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Discurso direto e indireto Parte1, Notas de estudo de Literatura

Apostilas de Português sobre Discurso direto e indireto, Tipos de discurso, Discurso indireto livre, exercícios.

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 21/10/2013

Marcela_Ba
Marcela_Ba 🇧🇷

4.6

(200)

218 documentos

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DISCURSO DIRETO E INDIRETO
O discurso é direto quando são as personagens que falam. O narrador,
interrompendo a narrativa, põe-nas em cena e cede-lhes a palavra. Exemplo:
"- Por que veio tão tarde? perguntou-lhe Sofia, logo que apareceu à porta do
jardim, em Santa Teresa.
- Depois do almoço, que acabou às duas horas, estive arranjando uns papéis. Mas
não é tão tarde assim, continuou Rubião, vendo o relógio; são quatro horas e
meia.
- Sempre é tarde para os amigos, replicou Sofia, em ar de censura."
(Machado de Assis, Quincas Borba, cap. XXXIV)
No discurso indireto não diálogo, o narrador não põe as personagens a falar
diretamente, mas faz-se o intérprete delas, transmitindo ao leitor o que disseram
ou pensaram. Exemplo:
"A certo ponto da conversação, Glória me disse que desejava muito conhecer
Carlota e perguntou por que não a levei comigo."
Para você ver como fica fácil vou passar o exemplo acima para o discurso direto:
- Desejo muito conhecer Carlota - disse-me Glória, a certo ponto da conversação.
Por que não a trouxe consigo?
Veja mais:
TIPOS DE DISCURSO
As falas - ou discursos - podem ser estruturadas de duas formas básicas,
dependendo de como o narrador as reproduz: o discurso direto e o discurso
indireto.
DISCURSO DIRETO
O discurso direto caracteriza-se pela reprodução fiel da fala do personagem.
COISA INCRÍVEIS NO CÉU E NA TERRA
De uma feita, estava eu sentado sozinho num banco da Praça da Alfândega
quando começaram a acontecer coisas incríveis no céu, para as bandas da
Casa de Correção: havia uns tons de chá, que se foram avinhando e se
transformaram nuns roxos de insuportável beleza. Insuportável, porque o
sentimento de beleza tem de ser compartilhado. Quando me levantei, depois de
findo o espetáculo, havia umas moças conhecidas, paradas à esquina da Rua da
Ladeira.
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DISCURSO DIRETO E INDIRETO

O discurso é direto quando são as personagens que falam. O narrador, interrompendo a narrativa, põe-nas em cena e cede-lhes a palavra. Exemplo: "- Por que veio tão tarde? perguntou-lhe Sofia, logo que apareceu à porta do jardim, em Santa Teresa.

  • Depois do almoço, que acabou às duas horas, estive arranjando uns papéis. Mas não é tão tarde assim, continuou Rubião, vendo o relógio; são quatro horas e meia.
  • Sempre é tarde para os amigos, replicou Sofia, em ar de censura." (Machado de Assis, Quincas Borba, cap. XXXIV)

No discurso indireto não há diálogo, o narrador não põe as personagens a falar diretamente, mas faz-se o intérprete delas, transmitindo ao leitor o que disseram ou pensaram. Exemplo:

"A certo ponto da conversação, Glória me disse que desejava muito conhecer Carlota e perguntou por que não a levei comigo."

Para você ver como fica fácil vou passar o exemplo acima para o discurso direto:

  • Desejo muito conhecer Carlota - disse-me Glória, a certo ponto da conversação. Por que não a trouxe consigo? Veja mais:

TIPOS DE DISCURSO

As falas - ou discursos - podem ser estruturadas de duas formas básicas, dependendo de como o narrador as reproduz: o discurso direto e o discurso indireto.

DISCURSO DIRETO

O discurso direto caracteriza-se pela reprodução fiel da fala do personagem.

COISA INCRÍVEIS NO CÉU E NA TERRA

De uma feita, estava eu sentado sozinho num banco da Praça da Alfândega quando começaram a acontecer coisas incríveis no céu, lá para as bandas da Casa de Correção: havia uns tons de chá, que se foram avinhando e se transformaram nuns roxos de insuportável beleza. Insuportável, porque o sentimento de beleza tem de ser compartilhado. Quando me levantei, depois de findo o espetáculo, havia umas moças conhecidas, paradas à esquina da Rua da Ladeira.

  • Que crepúsculo fez hoje! - disse-lhes eu, ansioso de comunicação.
  • Não, não reparamos em nada - respondeu uma delas. - Nós estávamos aqui esperando Cezimbra. E depois ainda dizem que as mulheres não têm senso de abstração... Mário Quintana

As falas do personagem-narrador e de uma das moças, reproduzidas integralmente e introduzidas por travessão, são exemplos do discurso direto. No discurso direto, a fala do personagem é, via de regra, acompanhada por um verbo de elocução, seguido de dois-pontos. Verbo de elocução é o verbo que indica a fala do personagem: dizer, falar, responder, indagar, perguntar, retrucar, afirmar, etc.

No exemplo apresentado, o autor utiliza verbos de elocução ("disse-lhes eu", "respondeu uma delas), mas abre mão dos dois-pontos.

