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apresentação sobre depressão
Tipologia: Notas de estudo
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Córtex pré-frontal (PFC)
São três as sub-regiões do PFC mais frequentemente implicadas na fisiopatologia da depressão: o PFC ventro-medial , o orbital lateral e o dorsolateral.
PFC ventro-medial: se encontra com fluxo sanguíneo aumentado nos deprimidos e com redução da substância cinzenta, medeia em princípio os aspectos conscientes relacionados com a dor (física), a ansiedade e as ruminações depressivas.
Orbital lateral : normalmente suprime ou modula as respostas emocionais, tem actividade aumentada na depressão, talvez para compensar o excesso de actividade límbica.
Dorsolateral : apresenta uma diminuição da actividade metabólica e da substância cinzenta; esta região participa, em interligação com a porção dorsal do córtex anterior do cíngulo, em vias cognitivas, e além disto é também sede da memória de trabalho.
Hipocampo
É especialmente vulnerável a mecanismos de neurotoxicidade induzidos pelo stress.
É modulador do humor e participa da formação de novas memórias.
A sua massa é inversamente proporcional ao número, duração e à gravidade dos episódios diagnosticados.
Córtex anterior do cíngulo
Monitoriza os comportamentos com base em “pré-concepções” de cariz emocional.
Quanto menor a atividade da sua porção dorsal maior a gravidade da depressão.
Bases biológicas dos transtornos depressivos
Por mais de três décadas, as bases biológicas dos transtornos depressivos têm sido explicadas por meio da hipótese monoaminérgica da depressão. Essa teoria propõe que a depressão seja conseqüência de uma menor disponibilidade de aminas biogênicas cerebrais, em particular de serotonina, noradrenalina e/ou dopamina.
Antidepressivos
Os antidepressivos produzem, em média, uma melhoria dos sintomas depressivos de 60% a 70%, no prazo de um mês.
A escolha do antidepressivo deve basear-se nas características da depressão, efeitos secundários, custo, interacções medicamentosas, entre outros.
A classificação mais usada dos antidepressivos tem-se baseado no neurotransmissor/receptor envolvido no seu mecanismo de acção. Assim, de uma maneira geral, são as seguintes as principais classes dos antidepressivos:
Antidepressivos de primeira geração – Inibidores da monoaminoxídase (IMAO) e antidepressivos tricíclicos (ADT);
Antidepressivos de segunda geração – Inibidores selectivos da recaptação da serotonina (SSRI) e inibidores da recaptação da serotonina e noradrenalina (SNRI);
Outros antidepressivos – Antidepressivos com modos de acção únicos, como a Mirtazapina, Bupropiona, Trazodona, Reboxetina, entre outros.
tricíclicos
Medicamentos cuja acção parece estar fundamentalmente relacionada com o bloqueio da captação neuronal dos neurotransmissores, levando a um aumento da noradrenalina, da 5-hidroxitriptamina e, em menor escala, da dopamina.
Apesar da eficacia, são medicamentos que afectam uma ampla gama de sistemas de neurotransmissores, causando diversos efeitos colaterais indesejáveis.
Antidepressivos de segunda geração
Todos os SSRI inibem de forma potente e selectiva a recaptação da serotonina, levando a uma potencialização da neurotransmissão serotonérgica como todos os antidepressivos, possuem efeitos secundários.
Fitoterápicos
A erva-de-são-joão ( Hypericum perforatum L .) é uma planta medicinal que reconhecidamente tem uma ação psicotrópica considerável: estudos clínicos mostram que em depressões leves e moderadas a eficácia curativa equivale à de medicamentos sintéticos.
Recentemente foi identificado o fitocannabinóide WIN55,212,2 , derivado da Cannabis sativa, que aumenta os níveis de Serotonina no SNC.
Estudos com a psilocibina têm revelado grandes melhoras na depressão de consumidores de cogmelos do gênero Psilocybe. Acredita-se que a psilocibina aja de modo semelhante a Serotonina.
Passiflora edulis é recomendada como calmante em crises nervosas agitadas.
Valeriana officinalis possui efeito calmante, sedativo e também indutor do sono.