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Diabetes - Visão Geral, Trabalhos de Medicina

Trabalho com uma visão geral sobre todos aspectos da diabetes mellitus tipo 1, tipo 2 e gestacional.

Tipologia: Trabalhos

Antes de 2010

Compartilhado em 28/04/2008

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edward-norton-10 🇧🇷

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Seminário de Biofísica
Seminário de Biofísica
Diabetes Mellitus
- Diabetes tipo 1
- Diabetes tipo 2
- Transportadores de Glicose
- Difusão Facilitada
- GLUT
- SGLT
- Diabetes Gestacional
- Introdução - Diagnóstico
- Sintomas
- Tratamento
- Medicamentos
- Cetoacidose
- Prevenção
Bruno Martignago Coral
Turma 346
ATM 2013 PUC-RS
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Seminário de BiofísicaSeminário de Biofísica

Diabetes Mellitus

**- Diabetes tipo 1

  • Diabetes tipo 2
  • Transportadores de Glicose
  • Difusão Facilitada
  • GLUT
  • SGLT
  • Diabetes Gestacional
  • Introdução** (^) - Diagnóstico - Sintomas - Tratamento - Medicamentos - Cetoacidose - Prevenção

Bruno Martignago Coral

Turma 346

ATM 2013 PUC-RS

Introdução

- Doença caracterizada pelo excesso de glicose no

sangue.

- Ocorre devido à problemas com a insulina - é o

hormônio responsável para que ocorra o transporte

de glicose para dentro das células.

- Pode evoluir com complicações oculares, renais,

vasculares, neurológicas, dentre outras.

- Diabetes Gestacional

  • (^) Embora possa ser temporária, a diabetes gestacional pode trazer danos à saúde do feto e/ou da mãe, e cerca de 20%–50% das mulheres com diabetes gestacional desenvolvem diabetes tipo 2 mais tardiamente na vida.
  • (^) Suas causas são explicadas pela elevação de hormônios contra-reguladores da insulina, pelo estresse fisiológico imposto pela gravidez e a fatores genéticos ou ambientais. O hormônio lactogênico placentário é o principal hormônio relacionado com a resistência à insulina durante a gravidez, entretanto sabe-se que outros hormônios também estão envolvidos como o cortisol, estrógeno, progesterona e prolactina.
  • (^) Pâncreas passa a produzir mais insulina. Embora a insulina não passe pela placenta, glicose e outros nutrientes passam, então a glicose(que está super-concentrada na corrente sangüínea materna) passa para a corrente do bebê. Isso leva o pâncreas dele à produzir mais insulina para se livrar da glicose em excesso, já que o bebe está absorvendo mais energia do que ele precisa, a glicose extra é armazenada como gordura.
  • (^) O excesso de insulina no bebê pode levá-lo a ter hipoglicemia, e pode levar também a problemas respiratórios. Esses bebês tem maior risco de se tornarem obesos e adquirir diabetes tipo 2 na sua fase adulta.
  • (^) O tratamento para diabetes gestacional inclui dietas especificas e exercícios físicos; pode incluir também testes diários de níveis de glicose e injeções insulina.

- Transportadores de Glicose

  • É fundamental para o metabolismo energético celular.
  • A glicose não pode difundir-se através dos poros da membrana, visto que seu peso molecular é de 180, e o máximo das partículas permeáveis é cerca de
  • (^) Existem dois mecanismos de transporte de glicose através da membrana

celular: transporte facilitado, mediado por transportadores de membrana específicos (GLUT) e o co-transporte com o íon Sódio (SGLT).

 (^) SGLT

Co-transporte de glicose juntamente com íons sódio

  • Não depende da insulina.
  • Proteína carregadora tem, na sua membrana externa, dois locais

de fixação, um para a glicose e outro pro sódio.

  • Energia para o transporte é dada pela diferença de concentrações

do sódio intra e extracelular.

  • A proteína só sofre transformação conformacional depois que

ambos estiverem ligados.

