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Demanda - Cap. 6, Notas de estudo de Economia

- Bens Normais e Bens Inferiores - Curva de Renda-Consumo - Curva de Engel - Exemplos - Funções Homogêneas - Preferências Homotéticas - Bens Comuns e Bens de Giffen - Curvas de Preço-Consumo e de Demanda - Substitutos e Complementares Brutos - Demandas - Algumas Propriedades - Função de Demanda Inversa

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 14/11/2010

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monia-irsigler-3 🇧🇷

4.3

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Demanda
Estudaremos neste capítulo como as quantidades
demandadas respondem a variações na renda me nos
preços p
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Em outras palavras, estudaremos algumas
propriedades das funções de demanda x
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,m).
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Bens Normais e Bens Inferiores
Inicialmente, vamos considerar o impacto de variações na
renda sobre as quantidades ótimas.
Manteremos p
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e p
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fixos.
Um bem é normal quando um aumento na renda leva a um
aumento na quantidade demandada desse bem.
Ver figura 6.1 na página 103.
Um bem é inferior quando um aumento na renda leva a um
decréscimo na quantidade demandada desse bem.
Ver figura 6.2 na página 105.
Importante: essas propriedades são conceitos “locais”.
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Demanda

• Estudaremos neste capítulo como as quantidades

demandadas respondem a variações na renda m e nos

preços p 1 e p 2.

• Em outras palavras, estudaremos algumas

propriedades das funções de demanda x 1 ( p 1 , p 2 , m ) e

x 2 ( p 1 , p 2 , m ).

2

Bens Normais e Bens Inferiores

  • Inicialmente, vamos considerar o impacto de variações na renda sobre as quantidades ótimas.  Manteremos p 1 e p 2 fixos.
  • Um bem é normal quando um aumento na renda leva a um aumento na quantidade demandada desse bem.  Ver figura 6.1 na página 103.
  • Um bem é inferior quando um aumento na renda leva a um decréscimo na quantidade demandada desse bem.  Ver figura 6.2 na página 105.
  • Importante: essas propriedades são conceitos “locais”.

3

Curva de Renda-Consumo

• Vimos que um aumento da renda implica

deslocamento da reta orçamentária para a direita.

• A linha que conecta as cestas ótimas associadas aos

distintos níveis de renda é chamada de curva de

renda-consumo.

 Ver figura 6.3 na página 105.  A curva de renda-consumo também é conhecida como caminho de expansão da renda.

4

Curva de Engel

• O gráfico da relação entre a quantidade demandada

de um bem e o nível de renda, mantidos constantes os

preços, é chamada de Curva de Engel.

 A curva de Engel para o bem i é representada no espaço m × xi.  Ver figura 6.3.B na página 105.

7

Funções Homogêneas

• Fato: se uma função f é homogênea de grau k , então

as suas derivadas parciais são homogêneas de grau

( k − 1).

1

1 1 1 1

x

f X t x

f tX x

f X t t x

f tX f tX tkf X k k

8

Preferências Homotéticas

• Uma relação de preferências que admite uma

representação por uma função de utilidade u

homogênea de grau k > 0 é dita ser homotética.

 Não há nenhuma perda de generalidade em se assumir que u é homogênea de grau um.

• Fato: se as preferências são homotéticas, então

X Y  tX tY

para todo t > 0.

9

Preferências Homotéticas

• Suponha que o consumidor somente escolhe entre

dois bens. Se as suas preferências são homotéticas,

então a sua TMS depende somente da razão x 1 / x 2.

 Como u pode ser homogênea de grau um, as utilidades marginais são homogêneas de grau zero.

10

Preferências Homotéticas

• Quando as preferências são homotéticas, as curva de

renda-consumo são linhas retas que passam pela

origem.

 Seja X * a cesta ótima ao nível de renda m.  Suponha que a renda dobre ( m ´ = 2 m ).  Claramente, a cesta 2 X * exatamente esgota a renda 2 m.  Como a razão entre os preços não se alterou e TMS( X *) = TMS(2 X *), então 2 X * é uma escolha ótima ao nível de renda 2 m.

• Logo, quando as preferências são homotéticas todos

os bens são normais.

13

Exemplos

• Esboçaremos as curvas de preço-consumo e de

demanda para alguns tipos de preferências.

• Substitutos perfeitos: u ( x 1 , x 2 ) = x 1 + x 2.

 Ver figura 6.12 na página 114.

• Complementares perfeitos: u ( x 1 , x 2 ) = min{ x 1 , x 2 }.

