Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Dimensionamento de redes, Exercícios de Cálculo para Engenheiros

Compressores de ar e dimensionamento de redes

Tipologia: Exercícios

2023

Compartilhado em 17/04/2023

amilton-moraes-6
amilton-moraes-6 🇧🇷

1 documento

1 / 76

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
Apostila M1004 BR
Setembro 2006
Dimensionamento
de Redes de Ar
Comprimido
CYAN MAGENTA YELLOW BLACK
Parker Hannifin
Filiais
Distribuidor Autorizado
Ap. M1004 BR - 09/06 - 400
Parker Hannifin Ind. Com. Ltda.
Av. Lucas Nogueira Garcez 2181
Esperança Caixa Postal 148
12325-900 Jacareí, SP
Tel.: 12 3954-5100
Fax: 12 3954-5262
training.brazil@parker.com
Belo Horizonte - MG
Rua Pernambuco 353 - cj. 306/307
Funcionários
30130-150 Belo Horizonte, MG
Tel.: 31 3261-2566
Fax: 31 3261-4230
belohorizonte@parker.com
Campinas - SP
Rua Tiradentes 289 - sl. 21 e 22
Guanabara
13023-190 Campinas, SP
Tel.: 19 3235-3400
Fax: 19 3235-2969
campinas@parker.com
Jacareí - SP
Av. Lucas Nogueira Garcez 2181
Esperança Caixa Postal 148
12325-900 Jacareí, SP
Tel.: 12 3954-5100
Fax: 12 3954-5262
valeparaiba@parker.com
Joinville - SC
Rua Alexandre Doehler 129 - sl. 701
Centro
89201-260 Joinville, SC
Tel.: 47 3028-9444
Fax: 47 3028-9444
joinville@parker.com
Porto Alegre - RS
Av. Frederico Ritter 1100
Distrito Industrial
94930-000 Cachoeirinha, RS
Tel.: 51 3470-9144
Fax: 51 3470-9281
brazilhydraulics@parker.com
Recife - PE
Rua Santa Edwirges 135
Bairro do Prado
50830-220 Recife, PE
Tel.: 81 2125-8000
Fax: 81 2125-8009
recife@parker.com
Rio de Janeiro - RJ
Av. das Américas 500 - bl. 20 - sl. 233 - Downtown
Barra da Tijuca
22640-100 Rio de Janeiro, RJ
Tel.: 21 2491-6868
Fax: 21 3153-7572
riodejaneiro@parker.com
São Paulo - SP
Rodovia Anhangüera km 25,3
Perus
05276-977 São Paulo, SP
Tel.: 11 3915-8500
Fax: 11 3915-8516
saopaulo@parker.com
Training
Training
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16
pf17
pf18
pf19
pf1a
pf1b
pf1c
pf1d
pf1e
pf1f
pf20
pf21
pf22
pf23
pf24
pf25
pf26
pf27
pf28
pf29
pf2a
pf2b
pf2c
pf2d
pf2e
pf2f
pf30
pf31
pf32
pf33
pf34
pf35
pf36
pf37
pf38
pf39
pf3a
pf3b
pf3c
pf3d
pf3e
pf3f
pf40
pf41
pf42
pf43
pf44
pf45
pf46
pf47
pf48
pf49
pf4a
pf4b
pf4c

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Dimensionamento de redes e outras Exercícios em PDF para Cálculo para Engenheiros, somente na Docsity!

Apostila M1004 BR

Setembro 2006

Dimensionamento

de Redes de Ar

Comprimido

Training

Parker Hannifin Ind. Com. Ltda. Jacareí, SP - Brasil

Termo de Garantia

A Parker Hannifin Ind. e Com. Ltda, Divisão Automation, doravante denominada simplesmente Parker, garante os seus

produtos pelo prazo de 12 (doze) meses, incluído o da garantia legal (primeiros 90 dias), contados a partir da data

de seu faturamento, desde que instalados e utilizados corretamente, de acordo com as especificações contidas em

catálogos ou manuais ou, ainda, nos desenhos aprovados pelo cliente quando tratar-se de produto desenvolvido em

caráter especial para uma determinada aplicação.

Abrangência desta Garantia

A presente garantia contratual abrange apenas e tão somente o conserto ou substituição dos produtos defeituosos

fornecidos pela Parker.

