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DOENÇAS CROMOSSÔMICAS , Notas de estudo de Enfermagem

DOENÇAS CROMOSSÔMICAS

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 24/10/2009

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vivianne-lara-nunes-nunes-9 🇧🇷

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DOENÇAS CROMOSSÔMICAS
Autora: Sabrina de Araújo Tinoco – [email protected]
Este trabalho trata de aberrações cromossômicas estruturais e numéricas, aberrações
pós-zigóticas e pré-zigóticas. São citadas as aberrações numéricas síndrome de Down,
de Klinefelter e de Turner. São citadas as aberrações estruturais cri du chat e a
Leucemia mielóide crônica
1.Introdução
Os processos mitóticos e meiótico contribuem bastante, pela sua regularidade, para
indicar que os cromossomos desempenham papel de relevante importância na
transmissão de informação genética. Essa indicação ganha maior reforço nos exemplos
extraídos de situações em que ocorre o oposto, isto é, em casos em que os processos de
divisão nuclear mostram irregularidades, produzindo anomalias cromossômicas,
denominadas aberrações ou mutações cromossômicas.
Aceitando como verdadeira a hipótese de que a informação genética esta contida nos
cromossomos, deve-se esperar que os zigotos que apresentam alterações dessas
estruturas nucleares mostrem, também, alterações de seu desenvolvimento, visto que as
aberrações cromossômicas devem causar desorganização daquela informação.
2. Aberrações cromossômicas
Um dos critérios básicos de classificação das aberrações cromossômicas é aquele que
leva em conta as alterações do numero normal (aberrações numéricas) ou a presença de
alterações estruturais dos cromossomos (aberrações estruturais).
Um outro critério básico de classificação das aberrações cromossômicas é aquele que
leva em conta a sua origem, já que elas podem ser determinadas por erros mitóticos,
ocorrendo, portanto, após a formação do zigoto (aberrações pós-zigóticas) ou por erros
meióticos (aberrações pré-zigóticas).
3. Aberrações numéricas
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DOENÇAS CROMOSSÔMICAS

Autora: Sabrina de Araújo Tinoco – [email protected]

Este trabalho trata de aberrações cromossômicas estruturais e numéricas, aberrações pós-zigóticas e pré-zigóticas. São citadas as aberrações numéricas síndrome de Down, de Klinefelter e de Turner. São citadas as aberrações estruturais cri du chat e a Leucemia mielóide crônica

1.Introdução

Os processos mitóticos e meiótico contribuem bastante, pela sua regularidade, para indicar que os cromossomos desempenham papel de relevante importância na transmissão de informação genética. Essa indicação ganha maior reforço nos exemplos extraídos de situações em que ocorre o oposto, isto é, em casos em que os processos de divisão nuclear mostram irregularidades, produzindo anomalias cromossômicas, denominadas aberrações ou mutações cromossômicas.

Aceitando como verdadeira a hipótese de que a informação genética esta contida nos cromossomos, deve-se esperar que os zigotos que apresentam alterações dessas estruturas nucleares mostrem, também, alterações de seu desenvolvimento, visto que as aberrações cromossômicas devem causar desorganização daquela informação.

  1. Aberrações cromossômicas

Um dos critérios básicos de classificação das aberrações cromossômicas é aquele que leva em conta as alterações do numero normal (aberrações numéricas) ou a presença de alterações estruturais dos cromossomos (aberrações estruturais).

Um outro critério básico de classificação das aberrações cromossômicas é aquele que leva em conta a sua origem, já que elas podem ser determinadas por erros mitóticos, ocorrendo, portanto, após a formação do zigoto (aberrações pós-zigóticas) ou por erros meióticos (aberrações pré-zigóticas).

  1. Aberrações numéricas

As aberrações numéricas são classificadas em dois grandes grupos, conforme se refiram ao aumento ou diminuição de cromossomos de um ou de mais pares, mas não de todos (aneuploidias), ou se relacionem a uma alteração do numero de genomas, isto é, a uma alteração que afeta todo um conjunto cromossômico haplóide (euploidias).

No caso das aneuploidias com diminuição do numero cromossômico (hipodiploidias), diz-se que uma célula somática apresenta monossomia ou é monossômica de um determinado autossomo, quando esse determinado elemento nuclear não possui homologo na célula. Tal célula é dita nulissômica do referido autossomo se os dois elementos do par estiverem ausentes, sendo que a nulissomia é letal se afetar o cromossomo X, não sendo viáveis, portanto, linhagens celulares com cariótipo 45 Y ou 46 YY ou sem cromossomos sexuais (00), pois a presença de um cromossomo X é essencial à sobrevivência de qualquer linhagem celular somática.

Se, ao invés de diminuição, houver aumento do numero de homólogos de um determinado autossomo (hiperdiploidia), a célula aneuplóide é dita polissômica do cromossomo afetado e, nesse caso, ela será especificada como trissômica, tetrassômica, pentassômica, etc., conforme existam na célula três, quatro, cinco, etc., homólogos.

