os Autores
Mar o Cabral fez o Ba harelado em Informáti a na UFRJ, o Mestrado em Matemáti a Apli- ada na UFRJ e o doutorado em Matemáti a na Indiana University (Blo ogminton, EUA). É professor no Instituto de Matemáti a na UFRJ. Sua área de interesse é equaçõ es diferen iais par iais (EDP).
Paulo Goldfeld fez Ba harelado em Enhenharia Me âni a na UFRJ, o Mestrado em Mate- máti a Apli ada na UFRJ e o doutorado em Matemáti a no Courant Institute (Nova Iorque, EUA). É professor no Instituto de Matemáti a na UFRJ. Sua área de interesse é méto dos numéri os em equaçõ es diferen iais par iais (EDP).
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Agrade imentos
Primeiro aos programas (e programadores) que p ermitiram a pro dução deste material. Este pro duto é herdeiro da ultura GPL (Gnu Publi Li ense), que p ermite o reuso de ó digo fonte. Agrade emos em primeiro lugar a Douglas Knuth p elo TEX (e Leslie Lamp ort p elo LATEX), software que p ermite que este material seja tão b onito; Linus Torvalds (e milhares de outras p essoas) p elo sistema op era ional Linux, Bram Mo olenaar p elo vim (editor de texto), Till Tantau p elo Beamer (slides do urso) e p elo TikZ e PGF (guras do texto), Ri hard Stallman (resp onsável p elo projeto GNU) e milhares de p essoas p or dezenas de softwares utilizados: tar ( ompa tação de arquivos), make (geren iador de programa), grep, find, ghostview, xpdf,... Agrade emos tamb ém a Jim Heeron, ujo livro Linear Algebra, em
li ença. ajudou a inspirar este trabalho. Ajudaram na preparação deste trabalho: Beatriz Malajovi h ( om gabarito dos exer í ios), Prof. Felip e A ker da UFRJ (sugestão de morsmo). Esp eramos em breve a res entar seu nome aqui.
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vi AGRADECIMENTOS
viii PREFÁCIO
Como foi es olhido o material?
Determinamos os tópi os tomando p or base o urso usualmente ministrado na UFRJ. Além disso o omp onente estéti o foi fundamental: os alunos devem p er eb er a b eleza da Mate- máti a. Algumas es olhas imp ortantes foram feitas:
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Alguns números deste livro: são er a de 270 exemplos, 60 observaçõ es, 100 deniçõ es, 20 teoremas, 15 orolários, 50 lemas e 420 exer í ios, sendo que 80 deles de xação de leitura do texto (para serem feitos mentalmente) e 120 de problemas que esp eramos que to do o aluno resolva.
Sobre os Autores iii
Agrade imentos v
Capítulo 1
Intro dução à Álgebra Linear
Este apítulo apresenta, de forma rápida e direta, on eitos entrais da Álgebra Linear que serão retomados em apítulos seguintes. Cone tamos estes on eitos om assuntos do ensino médio: geometria analíti a bási a no plano e espaço, matrizes e solução de sistemas lineares. O aluno deve retornar a este apítulo ao longo do urso até dominá-lo ompletamente. Emb ora não seja esp erado que o aluno aprenda tudo deste apítulo em uma semana de estudo, é útil exp -lo imediatamente à to dos estes on eitos. São objetivos deste apítulo intro duzir:
(a) vetores e op eraçõ es bási as no Rn: soma e multipli ação p or es alar (pro duto es alar- vetor);
(b) ombinação linear, espaço gerado, dep endên ia e indep endên ia linear;
( ) espaços gerados p or 1, 2, 3 ou mais vetores, asso iando-os om p ontos, retas, planos e generalizaçõ es;
(d) base e dimensão; outras bases e a o ordenadas de um vetor numa base;
Até o nal do apítulo apresentaremos os seguintes termos té ni os fundamentais da Álgebra Linear:
Estes termos serão reapli ados (no Capítulo Espaço Vetorial) em ontextos onde os vetores p o derão ser p olinmios ou, de forma mais geral funçõ es, matrizes, ou elementos abstratos. O aluno p er eb erá, ao longo deste apítulo, que, emb ora sistemas lineares apareçam diversas vezes na hora de apli ar os on eitos, o urso de Álgebra Linear não é ex lusivamente
(^0) Versão 11.jul.2008 16h
Note que um vetor é uma lista ordenada de números e não um onjunto om números, onde a ordem não imp orta. Portanto os vetores (− 1 , 2) e (− 2 , 1) são distintos; ou ainda, são distintos entre si os vetores (1, 2 , 3), (2, 3 , 1), (3, 1 , 2),... Observação 2 Porque Rn^ om n > 3? Entes geométri os usuais omo quadrados e ír ulos são generalizados para dimensõ es maiores. Assim uma esfera, generalização de um ír ulo, é denido omo o lugar geométri o de p ontos (x, y, z) ∈ R^3 tais que x^2 + y^2 + z^2 = 1. Dene-se então a hip eresfera o sub onjunto do R^4 dos p ontos (x, y, z, w) ∈ R^4 tais que x^2 + y^2 + z^2 + w^2 = 1. De forma análoga, o ub o generaliza o quadrado e p o de-se denir o hip er ub o em R^4. Mais sobre isto p o de ser visto (entre inúmeros outros livros) em O que é Matemáti a?; R. Courant., H. Robbins; Editora Ciên ia Mo derna. Emb ora nossa (humana) p er ep ção esteja restrita a três dimensõ es, a teoria geral da relatividade de Einstein admite 4 dimensõ es para expli ar os fenmenos físi os. Na Físi a mo derna, segundo últimos b oatos, onsidera-se 11 dimensõ es para expli ar os fenmenos físi os. De to do mo do a imp ortân ia de dimensõ es maiores (1000 ou mesmo 10 mil) está nas simulaçõ es omputa ionais de diversos mo delos. Para se entender as forças atuantes na estrutura de um prédio ou uma p eça me âni a e se fazer um b om projeto, a p eça é dividida p elo omputador em blo quinhos. Cada blo quinho é uma variável de um sistema linear. Quanto maior o número de blo quinhos mais pre isa será a simulação. Um outro exemplo é uma tomograa, onde ada blo quinho esta asso iado a uma variável que determina a densidade do te ido, que será transformada numa es ala de inza para dep ois ser impressa e interpretada p or um médi o. Esta é uma das reais ne essidade do estudo de Álgebra Linear em engenharia, o entendimento e resolução de sistemas om milhares ou dezenas de milhares de variáveis.