A Parker não garante seus produtos contra erros de projeto ou especificações executadas por terceiros.

A presente garantia não cobre nenhum custo relativo à desmontagem ou substituição de produtos que estejam soldados

ou afixados de alguma forma em veículos, máquinas, equipamentos e sistemas.

Esta garantia não cobre danos causados por agentes externos de qualquer natureza, incluindo acidentes, falhas com

energia elétrica, uso em desacordo com as especificações e instruções, uso indevido, negligência, modificações, reparos

e erros de instalação ou testes.

Limitação desta Garantia

A responsabilidade da Parker em relação a esta garantia ou sob qualquer outra garantia expressa ou implícita, está

limitada ao conserto ou substituição dos produtos, conforme acima mencionado.

ADVERTÊNCIA

SELEÇÃO IMPRÓPRIA, FALHA OU USO IMPRÓPRIO DOS PRODUTOS

DESCRITOS NESTE CATÁLOGO PODEM CAUSAR MORTE,

DANOS PESSOAIS E/OU DANOS MATERIAIS.

As informações contidas neste catálogo da Parker Hannifin Ind. e Com. Ltda. e seus Distribuidores Autorizados, fornecem opções de
produtos para aplicações por usuários que tenham habilidade técnica. É importante que você analise os aspectos de sua aplicação,
incluindo consequências de qualquer falha e revise as informações que dizem respeito ao produto contidos neste catálogo. Devido à
variedade de condições de operações e aplicações para estes produtos, o usuário, através de sua própria análise e teste, é o único
responsável para fazer a seleção final dos produtos e também para assegurar que o desempenho, a segurança da aplicação e os
cuidados especiais requeridos sejam atingidos.
Os produtos aqui descritos com suas características, especificações e desempenhos são objetos de mudança pela Parker Hannifin
Ind. e Com. Ltda., a qualquer hora, sem prévia notificação.
A
B
S
Qu
alit
yEvaluati
on
s,
In
c.
M
a
n
ag
em
e n t
SystemC
er
tif
ic
at
io
n

ISO 9001 : 2000

Certificate Number: 30759

 Parker Hannifin Ind. Com. Ltda.

Jacareí, SP - Brasil

Apresentação

Para incentivar, ampliar e difundir as tecnologias de automação industrial da Parker Hannifin,

numa gama tão ampla de aplicações, foi criada, na Parker Jacareí, a Parker Training.

Há mais de 6 anos treinando profissionais em empresas, escolas e universidades, a Parker

Training vem oferecendo treinamento técnico especializado e desenvolvendo material didático

diversificado e bem elaborado, com o intuito de facilitar a compreensão.

Com instrutores qualificados, esse projeto é pioneiro na área de treinamento em automação

industrial no Brasil, e colaborou para a formação de mais de 5 mil pessoas, em aproximadamente

4 mil empresas, através de cursos e materiais reconhecidos pelo conteúdo técnico e qualidade

de ensino.

Para alcançar tais números e continuar a atender seus clientes, de forma cada vez melhor, com

uma parceria cada vez mais forte, os profissionais da Parker Training se dedicam a apresentar

sempre novos conceitos em cursos e materiais didáticos.

São ministrados cursos abertos ou “in company” em todo o país, através de instrutores próprios ou

de uma rede de franqueados, igualmente habilitada e com a mesma qualidade de treinamento.

Os cursos oferecidos abrangem as áreas de Automação Pneumática/Eletropneumática,

Manutenção de Equipamentos Pneumáticos/Hidráulicos, Técnicas de Comando Pneumático,

Controladores Lógicos Programáveis e Hidráulica/Eletrohidráulica Industrial com controle

proporcional.

São oferecidos também programas de treinamento especial com conteúdo e carga horária de

acordo com as necessidades do cliente, empresa ou entidade de ensino.

Faz parte dos nossos cursos uma grande gama de materiais didáticos de apoio, que facilita

e agiliza o trabalho do instrutor e do aluno: transparências, componentes em corte, símbolos

magnéticos, apostilas e livros didáticos ligados às técnicas de automação, gabaritos para

desenho de circuitos, fitas de vídeo, software de desenho e simulação de circuitos pneumáticos

e hidráulicos, além de bancadas de treinamento para realização prática destes circuitos.

