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projeto de isabel marques
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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CALEIDOS Arte e Ensino R. Pio XI, 1497 05468-140 – São Paulo – SP BRASIL
tel/fax: 011 3021 7510 - 3021 4970 e-mail: [email protected] www.caleidos.com.br
(professora do Ensino Fundamental)
comentários sobre o Projeto Dança-Escola
Projeto Dança-Escola
Projeto Dança-Escola
Sumário
© Isabel A. Marques, 1995
Projeto Dança-Escola
D (^) ANÇA -ESCOLA é um projeto que vem sendo realizado desde 1995 com exclusividade pela Profa. Dra. Isabel Marques com base em sua pesquisa de doutorado. Para além das técnicas codificadas, dos repertórios repetitivos e do laissez-faire da dança, este projeto propõe-se a tecer as múltiplas redes que existem no mundo contemporâneo entre arte, educação e sociedade. Enfatiza a necessidade de reconhecimento e valorização da dança em situação escolar como conhecimento, percepção e processo criativo.
Desde 2001, este projeto vem sendo realizado pelo CALEIDOS ®^ Arte e Ensino, em parceria com as redes públicas e particulares de ensino e professores independentes. Apresenta três linhas de trabalho complementares, porém independentes entre si: Dançando na Escola (curso de 30 horas), Diálogos (oficina de 08 horas), Dança, Ensino e Sociedade (palestra dialogada de 02 horas). Este projeto pode ainda ser complementado com Espetáculos Interativos de dança contemporânea, apresentado pelo CALEIDOS ®^ Cia. de Dança para alunos acompanhados de professores.
Nos últimos cinco anos, mais de 1200 professores já participaram deste projeto em 15 cidades do Brasil em diferentes estados, no Canadá e em Portugal, através de cursos, espetáculos de dança e palestras, tendo beneficiado indiretamente cerca de 30.000 alunos.
Isabel A. Marques, coordenadora do projeto, é formada em Pedagogia, Mestre em Dança pelo Laban Centre, Londres, e doutora em Educação pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. Foi professora da Universidade Estadual de Campinas por cinco anos. Assessorou o Ministério da Educação na redação dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) e a Secretaria
Inclusiva (cerca de 80 professores) e no Congresso Nacional da Federação de Arte Educadores do Brasil (cerca de 400 professores).
Em 1999, a rede municipal de ensino da cidade de Americana (SP) abarcou o PROJETO D ANÇA -ESCOLA , tendo realizado várias oficinas para todos os professores do Ensino Fundamental (professores de Arte, Educação Física, Fundamental I, História, Geografia, Inglês, Biologia, Português) e de Educação Infantil (240 professores). Estas oficinas culminaram em um curso de 30 horas para 67 professores interessados, beneficiando, somente nesse ano, mais de 2000 alunos que, de outra forma, não teriam contato com a dança como forma de conhecimento. Ainda em 1999, o projeto foi desenvolvido em Jacareí (SP) e Santo André (SP). © Isabel A. Marques, 1995 No ano 2000, cresceu a procura e o interesse pelo PROJETO D ANÇA -ESCOLA que foi desenvolvido na cidade de Ribeirão Pires (SP), junto a 63 professores e diretores de Educação Infantil; São Carlos (SP), congregando 150 professores de Educação Física e 80 de Educação Infantil; São Paulo (SP), junto a 30 Assistentes Técnicos Pedagógicos da Secretaria Estadual de Educação e com apoio da Universidade Anhembi Morumbi (45 professores).
O PROJETO D ANÇA -ESCOLA já foi compartilhado com a comunidade internacional de dança em apresentações formais em congressos na Finlândia, Estados Unidos, Portugal, África do Sul e Canadá, tendo merecido elogios e crítica bastante positivas (vide anexo). Integrado aos projetos do CALEIDOS®^ Cia de Dança, mais de 1000 professores e 4000 alunos da rede pública participaram de espetáculos interativos de dança em várias cidades do Brasil, tendo assim, compartilhado as propostas artístico- educativas da companhia e complementado a ação educacional dos professores e alunos.
Com a fundação do CALEIDOS®^ Arte e Ensino, em 2001, o PROJETO DANÇA -ESCOLA ganha sede, oferecendo cursos, espetáculos e palestras para professores e interessados no ensino de dança.
Através dessas iniciativas, o PROJETO D ANÇA -E SCOLA vem, nos últimos cinco anos, atendendo a uma população absolutamente carente de conhecimento na área de dança. O preparo dos profissionais, de suma importância, complementa a ação educacional e tenta garantir aos alunos
da rede pública condições de apropriação e construção de conhecimento em dança não presente em outros ambientes que freqüenta.
Felizmente, desde que o filósofo Roger Garaudy (1979) pessimistamente declarou ser a dança o “primo pobre da educação”, o parentesco desta linguagem artística com as demais disciplinas do currículo já foi bastante alterado.
Em 1992, a dança passou a fazer parte do Regimento da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo como linguagem artística diferenciada. Em 1996, da nova Lei de Diretrizes e Bases (LDB) do Brasil institui o ensino obrigatório de Arte em território nacional e, finalmente, em 1997, foram publicados os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) que incluem, pela primeira vez na história do país, a dança em seu rol de disciplinas.
