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Determinantes, Notas de estudo de Mecatrônica

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Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 01/05/2008

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Capítulo 03. Determinantes http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/pages/542.htm
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Capítulo 03. Determinantes
Chamamos de determinante a teoria desenvolvida
por matemáticos dos séculos XVII e XVIII, como
Leibniz e Seki Shinsuke Kowa, que procuravam uma
fórmula para determinar as soluções de um “sistema
linear”, assunto que estudaremos a seguir.
Esta teoria consiste em associar a cada matriz
quadrada A, um único número real que denominamos
determinante de A e que indicamos por det A ou
colocamos os elementos da matriz A entre duas barras
verticais, como no exemplo abaixo:
1. Definições
1.1. Determinante de uma Matriz de Ordem
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Seja a matriz quadrada de ordem 1:
A = [a
11
]
Chamamos determinante dessa matriz o número
Exemplos
1.2. Determinante de uma Matriz de Ordem
2
Seja a matriz quadrada de ordem 2:
Chamamos de determinante dessa matriz o
número:
Para facilitar a memorização desse número,
podemos dizer que o determinante é a diferença entre
o produto dos elementos da diagonal principal e o
produto dos elementos da diagonal secundária.
Esquematicamente:
Exemplos
1.3. Determinante de uma Matriz de Ordem
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Seja a matriz quadrada de ordem 3
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Capítulo 03. Determinantes http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/pages/542.htm

Capítulo 03. Determinantes

Chamamos de determinante a teoria desenvolvida por matemáticos dos séculos XVII e XVIII, como Leibniz e Seki Shinsuke Kowa, que procuravam uma fórmula para determinar as soluções de um “sistema linear”, assunto que estudaremos a seguir. Esta teoria consiste em associar a cada matriz quadrada A, um único número real que denominamos determinante de A e que indicamos por det A ou colocamos os elementos da matriz A entre duas barras verticais, como no exemplo abaixo:

1. Definições

1.1. Determinante de uma Matriz de Ordem

Seja a matriz quadrada de ordem 1: A = [a 11 ] Chamamos determinante dessa matriz o número

Exemplos

1.2. Determinante de uma Matriz de Ordem

Seja a matriz quadrada de ordem 2:

Chamamos de determinante dessa matriz o número:

Para facilitar a memorização desse número, podemos dizer que o determinante é a diferença entr e o produto dos elementos da diagonal principal e o produto dos elementos da diagonal secundária. Esquematicamente:

Exemplos

1.3. Determinante de uma Matriz de Ordem

Seja a matriz quadrada de ordem 3

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Capítulo 03. Determinantes 39

Capítulo 03. Determinantes http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/pages/543.htm

Capítulo 03. Determinantes

Chamamos determinante dessa matriz o número:

Para memorizarmos a definição de determinante de ordem 3, usamos a regra prática denominada Regra de Sarrus:

1º) Repetimos a 1o^ e a 2o^ colunas à direita da matriz.

2º) Multiplicando os termos entre si, seguindo os traços em diagonal e associando o sinal indicado do s produtos, temos:

Exercícios Resolvidos

  1. Calcule o determinante da matriz:

Resolução Utilizando a regra de Sarrus, teremos:

a) Repetir a 1a^ e a 2a^ colunas:

det A = 1 · 2 · 4 + 2 · 1 · 2 + 4 · 3 · 0 – 2 · 2 · 4 + – 0 · 1 · 1 – 4 · 3 · 2 det A = 8 + 4 + 0 – 16 – 0 – 24

Resposta: det A = – 28

b) Repetir a 1a^ e a 2a^ linhas:

det A = 2 · 2 · 1 + 3 · 0 · 4 + 1 · 2 · 4 – 2 · 2 · 4 + – 1 · 0 · 1 – 3 · 2 · 4 det A = 4 + 0 + 8 – 16 – 0 – 24

Resposta: det A = – 28

  1. Resolver em R:

Resolução

x · 3 · 0 + 1 · 4 · 2 + 3 · 2 · 0 – 2 · 3 · 3 – 0 · 4 · x +

  • 0 · 2 · 1 = 0 + 8 + 0 – 18 – 0 – 0 = – 2 · 4 – 1 · x = 8 – x

Teremos: –10 = 8 – x

Resposta: x = 18

Leitura Complementar:

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Capítulo 03. Determinantes http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/pages/547.htm

Capítulo 03. Determinantes

2.6. Propriedade 4

Se A, B e C são matrizes quadradas de mesma ordem, tais que os elementos correspondentes de A, B e C são iguais entre si, exceto os de uma fila, em que os elementos de C são iguais às somas dos seus elementos correspondentes de A e B, então det C = det A + det B

Exemplo:

Exercícios Resolvidos

  1. Dadas as matrizes:

Obter det A, det B e det C.