Parker Training

Parker Hannifin Ind. Com. Ltda. Jacareí, SP - Brasil

Índice

1. Introdução .......................................................................................................................................................

2. Princípios Físicos ............................................................................................................................................

. Produção do Ar Comprimido .........................................................................................................................

4. Tratamento do Ar Comprimido ......................................................................................................................

5. Unidade de Condicionamento (lubrefil) ......................................................................................................... 9

6. Tubulação ......................................................................................................................................................

7. Economia de Energia, Vazamentos e Queda de Pressão ............................................................................

8. Manutenção...................................................................................................................................................

9. Segurança .....................................................................................................................................................

10. Referências ...................................................................................................................................................

Parker Hannifin Ind. Com. Ltda. Jacareí, SP - Brasil

2. Princípios Físicos

Propriedades físicas do ar

Apesar de insípido, inodoro e incolor, percebemos o

ar através dos ventos, aviões e pássaros que nele

flutuam e se movimentam; sentimos também o seu

impacto sobre o nosso corpo. Concluimos facilmente

que o ar tem existência real e concreta, ocupando lugar

no espaço.

Compressibilidade

O ar, assim como todos os gases, tem a propriedade

de ocupar todo o volume de qualquer recipiente,

adquirindo seu formato, já que não tem forma própria.

Assim, podemos encerrá-lo num recipiente com volume

determinado e posteriormente provocar-lhe uma

redução de volume usando uma de suas propriedades -

a compressibilidade. Podemos concluir que o ar permite

reduzir o seu volu-me quando sujeito à ação de uma

força exterior.

Elasticidade

Propriedade que possibilita ao ar voltar ao seu volume

inicial uma vez extinto o efeito (força) responsável pela

redução do volume.

Compressibilidade do ar

Ar submetido a um volume inicial V (^0)

Ar submetido a um volume inicial Vf

Vf < V 0

Elasticidade do ar

Ar submetido a um volume inicial V (^0)

Ar submetido a um volume inicial V (^) f

Vf > V 0

F

F

Difusibilidade

Propriedade do ar que lhe permite misturar-se homoge-

neamente com qualquer meio gasoso que não esteja

saturado.

Expansibilidade

Propriedade do ar que lhe possibilita ocupar totalmente

o volume de qualquer recipiente, adquirindo o seu

formato.

Difusibilidade do ar

Volumes contendo ar e gases; válvula fechada

Válvula aberta temos uma mistura homogênea

Expansibilidade do ar

Possuímos um recipiente contendo ar; a válvula na situação  está fechada

Quando a válvula é aberta o ar expande, assumindo o formato dos recipientes; porque não possui forma própria

6 Parker Hannifin Ind. Com. Ltda.

Jacareí, SP - Brasil

Peso do ar

Como toda matéria concreta, o ar tem peso. A

experiência abaixo mostra a existência do peso do ar.

Temos dois balões idênticos, hermeticamente fechados,

contendo ar com a mesma pressão e temperatura.

Colocando-os numa balança de precisão, os pratos

se equilibram.

De um dos balões, retira-se o ar através de uma bomba

de vácuo.

Coloca-se outra vez o balão na balança (já sem o ar) e

haverá o desequilíbrio causado pela falta do ar. Um litro

de ar, a 0°C e ao nível do mar, pesa , 9  x  0 - ^ Kgf.

O ar quente é mais leve que o ar frio

Uma experiência que mostra este fato é a seguinte:

Uma balança equilibra dois balões idênticos, abertos.

Expondo-se um dos balões em contato com uma

chama, o ar do seu interior se aquece, escapa pela

boca do balão, tornando-se assim, menos denso.

Consequentemente há um desequilíbrio na balança.

Atmosfera

Camada formada por gases, principalmente por

% oxigênio (O ), 78% nitrogênio (N) e % de

outros gases, que envolve toda a superfície terrestre,

responsável pela existência de vida no planeta.

Ar quente é menos denso que ar frio

Camadas gasosas da atmosfera

A - Troposfera -  Km D - Termosfera/Ionosfera - 500 Km B - Estratosfera - 50 Km E - Exosfera - 800 a 000 Km C - Mesosfera - 80 km

E D CBA

8 Parker Hannifin Ind. Com. Ltda.

Jacareí, SP - Brasil

PV = PV

T T

De acordo com esta relação são conhecidas as três

variáveis do gás. Por isso, se qualquer uma delas sofrer

alteração, o efeito nas outras poderá ser previsto.