  • Há dois tipos de transportadores SGLT. A absorção intestinal de glicose é mediada

pela SGLT1 onde há o co-transporte de um íon sódio para uma molécula de glicose,

esse transportador tem alta afinidade pela glicose, mas baixa capacidade. A

reabsorção renal de glicose é feita pela SGLT1 e SGLT2 esta ultima possui baixa

afinidade pela molécula de glicose, porem tem alta capacidade, realizando o co-

transporte de dois íons sódio para cada molécula de glicose.

- Diagnóstico

Critério: A Diabetes Mellitus é caracterizada pela hiperglicemia recorrente ou persistente, e é diagnosticada ao se demonstrar qualquer um dos itens seguintes:

Nível plasmático de glicose em jejum maior ou igual a 126 mg/dL (7,0 mmol/l) em duas ocasiões. Nível plasmático de glicose maior ou igual a 200 mg/dL ou 11,1 mmol/l duas horas após uma dose de 75g de glicose oral como em um teste de tolerância à glicose em duas ocasiões. Nível plasmático de glicose aleatória em ou acima de 200 mg/dL ou 11,1 mmol/l associados a sinais e sintomas típicos de diabetes.

FPG (nível plasmático de glic.) OGTT (teste de glicose oral)

  • (^) Desidratação

Com a concentração de glicose aumentada, ela passa a não se difundir facilmente através dos poros das membranas celulares, e o aumento da pressão osmótica nos líquidos extracelulares causa transferência de água para fora das células, causando desidratação do meio intracelular. Além disso, a perda de glicose na urina – causada por uma incapacidade do rim de reabsorver tanta glicose que passa pelos túbulos – causa diurese osmótica, fazendo com que água se concentre também na urina, causando uma desidratação no meio extracelular.

  • (^) Lesões teciduais

Devido às altas concentrações de glicose no sangue, os vasos começam a funcionar anormalmente e sofrem alterações estruturais que resultam numa distribuição deficiente de sangue para os tecidos. Isto, leva a um aumento do risco de ataque cardíaco, derrame, cegueira, isquemia e gangrena(falta de suprimento nutritivo, que causa deterioração dos tecidos) nos membros. Além disso, hipertensão(em decorrência da lesão renal) e aterosclerose(em decorrência do metabolismo anormal de lipídios), amplificam a lesão tecidual.

  • Retinopatia

A retina possui capilares que são fáceis de danificar. A alta taxa de glicose do sangue e a pressão arterial alta por muito tempo podem danificar estes vasos. Após alguns anos, os vasos de sangue inchadas e fracas podem formar no tecido uma cicatriz e puxar a retina, descolando-a da parte traseira do olho. Se não tratado, pode levar à cegueira.

- Medicamentos

Classes de Drogas Agente Principal Ação

Sulfaniluréias 1ª Geração

Clorpropamida 2ª Geraçao Glibenclamida; Glicazida; Clipizida; Glimepirida

Secretor beta-pancreático

  • Usado em pessoas com

deficiência insulínica.

Glitinidas Repaglinida; Nateglinida Secretores beta-pancreáticos

de ação rápida.

Biguanidas Metmorfina diminui produção hepática de

glicose e aumenta a sensibilidade à insulina.

  • usado em obesos com DM

Tiazolenedionas Rosiglitazona; Pioglitazona Mesma ação da metmorfina

  • Usado em casos de pré-

diabetes como prevenção.

Inibidores da alfa-

glicosidase(enzima presente

na digestão de amido)

Acarbose Retarda absorção intestinal de

carboidratos

- Prevenção

  • Os mais beneficiados com uso de medicamentos são os intolerantes à glicose.
  • Rosiglitazona reduziu em 60% a evolução da pré-diabetes para diabetes.
  • (^) Para o tipo 2:
    • mudança nos hábitos alimentares;
    • exercícios físicos (aeróbios);
    • perda de peso;
    • remédios como: metformina, acarbose...

- Mitos

1. Pessoas com diabetes não podem consumir doces.

  • Mentira. Se consumidos como parte de uma alimentação planejada saudável

ou combinados com exercícios físicos, não fazem mal algum.

2. Comer muito doce causa diabetes.

  • Mentira. Diabetes é causada por uma combinação de fatores relacionados à

genética e a estilo de vida. Entretanto, estar acima do peso aumenta as chances

de adquirir diabetes tipo 2.