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DECANTAÇÃO Prof. Jose M. de Azevedo Netto Consultor a Corto Plazo Centro Internacional de Formación en Ciencias Ambientales 1 concEITOS Entee 48. fempurezas contidas nas águas naturais encontram-se particulas em suspensão é particulas em estado coloidal, Partículas mais pesadas do que a água podem se manter suspen- sas nas conentes Igóidas pela ação de turças relativas à turbulência (efeito da tusbuldacia). A decantação ou sedimentação é um processo dinâmico de separação de partículas sólidas suspersas nas águas. Esxas particudos, sendo mais pesadas do que a águr, tenderio a cair para o kundo, com uma ceita velocidade (velocidade de sedimentação). Anulando-se ou dimintindo-se à velocidade de escoamento das águas reduzem-se os efeitos da Inehulência, provammndo-se a depo- sição de particulas. Os decantadores ou as bacias de sedimentação são tanques ende se procura evitar ao máximo à turbulência (movimento tranquilo). 2. VELOCIDADE DE SEDIMENTAÇÃO As po otisacmvade fyssidos (dilietro vu tamanho a de 10 mm) precipitam-se com um movimento acelerado, de acordo com a lei ne Newton (queda dos corpos). As partículas relstivamente pequenas (diâmetro inferior a 0,1 mm), no seu movimento de erposição- (queda), atingem um regime de equilíbrio c apresentam uma velocidade constante Professor Catedrático de Tratamento de Águas de Abastecimento e Re- siguárias, da Unuversidade oc São Paulo. Exemplos de velocidades de sedimentação a SC + Partículas com densidade de 2,85) Tamanho das Velocidade de Tempo necemário Partículas Partírnias Sodimentação para cair 209 Arca ne Daoimm 24 emeg “2 minutos fresa 010 ram 05 cmíseg é minutos eita 08 mm OM emjres E noraa As partículas extremmmmente pequenas, da order de um milésimo de mm e menares, são objetiva do movinento browniano contínta, não sendo sendimentáveis. Para à ramoção de partículas coloidais recorre-se à precipitação química (coagulação). à. OBJETIVOS E APLICAÇÕES DA SEDIMENTAÇÃO Na térmica de porificação das águas de abastecimento empre- gam-se os processos de sedimentação para as finalidades seguintes: 3.1, Remoção de oreie A areia em suspensão, em quantidades excessivas, pode causar prejuizos às instalações: erosão, depósitos e entupimentos. Pode danificar bombas e iustalações mecânicas. A experiência mostra que us partículas mais nocivas, de areia, são as de tamanho igual ou superior a 0210m (us quais devem ser removidas). Os canais cu tanques do remoção de areia (denominados “caixas de areia”) geralmente são construídos junto à tomada de água, antes da bombeamento ou da adução. 3.2. Remoção de parículas sedimentiveis finos (sem voagulação) Quando forem aproveitadas ágas contendo quantidades esage- sadas de partículas fines (água cem turbidez muito alta), pode-se tornar vantajosa uma pré-sedisentação (om sedimentação simple: tivamente peqr da fgua, Com primontos exugrradamente grandes podem prejadicnr à sedimen- tação (velocidades excessivas). Geralmente «16 aceitos os Tifhitos seguintes: 1 — « 225 B L L — < 10: 1 (mais comumento — < 4: 1) 8 B L = Comprimento do Decantador B = Largura do Decantador Eapmplo: Calenlar às dimensões dos 2 decantaderes do cxem- pbo já dado: L Adraitindo-se, por exemplo, —— = 25: 1 (relação boa e econômica); B Área do decantador: 885 Lx B= 485 também! = 255 25BxB= 565 25B' — 885 6,5 B= /— =/35 = sm 25 255 = 25 X 590 = 12,80 Área certa = 580% 12,80 = Sm? (por decantador) 7. PERÍODO DE DETENÇÃO Os decantadores são projetados para assegurar um certo tempo de permanência para a água, tempo esse que se denomina poríada de deionção (e não de retenção). - O cálculo da pertodo de detenção é feito considerando-se a sua igualôade com o tempo necessário para a decintador se encher com a vazão