Efeito combinado entre as três variáveis físicas

Princípio de Pascal

Constata-se que o ar é muito compressível sob ação

de pequenas forças. Quando contido em um recipiente

fechado, o ar exerce uma pressão igual sobre as

paredes, em todos os sentidos.

Por Blaise Pascal temos: "A pressão exercida em um

líquido confinado em forma estática atua em todos

os sentidos e direções, com a mesma intensidade,

exercendo forças iguais em áreas iguais".

Princípio de Blaise Pascal

1 - Suponhamos um recipiente cheio de um líquido, o qual é praticamente incompressível; 2 - Se aplicarmos uma força de 0 Kgf num êmbolo de  cm de área; 3 - O resultado será uma pressão de 0 Kgf/cm^ nas paredes do recipiente.

p =

F

A

No S.I. F - Newton (Força)

P - Newton/m^ (Pressão)

A - m^ (Área)

No MKS* F - kgf (Força)

P - kgf/cm^ (Pressão)

A - cm^ (Área)

Temos que:  kgf = 9,8 N

Nota: Pascal não faz menção ao fator atrito, existente quando o líquido está em movimento, pois baseia-se na forma estática e não nos líquidos em movimento.

Físicas do gás

Lei geral dos gases perfeitos

As leis de Boyle-Mariotte, Charles e Gay Lussac

referem-se a transformações de estado, nas quais uma

das variáveis físicas permanece constante.

Geralmente, a transformação de um estado para outro

envolve um relacionamento entre todas, sendo assim,

a relação generalizada é expressa pela fórmula:

T
V
P

Mesma temperatura: volume diminui - pressão aumenta

T V

P

Mesmo volume: pressão aumenta - temperatura aumenta e vice-versa T V

P

Mesma pressão: volume aumenta - temperatura aumenta e vice-versa T V

P

Parker Hannifin Ind. Com. Ltda. Jacareí, SP - Brasil

O volume de ar deslocado com um compressor,

é medido de maneiras diversas sendo que a mais

utilizada é o PCM ou pé cúbico por minuto.

A pressão resultante de redução deste volume, também

é medida utilizando-se dos mesmos valores que medem

a pressão atmosférica, sendo que a mais comum é a

lbf/pol, libras força por polegada quadrada.

A função portanto de um compressor de ar é o deslo-

camento de um volume por minuto. Secundariamente,

este volume é reduzido conferindo-lhe uma pressão

maior que a pressão atmosférica.

Depois de utilizado o ar poderá voltar a sua forma

natural, graças a sua outra característica, a elasticidade,

logo que extinta a força que incidia sobre o volume.

Tabelas de conversão de pressão e

vazão volumétrica

Unidades de medidas Equivalências

kgf/cm^2

4, lbf/pol

lbf/pol^2 1kgf/cm^2

0,98 bar 0 m.c.a psi 0,968 atm

**psig ***

,08 kgf/cm 1 atm 4,5 psi bar  bar

atm

,08 kgf/cm 1 bar 4,5 psi kPa 00 kPa N/m^2 1 N/m^2 0,000 kgf/cm pcm cfm 1 pé^3 /min 8, l/min scfm pés^3 /min 000 l/min Nm^3 /min 1 m^3 /min 5, pés/min m^3 /min 64,7 gal/min l/min (^) 1 dm (^3) /min  l/min dm^3 galão 1 galão/min ,78 l/min

*** g = (GAUGE)** é a pressão manométrica (lida no manômetro).

Parker Hannifin Ind. Com. Ltda. Jacareí, SP - Brasil

3. Produção do Ar Comprimido

Nota:

Em nosso livro, encontraremos, daqui para adiante,

figuras e desenhos que foram ilustrados em cores.

Essas cores não foram estabelecidas aleatoriamente.

Um circuito pneumático ou hidráulico pode ser mais

facilmente interpretado quando trabalhamos com "cores

técnicas", colorindo as linhas de fluxo, com o objetivo

de identificar o que está ocorrendo com o mesmo ou

qual função que este desenvolverá.

As cores utilizadas para esse fim são normalizadas,

porém existe uma diversificação em função da norma

seguida.

