Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Diálogos Críticos em Segurança no Trabalho: Porque Alguns Não Falam e as Consequências, Trabalhos de Cultura

Resultados de um estudo sobre diálogos críticos em segurança no trabalho, onde se discute a importância de falar sobre condições inseguras e as consequências de silêncio. O texto destaca que a maioria dos entrevistados observou colegas criando condições inseguras devido à incompetência e utilizando dispositivos improvisados, além de violar novas medidas de segurança. O documento também discute as barreiras para a comunicação sobre essas questões, como excesso de tarefas e falta de tempo, e as consequências, como lesões e mortes. Além disso, são apresentadas práticas para abordar esses diálogos e criar uma cultura de sinceridade e responsabilidade.

Tipologia: Trabalhos

2014

Compartilhado em 12/08/2014

napoleao-silva-silva-1
napoleao-silva-silva-1 🇧🇷

4.5

(53)

56 documentos

1 / 20

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
ACONTECE EM SST
MAS NINGUEM
GOSTA DE
COMENTAR
ACONTECE EM SST
MAS NINGUEM
GOSTA DE
COMENTAR
DIÁLOGOS CRÍTICOS EM
SST
DIÁLOGOS CRÍTICOS EM
SST
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Diálogos Críticos em Segurança no Trabalho: Porque Alguns Não Falam e as Consequências e outras Trabalhos em PDF para Cultura, somente na Docsity!

ACONTECE EM SST

MAS NINGUEM

GOSTA DE

COMENTAR

ACONTECE EM SST

MAS NINGUEM

GOSTA DE

COMENTAR

DIÁLOGOS CRÍTICOS EM

SST

DIÁLOGOS CRÍTICOS EM

SST

PRATICAS INSEGURAS

JUSTIFICADAS PELA FALTA DE TEMPO

Por exemplo: não repor estoque de epi, não verificar a data de vencimento de um extintor, esquecer de repor uma proteção de máquina durante uma manutenção, etc., alegando-se excesso de tarefas e falta de tempo Por exemplo: não repor estoque de epi, não verificar a data de vencimento de um extintor, esquecer de repor uma proteção de máquina durante uma manutenção, etc., alegando-se excesso de tarefas e falta de tempo

DIÁLOGO CRÍTICO No.

DIÁLOGO CRÍTICO No.

DIÁLOGO CRÍTICO No.

DIÁLOGO CRÍTICO No.

De acordo com o estudo, 78% dos entrevistados já havia observado seus companheiros utilizando dispositivos improvisados (gambiarras) e 19% constatara a ocorrência de uma lesão ou morte causada por um desses procedimentos. Mesmo sabendo das graves consequências, 75% acredita que esses problemas não deveriam ser discutidos com os companheiros, supervisores ou gerentes. Mais da metade dos trabalhadores do estudo (55%) já observou companheiros agindo de forma insegura numa tentativa de corrigir erros ou realizar um resgate. Quando a questão é adotar exceções às regras e diretrizes, somente um em 4 pessoas está disposta a falar e compartilhar suas preocupações com aqueles que expuseram o grupo de trabalho a um risco. De acordo com o estudo, 78% dos entrevistados já havia observado seus companheiros utilizando dispositivos improvisados (gambiarras) e 19% constatara a ocorrência de uma lesão ou morte causada por um desses procedimentos. Mesmo sabendo das graves consequências, 75% acredita que esses problemas não deveriam ser discutidos com os companheiros, supervisores ou gerentes. Mais da metade dos trabalhadores do estudo (55%) já observou companheiros agindo de forma insegura numa tentativa de corrigir erros ou realizar um resgate. Quando a questão é adotar exceções às regras e diretrizes, somente um em 4 pessoas está disposta a falar e compartilhar suas preocupações com aqueles que expuseram o grupo de trabalho a um risco.

Por exemplo, termina-se uma tarefa aí se percebe que

faltou um detalhe sendo necessário voltar à area de risco;

achando que vai ser rápido e pra não ter trabalho, o

operador negligencia procedimentos de segurança

ou não usa o EPI

Por exemplo, termina-se uma tarefa aí se percebe que

faltou um detalhe sendo necessário voltar à area de risco;

achando que vai ser rápido e pra não ter trabalho, o

operador negligencia procedimentos de segurança

ou não usa o EPI

DIÁLOGO CRÍTICO No.

DIÁLOGO CRÍTICO No.

DIÁLOGO CRÍTICO No.

DIÁLOGO CRÍTICO No.