1.1.2 Op eraçõ es em Rn
O espaço vetorial Rn^ p ossui uma op eração b em denida hamada de soma de vetores, uja entrada são dois vetores e a saída é um outro vetor.
Denição 2 (Soma) Dados dois vetores u = (u 1 , u 2 ,... , un) e v = (v 1 , v 2 ,... , vn) em Rn, denimos o vetor soma de u e v, denotado p or u + v, p or
u + v = (u 1 + v 1 , u 2 + v 2 ,... , un + vn).
Assim para somar dois vetores basta somar as entradas orresp ondentes de ada vetor.
Exemplo 2 A soma dos vetores do R^4 (1, − 1 , 1 / 4 , − 2 /3) + (− 2 , 2 , 3 / 4 , 5 /3) = (1 − 2 , −1 + 2 , 1 /4 + 3/ 4 , − 2 /3 + 5/3) = (− 1 , 1 , 1 , 1).
Observação 3 Note que o sinal + (mais) em u + v e (u 1 + v 1 ,... , un + vn) p ossui signi ado distinto em ada expressão: soma de vetores, num aso, e de soma de números reais (es alares) no outro.
Denição 3 (origem ou ou vetor nulo) Denimos omo origem ou vetor nulo, deno- tado p or 0 o vetor 0 = (0,... , 0)(to das as entradas são nulas). Note que este vetor é o elemento neutro da soma de vetores p ois v + 0 = 0 + v = v para qualquer v ∈ Rn.
O espaço vetorial Rn^ p ossui uma outra op eração b em denida hamada de multipli ação p or es alar ou pro duto es alar-vetor, ujas entradas são um vetor e um es alar (um número) e a saída é um outro vetor.
Denição 4 (multipli ação p or es alar ou pro duto es alar-vetor) Dados o vetor u = (u 1 , u 2 ,... , un) e o es alar k, denimos o vetor multipli ação de k p or u, denotado p or ku, p or ku = (ku 1 , ku 2 ,... , kun).
Assim para multipli ar um vetor p or um es alar k basta multipli ar ada entrada do vetor p elo es alar k.
Exemplo 3 Se u = (− 1 , 3 , 1 , − 2 , 3 /2), então 2 u = 2(− 1 , 3 , 1 , − 2 , 3 /2)= (− 2 , 6 , 2 , − 4 , 3). Considere w = (− 4 , 6 , 1 , −3). Então − 1 / 2 w = − 1 /2(− 4 , 6 , 1 , −3) = (2, − 3 , − 1 / 2 , 3 /2).
Observação 4 Na visão geométri a de vetores, a soma é denida p ela regra do parale- logramo. Fazer isto em dimensão maior que três não é intuitivo. Em ontraste, a denição a ima, feita de forma algébri a, não dep ende de visualização geométri a e é muito simples. Esta mesma observação vale para a multipli ação de um vetor p or um es alar. Ap esar disso é útil interpretar geometri amente os vetores e as op eraçõ es no plano e espaço.
Os vetores e op eraçõ es p o dem ser representados geometri amente para vetores em Rn^ om n ≤ 3. Isto é imp ortante em apli açõ es (Físi a p or exemplo) e para desenvolver a intuição e visualização interna para vetores em espaços de dimensõ es maiores. Para isto identi amos, da maneira usual, uma reta om R, um plano om R^2 e o espaço om R^3 utilizando o sistema de o ordenadas artesiana, om eixos ortogonais entre si^1. Representamos os vetores omo setinhas (daqui p or diante sem aspas e utilizado omo sinnimo de segmentos orientados) nas guras. Mostramos na Figura 1.1 os vetores (3, 2) ∈ R^2 e (1, 3 , 2) ∈ R^3.
(3, 2)
3
2
3
(^2) (1, 3 , 2)
1
Figura 1.1: Vetores no Plano e no Espaço
Duas setinhas u e v (p o dem ter p onto ini ial distinto) representam o mesmo vetor (te ni- amente são equip olentes, isto é, segmentos orientados equivalentes) se quando deslo armos paralelamente u e v para que os p ontos ini iais oin idam, o p onto nal (p onta da setinha) de u e v tamb ém oin ida. Por exemplo, to das as setinhas representadas na Figura 1. representam o mesmo vetor (3, 2) ∈ R^2. A soma de dois vetores no plano e no espaço p o de ser feita, geometri amente, através da regra do triângulo ou regra do paralelogramo. Considere a Figura 1.3, no lado esquerdo, onde dois vetores são representados om suas omp onentes no eixo-x e y. Pela regra do triângulo representamos o primeiro vetor om p onto ini ial na origem e o segundo om p onto
(^1) note que emb ora sejam úteis para a intuição, nada do que fazemos dep ende desta interpretação geométri a