Apresentamos abaixo as cores utilizadas pelo ANSI

(American National Standard Institute), que substitui a

organização ASA: sua padronização de cores é bem

completa e abrange a maioria das necessidades de

um circuito.

Vermelho

Indica pressão de alimentação, pressão normal do sis-

tema, é a pressão do processo de transformação de

energia; ex.: compressor.

Violeta

Indica que a pressão do sistema de transformação de

energia foi intensificada; ex.: multiplicador de pressão.

Laranja

Indica linha de comando, pilotagem ou que a pressão

básica foi reduzida; ex.: pilotagem de uma válvula.

Amarelo

Indica uma restrição no controle de passagem do fluxo;

ex.: utilização de válvula de controle de fluxo.

Azul

Indica fluxo em descarga, escape ou retorno; ex.:

exaustão para atmosfera.

Verde

Indica sucção ou linha de drenagem; ex.: sucção do

compressor.

Branco

Indica fluido inativo; ex.: armazenagem.

Elementos de produção de ar comprimido

- compressores

Definição

Compressores são máquinas destinadas a elevar

a pressão de um certo volume de ar, admitido nas

condições atmosféricas, até uma determinada pressão,

exigida na execução dos trabalhos realizados pelo ar

comprimido.

Classificação e definição segundo os princípios de trabalho

São duas as classificações fundamentais para os

princípios de trabalho.

Deslocamento positivo

Baseia-se fundamentalmente na redução de volume.

O ar é admitido em uma câmara isolada do meio

exterior, onde seu volume é gradualmente diminuído,

processando-se a compressão.

Quando uma certa pressão é atingida, provoca a

abertura de válvulas de descarga, ou simplesmente

o ar é empurrado para o tubo de descarga durante

a contínua diminuição do volume da câmara de

compressão.

Deslocamento dinâmico

A elevação da pressão é obtida por meio de conversão

de energia cinética em energia de pressão, durante a

passagem do ar através do compressor. O ar admitido

é colocado em contato com impulsores (rotor laminado)

dotados de alta velocidade.

Este ar é acelerado, atingindo velocidades elevadas e

consequentemente os impulsores transmitem energia

cinética ao ar. Posteriormente, seu escoamento é

retardado por meio de difusores, obrigando a uma

elevação na pressão.

Difusor

É uma espécie de duto que provoca diminuição na

velocidade de escoamento de um fluido, causando

aumento de pressão.

 Parker Hannifin Ind. Com. Ltda.

Jacareí, SP - Brasil

Tipos fundamentais de compressores

São apresentados a seguir alguns dos tipos de

compressores.

O ar é acelerado a partir do centro de rotação, em

direção à periferia, ou seja, é admitido pela primeira

hélice (rotor dotado de lâminas dispostas radialmente),

axialmente é acelerado e expulso radialmente.

Quando vários estágios estão reunidos em uma

carcaça única, o ar é obrigado a passar por um difusor

antes de ser conduzido ao centro de rotação do estágio

seguinte, causando a conversão de energia cinética em

energia de pressão.

A relação de compressão entre os estágios é

determinada pelo desenho da hélice, sua velocidade

tangencial e a densidade do gás.

O resfriamento entre os estágios, a princípio, era

realizado através de camisas d'água nas paredes inter-

nas do compressor. Atualmente, existem resfriadores

intermediários separados, de grande porte, devido à

sensibilidade à pressão, por onde o ar é dirigido após

dois ou três estágios, antes de ser injetado no grupo

seguinte. Em compressores de baixa pressão não

existe resfriamento intermediário.

Os compressores de fluxo radial requerem altas

velocidades de trabalho, como por exemplo 4,

550, 84 até 667 r.p.m.. Isto implica também em um

deslocamento mínimo de ar (0,667 m/s).

As pressões influem na sua eficiência, razão pela qual

geralmente são geradores de ar comprimido. Assim,

comparando-se a sua eficiência com a de um compres-

sor de deslocamento positivo, esta seria menor. Por

isso, esses compressores são empregados quando se

exigem grandes volumes de ar comprimido.

Compressor de parafuso

Este compressor é dotado de uma carcaça onde giram

dois rotores helicoidais em sentidos opostos. Um dos

rotores possui lóbulos convexos, o outro uma depres-

são côncava e são denominados, respectivamente,

rotor macho e rotor fêmea.