Numa estrutura mais tradicional teríamos:

"... havia umas moças conhecidas, paradas à esquina da Rua da Ladeira. Ansioso de comunicação, disse-lhes eu:

  • Que crepúsculo fez hoje! Respondeu-me uma delas:
  • Não, não reparamos em nada."

DISCURSO INDIRETO

O discurso indireto ocorre quando o narrador utiliza suas próprias palavras para reproduzir a fala de um personagem.

No discurso indireto também temos a presença de verbo de elocução (núcleo do predicado da oração principal), seguido de oração subordinada (fala do personagem). É o que ocorre na seguinte passagem.

"Dona Abigail sentou-se na cama, sobressaltada, acordou o marido e disse que havia sonhado que iria faltar feijão. Não era a primeira vez que esta cena ocorria. Dona Abigail consciente de seus afazeres de dona-de-casa vivia constantemente atormentada por pesadelos desse gênero. E de outros gêneros, quase todos alimentícios. Ainda bêbado de sono o marido esticou o braço e apanhou a carteira sobre a mesinha de cabeceira: 'Quanto é que você quer?'"

NOVAES, Carlos Eduardo. O sonho do feijão.

Nesse trecho, temos a fala (discurso) de dois personagens: a do marido ('Quanto é que você quer') e a de Dona Abigail que disse ao marido "que havia sonhado que iria faltar feijão".

Ele confessou que iria ao jogo.

Verbo no imperativo:

  • Aplaudam! - ordenou o diretor. Verbo no pretérito imperfeito do subjuntivo:

O diretor ordenou que aplaudíssemos.

DISCURSO INDIRETO LIVRE

Finalmente, há um caso misto de reprodução das falas dos personagens em que se fundem palavras do narrador e palavras dos personagens; trata-se do discurso direto livre. Observe a seguinte passagem do romance As meninas, de Lygia Fagundes Telles.

"Aperto o copo na mão. Quando Lorena sacode a bola de vidro a neve sobe tão leve. Rodopia flutuante e depois vai caindo no telhado, na cerca e na menininha de capuz vermelho. Então ela sacode de novo. 'Assim tenho neve o ano inteiro'. Mas por que neve o ano inteiro? Onde é que tem neve aqui? Acha lindo a neve. Uma enjoada. Trinco a pedra de gelo nos dentes."

Na forma do discurso direto, teríamos:

"Então ela sacode de novo e diz:

  • Assim tenho neve o ano inteiro. Mas por que neve o ano inteiro?"

Na forma do discurso indireto, teríamos:

"Então ela sacode de novo e diz que assim tem neve o ano inteiro."

OUTRO EXEMPLO:

DISCURSO DIRETO

  • Bom dia. Estou procurando um vestido para minha mulher.
  • O senhor sabe o número dela?
  • Ela é meio gordinha.
  • O maior tamanho que temos é 44.
  • Acho que é esse o número dela. Ou 44 ou 88.
  • Vou apanhar uns modelos para o senhor ver.

DIRCURSO INDIRETO (conta com o narrador)

O homem entrou na loja, saudou o vendedor e lhe disse que estava procurando um vestido para sua mulher. O vendedor lhe perguntou o número e ele apenas disse que sua mulher era um pouco gorda, ao que o vendedor respondeu que o maior número que tinham na loja era o 44. O homem afirmou que esse era o número dela, mas que também podia ser o 88. O vendedor saiu e foi buscar alguns modelos para que o homem pudesse vê-los." Veja mais ainda: Aí vai tudo o que você precisa saber sobre o assunto, diretamente de um dos maiores gramáticos brasileiros: Celso Cunha:

Discurso direto Discurso indireto Discurso indireto livre Celso Cunha

Enunciação e reprodução de enunciações Comparando as seguintes frases: "A vida é luta constante" "Dizem os homens experientes que a vida é luta constante" notamos que, em ambas, é emitido um mesmo conceito sobre a vida.. Mas, enquanto o autor da primeira frase enuncia tal conceito como tendo sido por ele próprio formulado, o autor da segunda o reproduz como tendo sido formulado por outrem.

Estruturas de reprodução de enunciações Para dar-nos a conhecer os pensamentos e as palavras de personagens reais ou fictícias, os locutores e os escritores dispõem de três moldes lingüísticos diversos, conhecidos pelos nomes de: discurso direto, discurso indireto e discurso indireto livre.

Discurso direto Examinando este passo do conto Guaxinim do banhado, de Mário de Andrade: "O Guaxinim está inquieto, mexe dum lado pra outro. Eis que suspira lá na língua dele - "Chente! que vida dura esta de guaxinim do banhado!..." verificamos que o narrado, após introduzir o personagem, o guaxinim, deixou-o expressar-se "Lá na língua dele", reproduzindo-lhe a fala tal como ele a teria organizado e emitido. A essa forma de expressão, em que o personagem é chamado a apresentar as suas próprias palavras, denominamos discurso direto. Observação No exemplo anterior, distinguimos claramente o narrador, do locutor, o guaxinim. Mas o narrador e locutor podem confundir-se em casos como o das narrativas memorialistas feitas na primeira pessoa. Assim, na fala de Riobaldo, o