Resolução Note que:

  • A, B e C têm a 1ª coluna igual;
  • a 2ª coluna de C é a soma das segundas colunas de A e B. Teremos: det A = 2 · 0 – 3 · 1 = – det B = – 4 – 3 = – det C = – 4 – 6 = – det C = det A + det B
  1. Dada a matriz

Resolução Pela propriedade 4:

D 1 tem duas filas paralelas iguais, então D 1 = 0 D 2 tem duas filas paralelas iguais, então D 2 = 0. Assim: D = D 1 + D 2 = 0 + 0

2.7. Propriedade 5 (Teorema de Jacobi)

O determinante não se altera quando adicionamos uma fila qualquer com outra fila paralela multiplic ada por um número.

Exemplo

Considere o determinante

Somando a 3a^ coluna com a 1a^ multiplicada por m, teremos:

Exemplo Vamos calcular o determinante D abaixo.

D = 8 + 0 + 0 – 60 – 0 – 0 = –

Em seguida vamos multiplicar a 1a^ coluna por 2, somar com a 3a^ coluna e calcular:

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Capítulo 03. Determinantes 42

Capítulo 03. Determinantes http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/pages/548.htm

Capítulo 03. Determinantes

D 1 = 48 + 0 + 0 – 100 – 0 – 0 = –

Observe que D 1 = D, de acordo com a propriedade. Conseqüência Quando uma fila de um determinante é igual à soma de múltiplos de filas paralelas (combinação linear de filas paralelas), o determinante é igual a zero.

Exemplo

Observe que cada elemento da 3a^ coluna é igual à 1 a^ coluna multiplicada por 2 somada com a 2a^ coluna multiplicada por 3. 8 = 2(1) + 3(2) = 2 + 6 12 = 2(3) + 3(2) = 6 + 6 5 = 2(4) + 3(–1) = 8 – 3

Portanto, pela conseqüência da propriedade

5, D = 0.

Use a regra de Sarrus e verifique.

2.8. Propriedade 6 (Teorema de Binet)

Sendo A e B matrizes quadradas de mesma ordem, então det (A · B) = det A · det B.

Exemplo

Logo, det(AB) = det A · det B.

Conseqüências

1 a) Sendo A uma matriz quadrada e n N*, temos:

2 a) Sendo A uma matriz inversível, temos

Justificativa

Seja A matriz inversível.

uma vez que det I = 1, onde I é a matriz identidade.

Exercícios Resolvidos.

  1. Calcular o valor do determinante:

Resolução

  • Colocando 4 em evidência na 2a^ linha:
    • Colocando 5 em evidência na 3a^ coluna:
  • Aplicando Sarrus no determinante 3 × 3, teremos:

Resposta: O valor do determinante é 700.

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Capítulo 03. Determinantes 43

Capítulo 03. Determinantes http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/pages/582.htm

Capítulo 03. Determinantes

Assim:

3.2. Determinante de uma Matriz de Ordem

n

Vimos até aqui a definição de determinante para matrizes quadradas de ordem 1, 2 e 3.

Então o determinante de uma matriz quadrada de ordem n, , é a soma dos produtos dos elementos da primeira linha da matriz pelos respectivos cofatores. Exemplos:

Assim: det A = a 11 · a 22 + a 12 · (– a 21 )

Nota:

Observamos que este valor coincide com a definição vista anteriormente.

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Capítulo 03. Determinantes http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/pages/583.htm

Capítulo 03. Determinantes

Nota:

Observamos que este valor coincide com a definição vista anteriormente.

det A = 2 · A 11 + (–3) · A 12 + 2 · A 13 + 5 · A 14 , onde:

Assim: det A = 2 · (–14) + (–3) · (+17) + 2 · (–5) + 5 · (+18) det A = 1

Assim:

Nota

Observamos que quanto mais “zeros” aparecerem na primeira linha, mais o cálculo é facilitado.