estabelecida. — Assim, por exemplo, se 9 volume de nm decn- tador for de 400unº e sé a vazão de água à ses tratada nesse decanta- dor for de 100mS/hora, o período de detenção resultará igual à 4 horas, Assim: do Decantador Volei Vazão eim m/fh, no decantador Periodo de detenção (horas) = Na prática, são comumente adotados os seguintes períodos de detenção: Decaniadores clássicos ou convencionais: 1% a 4 horas. (Valores mais comumente adotados: 2 a 3 horas). Os valores mais baixos são aplicáveis às instalações com boa pr parção de água (bon foculação), operação hibil « emoção »fiente do lodo. Decantodores com contato de sólidos: 50 a BO minutas, De. perdendo da qualidade da água bruta e do ipa de aparelho adotado, Jecantadores de escaamento laminar (tubulares ou de placas); 10 a BO miuutos (valores baixos são adotados nas instalações auto-lava- gem dos decantadotes). 8. PROFUNDIDADE DOS DECANTADORES CLÁSSICOS OU CONVENCIONAIS DE ESCOAMENTO HORIZONTAL Cambecida a área dos decantadores (A) e estabelecida a período de detenção (T), determina-se a profundidade H: Vol do Dee. TaQmfhor Ares do Deo. A Exemplo: Considerando-se aínda o casa anterior, com 2 decan- tadores de 590 x I280 (A = 875mF) para tratar o total de 5.184mº/dia (218mb/hora), adotando-se um periodo de detenção da 3 horas encontra-se: Vazão por decantador: 216 : 2 = K68mt/h, 3 x 188 =DD— = tm ss Normalmente ns profundidades estão compreendidas entre 3,00 é 5/0m (meis Iregueniemente entre 3,50 e 4,50m). 9. VELOCIDADE DE ESCOAMENTO DAS AGUAS Nos decantadores clássicos ou convencionais de rsesomento hori- ota a velocidado da água deve ser muito nfertor à velocidade que caucaria O arrastamento das particulas depositadas no fundo. Ceral- mente são necitas velocitades inferitres à 1,25 cavseg. Exemplo: Verificação da velocidade no caso em estudo: Dimensões do decuntador: Largasa (DB) — f4sa fundidade (1) = 3.30m Seção transversal (S) (de escomento =: 5,80 x 9,10 = 19,5m*. Vazão (em 1 decantador) = 30 litros/seg. = 0080m?/seg. DOM — = 000l3m/seg, = 01%em/: 5 = Nos decantadores de escoamento vertical, a velocidnde ascen- siomal da água deverá ser bem inferior à velocidade de sedimentação das particulas a remover, para evitar o arrastamento de sólidos. Gerdimente são aceitas velocidades inferiores a Q.15 emfeg y Velocidade = — = s 10. NÓMERO DE DECANTADORES Nas menores estações de tratomento de água o mímem mínima de decantadores na primeira etapa de construção é 9, de maneira a possibilitar que wo deles fique fora de serviço para limpeza cu ara reparos, contingando o untro a funcionar com sobrecarga. Lo exslutados os casos em que s4 poderia ter um único decantador com condições de auto-fimpeza (descarga hidráulica do lodo, sem necessidade de esvaziar a unidade), Nas instalações mafores o número de decantadores irá depender das etapas de construção, de condições econômicas, das caracteris- ticas do lerreno disponivel (forma), das relações que deverão ser snantídas entre as suas dimensões, dos tamanhos de equiparmentos ete, 1. DISPOSITIVO PARA ENTRADA DA AGUA NOS DECANTADORES A eficiência de funcionamento de um decantador depende das condições em que 4 água entra e se distríbai na unidade. Em outras pelevras, m boa diritnição da água a ser decantada é requisito muito Esportante. Devece assegurar tesa distribuição tão uniforme quanto posst vo, ento ua dvegão vertical (om profundidade), coco togundo a horizontal (em toda a largura). Não besta, pois, que e tenha na entrado do cada txnque 1, 2 ou 3 pontos da entrada (con portas). E necessário, além disso, que se tenha um dispositivo ou uma cortina distribuidora. As cortinas distribuidoras são executadas na parte inicial dos tanques, a pequena distância da parede (de topo). Essas cortinas são feitas com