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Trabalho sobre a realidade brasileira perante ao desemprego.
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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O trabalho informal é a principal fonte de renda da população em 11 estados brasileiros, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento mostra que o recuo da taxa de desemprego , em 2019, foi puxado pelo aumento da informalidade, que atingiu 41,6% da força de trabalho em todo o país, alcançando 38,4 milhões de pessoas ; um milhão a mais do que no ano anterior. O desemprego no Brasil atinge mais de 12,8 milhões de pessoas, conforme divulgado pelo IBGE em 30 de abril. E o panorama do mercado de trabalho é ainda pior entre mulheres e negros, além das regiões Norte e Nordeste. Em algumas unidades da federação, a informalidade – que nacionalmente atinge 39,9% da mão de obra – supera os 60%. E mais de 3 milhões de pessoas procuram trabalho há pelo menos dois anos. A taxa de desemprego no Brasil foi de 12,2% no trimestre encerrado em março, bem acima de dezembro (11%) e pouco abaixo de março do ano passado (12,7%). Mas, nos estados, varia de 5,7% (Santa Catarina) a 18,7% (Bahia). No mais populoso, São Paulo, a taxa foi igual à média nacional. Segundo os dados divulgados pelo IBGE, o desemprego foi maior para mulheres do que para os homens, com índices de 14,5% e 10,4%, respectivamente. Para as pessoas que se declararam brancas, a taxa foi de 9,8%, abaixo da média – e situou-se acima para pretos e pardos (classificação usada pelo instituto): 15,2% e 14%. A informalidade atinge 36,8 milhões de pessoas, quase 40% dos ocupados. Mas chega a 61,4% no Pará e a 61,2% no Maranhão. Os menores índices foram registrados em Santa Catarina (26,6%) e no Distrito Federal (29,8%). Desalento e procura Os que trabalham por conta própria representam 26,2% do total de ocupados. Esse percentual subia para 39,9% no Amapá e para 35,2% no Pará, caindo a 19,3% no Distrito Federal e a 21,9% no estado de São Paulo. Perto da metade dos desempregados (45,5%) estava procurando trabalho de um mês a menos de um ano. Outros 23,9%, há dois anos ou mais – são 3,1 milhões de pessoas nessa situação, um pouco menos (7,4%) do que há um ano. Ainda segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, 18% procuram há menos de um mês e 12,6%, de um ano a menos de dois anos. São 4,8 milhões de desalentados no país – pessoas que, por motivos diversos, desistiram de procurar trabalho. Desse contingente, 778 mil (16,3%) estão na Bahia. A taxa de desalento, em relação aos ocupados, é de 3,% no país, mas sobe a 17,8% no Maranhão e cai a 0,8% em Santa Catarina. Um exemplo de Informalidade é o de Valéria Martins, de 40 anos, trabalha há anos no estacionamento do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) vendendo quentinhas para poder complementar a renda. Ela diz que o salário de secretária que recebe em um escritório de advocacia não é suficiente para fechar as contas de casa. Casada e com seis filhos pequenos, sonha em montar uma creche e ser dona do próprio negócio. “Eu não queria ficar aqui na rua sendo informal, mas preciso muito;, disse. As dificuldades são muitas, mas o que mais percebo são as humilhações que fazem com a gente. Pensam que, por estar na rua, a gente merece ouvir qualquer coisa”. Na avaliação do advogado trabalhista José Alberto Couto, o crescimento da informalidade está relacionado a problemas trabalhistas e fiscais. ;Os impostos são tão grande que as pessoas, realmente, preferem ficar nessa situação. A burocracia impede muito deles de abrirem o próprio negócio;, afirmou. Além disso, a informalidade prejudica a economia, pois não gera pagamento de Imposto de Renda e contribuições previdenciárias. Bibliografia: www.correiobraziliense.com.br www.redebrasilatual.com.br