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Diodos - parte - I, Slides de Engenharia Elétrica

Prof.Marcus Zurita - Slides sobre diodos

Tipologia: Slides

2014
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Compartilhado em 06/04/2014

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bruno-mesquita-18 🇧🇷

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Universidade Federal do Piauí
Centro de Tecnologia
Curso de Engenharia Elétrica
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Prof. Marcos Zurita
www.ufpi.br/zurita
Teresina - 2012
O Diodo Semicondutor
- Parte I -
2
Dispositivos Eletrônicos – Prof. Marcos Zurita
ì1. Introdução
ì2. A Junção pn
ì3. Polarização do Diodo
ì4. Região Zener
ì5. Silício vs Germânio
ì6. Efeitos da Temperatura
ì7. Capacitância de Transição e de Difusão
ìBibliografia
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Universidade Federal do Piauí Centro de Tecnologia Curso de Engenharia Elétrica

Prof. Marcos Zurita [email protected] www.ufpi.br/zurita Teresina - 2012 O Diodo Semicondutor

- Parte I - 2

1. Introdução 

pn 2. A Junção 

3. Polarização do Diodo 

4. Região Zener 

Germânio vs 5. Silício 

6. Efeitos da Temperatura 

7. Capacitância de Transição e de Difusão 

Bibliografia 

3 Dispositivos Eletrônicos – Prof. Marcos Zurita

  1. Introdução 4

é um componente capaz de conduzir Diodo: 

corrente unicamente em um sentido.

= 0^ D I POLARIZAÇÃO REVERSA > 0^ D I POLARIZAÇÃO DIRETA

7 Dispositivos Eletrônicos – Prof. Marcos Zurita pn 2. A Junção 8

componente formado por Diodo semicondutor: 

e seus n unido a um SC tipo p um SC tipo

respectivos terminais:

. p conectado ao SC tipo Anodo (A):  . n conectado ao SC tipo Catodo (K):  Símbolo  n p K A K A

9 Dispositivos Eletrônicos – Prof. Marcos Zurita

Isolados: n e p SCs Tipo

. p e lacunas no tipo n Existem elétrons livres no tipo  Ambos os SC conservam-se eletricamente neutros pois  as cargas de seus portadores são anuladas por seus respectivos átomos pais, cuja a carga é oposta. (Eq. 2.1) i n ^ nn^ np^ ^ p^ n^ p^ p 2

p tipo

tipo n lacunas elétrons-livres doadores imóveis + aceitadores imóveis- 10

pn Reunidos: A Junção n e p SCs Tipo

o material deixa de ser pn Ao se formar a junção  eletricamente neutro ao longo de toda sua extensão. ) há uma alta concentração 0 < x De um lado da junção (  ) esta 0 x > de lacunas enquanto do outro lado ( concentração é extremamente baixa. n tipo p tipo x^0 np >> p p nn << p n

13 Dispositivos Eletrônicos – Prof. Marcos Zurita Tão logo cargas positivas e negativas (íons) são geradas  nas proximidades da junção, surge um campo elétrico ,

. )^0 E campo de barreira ( denominado O campo de barreira, por  sua vez, irá gerar a deriva de de lacunas e elétrons- livres no sentido oposto ao da difusão. n tipo p tipo x^0 deriva das lacunas corrente de deriva ) derpJ das lacunas ( np >> p p deriva dos elétrons corrente de deriva ) dernJ dos elétrons ( nn << p n

E campo elétrico gerado 14 O equilíbrio entre os processos de difusão e deriva será  J alcançado quando as correntes de difusão ( dif ) e de J deriva ( der ) estiverem perfeitamente balanceadas para cada tipo de portador, isto é: o processo de difusão é pn Deve-se notar que na junção  , n e p gerado pelos portadores majoritários das regiões enquanto o de deriva é gerado pelos portadores minoritários. (Eq. 2.3) h J dif h J  der 0  (Eq. 2.2) n J dif n J  der 0 

15 Dispositivos Eletrônicos – Prof. Marcos Zurita

Região de Depleção

Q Uma vez atingido o equilíbrio, uma região de carga  , p povoada por íons negativos e carente de lacunas terá ). 0 < x <^ p0x próxima à junção (- p ser formado na região Da mesma forma, uma região  , povoada por íons n Q de carga positivos e carente de elétrons- livres terá se formado na região ).^ n0x < x < 0 próxima à junção ( n = área da seção transversal da junção) A ( (Eq. 2.5) A^ n0x^ D qN  n Q (Eq. 2.4) A^ p0 x^ A qN  p Q