grande número de fendas, aberturas ou orificios com venientemente distribuidos e espagados, nos quais à velocidade da âgun deve ficar compreendida entre 0,15 e 0,30 m/seg. A primeira série de orifícios deverá ficar cerca «le 1400m abaixo da superficie da água. 12. DISPOSITIVOS DE SAÍDA DOS DECANTADORES A água decantada sai da parte final dos decantadores, vertendo em calhas ou conaletas. Para reduzir 0 arrastamento de flocos para fora da decantador, é preciso que as curcentes de aproximação sejam pequenas, sendo, pois, necessário limitar q lâmina dágua sobre o vertedor de saída. Ceralmwnte atende-se à este requisito estabelecendo-se Tímites para a vazão pur metro de vertedor de svída. Os valores desejáveis per rilmente estão compreendidos entre 2 e 3 litros/seg por metro de vertedor, 13. LIMPEZA DOS DECANTADORES (Ou decantadores não mecanizados, de escoamento horizontal, periodicamente devem ser postos fora de serviço para limpeza o lavagem, Para facilitar 20 máximo essa operação, eles devem: 23.13.1, Ser providos de descarga de fundo capaz de permitir o esvaziamento em tempo não muto longo e facslitar a descarga e remoção dl Jodo. 33.10.2 Ter o fundo em condigões para Sailor à Iinpeza (declividade, canaleta, poço de descarga, eto), 23.13.3 Ser dutado de urm sistera de água sob pressão ade uada para facilitar a lavagem por meio de jato de (gua (com uso de mangreira). A descarga de fundo deve ser dimensionada de maneira que não se perca muito tempo durante a fuso do esvaziamento, A seção S da comporta ou adufa de esgotamento em m?, pode ser calculada pela seguinte expressão hidráulica: A s= - af 4.850 + pet â =. 1 1 ANEXO 1 p I EXPERIÊNCIA BRASILEIRA NO FROJETO DE &- - SEDIMENTADORES E O a O INTRODUÇÃO bo O ad O Os titimos anos vêm marcada significativa evolução na Menica a “|. . de tratamento de água À inquietude dos técolcos. aliada à uma z . tendência nitidamente renovadora, vem do resultados sur- = - “ precndentes, com alterações profundas nos critérios de projeto. a - Poder-so-la afirmar que a tratamento de dgua, cada vez mais, + deixa os característicos de arte, para ganhar os atributos de clência. « . . Esse propensão ao aperfeigamento é universal, manifestando-se . q o “e sismultaneamente nas três mundos. : (o) No América Latim, a década consagrada ao Saneamento Básico, tendo coincidido com esse pertodo evolncionista, troume novos mo- tivos de alento para a revolução técnica. No Brasi), em particular, o novo enfoque dado pela Administra- k ção Pública ao Saneamento urbano, veio assegurar recurios Eoan- ceiros extraordinários para a sotução dos velhas problemas sanitários. Este quadro que resume os fatores da atual conjuntura, não seria completo sem menção especial ao espirito de infelativa que carao- TO] foro teriza os latinos, ao descjo de experimentar novos Pp tos E ag impulso dado à pesquisa em nossos universidades a centros tec- nológicos. rimisno a Ta ee = Pos lodas essas razões, a Brasil pode ser considerado atualmente PrLAMSIS perto mi, E ranaaeer ET nm imenso laboratório ende estão sendo aplicadas e esperimentadas REM E * Professor Titular da Universidade de SãO Paulo. novas técnicas com objetivos múltiplos: Melhor os resultados, redueir custos e simplificar & operação. O presente trabalho abrange apenas a parte relativa à sedimen- tação riás instalações de tratamento de água, exoluiuda as unidades patenteadas, de fluxo ascendente, EVOLUÇÃO RECENTE Durante muitos anos, o projeto de decantadores bascou-se em critérios estabelecidos empiricamente há mais tempo. As caracte- tísticas das instalações, razoavelmente bem sucedidas, eram sístema- ticamento adaptadas ou simplesmente repetidas nos novos empre- endimentos. Os principais fatores que intervêsa na eficiência da sedimentação somente passaram a ser identificados c nnalisados mais recentemen- te, em parte como decorrência do grande progresso realizado nas operações que procedem e que sucedem a decantação. O condicionamento mais perícito da água, através da coagulação e floculação mais eficicate, assim como o emprego vantajoso de novos axuiliares de congulação, remplementados pelo mcionamento melhor dos filtros, foram razões subiciontes para justificar o aperfeiçoamento da decantação. A evolução ocorrida pode facilmente ser avaliada pelos dados do quadro seguinte: QUADRO N.