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Resolução da pesquisa e análise sobre o poemas "Lembranças de morrer" de Álvares Azevedo
Tipologia: Exercícios
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Como o desterro de minh’alma errante, Onde fogo insensato a consumia: Só levo uma saudade - é desses tempos Que amorosa ilusão embelecia.
Só levo uma saudade - é dessas sombras Que eu sentia velar nas noites minhas. De ti, ó minha mãe, pobre coitada, Que por minha tristeza te definhas!
Se uma lágrima as pálpebras me inunda, Se um suspiro nos seios treme ainda, É pela virgem que sonhei. que nunca Aos lábios me encostou a face linda!
Só tu à mocidade sonhadora Do pálido poeta deste flores. Se viveu, foi por ti! e de esperança De na vida gozar de teus amores.
Beijarei a verdade santa e nua, Verei cristalizar-se o sonho amigo. Ó minha virgem dos errantes sonhos, Filha do céu, eu vou amar contigo!
Descansem o meu leito solitário Na floresta dos homens esquecida, À sombra de uma cruz, e escrevam nela: Foi poeta - sonhou - e amou na vida.
O poema conta de um jovem, que por conta da morte não pode usufruir dos prazeres da juventude, tem uma temática de amor e morte.
Representa a segunda fase do romantismo, o ultra-romantismo.
A primeira estrofe já traz a melancolia, com a linguagem de um jovem poeta.
O poema assim como na primeira estrofe segue a linha “angustiante” , dando assim que seu viver é angustiante e tedioso e que, somente a morte simbólica pode ser a saída, e que sentirá falta de apenas algumas lembranças , porém uma delas em especial o fará derramar uma “lágrima nostálgica”, a lembrança é de uma viagem que sonhou expressando o amor carnal em oposição ao convencional.
O eu-lírico destina seus das a uma moça virgem, porém como o desejo não acontece ele busca a morte como libertação dos sofrimento.
Contudo a um desfecho no poema (em seu final) a onde o eu-lírico descreve seu túmulo e a usa uma linguagem em que a morte figura uma possibilidade de encanto: “mas quando preludia ave d'aurora/ e quando a meia-noite o céu repousa/ arvoredos do bosque, abri os ramos.../ deixai a lua pratear-me a lousa!”
Manoel Antônio Álvares de Azevedo]^ (São Paulo, Província de São Paulo, Império do Brasil, 12 de setembro de 1831 — Rio de Janeiro, Império do Brasil, 25 de abril de 1852 ) foi um escritor da segunda geração romântica (ultra-romantismo), contista, dramaturgo, poeta e ensaísta brasileiro, autor de Noite na Taverna.
Filho de Inácio Manuel Álvares de Azevedo e Maria Luísa Silveira da Motta Azevedo, passou a infância no Rio de Janeiro, onde iniciou seus estudos. Voltou a São Paulo, em 1847, para estudar na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, onde, desde logo, ganhou fama por brilhantes e precoces produções literárias. Destacou-se pela facilidade de aprender línguas e pelo espírito jovial e sentimental.
Durante o curso de Direito traduziu o quinto ato de Otelo , de Shakespeare; traduziu Parisina , de Lord Byron; fundou a revista da Sociedade Ensaio Filosófico Paulistano (1849); fez parte da Sociedade Epicureia; e iniciou o poema épico O Conde Lopo , do qual só restaram fragmentos.
Não concluiu o curso, pois foi acometido de uma tuberculose pulmonar nas férias de 1851-52, a qual foi agravada por um tumor na fossa ilíaca, ocasionado por uma queda de cavalo, falecendo aos 20 anos.No entanto, vale ressaltar, a causa mortis do autor é um tema historicamente controverso, com diferentes hipóteses.
Merece um destaque especial a Lira dos Vinte Anos , composta de diversos poemas. A Lira é dividida em três partes, sendo a primeira e a terceira da Face Ariel e a segunda da Face Caliban. A Face Ariel mostra, supostamente, um Álvares de Azevedo ingênuo, casto e inocente. Já a Face Caliban apresenta poemas irônicos e sarcásticos.