    • p tipo

tipo n

  • +^ -^ -
  • +^ -^ -
  • +^ -^ -
  • +^ -^ -
  • +^ -^ - x n0x^0 p0-x x n0x p0 -x AA -qN AD +qN Q(x) 16 Ao conjunto formado por essas duas regiões de cargas  região de ou região de cargas espacial denomina-se . depleção é a região próxima à junção Região de Depleção:  caracterizada pela carência de portadores e pela presença de íons positivos e negativos.

p tipo

n tipo lacunas elétrons-livres doadores imóveis + aceitadores imóveis-

  • +^ -^ -
  • +^ -^ -
  • +^ -^ -
  • +^ -^ -
  • +^ -^ -

Região de depleção

19 Dispositivos Eletrônicos – Prof. Marcos Zurita Naturalmente, em estado de equilíbrio as cargas  positivas e negativas da região de depleção devem ser simétricas, isto é: logo: As extensões das regiões de cargas em cada lado da  junção podem ser obtidas a partir das Eqs. 2.8 e 2.10, isto é: (Eq. 2.10) n0x^ D N ^ p0 x^ A N (Eq. 2.12) ^ n0x A N D N  A N (^0) W (Eq. 2.11)  p0 x D N D N  A N (^0) W (Eq. 2.9) 0  n Q  p Q 20 A largura da região de depleção pode ser expressa  também em função da tensão de barreira, que possui a vantagem de ser um parâmetro facilmente mensurável: Aplicando a Eq. 2.13 às Eqs. 2.11 e 2.12 temos:  = constante dielétrica do semicondutor Onde: (Eq. 2.13) ^0^ W

 2

^ q

D N  A N

^ D^ N^ A^ N

(^0) V (Eq. 2.14)^ x  p

 2

^ q

D N

^ ^ D^ N ^ A^ N^ ^ A^ N

(^0) V (Eq. 2.15) ^ n0x

 2

^ q

A N

^ D^ N  A^ N^ ^ D^ N

(^0) V

21 Dispositivos Eletrônicos – Prof. Marcos Zurita Conforme a Eq. 2.10, nota-se que não é necessário que  hajam as mesmas concentrações de portadores de cada lado da junção para que haja equilíbrio de cargas. Se a concentração de portadores  de um lado da junção for maior do que a do outro, a região de deple- ção se estenderá mais no lado de menor concentração.

W 

é tipicamente duas a três^0 ordens de grandeza menor do de um n ou p que as regiões tipo ). nm diodo (normalmente alguns

    • p

n

  • +^ -^ -
  • +^ -^ -
  • +^ -^ -
  • +^ -^ -
  • +^ -^ - (^0) W D > N A N

p

n

  • +^ -^ -
  • +^ -^ -
  • +^ -^ -
  • +^ -^ -
  • +^ -^ - (^0) W D < N A N 22
  1. Polarização do Diodo

25 Dispositivos Eletrônicos – Prof. Marcos Zurita Mesmo polarizado reversamente, alguns portadores  minoritários de cada lado da junção ainda conseguem atravessar a região de depleção e conduzir corrente ). corrente de saturação reversa ( I Corrente de Saturação Reversa (  é a corrente que ): s quando polarizada reversamente. pn atravessa a junção A corrente de saturação reversa possui um valor  extremamente baixo, tipicamente inferior a 1 μA. 26

Polarização Direta

. n ; terminal “-” ao lado p Terminal “+” conectado ao lado  serão repelidos pelo n Os elétrons livres do lado  potencial “-” da tensão aplicada e ao mesmo tempo atraídos pelo potencial “+” aplicado no lado oposto. Um comportamento similar ocorre com as lacunas do  . p lado O fluxo forçará os porta-  dores a se recombinarem com os íons da região de depleção, reduzindo sua ).^0 W < W largura ( W +^ -

+^ - +^ - +^ - +^ -

DI D I n p D V

27 Dispositivos Eletrônicos – Prof. Marcos Zurita A redução da região de depleção reduz igualmente a  tensão de barreira, aumentando assim a corrente de e p alcançarão o lado n mais elétrons do lado  difusão