Os rotores são sincronizados por meio de engrena-

gens; entretanto existem fabricantes que fazem com

que um rotor acione o outro por contato direto.

O processo mais comum é acionar o rotor macho,

obtendo-se uma velocidade menor do rotor fêmea.

Estes rotores revolvem-se numa carcaça cuja superfície

interna consiste de dois cilindros ligados como um

"oito".

Compressor dinâmico de fluxo radial

Compressores

Deslocamentos dinâmicos Deslocamentos positivos

Ejetor Fluxo radial

Fluxo axial

Rotativos Alternativos Roots Palhetas Parafuso

Diafragma Pistão

Simbologia

Compressor dinâmico de fluxo radial

Simbologia

 4 Parker Hannifin Ind. Com. Ltda.

Jacareí, SP - Brasil

Compressor alternativo de pistão de duplo

efeito - compressor tipo cruzeta

Este compressor é assim chamado por ter duas

câmaras, ou seja, as duas faces do êmbolo aspiram e

comprimem. O virabrequim está ligado a uma cruzeta

por uma biela; a cruzeta, por sua vez, está ligada

ao êmbolo por uma haste. Desta maneira consegue

transmitir movimento alternativo ao êmbolo, além do

que, a força de empuxo não é mais transmitida ao

cilindro de compressão e sim às paredes guias da

cruzeta. O êmbolo efetua o movimento descendente

e o ar é admitido na câmara superior, enquanto

que o ar contido na câmara inferior é comprimido

e expelido. Procedendo-se o movimento oposto, a

câmara que havia efetuado a admissão do ar realiza

a sua compressão e a que havia comprimido efetua a

admissão. Os movimentos prosseguem desta maneira,

durante a marcha do trabalho.

Todos os compressores tem em comum a mesma

função: deslocar um volume de ar e reduzi-lo. O tipo

de compressor mais utilizado em todo o mundo, é o

alternativo de pistão que tem um funcionamento muito

simples.

Seu mecanismo é uma ação em três tempos: admis-

são, compressão e descarga. Cada vez que um

compressor realiza esta função de captar, comprimir

e descarregar um volume de ar, chamamos de um

estágio.

Estágio é portanto o procedimento sistemático desta

função mecânica continuadamente repetida.

No sistema de compressores alternativos de pistão,

tem diferentes tipos de projeto, que permitem se ne-

cessário, a repetição dos estágios de admissão e

descarga, aumentando a eficiência de redução de

volume, ganhando-se em aumento de pressão deste.

Desta maneira há compressores de:

- Um estágio: considerados de baixa pressão 80 a 0 psi e 00 a 40 psi; - Dois estágios: consideradors de alta pressão 5 a 75 psi; - Três estágios: considerados alta pressão 0 a 50 psi.

O compressor de três estágios, seguirá a mesma

sequência anterior, tendo ainda um terceiro cilindro

de tamanho reduzido, para como o próprio nome

diz, reduzir uma terceira vez o volume, obtendo uma

pressão ainda maior.

Complementação sobre os compressores

Cilindros (cabeçotes)

São executados, geralmente, em ferro fundido perlítico

de boa resistência mecânica, com dureza suficiente e

boas características de lubrificação devido à presença

de carbono sob a forma de grafite.

Pode ser fundido com aletas para resfriamento com ar,

ou com paredes duplas para resfriamento com água

(usam-se geralmente o bloco de ferro fundido e cami-

sas de aço). A quantidade de cilindros com camisas

determina o número de estágios que podem ser:

Êmbolo (pistão)

O seu formato varia de acordo com a articulação

existente entre ele e a biela. Nos compressores de

simples efeito o pé da biela se articula diretamente

sobre o pistão e este, ao subir, provoca empuxo na

parede do cilindro.

Ciclo de trabalho de um compressor de pistão de duplo efeito

Simbologia

Parker Hannifin Ind. Com. Ltda. Jacareí, SP - Brasil

Esta construção é preferida, pois permite maior vazão

e maior troca de calor.

A água utilizada para este fim deve ter baixa temperatura,

pressão suficiente, estar livre de impurezas e ser mole,

isto é, conter pouco teor de sais de cálcio ou outras

substâncias.