© Isabel A. Marques, 1995 Hoje no Brasil, cresce o número de universidades e instituições de ensino que vêm promovendo cursos de Graduação, Especialização e Mestrado em dança/ensino de dança. Já são muitos e constantes os congressos, simpósios e encontros tanto na área de Arte quanto de Educação Física que estão incluindo a dança como parte de seus programas.
Ainda assim, como em várias partes do mundo, persistem no Brasil alguns “desentendimentos” sobre o campo de conhecimento da dança que já foram, vamos dizer, “resolvidos”, em outras áreas do conhecimento como a Matemática, a Geografia, a Física: na escola, em que disciplina a dança seria ensinada? Arte? Educação Física? Será que estaria na hora de pensarmos uma disciplina exclusivamente dedicada à dança? Ou ainda, será que deveríamos deixar o ensino de dança à informalidade das ruas, dos trios elétricos, dos programas de auditório, dos terreiros, da sociedade em geral?
Mas o que é afinal a dança na escola? Área de conhecimento? Recurso educacional? Exercício físico? Terapia? Catarse? E... quem estaria habilitado a ensinar dança? O bacharel em
da razão, da análise (pensamento). Esta ‘outra cultura’, sugere-se, não deveria ser excluída de nossas salas de aula.
Poderíamos hoje pensar em uma proposta educacional que integrasse e valorizasse igualmente estas duas culturas de modo a viabilizar uma maior comunicação, interação e diálogo entre “novo” e “velho”, áudio-visual e livro, o sensível e a razão, alunos e professores, jovens e adultos, cidadãos e sociedade. Com isto, estaremos engajados em um processo educacional que realmente valoriza a pluralidade cultural, a diferença e o conhecimento interdisciplinar que se realiza através do diálogo contínuo entre corpo, mente, sociedade.
Nesta perspectiva, a importância do ensino de dança nas escolas é ainda maior. As relações que se processam entre corpo, dança e sociedade são fundamentais para a compreensão e eventual transformação da realidade social. A dança, enquanto arte, tem o potencial de trabalhar a capacidade de criação, imaginação, sensação e percepção, integrando o conhecimento corporal ao intelectual.
Desde a década de 80 discute-se a necessidade de ampliar o conhecimento em Arte, ou seja, Arte na escola não é mais sinônimo somente de fazer, mas também de apreciar e contextualizar (Barbosa, 1981). No âmbito da dança, isto significa que não basta dançar o carnaval, o pagode, o axé, a dança de rua, mas sim conhecer seus processos históricos, coreográficos, estéticos e sociais. Na verdade, é este o grande papel da escola: integrar o conhecimento do fazer dança ao pensá-la criticamente na vida em sociedade.
Em algumas cidades no Brasil, como em Salvador, a presença da dança nas escolas já faz parte da história da rede pública. Este é, no entanto, exemplo atípico do que acontece na maioria das cidades brasileiras. A tônica nacional é a de ausência ou, então, de tentativas isoladas – bem- sucedidas ou não – de professores com formações distintas.
© Isabel A. Marques, 1995 Sabemos que a legislação e a proliferação de eventos de dança recentes no país simplesmente não garantem um ensino-aprendizado da dança que realmente seja capaz de educar indivíduos conscientes e capazes de assumir dignamente sua cidadania. No entanto, garantidos pela
legislação, é imprescindível que nos preocupemos atualmente com a formação e capacitação de nossos professores nesta área específica do conhecimento, para que as atividades de dança nas escolas não sejam meras repetições das danças encontradas na mídia. Necessitamos de currículos e programas elaborados por profissionais conscientes e interessados em integrar a arte e a educação e, portanto, o indivíduo e a sociedade.
A dança nas escolas – e portanto em sociedade -, necessita hoje, mais do que nunca, de atores competentes, críticos e conscientes de seu papel no que se refere a dialogar e oferecer a alunos e alunas das redes públicas de ensino, que de outra forma não teriam estas oportunidades, propostas de dança que efetivamente contribuam para construção da cidadania.
Formar e dar continuidade à educação de professores de Arte, Educação Física, Educação Fundamental e Educação Infantil de modo a:
contribuir de maneira significativa para a entrada definitiva da dança no currículo das escolas brasileiras;
trabalhar na teoria e na prática propostas para o ensino de dança que integrem o fazer, a apreciação e a contextualização artísticas;
discutir criticamente propostas para o ensino de dança contidas em documentos nacionais (Parâmetros Curriculares Nacionais, Referenciais de Ensino), estaduais e municipais;
trabalhar na teoria e na prática propostas educacionais que relacionem a dança às demais disciplinas do currículo.