Por exemplo, é preciso desligar sistemas elétricos durante uma sobrecarga, mas o operador sabe que isso pode deixar colegas ou usuários em situação de desconforto (sem refrigeração) e para agradar o pessoal, deixa prá lá. 63% dos trabalhadores via seus companheiros violando medidas de segurança “para o bem da equipe, da companhia ou do usuário”. Como resultado, 17% podia citar uma lesão ou morte causado por essas práticas. Pra salvar a própria pele, manter os usuários satisfeitos ou satisfazer expectativas, somente 2% diz que fala sobre o assunto ou compartilha suas preocupações com a pessoa que colocou a equipe sob risco. Por exemplo, é preciso desligar sistemas elétricos durante uma sobrecarga, mas o operador sabe que isso pode deixar colegas ou usuários em situação de desconforto (sem refrigeração) e para agradar o pessoal, deixa prá lá. 63% dos trabalhadores via seus companheiros violando medidas de segurança “para o bem da equipe, da companhia ou do usuário”. Como resultado, 17% podia citar uma lesão ou morte causado por essas práticas. Pra salvar a própria pele, manter os usuários satisfeitos ou satisfazer expectativas, somente 2% diz que fala sobre o assunto ou compartilha suas preocupações com a pessoa que colocou a equipe sob risco.

TRANSPARÊNCIA E RESPONSABILIDADE Como sair desse risco silencioso para uma cultura de Sinceridade e Responsabilidade? Devido a essa persistencia de silêncio nesses diálogos críticos devemos prestar atenção especial para aqueles poucos que de forma competente registram e falam dessas situações. Assim como temos estudado boas práticas em 500 organizações nas ultimas 3 décadas, nós temos encontrado meios de ajudar líderes que efetivamente discutam e resolvam esses problemas antes que causem danos. Como sair desse risco silencioso para uma cultura de Sinceridade e Responsabilidade? Devido a essa persistencia de silêncio nesses diálogos críticos devemos prestar atenção especial para aqueles poucos que de forma competente registram e falam dessas situações. Assim como temos estudado boas práticas em 500 organizações nas ultimas 3 décadas, nós temos encontrado meios de ajudar líderes que efetivamente discutam e resolvam esses problemas antes que causem danos.

CAPACITAÇÃO PARA UM DIÁLOGO ABERTO

Muitos gerentes de segurança não tem confiança para

discutir essas questões politicamente sensíveis porque

eles não sabem como liderar essas discussões

arriscadas. Nossa pesquisa mostra que organizações

com normas culturais fortes de transparência investem

recursos substanciais em treinar seus empregados para

de maneira competente falar durante esses momentos

cruciais. Esses achados foram bem enfatizados em um

estudo previo conduzido sobre riscos de segurança em

serviços de saúde. Veja a seguir.

Muitos gerentes de segurança não tem confiança para

discutir essas questões politicamente sensíveis porque

eles não sabem como liderar essas discussões

arriscadas. Nossa pesquisa mostra que organizações

com normas culturais fortes de transparência investem

recursos substanciais em treinar seus empregados para

de maneira competente falar durante esses momentos

cruciais. Esses achados foram bem enfatizados em um

estudo previo conduzido sobre riscos de segurança em

serviços de saúde. Veja a seguir.

RECOMPENSA Finalmente, executivos devem destacar e recompensar pessoas que se arriscam a colocar esses diálogos no trabalho. A chave para conseguir que entre 100 pessoas uma fale sobre o assunto é publicar uma recompensa para o primeiro que tomar a iniciativa. O Prêmio Nobel Elie Wiesel disse uma vez: “Tudo que é preciso para o mal triunfar é as pessoas de bem ficarem caladas”. Isso significa que uma cultura de silêncio tem criado uma não intencional contribuição para 4 milhões de acidentes cada ano. O futuro da segurança – sem mencionar o futuro de milhões de trabalhadores que poderão sofrer acidentes – não pode ser assegurado sem uma profunda mudança na habilidade das pessoas de darem um passo à frente e conversarem sobre esses diálogos críticos. Isto é uma mudança de comportamento que, podemos confiar, levará organizações a mais seguros e produtivos ambientes de trabalho. Finalmente, executivos devem destacar e recompensar pessoas que se arriscam a colocar esses diálogos no trabalho. A chave para conseguir que entre 100 pessoas uma fale sobre o assunto é publicar uma recompensa para o primeiro que tomar a iniciativa. O Prêmio Nobel Elie Wiesel disse uma vez: “Tudo que é preciso para o mal triunfar é as pessoas de bem ficarem caladas”. Isso significa que uma cultura de silêncio tem criado uma não intencional contribuição para 4 milhões de acidentes cada ano. O futuro da segurança – sem mencionar o futuro de milhões de trabalhadores que poderão sofrer acidentes – não pode ser assegurado sem uma profunda mudança na habilidade das pessoas de darem um passo à frente e conversarem sobre esses diálogos críticos. Isto é uma mudança de comportamento que, podemos confiar, levará organizações a mais seguros e produtivos ambientes de trabalho.

Tradução e Contextualização: Prof. Samuel Gueiros Medico do Trabalho Auditor Fiscal, Auditor OHSAS 18001 Pos Grad Plan e Adm Serv Saúde University of Leeds (Inglaterra) Autores: Joseph Grenny David Maxfield http://www.vitalsmarts.com/safety