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Disfunções Digestivas, Esquemas de Pediatria

Este documento aborda as principais disfunções do sistema digestivo, incluindo esofagite, gastrite, hérnia de hiato, úlcera péptica, apendicite, doença de crohn, colecistite aguda, pancreatite aguda, hemorragia digestiva e abdome agudo. Para cada condição, são descritos os sintomas, causas, cuidados e tratamentos. Além disso, o documento também aborda a intolerância ao glúten não celíaca e a intolerância à lactose, incluindo suas características e formas de manejo. Com informações detalhadas sobre as diversas disfunções digestivas, este documento pode ser útil para estudantes de medicina, enfermagem e áreas afins, bem como para profissionais de saúde que atuam no atendimento a pacientes com problemas gastrointestinais.

Tipologia: Esquemas

2023

À venda por 26/09/2024

kamille-ramme
kamille-ramme 🇧🇷

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Disfunções Digestivas
A estrutura da boca incluem lábios, dentes, gengiva, mucosa oral,
língua, palato duro, palato mole e faringe
Esôfago (tubo muscular estendendo-se da faringe para
o estômago) distendido quando o alimento o atravessa.
Estômago - bolsa muscular situada no abdômen
superior sob o fígado e o diafragma.
Possui um anel chamado esfíncter esofágico inferior
ou esfíncter cárdia, que sob contração, isola o
estômago do esôfago.
O esfíncter pilórico regula o fluxo dos conteúdos do
estômago para dentro do duodeno.
Intestino delgado - incluem o duodeno, o jejuno e o íleo.
Intestino grosso - ceco, cólon, reto e ânus.
A função do sistema gastrointestinal é a digestão
dos alimentos e líquidos, com absorção dos
nutrientes para dentro da corrente sanguínea e
eliminação dos metabólicos através da defecação.
Sintomas: dor, mal estar, indigestão, gás intestinal,
náuseas, vômitos e alterações nos hábitos intestinais e
características fecais.
Esofagite:
inflamação da mucosa esofagiana
resulta no refluxo recorrente dos conteúdos gástricos
para dentro do esôfago distal - refluxo pode resultar
de esfíncter esofagiano inferior incompetente, úlceras
gástricas ou duodenais e sonda nasogástrica
prolongada.
Sintomas: Pirose (azia), regurgitação ácida, vômito,
disfagia, dor esofagiana (pela pressão intra abdominal,
devido sangramento, tensão, obesidade ou gravidez).
Cuidados: Promover a ingestão nutricional adequada,
elevar a cabeceira do leito para minimizar o refluxo,
posições de pegar no colo e esperar “arrotar”.
Hérnia de Hiato
abertura no diafragma através da qual o esôfago
atravessa torna-se dilatada, e devido ao alargamento
deste espaço, uma parte do estômago desliza em
direção ao tórax, o que se denomina hérnia de hiato.
- Hérnia de hiato axial ou deslizante;
- Hérnia de hiato paraesofágica.
Sintomas: Pirose, regurgitação, eructações, disfagia,
dor subesternal.
Alguns podem ser assintomáticos.
Cuidados: orientar alimentação, não se reclinar
durante 1 hora depois de comer, posições de pegar
no colo, elevar a cabeceira e alguns casos é
necessário cirurgia.
clínico ou cirúrgica.
prevenção: não comer perto da hora de dormir.
Gastrite:
inflamação da mucosa do intestino.
sintomas: dor e azia, além de uma forte sensação de
queimação.
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Disfunções Digestivas

A estrutura da boca incluem lábios, dentes, gengiva, mucosa oral, língua, palato duro, palato mole e faringe Esôfago (tubo muscular estendendo-se da faringe para o estômago) distendido quando o alimento o atravessa. Estômago - bolsa muscular situada no abdômen superior sob o fígado e o diafragma. Possui um anel chamado esfíncter esofágico inferior ou esfíncter cárdia , que sob contração, isola o estômago do esôfago. O esfíncter pilórico regula o fluxo dos conteúdos do estômago para dentro do duodeno. Intestino delgado - incluem o duodeno, o jejuno e o íleo. Intestino grosso - ceco, cólon, reto e ânus. A função do sistema gastrointestinal é a digestão dos alimentos e líquidos, com absorção dos nutrientes para dentro da corrente sanguínea e eliminação dos metabólicos através da defecação. Sintomas: dor, mal estar, indigestão, gás intestinal, náuseas, vômitos e alterações nos hábitos intestinais e características fecais. Esofagite: inflamação da mucosa esofagiana resulta no refluxo recorrente dos conteúdos gástricos para dentro do esôfago distal - refluxo pode resultar de esfíncter esofagiano inferior incompetente, úlceras gástricas ou duodenais e sonda nasogástrica prolongada. Sintomas: Pirose (azia), regurgitação ácida, vômito, disfagia, dor esofagiana (pela pressão intra abdominal, devido sangramento, tensão, obesidade ou gravidez). Cuidados : Promover a ingestão nutricional adequada, elevar a cabeceira do leito para minimizar o refluxo, posições de pegar no colo e esperar “arrotar”. Hérnia de Hiato abertura no diafragma através da qual o esôfago atravessa torna-se dilatada, e devido ao alargamento deste espaço, uma parte do estômago desliza em direção ao tórax, o que se denomina hérnia de hiato.