© Isabel A. Marques, 1995
© Isabel A. Marques, 1995
palestra dialogada: “Dança, ensino e sociedade” duração : 02h público alvo : professores, diretores, coordenadores e supervisores de ensino custo por professor: US$ 15,00.
oficina : “Diálogos: dança e ensino no Brasil” duração : 08h público alvo : professores custo por professor : US$ 70,00 (inclui material didático).
curso de longa duração: “Dançando na Escola I” (introdução - formação e capacitação) duração : 30h público alvo : professores custo por professor : US$250,00 (inclui material didático).
espetáculos interativos de dança contemporânea duração : 1h público alvo : alunos acompanhados de professores (máximo 60) custo por espetáculo: US$500,
definir a linha – ou linhas de trabalho – de interesse;
definir o número de professores que receberão apoio da UNESCO nas linhas de trabalho escolhidas;
mediante orçamento de apoio, serão contactadas Secretaria de Educação do Estado e do Município de São Paulo e escolhidos os participantes.
© Isabel A. Marques, 1995
BABIN, P. e Kouloumdjian, M.F. Os novos modos de compreender. São Paulo, Paulinas, 1989. BARBOSA, A. M. A imagem no ensino da arte. São Paulo, Perspectiva, 1991. BARBOSA , A. M. Tópicos Utópicos. Belo Horizonte, C/Arte,1998. BARBOSA , A. M. (Org.). Arte-educação: Leitura no subsolo. São Paulo, Cortez, 1997. FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1989. FUSARI, M. F. e Ferraz, M. H. (1993). Arte na educação escolar. São Paulo: Cortez. MARCONDES FILHO, C. (1988). Televisão: a vida pelo vídeo. São Paulo: Editora Moderna. MARQUES, I. Ensino de Dança Hoje: textos e contextos. São Paulo, Cortez, 1999. MARQUES, I. Parâmetros Curriculares Nacionais e a Dança: Trabalhando com os Temas Transversais_. Revista Ensino de Arte_ ., no.2, ano I, 11-21, 1998. MARQUES, I. (1997). A Dança Criativa e o Mito da Criança Feliz. Revista Mineira de Educação Física , 5(1), 28-39. MARQUES, I. (1997, junho). Dançando na Escola. Revista Motriz , 3(1), 20-28. SILVA, T. T. (1993) (Org.). Teoria educacional crítica em tempos pós-modernos. Porto Alegre: Artes Médicas. SPURGEON, D. (1996). Imagens e Imaginação na Dança-Educação. Revista Mineira de Educação Física da Universidade Federal de Viçosa , 4 (1), 5-15. STINSON, S. (1995, novembro). Uma Pedagogia Feminista para Dança da Criança. Pró-posições vol 6, 3(18), 77-89. STINSON, S. (1999). Piaget para Professores de Dança. Revista Mineira de Educação Física da Universidade Federal de Viçosa , 7 (1), 14-32.
PrProoffaa.. DDrraa.. IIssaabbeell AA.. MMaarrqquueess -- currículo síntese
Formada em Pedagogia pela Universidade de São Paulo (FE-USP), fez Mestrado em Dança no Laban Centre for Movement and Dance, Londres, e doutorado na Faculdade de Educação da USP, defendido em 1996. Seu trabalho de Mestrado trata dos aspectos estéticos, sociais e educacionais da dança em situação escolar. No doutorado, desenvolve pesquisa sobre o ensino de dança no mundo contemporâneo abordando as transformações conceituais da sociedade tecnológica.
Foi professora de Didática e Prática de Ensino de Dança na Faculdade de Educação da UNICAMP por cinco anos e professora conferencista (convidada) no Curso de Artes Cênicas da ECA-USP, no ano de 1999. Nos anos de 2000/01 foi professora de Estudos do Movimento e Metodologia da Pesquisa em Dança do Curso de Dança da Universidade Anhembi Morumbi (SP). Ministrou cursos voltados para a área de Dança e Educação em programas de Pós Graduação (especialização) na Universidade do Rio Grande do Norte (RN), Universidade Federal de Viçosa (MG), na Universidade do Estado de Santa Catarina (SC), na Faculdade de Educação da USP (SP) e na Fac. de Educação Física de Santo André (SP).
Em 1993, ganhou Bolsa Vitae de Artes para desenvolver projeto artístico educativo com alunos e professores do Ensino Médio da rede pública estadual de São Paulo. Desenvolveu vários projetos, prestou assessorias e ministrou cursos na área de dança em várias escolas públicas e privadas da cidade de São Paulo.
Nos anos de 1991-92, foi assessora da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo (SME-SP) na área de Arte (dança), gestão Paulo Freire, tendo orientado a introdução da dança no currículo escolar do município. Assessorou o MEC na redação dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) de Arte e nos Referenciais de Arte para Educação de Jovens e Adultos (EJA). Em 2001, presidiu a convite da UNESCO o Seminário Latino-Americano de Arte e Educação, tendo assessorado a redação de documento da área de dança para América Latina e Caribe.
Apresentou trabalhos, cursos, workshops e espetáculos de dança em congressos internacionais na África do Sul, Austrália, Brasil, Cuba, Canadá (Montreal, Regina), Estados Unidos (Salt Lake City, San Diego, Greensboro, Nova York, Orlando), Finlândia, Portugal e Uruguai. No Brasil,