3. Teorema de Laplace

Seja A uma matriz quadrada de ordem n, , seu determinante é a soma dos produtos dos elementos de uma fila (linha ou coluna) qualquer pe los respectivos co-fatores. Exemplos

Utilizando a 2a^ linha para a aplicação do teorema de Laplace, temos:

Notamos que a escolha feita leva-nos ao cálculo de apenas 1 co-fator; se utilizássemos a 1 a^ linha, deveríamos calcular 4 co-fatores: Assim:

det A = 2 · 35 = 70

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Capítulo 03. Determinantes 46

Capítulo 03. Determinantes http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/pages/585.htm

Capítulo 03. Determinantes

2 a) A é triangular inferior

Lembrando que a matriz identidade é triangular, temos:

Exercício Resolvido

  1. Calcular o determinante

Vamos colocar 2 em evidência na 2 a^ linha (conseqüência da P3)

Vamos multiplicar a 2a^ linha por –3 e somar com a 3 a^ linha (teorema de Jacobi)

Aplicando o teorema de Laplace na 1a^ coluna:

Aplicando novamente o teorema de Laplace na 1a coluna:

Portanto det A = –

Leitura Complementar:

4. Determinante de

Vandermonde

Um determinante de ordem é chamado determinante de Vandermonde ou determinante das potências se, e somente se, na 1ª linha (coluna) os elementos forem todos iguais a 1; na 2ª, números quaisquer; na 3ª, os seus quadrados; na 4ª, os seus cubos e assim sucessivamente.

Exemplos

1 o^ ) Determinante de Vandermonde de ordem 3

2 o) Determinante de Vandermonde de ordem 4

Os elementos da 2 a^ linha são denominados elementos característicos.

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Capítulo 03. Determinantes 48

Capítulo 03. Determinantes http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/pages/589.htm

Capítulo 03. Determinantes

Propriedade

Um determinante de Vandermonde é igual ao produto de todas as diferenças que se obtém subtraindo-se de cada um dos elementos caracte-rísticos os elementos precedentes, independente da ordem do determinante.

Exemplos

1 o) Calcule o determinante abaixo.

Observe:

  • 1 a^ linha – todos os elementos são iguais a 1
  • 2 a^ linha – 2, 3, 4, 5
  • 3 a^ linha – 2^2 = 4, 3^2 = 9, 4^2 = 16 e 5^2 = 25
  • 4 a^ linha – 2^3 = 8, 3^3 = 27, 4^3 = 64 e 5^3 = 125

Verificamos tratar-se de um determinante de Vandermonde, logo os seus elementos caracterís-ticos são 2, 3, 4 e 5. As diferenças possíveis são: (3 – 2), (4 – 2), (4 – 3), (5 – 2), (5 – 3) e (5 – 4).

Então, podemos escrever:

det V = (3 – 2)·(4 – 2)·(4 – 3)·(5 – 2)·(5 – 3)·(5 –

det V = 1 · 2 · 1 · 3 · 2 · 1 det V = 12

2 o) Calcule o determinante:

Sabemos que det A = det At, então:

que é um determinante de Vandermonde de ordem 3, então: det A = (4 – 2) · (7 – 2) · (7 – 4) = 2 · 5 · 3 = 30

  1. Regra de Chió Esta regra é uma aplicação direta do teorema de Jacobi; permite abaixar a ordem de um determinante para simplificar o seu cálculo. Para poder aplicar a regra de Chió, precisamos de uma matriz quadrada de ordem n ≥ 2, com aij = 1. Seguem as etapas:
  • 1 a^ etapa: eliminamos da matriz dada a linha i e a coluna j do elemento aij = 1;
  • 2 a^ etapa: subtraímos de cada um dos elementos restantes de A o produto dos elementos eliminados que se encontram na sua linha e na sua coluna, obtendo assim uma matriz B de ordem n – 1;
  • 3 a^ etapa: o determinante de A é igual a (–1)i + j^ · det B.

Exemplo

Calcule o determinante da matriz A.

  • Vamos aplicar a regra de Chió a partir do elemento a 24 = 1.

A partir daqui teremos:

Então:

Finalmente:

det A = (–1)2 + 4^ · det B = 23 confira!