. n alcançarão o lado p mais lacunas do lado ao alcan- p No entanto, as lacunas originários da região  tornam-se portadores minoritários; n çarem a região injetados pela n Esses portadores minoritários na região  , juntamente com os portadores minoritários p região darão origem a condução de n nativos da própria região da junção. n corrente do lado A mesma análise pode ser feita para os elétrons do lado  . p injetados no lado n 28 as lacunas oriundas da região n Ao alcançarem a região  encontram uma grande concentração de elétrons. p Consequentemente, muitas dessas lacunas injetados se  recombinarão com os elétrons antes de chegarem ao , fazendo com que haja um decaimento n final da região na sua densidade conforme a eq.: Reciprocamente, para os elétrons  temos: p injetados na região = largura de difusão característica)^ p , LnL ( (Eq. 2.17) e ^0 ^ pn  x^ ^ p^ n nL x  (Eq. 2.16) e ^0 ^ np^  x^ ^ np pL x  (0) n p x 0 ) x (^ n p

31 Dispositivos Eletrônicos – Prof. Marcos Zurita No entanto, deve-se notar que uma parcela da  : n densidade de lacunas não decai ao longo do lado trata-se dos portadores minoritários nativos da região ), geradas termicamente em todo o cristal, logo: n0p ( Desta forma, a densidade de lacunas ao longo da região  ) e as lacunas n0p é a soma entre as lacunas “nativas” ( n em excesso, injetadas pela região p, cujo decaimento é dado pela Eq. 2.16, logo: ou seja: (Eq. 2.21) e  0 ^ np ^ n0p  x ^ np p L  p x  x  (Eq. 2.20) n0p ^ nx ^ np  0 ^ np e ^ n0p  x ^ n p T V D V e  1  pL  px  x  (Eq. 2.22)^ n0p  32 Em ambas as regiões da junção, a corrente que percorre  o diodo é conduzida pelos portadores minoritários por processo de difusão, conforme as Eqs 1.30 e 1.31. Desta forma, o fluxo total de corrente através do diodo  pode ser calculado pela soma entre as correntes de difusão das lacunas e dos elétrons nas bordas da região de depleção: ou seja: (Eq. 2.23) n I  D I dif p I  p x  x dif nx  x A^ n q D ^ D I dn p x  x dx A^ p q D  dp nx  x dx (Eq. 2.24)

33 Dispositivos Eletrônicos – Prof. Marcos Zurita ) é W Sabendo que a largura da região de deplecão (  , é razoável n ou p muito menor que a das regiões ; 0 ≈^ nx e 0 ≈^ px assumir, para efeitos de calculo, que e tomando o x Diferenciando a Eq. 2.22 em relação a  temos: = 0 x gradiente em Aplicando a Eq. 2.25 em 2.24 temos que a corrente de  difusão das lacunas na borda da região de depleção é: n dp 0  x dx  n0p  p L e  T V D V (Eq. 2.25)  1  p I dif q A  p D p L e ^ n0 p T V D V (Eq. 2.26)  1  34 Da mesma maneira, a corrente de difusão dos elétrons  é dada por: p na região Logo, a corrente total que flui através do diodo pode ser  obtida aplicando as Eqs. 2.26 e 2.27 em 2.23: V Os termos independentes da tensão de polarização (  ) D ): SI ( corrente de saturação reversa constituem a n I dif q A  n D n L e ^ p0 n T V D V (Eq. 2.27)  1  q A  D I n D n L ^ p0 n p D p L e ^ n0 p T V D V (Eq. 2.28)  1  q A ^ S I n D n L  p0 n p D p L i q n  n0 p 2 A n D A N n L  p D D N p L (Eq. 2.29)

37 Dispositivos Eletrônicos – Prof. Marcos Zurita

Curva Característica do Diodo Semicondutor

20 19 18 17 16 15 14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 1,1 0,9 0,7 0,5 0,3 0 Aμ 0,1 ≅^ S I Diodo comercial Diodo integrado 38

  1. Região Zener

39 Dispositivos Eletrônicos – Prof. Marcos Zurita

Região Ruptura

Ao se elevar a tensão de polarização reversa  ) ZV até um valor suficientemente alto ( observa-se o súbito aumento da corrente através do diodo, ou seja, a condução no sentido reverso da polarização. V Potencial Zener (  é o potencial de ): Z polarização reversa que provoca a condução do diodo. ou Região de Ruptura  é a região Região Zener: da curva do diodo a partir

. ZV de 0 S I Z V Região Zener 40

As 3 Regiões da Curva Característica do Diodo

Região de polarização  ; > 0^ DV direta: Região de polarização  ; < 0^ DV reversa: Região de ruptura: 

Z. < -V D V

0 S I Z V Região de Polarização Reversa Região de Polarização Direta Região de Ruptura ou Região Zener