O processo de resfriamento se inicia, geralmente, pela

circulação de água através da câmara de baixa pressão,

entrando posteriormente em contato com o resfriador

intermediário.

Além de provocar o resfriamento do ar, uma considerável

quantidade de umidade é retida, em consequência

da queda de temperatura provocada no fluxo de ar

proveniente do estágio de baixa pressão.

Em seguida, a água é dirigida para a câmara de alta

pressão, sendo eliminada do interior do compressor,

indo para as torres ou piscinas de resfriamento.

Sistema de refrigeração à água em um compressor de dois estágios e duplo efeito

Resfriador Intermediário

Ar

Ar (^) Água

Em consequência, o êmbolo deve apresentar uma

superfície de contato suficiente. No caso de duplo efeito,

o empuxo lateral é suportado pela cruzeta e o êmbolo

é rigidamente preso à haste.

Os êmbolos são feitos de ferro fundido ou ligas de

alumínio.

Composição e geração

Os compressores de pistão são comumente aplicados

para pequenas/médias vazões (até 00 m/h).

Os compressores de parafuso são mais indicados para

médias e grandes vazões (50 m/h a 000 m/h).

Os compressores centrífugos são mais indicados para

vazões grandes e muito grandes (> 500 m/h).

As pressões atingidas pelos compressores variam, em

geral, entre 6 barg e 40 barg, sendo a pressão 7 barg

tipicamente encontrada na maioria das aplicações.

Um eficiente sistema de ar comprimido começa

pela escolha do compressor mais adequado para

cada atividade.

Sistema de refrigeração dos compressores

(resfriamento intermediário)

Remove o calor gerado entre os estágios de compres-

são, visando:

  • Manter baixa a temperatura das válvulas, do óleo lubrifi-
cante e do ar que está sendo comprimido (com a queda
de temperatura do ar a umidade é removida).
  • Aproximar a compressão da isotérmica, embora esta difi-
cilmente possa ser atingida, devido à pequena superfície
para troca de calor.
  • Evitar deformação do bloco e cabeçote, devido às tempe-
raturas.
  • Aumentar a eficiência do compressor.

O sistema de refrigeração compreende duas fases:

**- Resfriamento dos cilindros de compressão

  • Resfriamento do resfriador intermediário**

Um sistema de refrigeração ideal é aquele em que a

temperatura do ar na saída do resfriador intermediário

é igual à temperatura de admissão deste ar.

O resfriamento pode ser realizado por meio de ar

em circulação, ventilação forçada e água, sendo

que o resfriamento à água é o ideal porque provoca

condensação de umidade; os demais não provocam

condensação.

Resfriamento à água

Os blocos dos cilindros são dotados de paredes duplas,

entre as quais circula água.

A superfície que exige um melhor resfriamento é a do

cabeçote, pois permanece em contato com o gás ao fim

da compressão. No resfriador intermediário empregam-

se, em geral, tubos com aletas.

O ar a ser resfriado passa em torno dos tubos, trans-

ferindo o calor para a água em circulação.

Parker Hannifin Ind. Com. Ltda. Jacareí, SP - Brasil

Quanto ao nível de pureza do ar comprimido, é con-

veniente fazer uma distinção entre aplicação crítica e

não-crítica.

Mesmo com a utilização obrigatória dos mais sofisti-

cados equipamentos de tratamento de ar comprimido,

as aplicações críticas (hospitais, laboratórios, ar para

respiração humana, etc.) deverão ser equipados com

compressores do tipo não-lubrificados (isentos de

óleo), eliminando-se o risco de um lançamento exces-

sivo de óleo no sistema, no caso de um acidente com

os separadores de óleo dos compressores lubrifica-

dos.

Quantidade de compressores

Assim que a vazão total do sistema for definida, esta-

beleça um fator entre 0% e 50% para futuras amplia-

ções e selecione dois compressores que, somados,

atendam essa vazão.

Um terceiro compressor, da mesma capacidade, pode

ser adicionado ao sistema como stand by.

Vazão requerida = 100 Vazão de cada compressor (C1, C2, C3) = 60 C1 + C2 = 120 (operação) C3 = 60 (stand by)

Em conjunto, os três compressores podem ser progra-

mados para operar num sitema de rodízio, proporcio-

nando o mesmo nível de desgaste para todos.

