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Apostilas para Vestibular da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Processo Seletivo, Cursos tecnológicos, 2012.
Tipologia: Notas de estudo
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RESULTADO - 30/11/2011 - publicação do resultado na internet (www.pucgoias.edu.br/ vestibular).
MATRÍCULA - A matrícula da primeira chama- da será dia 02 e de 05 a 09/12/2011 , pelo próprio aluno ou por seu procurador legal, que deverá dirigir-se à Secretaria Departamental do Curso.
DoCUMenTos - o aluno deverá apresentar, na matrícula, os seguintes documentos: 1 foto 5x7 recente; 1 fotocópia da Carteira de Identida- de; 1 fotocópia do título eleitoral; 1 fotocópia do certificado de reservista; 1 fotocópia da certidão de
nascimento ou casamento; 1 fotocópia autenticada do certificado ou diploma de conclusão do Ensino Médio devidamente registrado; 1 fotocópia do CpF; 1 fotocópia autenticada do histórico escolar do Ensino Médio e 1 fotocópia de comprovante de endereço.
em caso de ensino Médio cursado no exte- rior: 1 fotocópia autenticada do diploma ou do certificado, com legalização do consulado brasileiro; 1 fotocópia autenticada da tradução oficial; 1 fotocópia autenticada da revalidação do Conselho Estadual de Educação (CEE).
ReDAÇão eM LÍnGUA PoRTUGUesA
oRIenTAÇÕes
Texto informativo
o trágico e o simbólico na violência do 11 de setembro No terrível atentado do 11 de setembro, visualizou- se a utilização da violência como resposta aos conflitos. O terrorismo não é um termo recente. A expressão originariamente refere-se à ação estatal da Revolução Francesa de matar a todos que se opusessem à Revolução e ao novo Regime estabelecido. Assim, a violência institucionalizada com conotação política intimidativa surge, em termos modernos, no Estado francês, que além de berço dos direitos fundamentais é, também, berço da expressão terrorismo. [...] De forma análoga, a destruição das Torres Gêmeas do World Trade Center representa um dos mais altos graus de violência alcançado pelo homem, com desenvolvimento tecnológico e com a diminuição da inibição do controle inato de não matar. À semelhança da bomba atômica de Hiroshima, o ataque se deu por meio do transporte aéreo, em que o homem voa sobre o alvo, perseguindo o inexorável objetivo de realizar a tarefa destrutiva sem inibições, inclusive com o sacrifício do próprio instinto de sobrevivência. [...] Na arte e na literatura, frequentemente, há o uso de imagem ou de atividade para representar outra coisa, geralmente emblema tangível de algo abstrato ou objeto mundano que evoque domínio superior. [...] para Carl Jung, o que chamamos de símbolo é termo, nome ou imagem que pode ser familiar na vida quotidiana, mas que possui conotação específica além do sentido óbvio. [...] Assim, Jung afirma: “Então uma palavra é simbólica quando implica alguma coisa mais que o seu significado óbvio ou imediato. possui um maior aspecto do inconsciente que o que é definido ou explicado. [...]
para a linguística, todas as palavras são consideradas símbolos, ou signos arbitrários, vinculados àquilo a que se referem em virtude do uso e do costume, estudados neste aspecto pela Semiótica (ciência geral dos signos e da semiose; estuda os fenômenos culturais como sistemas de significação). Segundo a psicanálise, os símbolos, em especial as imagens dos sonhos, são manifestações de desejos e temores subconscientes e reprimidos de extrema relevância para o equilíbrio psíquico. [...] O World Trade Center concretizava o neoliberalismo como a corrente ideológica econômica prevalecente no mundo contemporâneo. Era o maior complexo comercial do mundo, sede de inúmeras empresas comerciais que atuavam no mercado do comércio internacional. As Torres Gêmeas eram as estruturas mais imponentes do complexo. Com 415 metros de altura eram, à época da construção, das maiores do mundo, tendo sido construídas ao custo de US$750 milhões. [...] No âmbito da Capital e do Comércio Internacional, o World Trade Center estava para o neoliberalismo e a globalização econômica como Maomé e o Alcorão estão para o Islamismo e para o mundo muçulmano. Todos esses ícones e suas representações foram abalados com o ataque de 11 de setembro que, propositadamente, buscou tê-los como alvos simbólicos do poderio americano até então inabalável. [...] O 11 de setembro de 2001 comprovou a existência de uma comunidade transnacional televisiva, prevista por Virilo e McLuhan. Dentre os inúmeros aspectos simbólicos, já analisados, esse evento de comunicação universal representa, também, a globalização da informação que permite atos de comunicação mundiais como os apresentados pela CNN e por outras emissoras na cobertura desse mágico-trágico evento da aldeia global. Habermas, sob o mesmo ponto de vista, destaca que: “Todos nós fomos transformados em testemunhas oculares desses eventos apocalípticos; nós fomos transportados ao simbolismo bíblico pelo que vimos na TV”. A linguagem da retribuição da agressão utilizada pelo presidente americano assemelha-se às máximas do Velho Testamento “Olho por olho ... dente por dente”. Assim como afirma Habermas, o ataque a Nova Iorque representou ataque a toda humanidade, a cada pólis do planeta Terra. A humanidade uniu-se, por meio da velocidade dos meios de informação, simultaneamente, a toda a tragédia vivida pelo povo americano na ação terrorista. No entanto, não só a ação terrorista foi momento de comunicação global. A reação também o foi. A resposta dada pelo presidente americano de retaliação trazida no âmbito mundial pelas redes de televisão, permitiu à humanidade a apreensão e a vivência da lei de talião. A ação e a reação ao ato terrorista assinalaram, consequentemente, ato comunicativo universal aos direitos fundamentais. Qual seria, então, o futuro construído pelo Homem, no mundo globalizado? (Adaptado de: FARIAS, paulo José. Liberdades fundamen- tais: a terceira torre em perigo. Jus navigandi , Teresina, ano 9, n. 449, 29 set. 2004. Disponível em: http://jus.com. br/revista/texto/5753. Acesso em: 04 out. 2011.)