º 1 Decantadores convencionais de escoamento horizontal Parâmetros | rendência teares ato Tam do emamento mpert, ma dia sas =. resíodo de detenção, hocas 2sa ta a Dá Velocidade norizcntal de esconmer- “a, ema nas a 04 os 414 “aco nas calmas vertedoras, 1/em | 23 Zs No presente trabalho, serão abordadas as tendências atuais refo- rentes aos decantadores clássicos (que também se incluers nas técni- car moderuas) e às inovações relativas aos novos decantadores tubulares, DECANTADORES CLASSICOS, DE ESCOAMENTO HORIZONTAL A análise do comportamento de decantadores convencionais de fluxo horizontal revela que a cfieiência do processo depende esten- cialmente de fatores críticos de projeto, a saber: 1. Taza de escoamento superficial (Q/A). &. Profundidade e periodo de detenção (H e t). 3. Velocidade horizontal de escoamento (V). 4. Forma do tanque e relações de dimensões. 5. Distribuição da água na entrada. 8. Sistema de coleta da água decantada. 7. Condições para acumulação ou remoção do lodo. O caminho seguido consistiu em examinar um por wm todis esses fatores críticos, investigar as «ondições em cada caso e pro curar otimizar o conjunto. Deve-se reconhecer a valiosa contribui são oferecida pelo engenheira H. E, Hudson Jr, gu, na qualidade de Consultor do BN (Sistema Financeiro de Sanearacnta), vem colaboranita intensivamente no desenvolvimento da tecoologia brast- Teira de tralamento de água. TAXA DE ESCOAMENTO SUPERFICIAL Teoricamente se pnde demonstrar que tanto nos decantadores de escoumento horizontal, como nos sedimentadores de fluxo vertical, funcionando com partículas discretas, sem turbulência, as condições Limites de projeto são dadas pela seguinte seleção (1): q ve — A velocidade de sedimentação das menores partículas que vão sedimentar, m/d Q — vazão, m/d A = área do Cecantador, mê No cato de partieuias floculentas elas podem sc aglomerar 10 trajeto, alterando as condições de deposição. Neste caso à velmi- dade de sedimentação Y, tende à aumentar, acelerando o processo. (Na exame do processo. poder-se-ia considerar uma velocidade média Ve apatente). PROFUNDIDADE E PERIODO DE DETENÇÃO Iazen, há quase 70 anos, mostrou que a eficiência dos decan- tadores, ideais, funcionando com particulas minerais discretas, inde- pende da profundidade, Entretanto, no «so de partículas foculem- ias, à profundidade exerce uma influência devido à aglomeração de flocos (floculação) que se verifica ne movimento descendente. A profimlidade das decantadores é estabelecida considerando-se a profundidade de outras tnidudos contiguas (Iisculadores e filtros) e de maneira à astegurar uma velocidade satisfatórias para o escoa- mento eu água (V) o ainda, para proporcionar o periodo de detenção. A profundidade, geralmente, é superior a 250 m e normalmente não excede a 5,06. Do ponto de vista estratural, as profundidades de 4,00 a 4,50 m frequentemente são vantajosas. Nos decantadares, com dispositivos para remoção de lodo, con- sidera-se útil toda a profundidade, enquanto que nos decantadores sujeitos à limpeza pertódica, considera-se uma parte rla profundidade ate como espaço destinado à acuraulação normal de Íodos. QUADRO Nº 5 Prufuniidades dos decantadores em algumas instalações típicas