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Capítulo 03. Determinantes 49

Capítulo 03. Determinantes http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/pages/591.htm

Capítulo 03. Determinantes

0 3. Usando a regra de Chió, calcule o determinante da matriz abaixo.

Resolução

Não tem elemento igual a 1; vamos provocar o seu aparecimento na posição a 11 com a ajuda do

teorema de Jacobi.

Vamos somar à primeira linha a segunda linha multiplicada por –1. Teremos:

Usando a regra de Chió:

Assim:

Resolvendo com a regra de Sarrus:

det A = – 60 (que é a resposta)

Leitura complementar

39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51

Capítulo 03. Determinantes 51

Capítulo 04. Inversão de Matrizes http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/pages/1803.htm

Capítulo 04. Inversão de Matrizes

  1. Inversão Na álgebra dos números reais, um número n é chamado de inverso de um número m e é indicado por m–1^ se, e somente se, m · n = n · m = 1.

Assim, é inverso de , pois

Todo número real é invertível em relação à multiplicação, ou seja, sempre existe o número tal

que:

O conceito de inversão é usado para resolver equações do tipo ax + b = 0. Observe o exemplo abaixo: 4 x = 12

Multiplicando-se ambos os membros pelo inverso de 4:

Pela propriedade associativa:

Pela definição de inverso: 1 · x = 3

Pela propriedade do elemento neutro: x = 3

A necessidade de resolver equações matriciais do tipo AX = B, em que A, X e B são matrizes, fez com que se estendesse a teoria de inversão de números reais para as matrizes.

  1. Matriz Inversa Seja A uma matriz quadrada de ordem n. Uma matriz B é chamada inversa de A se, e somente se,

em que:

B é a matriz inversa de A : B = A– In é a matriz identidade de ordem n.

Assim, por exemplo, a matriz é inversa

de , pois:

ou seja: AB = BA = In

  1. Obtenção

1 o^ modo: a partir da definição.

Exemplo

Obter a matriz inversa da matriz , se

existir.

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Capítulo 04. Inversão de Matrizes 52

Capítulo 04. Inversão de Matrizes http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/pages/1805.htm

Capítulo 04. Inversão de Matrizes

Resolução: det A = 1 · 3 · 1 = 3 B 23 = · A 32

onde A 32 = (-1)3+2^ · = -

b 23 =

  1. Propriedades

1 a) (A–1)–1^ = A

2 a) (A–1)t^ = (At)–

3 a) (AB)–1^ = B–1^ · A–

4 a) det A-1^ =

Exercícios Resolvidos

  1. Encontre a matriz inversa da matriz ,

se existir. Resolução: det A = 6 – 6 = 0, logo não existe a matriz inversa.

  1. Mostre que, se uma matriz quadrada é invertível, então det A 0. Resolução: Se A é inversível, então:

A–1^ · A = I

det (A–1^ · A) = det I

(det A) · (det A–1) = 1 Portanto det A 0 e

det (A -1) =

  1. (UFU-MG) Considere o conjunto das matrizes

da forma

Determine o valor de k para o qual exista exatamente uma matriz não-inversível nesse conjunto.

Resolução:

(x-3)·(x-5)-1·(x+k) =

x^2 – 8x + 15 – x – k = x^2 – 9x + 15 – k

Para não se ter A–1, devemos ter det A = 0.

x^2 – 9x + 15 – k = 0 Como queremos uma matriz não-inversível, devemos ter = 0 :

= (–9)^2 – 4(1) (15 – k) = 0 81 – 60 + 4k = 0 4k = –

k=

Resposta: Teremos k =.

  1. Calcule se existir, a inversa da matriz A.

Resolução:

1 o) Vamos calcular o determinante de A

det A = – 15 logo A tem inversa

2 o) Matriz dos cofatores

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Capítulo 04. Inversão de Matrizes 54

Capítulo 04. Inversão de Matrizes http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/pages/1793.htm

Capítulo 04. Inversão de Matrizes

3 o) Matriz Adjunta (transposta da matriz dos cofatores)

4 o) Cálculo da inversa

Como det A = –15, temos

Resposta:

52 53 54 55

Capítulo 04. Inversão de Matrizes 55

Capítulo 05. Sistemas Lineares http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/pages/1794.htm

Capítulo 05. Sistemas Lineares

1.3. Conjunto Solução

Chamamos de conjunto solução de uma equação linear o conjunto formado por todas as suas soluções.

