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Resultados de um estudo sobre diálogos críticos em segurança no trabalho, onde se discute a importância de falar sobre condições inseguras e as consequências de silêncio. O texto destaca que a maioria dos entrevistados observou colegas criando condições inseguras devido à incompetência e utilizando dispositivos improvisados, além de violar novas medidas de segurança. O documento também discute as barreiras para a comunicação sobre essas questões, como excesso de tarefas e falta de tempo, e as consequências, como lesões e mortes. Além disso, são apresentadas práticas para abordar esses diálogos e criar uma cultura de sinceridade e responsabilidade.
Tipologia: Trabalhos
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Por exemplo: não repor estoque de epi, não verificar a data de vencimento de um extintor, esquecer de repor uma proteção de máquina durante uma manutenção, etc., alegando-se excesso de tarefas e falta de tempo Por exemplo: não repor estoque de epi, não verificar a data de vencimento de um extintor, esquecer de repor uma proteção de máquina durante uma manutenção, etc., alegando-se excesso de tarefas e falta de tempo
De acordo com o estudo, 78% dos entrevistados já havia observado seus companheiros utilizando dispositivos improvisados (gambiarras) e 19% constatara a ocorrência de uma lesão ou morte causada por um desses procedimentos. Mesmo sabendo das graves consequências, 75% acredita que esses problemas não deveriam ser discutidos com os companheiros, supervisores ou gerentes. Mais da metade dos trabalhadores do estudo (55%) já observou companheiros agindo de forma insegura numa tentativa de corrigir erros ou realizar um resgate. Quando a questão é adotar exceções às regras e diretrizes, somente um em 4 pessoas está disposta a falar e compartilhar suas preocupações com aqueles que expuseram o grupo de trabalho a um risco. De acordo com o estudo, 78% dos entrevistados já havia observado seus companheiros utilizando dispositivos improvisados (gambiarras) e 19% constatara a ocorrência de uma lesão ou morte causada por um desses procedimentos. Mesmo sabendo das graves consequências, 75% acredita que esses problemas não deveriam ser discutidos com os companheiros, supervisores ou gerentes. Mais da metade dos trabalhadores do estudo (55%) já observou companheiros agindo de forma insegura numa tentativa de corrigir erros ou realizar um resgate. Quando a questão é adotar exceções às regras e diretrizes, somente um em 4 pessoas está disposta a falar e compartilhar suas preocupações com aqueles que expuseram o grupo de trabalho a um risco.
Por exemplo, é preciso desligar sistemas elétricos durante uma sobrecarga, mas o operador sabe que isso pode deixar colegas ou usuários em situação de desconforto (sem refrigeração) e para agradar o pessoal, deixa prá lá. 63% dos trabalhadores via seus companheiros violando medidas de segurança “para o bem da equipe, da companhia ou do usuário”. Como resultado, 17% podia citar uma lesão ou morte causado por essas práticas. Pra salvar a própria pele, manter os usuários satisfeitos ou satisfazer expectativas, somente 2% diz que fala sobre o assunto ou compartilha suas preocupações com a pessoa que colocou a equipe sob risco. Por exemplo, é preciso desligar sistemas elétricos durante uma sobrecarga, mas o operador sabe que isso pode deixar colegas ou usuários em situação de desconforto (sem refrigeração) e para agradar o pessoal, deixa prá lá. 63% dos trabalhadores via seus companheiros violando medidas de segurança “para o bem da equipe, da companhia ou do usuário”. Como resultado, 17% podia citar uma lesão ou morte causado por essas práticas. Pra salvar a própria pele, manter os usuários satisfeitos ou satisfazer expectativas, somente 2% diz que fala sobre o assunto ou compartilha suas preocupações com a pessoa que colocou a equipe sob risco.
TRANSPARÊNCIA E RESPONSABILIDADE Como sair desse risco silencioso para uma cultura de Sinceridade e Responsabilidade? Devido a essa persistencia de silêncio nesses diálogos críticos devemos prestar atenção especial para aqueles poucos que de forma competente registram e falam dessas situações. Assim como temos estudado boas práticas em 500 organizações nas ultimas 3 décadas, nós temos encontrado meios de ajudar líderes que efetivamente discutam e resolvam esses problemas antes que causem danos. Como sair desse risco silencioso para uma cultura de Sinceridade e Responsabilidade? Devido a essa persistencia de silêncio nesses diálogos críticos devemos prestar atenção especial para aqueles poucos que de forma competente registram e falam dessas situações. Assim como temos estudado boas práticas em 500 organizações nas ultimas 3 décadas, nós temos encontrado meios de ajudar líderes que efetivamente discutam e resolvam esses problemas antes que causem danos.
CAPACITAÇÃO PARA UM DIÁLOGO ABERTO
RECOMPENSA Finalmente, executivos devem destacar e recompensar pessoas que se arriscam a colocar esses diálogos no trabalho. A chave para conseguir que entre 100 pessoas uma fale sobre o assunto é publicar uma recompensa para o primeiro que tomar a iniciativa. O Prêmio Nobel Elie Wiesel disse uma vez: “Tudo que é preciso para o mal triunfar é as pessoas de bem ficarem caladas”. Isso significa que uma cultura de silêncio tem criado uma não intencional contribuição para 4 milhões de acidentes cada ano. O futuro da segurança – sem mencionar o futuro de milhões de trabalhadores que poderão sofrer acidentes – não pode ser assegurado sem uma profunda mudança na habilidade das pessoas de darem um passo à frente e conversarem sobre esses diálogos críticos. Isto é uma mudança de comportamento que, podemos confiar, levará organizações a mais seguros e produtivos ambientes de trabalho. Finalmente, executivos devem destacar e recompensar pessoas que se arriscam a colocar esses diálogos no trabalho. A chave para conseguir que entre 100 pessoas uma fale sobre o assunto é publicar uma recompensa para o primeiro que tomar a iniciativa. O Prêmio Nobel Elie Wiesel disse uma vez: “Tudo que é preciso para o mal triunfar é as pessoas de bem ficarem caladas”. Isso significa que uma cultura de silêncio tem criado uma não intencional contribuição para 4 milhões de acidentes cada ano. O futuro da segurança – sem mencionar o futuro de milhões de trabalhadores que poderão sofrer acidentes – não pode ser assegurado sem uma profunda mudança na habilidade das pessoas de darem um passo à frente e conversarem sobre esses diálogos críticos. Isto é uma mudança de comportamento que, podemos confiar, levará organizações a mais seguros e produtivos ambientes de trabalho.
Tradução e Contextualização: Prof. Samuel Gueiros Medico do Trabalho Auditor Fiscal, Auditor OHSAS 18001 Pos Grad Plan e Adm Serv Saúde University of Leeds (Inglaterra) Autores: Joseph Grenny David Maxfield http://www.vitalsmarts.com/safety