Caçaol- | Némero de | Profmdl Eetação de tratamento - dade | aeeanindo. | dado tmp res (e) | qm 32,000 E) 5» 14000 9 so saco 8 asa . suo 8 E Tguaçã. Curitiba 3,000 5 sas Campinas, Estado de São Paulo 2900 4 «35 ão Carioo, Estado de São Paulo ora + são Cosipa, Estado de São Pauto EE] 4 330 Jncorernho Estado do Paraná | OE 4 amo Icomd, Território do Amapá | ea 1 350 * Depende essencialmente do nº de etapas de execução. TO vTAL DE ESCOAM) VELOCIDADE HORIZO A velocidade longitudinal da água nos decantadores pode inter. ferir cam o prorossa ce seulimentação e pode cousar o arrastamento de Focos já depositados. Velocidades elevadas correspondem a Números de Reynolds mais altos, earaclerizando maior turbulência, O arrastamento de flocos pode começar com velicidados entre 05 cm/s e 50 cm/s, dependendo do tamanho dos flocos c do seu peso, Na prática limita-se o valor du velocidade de escoamento a 10 ou, no máximo, a 1,5 em/s Nas instalações, sem a remoção de lodos, são adotados valores mais baixos (normalmente inferiores a 0,75 cms). Na Estação de Tratamento de Água do Guaraú, em São Paulo, a velocidade será de 1,2 cm/s. FORMA DOS TANQUES E RELAÇÕES DE DIMENSÕES €k decantadores geralmente são de seção circular, quadrada oa zetangutar, prestominando a última forma. Nos decantadores de supertície circular ou quadrada a entrada de água é feita na parte central para assegurar condiçãos melhores de Biuxo. Nos devantadores retangulares a água entra por tma das extremidades, saindo pela outra. As dimensões principais dos tanques de selimentação (largura, comprimento e profundidade) devem guardar selações convenientes para reduzir os efeitos de comentes nocivas, e para melhorar as condições de escsamento (linhas de fluxo). As relações usualmente adotadas no Brasil são as seguintes: ' L — = 225: a 8: B L — = dita 85:1 H Os valores mais elevados desta relação correspondem às insta- lagões de maior capacidade, QUADRO Nº E Valores das relações L/B e L/H Estação de trulamento Capad. | Relação | Helagão Er tmmajaj tm um 7 | 1 Guaras, São Paulo Guandu, Rlo de Janeiro Bão dan Velnas, Bela Horlsamte | Ria Descoberto, Brasilia ] Iguaça, Curitiba | im 1 í 1 1 1 Campinas, Estado de São Paula São Carlos, Estado de São Paulo Cosipa, Estado de Sh Paulo Jacarezinho, Estado do Paraná Teowal Tortivário do Amapá a Bon DESRER DISTRIBUIÇÃO DA AGUA NA ENTRADA O percurso da água floculada para os decantadres deve ser o menor passível, com condições que evitem à quebra ou a desagro- gação dos flocos formados e que impeçam a deposição dns particulos. Os Foculadares ou devem ser contiguos aos decantadores ou devem ser projetados bem próximos da extremidade de entrada de água. As passagens ou os canais de água Moculada devem ser proje- tados de maneira à assegurar uma boa distribuição da água para 0s diversos decantadores, evitando curto-circuítos e astegurando melhor divisão de Two, . Ox dispositivos de entrada e de saida de água dos decantadores, quandu bem projetados, concorrem, em conjunto para impedir que algens tanques recebam vazões eonsideravelineute maiores do que os outros. As velocidades da água nos canais € nas comportas de alimem- tação tos decantudoros devem ser mantidas entr os Jnites de 015 e 660 m/5, pudendose compatibilizar o gradiente de velocidade com o valor de G da parte final dos iloculidores. à alimentação dos decantadores por um cangl de água floculada se faz através de corspartes dispostas de maneira a dividir equitati- 20 vamente o fluxo em cada decantador. Junto à saída dessas com- portas, devem ser previstas cortinas, pera dissipação da comente de entrada dos tauques O projeto da canal distribuidor sequer cuidados especiais para que realmente se obtenha a distri desejada. No Anexo É sto apresentados, em detalhe, os