Observação Em uma equação linear com 2 incógnitas, o conjunto solução pode ser representado graficamente pelos pontos de uma reta do plano cartesiano. Assim, por exemplo, na equação 2 x + y = 2 algumas soluções são (1, 0), (2, –2), (3, –4), (4, –6), (0, 2), (–1, 4), etc.

Representando todos os pares ordenados que são soluções da equação dada, temos:

1.4. Equação Linear Homogênea

Uma equação linear é chamada homogênea quando o seu termo independente for nulo.

Exemplo 2 x 1 + 3x 2 + 4x 3 + 5x 4 – x 5 = 0

Observação Toda equação homogênea admite como solução o conjunto ordenado de “zeros” que chamamos solução nula ou solução trivial.

Exemplo (0, 0, 0) é solução de 3x + y – z = 0

1.5. Equações Lineares Especiais

Dada a equação: a 1 x 1 + a 2 x 2 + a 3 x 3 +...anxn = b, temos:

  • Se a 1 = a 2 = a 3 =...= an = b = 0, ficamos com: 0 x 1 + 0 x 2 + 0 x 3 +...+ 0 xn = b 0, e, neste caso, qualquer seqüência ( ) será solução da equação dada.
  • Se a 1 = a 2 = a 3 = ... = an = 0 e b 0, ficamos com: 0 x 1 + 0 x 2 + 0 x 3 +...+ 0 xn = b 0, e, neste caso, não existe seqüências de reais ( ) que seja solução da equação dada.

2. Sistema Linear 2 × 2

2.1. Definição e Elementos

Chamamos de sistema linear 2 × 2 o conjunto de equações lineares a duas incógnitas, consideradas simultaneamente. Todo sistema linear 2 × 2 admite a forma geral abaixo:

Um par ( ) é solução do sistema linear 2 × 2 se, e somente se, for solução das duas equações do sistema.

Exemplo (3, 4) é solução do sistema

pois é solução de suas 2 equações: (3) – (4) = – 1 e 2 · (3) + (4) = 10

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Capítulo 05. Sistemas Lineares 57

Capítulo 05. Sistemas Lineares http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/pages/1795.htm

Capítulo 05. Sistemas Lineares

2.2. Resolução de um Sistema 2 × 2

Resolver um sistema linear 2 × 2 significa obter o conjunto solução do sistema. Os dois métodos mais utilizados para a resolução de um sistema linear 2 × 2 são o método da substituição e o método da adição. Para exemplificar, vamos resolver o sistema 2 × 2 abaixo usando os dois métodos citados.

1 o) Método da Substituição:

Da equação (II), obtemos x = y –1, que substituímos na equação (I) 2(y – 1) + 2 · (3) = 8 5 y = 10 y = Fazendo y = 2 na equação (I), por exemplo, obtemos: 2 x + 3 = 8 2 x = 2 x = 1 Assim: S = {(1, 2)}

2 o) Método da Adição:

Multiplicamos a equação II por 3 e a adicionamos, membro a membro, com a equação I.

Fazendo x = 1 na equação (I), por exemplo, obtemos: 2 · 1 + 3y = 8 y = 2 Assim: S = {(1, 2)}

2.3. Sistema Linear 2 × 2 com infinitas

soluções

Quando uma equação de um sistema linear 2 × 2 puder ser obtida multiplicando-se a outra por um número real, ao tentarmos resolver esse sistema, chegamos numa igualdade que é sempre verdadeira, independente das incógnitas. Nesse caso, existem infinitos pares ordenados que são soluções do sistema.

Exemplo

Note que multiplicando-se a equação (I) por (-2) obtemos a equação (II).

Resolvendo o sistema pelo método da substituição temos:

Da equação (I), obtemos , que

substituímos na equação (II).

= 16 –4x – 2(8 – 2x) = –

–4x – 16 + 4x = –16 –16 = –

–16 = –16 é uma igualdade verdadeira e existem infinitos pares ordenados que são soluções do sistema.

Entre outros, (1, 2), (4, 0), e são

soluções do sistema.

Sendo , um número real qualquer, dizemos que

é solução do sistema. (Obtemos

substituindo x = , na equação (I)).

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Capítulo 05. Sistemas Lineares 58