 Ver figura 6.13 na página 114.

• Cobb-Douglas: u ( x 1 , x 2 ) =.

α β

x 1 x 2

14

Substitutos e Complementares Brutos

• Já utilizamos neste curso as expressões “substitutos

perfeitos” e “complementares perfeitos”.

 Exemplo de complementares perfeitos: sapatos para o pé direito e para o pé esquerdo.

• Tal terminologia sugere que existam substitutos e

complementares que não são “perfeitos”.

 Possível exemplo de “complementares não perfeitos”: sapatos e meias.

15

Substitutos e Complementares Brutos

• O bem 1 será um substituto bruto do bem 2 se

∆ x 1 /∆ p 2 > 0.

• O bem 1 será um complementar bruto do bem 2 se

∆ x 1 /∆ p 2 < 0.

• Atenção: pode ocorrer uma falta de simetria!

 Exemplo: u ( x 1 , x 2 ) = x 1 + log x 2. Para m > p 2 , as quantidades demandadas são dadas por x 1 = p 2 / p 1 e x 2 = ( mp 2 ) / p 2.

16

Demandas - Algumas Propriedades

• Se t é um número positivo, então as restrições

p 1 x 1 + p 2 x 2 ≤ m e ( tp 1 ) x 1 + ( tp 2 ) x 2 ≤ ( tm ) são idênticas.

• Logo, xi ( p 1 , p 2 , m ) = xi ( tp 1 , tp 2 , tm ).

• As funções de demanda são homogêneas de grau

zero. Em outras palavras, as quantidades demandadas

não se alteram quanto todos os preços e a renda são

multiplicados por um mesmo fator.

19

Demandas - Algumas Propriedades

  • Defina.
  • As elasticidades da demanda satisfazem as seguintes propriedades:  s 1 ( p 1 , p 2 , m ) ε 1 m ( p 1 , p 2 , m ) + s 2 ( p 1 , p 2 , m ) ε 2 m ( p 1 , p 2 , m ) = 1  s 1 ( p 1 , p 2 , m ) ε 11 ( p 1 , p 2 , m ) + s 2 ( p 1 , p 2 , m ) ε 21 ( p 1 , p 2 , m ) = − s 1 ( p 1 , p 2 , m )  s 1 ( p 1 , p 2 , m ) ε 12 ( p 1 , p 2 , m ) + s 2 ( p 1 , p 2 , m ) ε 22 ( p 1 , p 2 , m ) = − s 2 ( p 1 , p 2 , m )  ε 11 ( p 1 , p 2 , m ) + ε 12 ( p 1 , p 2 , m ) + ε 1 m ( p 1 , p 2 , m ) = 0  ε 21 ( p 1 , p 2 , m ) + ε 22 ( p 1 , p 2 , m ) + ε 2 m ( p 1 , p 2 , m ) = 0

m

px p p m s (^) i p p m i i ( , , ) ( 1 , 2 , )=^12

20

Função de Demanda Inversa

• Conforme evidenciado pelo nome, a função de

demanda inversa é tão somente a inversa da função de

demanda.

 Demanda: x 1 = f ( p 1 ).  Demanda inversa: p 1 = f −^1 ( x 1 ).  Obviamente, p 2 e m são mantidos fixos.

• Observe que as quantidades demandadas satisfazem

 p 1 = p 2 TMS

• Ou seja, o preço do bem 1 é um múltiplo da TMS.

TMS

p

p

2

1

21

Função de Demanda Inversa

  • Por exemplo, suponha que o preço do bem 2 seja 1.  No nível ótimo de demanda, o preço do bem 1 mede o quanto o consumidor está disposto a abrir mão do bem 2 de forma a ter uma quantidade adicional do bem 1.  Neste caso, a função de demanda inversa mede simplesmente o valor da taxa marginal de substituição.
  • Se o bem 2 for quantidade de recursos alocado para todos os outros bens:  A TMS pode ser considerada a quantidade de moeda que o consumidor está disposto a abrir mão para ter uma unidade adicional do bem 1, isto é, sua disposição marginal a pagar pelo bem 1.  A inclinação usualmente negativa da curva de demanda pode ser interpretada da seguinte forma: o Para adquirir uma quantidade relativamente pequena do bem 1 o consumidor está disposto a gastar uma quantia relativamente alta por unidade. Para adquirir uma quantidade relativamente grande, ele está propenso a pagar relativamente pouco por cada unidade.  Portanto, a disposição marginal a pagar pelo bem 1 é decrescente na quantidade consumida do bem 1.