critérios de cálculo. Na parte Inicial dos decantadares, deve ser prevista uma cortina perfurada, para proporcionar a distribuição uniforme do fluxo se gundo a vertical é a horizontal, A velocidade da água através dos orifícias dessa cortina deve atingir um valor que assegure à distribuição desejada sem prejudi- car os fincas e sem erinr jatos ue interficum excessivaroente com a região tranquila de sedimentação. Essa velocidade normalmente está compreendida entre DLlá e 1,39 m/s. O projeto da cortina de distribuição deve merecer atenção devida por parte do projetista. No Anexo H são apresentados ns critérios de cálculo recomendável para o caso SISTEMA DE COLETA DE AGUA DECANTADA Conforme já foi exposto, os dispositivos de satda de água dos decantadores, juntamente com os dispositivos de entrada, concorrem, em conjunto, para garantir a boa distribuição de água entre vários tanques de sedimentação. No Brasil, vem sendo dada preferência no sistema do calhas, funcionando ema verledores, para a coleta de água decantada. As calhas coletoras são projetadas para atender às seguintes Ena lidades: melhorar a distabuição de fluxo, isto é, o modelo (“pattem”) de escoamento na parte tinal dos decantadores; reduzir as velocida- des ascensionais de aproximação da água em direção À estrutura de saida dos tanques e, corsegiientemente, diminute o Uansporte de fincos, reduzir a lâmina vertente e, portanto, o arraslamento de particulas, Para realização desses objetivos as talhas deverão ler uma grande extensão é bom disposição (arranjo), cobrindo uma parte do iecantador. 23 2. DECANTADORES COM FUNDOS INTERMEDIÁRIOS Os decantadores com firndos múltiplos começaram a ser intro- dozidos em 1915, após a teoria de Hazen. Em 1940 surgiram as primeims unidades mecanizadas (Super. «Setlor”, Jogo pj As dificuldades encontradas na aplicação de decantadores com um grande número de fundos ou bandejas foram às seguintes: &) Dificuldades de remoção de lodo « de limpeza. V) Difiuiade de dubuição anifome de xo e) Dificuldades mecânicas, de d) Dificuldades com materal (Aide de Tateciis adequados). Em face desses problemas, os projetistas abandonarem a idéia de executar decantadores com Fundos gu bandejas em grande múmero. Contimuaram à ser construídos, entretanto, decantadores de dois ou três “andares”, com lajes qu fuhdos intermediários, espaçados de 150 a 2,50 m. Exemplos típicos são os decantadores das instalações de Esto- colmo (com 2 é), de Peris (com 3 andares) e de Tóquio (lambéma com à Se fossem ria enadreno os problemas apontados, a solução basenda em um grande número de ksndejas poderia con- duzir a resultados satisfatórios. No Brasil foram feitas experiências em duas instalações exis- tentes, introduzindo-se bandejas de madeira nos decantadures: Nas Estações de Trantmento de Agua de Itajaí (Estado de Santa Catari- no) é Barra Mansa (Estado do Rio de Janeiro). Er ambos os casos a experiência foi feita em apenas um dos decantadores existentes. Os resultados foram aparentemente bons, com algumas peco- cupações relativas à limpeza, DECANTADORES COM TUBOS, DUTOS ESPECIAIS OU PLACAS PARALELAS €s engenheiros Hansea e Gordon, apés várias experiências, che- geram à conchsão de qu> o esconmento através do tubos múltiplos é paralelos apresenta con lições ótimas pera 8 sedimentação. (3) Os decantadores equipados com esses elementos têm as se- guíntes vamtugens: (4) a) Comportam-se como decantadores de fimdos rróltipios, de grande área, e pequeno trajeto de deposição pata as particulas E. db) Aseeguram o movimento laminar, (com valores bnizos do Núme. ro de Reynolds). O escoamento lainar não arrasta particulas depositadas (lodo). Em comseqiência, o periodo de det nção pode ser extraordina- riamente reduzido. (Form obtidas restltaulos