  • Hérnia de hiato axial ou deslizante;
    • Hérnia de hiato paraesofágica. Sintomas: Pirose, regurgitação, eructações, disfagia, dor subesternal. Alguns podem ser assintomáticos. Cuidados: orientar alimentação, não se reclinar durante 1 hora depois de comer, posições de pegar no colo, elevar a cabeceira e alguns casos é necessário cirurgia. clínico ou cirúrgica. prevenção: não comer perto da hora de dormir. Gastrite: inflamação da mucosa do intestino. sintomas: dor e azia, além de uma forte sensação de queimação.

Úlcera Peptídica: é uma lesão (ferida aberta) localizada no estômago ou duodeno com destruição da mucosa da parede destes órgãos. causada pela insuficiência dos mecanismos protetores da mucosa contra a acidez gástrica. O aumento do conteúdo do suco gástrico, reduz a eficácia do revestimento mucoso, deixando-o vulnerável para infecção pelo Helictobacter pylori(H.pylory) – 90% dos casos - causando erosão do muco protetor que reveste o estômago, inflamando a mucosa. Fatores que contribuem: Níveis de ácido gástrico alterado; Fumo e uso do álcool, uso de aspirinas, predisposição genética, ansiedade, Estômago ( úlcera gástrica ); - dor e sensibilidade epigástrica. Duodeno ( úlcera duodenal ); - dor/queimação, eructação, náusea e vômito; Esôfago ( úlcera esofágica ) - sangramento e sensibilidade epigástrica. Cuidados: evitar cafeína, álcool (idade relacionada), alimentos condimentados, ácidos, gorduras, frituras, refeições pequenas, leves e frequentes, medicação e modificações no seu estilo de vida; Apendicite: inflamação da apêndice obstrução da luz do apêndice causa aumento na pressão intraluminal, e ativa um processo inflamatório que pode levar a infecção, necrose ou perfuração. Sintomas: Dor abdominal aguda, geralmente no quadrante inferior direito, náuseas, vômito, febre baixa Sensibilidade local é notada no ponto de McBurney Cuidados: reduzir a dor e a ansiedade e obedecer aos protocolos de pré e pós operatório.

Doença de Crohn

Inflamação que se estende através de todas as

camadas da parede do intestino, a partir da

mucosa do intestino.

Principalmente no íleo e no cólon.

Causas: Fatores ambientais, alimentares ou

infecções.

Sintomas: Dor abdominal, diarréia, cólicas e

dores abdominais, perda de peso, má nutrição,

anemia e febre; Sangue nas fezes, cansaço e

mal-estar.

Risco de câncer de cólon.

Cuidados: reposição hídrica, dieta, soroterapia,

medicamentos sedativos, antidiarréicos e

antiperistálticos - cirurgia se necessário.

Colecistite aguda Inflamação aguda da vesícula obstrução do ducto cístico Ultrassom – método de escolha para o diagnóstico; Tratamento cirúrgico de urgência –colecistite aguda necrótica. Pancreatite Aguda inflamação da glândula pancreática edema, hemorragia e/ou necrose pancreática e peripancreática, Repercussão sistêmica - hipovolemia até comprometimento de múltiplos órgãos e sistemas – óbito. Metabólicos: alcool, drogas, genético. Mecânicos: colelitíase, pós-operatório, pâncreas divisum, pós-trauma Vasculares: pós-operatório (bypass cardiopulmonar) periarterite nodosa e ateroembolismo Infecciosas: caxumba, citomegalovírus, criptococo Sintomas: Dor abdominal intensa, náuseas e vômitos, amilase sérica – Valores acima de 1000 UI, lipase sérica Outros exames: leucograma, transaminases, desidrogenase láctica, cálcio sérico, glicemia, gasometria e creatinina, US, TC, colangiografia. Cuidados: Hidratação e controle dos sintomas. Hemorragia digestiva hemorragia digestiva alta quando os locais do sangramento são o esôfago, o estômago e o duodeno ou hemorragia digestiva baixa, quando o sangramento ocorre no intestino delgado, grosso ou reto. Hemorragia digestiva alta: quando os locais do sangramento são o esôfago, o estômago ou o duodeno; Hemorragia digestiva baixa: quando o sangramento ocorre no intestino delgado, grosso ou reto