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Dislipidemia / Endócrino, Resumos de Medicina

Apresentação sobre dislipidemia completo

Tipologia: Resumos

2026

Compartilhado em 13/05/2026

lari-de-paula-1
lari-de-paula-1 🇧🇷

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DISLIPIDEMIAS
ABORDAGEM NA ATENÇÃO BÁSICA
LARISSA DE PAULA
SARAH ANDRADE
THIAGO VIANA
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Baixe Dislipidemia / Endócrino e outras Resumos em PDF para Medicina, somente na Docsity!

D I S L I P I D E M I A S

ABORDAGEM NA ATENÇÃO BÁSICA

LARISSA DE PAULA SARAH ANDRADE THIAGO VIANA

O QUE É DISLIPIDEMIA?

A dislipidemia é uma condição caracterizada por níveis

anormais de lipídios no sangue, como colesterol e

triglicerídeos, o que aumenta o risco de doenças

cardiovasculares, como infarto e AVC. Geralmente, é

assintomática e detectada por exames de sangue de rotina.

FISIOPATOLOGIA

A lipoproteína lipase (LPL), uma enzima presente nos

capilares, age sobre os quilomícrons, quebrando os

triglicerídeos em ácidos graxos livres que podem ser

usados pelo corpo.

Formam-se remanescentes de quilomícrons: Esses

remanescentes, ricos em colesterol, são então captados

pelo fígado.

FISIOPATOLOGIA

Aqui começa a via endógena:

O fígado sintetiza lipoproteínas de muito baixa densidade

(VLDL) a partir dos lipídios internos.

A VLDL é metabolizada pela LPL, convertendo-se em

lipoproteínas de baixa densidade (LDL).

FISIOPATOLOGIA

Desequilíbrio lipídico:

Se houver alterações nas vias exógena, endógena e do

transporte reverso, isso pode resultar em níveis elevados de LDL

e triglicerídeos, além da redução de HDL, aumentando o risco de

dislipidemia e doenças cardiovasculares.

TIPOS DE LIPÍDIOS ENVOLVIDOS

Colesterol LDL ("colesterol ruim"): quando elevado,

contribui para a formação de placas de gordura nas

artérias.

Colesterol HDL ("colesterol bom"): responsável por

remover o excesso de colesterol das artérias.

Triglicerídeos: quando em níveis elevados, estão

associados ao aumento do risco cardiovascular.

Dieta Inadequada Sedentarismo Obesidade Tabagismo Etilismo DM 2 FATORES DE RISCO MODIFICÁVEIS NÃO MODIFICÁVEIS OUTROS Idade Genética HFamiliar Doenças hereditárias Hipotireoidismo Doenças renais e hepáticas Uso de alguns medicamentos Diuréticos, beta bloqueadores, corticoides e imunossupressores

EXAMES SOLICITADOS Dosagem dos lipídios séricos

  1. Colesterol Total
    1. HDL-C (LDL pela fórmula de Friedewald)
    2. Triglicerídeos Diagnóstico de dislipidemia é sempre laboratorial!!

RESULTADO DOS EXAMES COLESTEROL TOTAL COLESTEROL LDL (^) COLESTEROL HDL TRIGLICERÍDEOS Desejável < 190mg/dL Limitrofe: 190-239mg/dL Alto > 240 mg/dL Desejável < 100mg/dL Limitrofe: 130-159mg/dL Alto: 160-189mg/dL Muito Alto > 190 mg/dL Desejável > 60mg/dL Baixo: H < 40mg/dL M < 50mg/dL Desejável < 150mg/dL Limitrofe: 150-199mg/dL Alto: 200-499mg/dL Muito Alto > 500 mg/dL Valores fora dessas faixas podem indicar dislipidemia As diretrizes brasileiras recomendam que o paciente esteja em jejum por pelo menos 9 a 12 horas antes da coleta de sangue.

TRATAMENTO Tem como objetivo a redução de eventos cardiovasculares, incluindo mortalidade, bem como a prevenção de pancreatite aguda associada à hipertrigliceridemia grave. O tratamento buscava atingir níveis de LDL abaixo de 100 mg/dL ou de triglicerídeos abaixo de 150 mg/dL ; no entanto, recentemente, a prioridade passou a ser a redução do risco cardiovascular do paciente. Obs.: para se avaliar o risco cardiovascular do paciente, a busca de níveis de colesterol isoladamente já não é critério suficiente.

A conduta não medicamentosa deve ser recomendada a todos os pacientes com dislipidemia, incluindo, no mínimo, terapia nutricional, exercícios físicos e cessação do tabagismo. Terapia nutricional Pacientes com hipertrigliceridemia secundária , com valores de triglicerídeos geralmente abaixo de 1.000 mg/dL, , recomendam-se restrição de carboidratos, dieta hipocalórica e hipoglicídica e compensação do diabete, respectivamente, além da redução das gorduras da dieta e abstenção do consumo de álcool Para reduzir a ingestão de colesterol, deve-se diminuir o consumo de alimentos de origem animal, em especial carne gordurosa, vísceras, leite integral e seus derivados, embutidos, frios, pele de aves e gema de ovos TRATAMENTO NÃO MEDICAMENTOSO

Estatinas

Os representantes da classe das estatinas com evidência inequívoca de
benefício em desfechos primordiais tanto em homens quanto em mulheres e
que são considerados pelo Protocolo do Ministério da saúde são:
sinvastatina , pravastatina, lovastatina, fluvastatina e atorvastatina.
O tratamento será baseado no paciente sob risco e não na busca do LDL-C alvo

Quando usada em altas doses, a atorvastatina ( mg/dia) mostrou mais benefícios em pacientes pós- IAM comparada à sinvastatina (20 mg/dia), reduzindo eventos cardiovasculares maiores, sem alterar a mortalidade total TRATAMENTO MEDICAMENTOSO

Fibratos Os fibratos demonstraram benefícios na redução de eventos cardiovasculares maiores e coronarianos, apesar de não reduzirem a incidência de acidentes vasculares cerebrais, mortalidade total ou mortalidade cardiovascular A genfibrozila está associada à redução de eventos cardiovasculares maiores em pacientes com hipercolesterolemia e naqueles com hipertrigliceridemia associada a baixos níveis de HDL, mas não pode ser usada em associação com estatinas pelo risco de rabdomiólise. Em pacientes com triglicerídeos maiores que 500 mg/dL, com adesão a dieta e exercícios e em uso de estatinas, estas podem ser combinadas com fenofibrato para redução do risco de pancreatite aguda TRATAMENTO MEDICAMENTOSO