satisfatórios, em ing. talações experimentais com apexas alguas mitutos de detenção). A nova tecnologia de emprego de módulos de tubos ou chapas formou-se prática graças ao advento do imaterial plástico de baixo custo (PVÊ, polietileno e outras). As tusas de aplicação calculada em função da área cletivamente coberta pelos módulos, geralmente estão cumpreendidas entre 180 e Om Jsto corresponde a cena de 5 vezes as texas ado. tadas em devantadores convencionais. Os módulos de dutos podem ser instalados em derantadores de seção retangular ou circular, existentes ou à construir. Em decantadores existentes, os módulos poderão ser instalados Espe em uma parte dos tanques, permitindo o aumenta de vazão ejado Inicialmente, completando-se à instalação em etapas futuras quando se tornar necessária maior produção de água Em projetos noves, pode-se reduzir q tamanho dos decantudores para 1/3 e 1/2 do tamanho convencional, com grande economia, A EXPERIÊNCIA DE BARAA MANSA A cidade de Barra Mansa ( Estado do Ri de Janeiro) veia sendo servida por uma estação de tiztamento de água projetada no esque- ma elíssico há muitos anos é com capacidade para purificar 7.0OmBfdia (80 litros/s). A cidade desenvolver-se rípida e extraordinariamente e à ne- vessidade de maior volume de água exigiu à introdução de medidas urgentes na estação de tratamento, O Eng, Renato Giraus Pinheiro orientou o projeto de ampliação no sentido: de aplkar novas técaicas, realizando nscia uma expo riência valiosa para o País, A estação possuí dois decantadores de 850 x 12,00 x 5,40. Em um desses tanques foram introduzidas bandejas de madeira, tendo o segundo tanque sido convertido em um decantador de escoamento laminar com chapas de PVC; de 1 mm de espessura, Formando dutos de 4 X 18 em, com 1.20 m de comprimento é inclinados de 52º, A altura de água sobre as cohnéins é de 0.50 m a altura, cole- tando-se a água decantada por melo de calhas de conereto. 26 Os dois decantadores passaram a funcionar em série, encami- nhando-se a efluente do sedimentidor de bandeja para o decantador tubnlar. Os dutos foram feitos no práprio local, aproveilando-se chapas de plásticos com dobras em ángulu relo, formando canaletas de 4% [em À justaposição de chapas, com fsação por meio de eantunciras produstu os. dutos de 4 X 10 cm. 4 instalação reformada passou a produziz o dobro da quanti- dade de água (14.00mSfdia qu 180 litros/5), melhorando conside. zavelmente a qualidade da água decantada (turbidez de 21 à 28 V.)). MÓDULOS TUBULARES BRASILEIROS O Brasi dispõe de uma indústria avançada de materiais + poo- iutos de plásticos. Essa razão justificou a aproximação de especialistas em trata- tamento de água com os lécnicos da indústria, com o objetivo de verificar as possibilidades reais de produção de “médulos” para de- cantadores tubulares Dos entendimentos havidos, resultou um primeiro tipo de mó- dulo, de custo relativamente haixo e de fácil produção. O módulo é composto a partir de dutos de PVC de 48 x 88 em com paredes de aproximadamente 1 mm de espessura, pesando 28 kg por meira quadrado. Foi dada preferência À cor negra pelo fato dessa cor ser mais desfavorável so desenvolvimento de microrganismos, O custo resultou ent torno de US9 50 por mwtro quadrado A figura anexa mostra n disposição c as dimenstes deste módulo ra. Um segundo protótipo de módulo está sendo detalhado, com dutos em forma de V CRITÉRIOS DE PROJETO PARA DECANTADORES TUBULARES Não existindo normas para o projeto de decantadores tububires cada caso vem sendo estudado com baso cm investigações especinis, Os projetos já elabceados mostram, entretanto, as seguintes tendências: a) À texa de aplicação, calculada para a árca efetivamente co- berta por módulos, está compreendida entre 180 a 240 m'fmi/dia.