Essa configuração é, sob qualquer aspecto, a mais

vantajosa para o usuário pois garante o suprimento

de ar comprimido, presente e futuro, como o menor

risco de falha.

Verifique a potência e a vazão efetivamente produzida

pelo compressor. Cuidado com as informações do tipo

"volume deslocado" , pois costumam omitir as per-

das ocorridas no processo de compressão.

C1 C^

C

00.

0.

.

 00

 0

Pistão

Centrífugo

Palheta (60)

Parafuso

Lóbulo

Pressão de descarga, psig^ ^0 ^00 .000^ 0.000^ 00.000^ .000.

8.000 0.000 500. Vazão, pcm(a)

Axial (500)

Um eficiente sistema de ar comprimido começa pela

escolha do compressor mais adequado para cada

atividade.

O diagrama abaixo auxilia na escolha do tipo de com-

pressor mais indicado para atender os parâmetros

vazão e pressão:

 8 Parker Hannifin Ind. Com. Ltda.

Jacareí, SP - Brasil

Reservatório de ar comprimido

Um sistema de ar comprimido é dotado, geralmente,

de um ou mais reservatórios, desempenhando grandes

funções junto a todo o processo de produção.

Reservatório de ar comprimido

Simbologia

Em geral, o reservatório possui as seguintes funções:

  • Armazenar o ar comprimido.
  • Resfriar o ar auxiliando a eliminação do condensado.
  • Compensar as flutuações de pressão em todo o
sistema de distribuição.
  • Estabilizar o fluxo de ar.
  • Controlar as marchas dos compressores, etc.

Os reservatórios são construídos no Brasil conforme a

norma PNB 09 da A.B.N.T, que recomenda:

Nenhum reservatório deve operar com uma pressão

acima da pressão máxima de trabalho permitida, exceto

quando a válvula de segurança estiver dando vazão;

nesta condição, a pressão não deve ser excedida em

mais de 6% do seu valor.

1 - Manômetro 5 - Placa de identificação 2 - Válvula registro 6 - Válvula de alívio 3 - Saída 7 - Escotilha para inspeção 4 - Entrada 8 - Dreno

Localização

Os reservatórios devem ser instalados de modo que

todos os drenos, conexões e aberturas de inspeção

sejam facilmente acessíveis.

Em nenhuma condição, o reservatório deve ser enter-

rado ou instalado em local de difícil acesso; deve ser

instalado, de preferência, fora da casa dos compres-

sores, na sombra, para facilitar a condensação da

umidade e do óleo contidos no ar comprimido; deve

possuir um dreno no ponto mais baixo para fazer a

remoção deste condensado acumulado em cada 8

horas de trabalho; o dreno, preferencialmente, deverá

ser automático.

Os reservatórios são dotados ainda de manômetro,

válvulas de segurança, e são submetidos a uma prova

de pressão hidrostática, antes da utilização.

Armazenamento de ar

Para cálculo rápido do volume de um reservatório de

ar, adota-se a seguinte regra:

- Para compressores de pistão:

Volume do reservatório = 0% da vazão total do sistema
medida em m/min.
  • Vazão total = 5 m/min
  • Volume do reservatório = 0% x 5 m/min = ,0 m - Para compressores rotativos:
Volume do reservatório = 0% da vazão total do sistema
medida em m/min.
  • Vazão total = 5 m/min
  • Volume do reservatório = 0% x 5 m/min = 0,5 m

Para um cálculo mais sofisticado, deve-se adotar

uma fórmula que considera a vazão de ar requerida

pelo sistema num determinado intervalo em função

do decaimento máximo de pressão aceitável nesse

intervalo.

Encontrando o volume total de armazenamento de ar

necessário para o sistema, recomenda-se dividi-lo em

dois reservatórios menores, de igual capacidade, sendo

o primeiro instalado logo após o compressor de ar e

antes do pré-filtro e o segundo logo após o pós-filtro.

Esse arranjo - um reservatório de ar úmido e um

reservatório de ar puro e seco - traz inúmeros

benefícios, como o ajuste perfeito do ciclo carga/alívio

dos compressores, a proteção de todo o sistema contra

vazamentos de óleo acidentais pelos compressores,

o amortecimento de pulsações, a proteção dos

rolamentos dos compressores, o fornecimento