Quanto as euploidias, as células podem ser subclassificadas em triplóides, tetraplóides, octoplóides, etc., de acordo com o grau de ploidia múltipla que apresentem, isto é, conforme mostrem um numero cromossômica 3n, 4n, 8n,etc.

3.1. A síndrome de Turner

A maioria dos casos de síndrome de Klinefelter é averiguada somente após a puberdade , pois é após essa idade que são detectadas as principais características dessa doença, que são testículos pequenos, estatura elevada, pênis pequeno e pouca pilosidade pubiana , entre outras. A síndrome de Klinefelter é causada por cariótipos supernumerários acompanhados de, pelo menos, um cromossomo Y (48 XXXY, 48 XXYY, 49 XXXXY, 49 XXXYY), além dos cariótipos 47 XXY. Além disso, foram descritos casos de homens com sinais da doença mas com cariótipo feminino (46 XX), mas a explicação para esse fenômeno ainda não foi descoberta. Cariograma de um homem com síndrome de Klinefelter e cariótipo 47XXY

  1. Aneuploidias de origem pré-zigótica

A falta de disjunção dos cromossomos bivalentes durante a primeira divisão meiótica e/ ou das cromátides durante a segunda divisão da meiose, seja na ovogênese, seja na espermatogênese, constitui importante fonte de aneuploidias.Tanto a monossomia quanto a polissomia podem surgir como conseqüência de erros meióticos ocorridos durante a ovogênese. Sendo assim, tanto as mulheres poli-X, quanto aquelas com síndrome de Turner podem ser conseqüência desses erros meióticos durante a ovogênese. A formação de indivíduos com síndrome de Klinefelter também pode ser causada durante a ovogênese, pela falta de disjunção do cromossomo X. A falta de disjunção meiótica durante a ovogênese pode ser responsabilizada também pela produção de indivíduos com a síndrome de Down, síndrome de Edwards, síndrome de Patau e com outras trissomias autossômicas de menor freqüência.

  1. Aneuploidias de origem pós-zigóticas

Uma parte dos casos que mostram aneuploidia completa dos cromossomos sexuais pode não ser resultante das aberrações cromossômicas de origem pré-zigótica, e que outra parte desses casos deve ser conseqüência de aberrações ocorridas sucessivamente nos estágios pré e pós-zigótico.A disjunção do cromossomo X ou dos cromossomos X e Y ocorrida durante a primeira divisão de segmentação de um zigoto com cariótipo 46 XY pode originar indivíduos com a síndrome de Klinefelter e cariótipo 47XXY ou 48 XXYY. Do mesmo modo, uma parte dos casos de síndrome de Turner e cariótipo 45 X pode ser conseqüência da perda de um cromossomo X em um zigoto com cariótipo 46 XX ou de um cromossomo Y em um zigoto com cariótipo 46 XY, na primeira divisão de segmentação, já que a perda cromossômica é outra fonte de aneuploidias e pode ser resultado de atraso anafásico ou de aberrações estruturais.Se a falta de disjunção de um autossomo ocorrer na primeira divisão de segmentação de um zigoto com cariótipo normal, o blastômero trissômico terá maior viabilidade que o monossômico. Daí se conclui, também, ser possível supor que uma parte dos casos com síndrome de Down,

síndrome de Edwards e síndrome de Patau, que se mostram totalmente trissômicos, possam ser o resultado da falta de disjunção dos cromossomos 21,18 e 13, respectivamente, durante a primeira divisão de segmentação de zigotos com cariótipo normal.

  1. As aberrações cromossômicas estruturais

Durante a prófase da primeira divisão meiótica, as quebras cromossômicas ocorrem com freqüência, e é normal que as partes cromossômicas fraturadas se tornem a soldar nos locais de fratura, ou que os cromossomos realizem permutas, isto é, troquem segmentos homólogos. Às vezes, porém, isso não acontece, e os segmentos resultantes das quebras cromossômicas se soldam em posição errada, ou se perdem, o que provoca alterações estruturais, que são denominadas aberrações cromossômicas estruturais.

6.1 Síndrome do Cri du Chat

A síndrome do cri du chat é uma anomalia determinada por uma deficiência parcial do braço superior do cromossomo número 5, podendo também ser encontrada em muitos casos de trissomia do cromossomo 18. Essa anomalia, que ocorre obrigatoriamente em casos com cariótipo 46 XX, 5p- e 46 XY, 5p-, recebe esse nome em virtude do choro típico dos pacientes afetados, o qual lembra o miado dos gatos durante o cio.Mais facilmente do que em recém-nascidos, a observação da presença dessa síndrome é feita em fases mais adiantadas, pois além de vários sinais congênitos, os portadores apresentam retardamento mental e neuromotor grave. Fotos de um portador de síndrome de cri du chat e cariótipo 46 XX 5p - aos 10 anos de idade. Notar a fácies de retarda mental e a hipotrofia dos membros.

6.2 Leucemia mielóide crônica

A grande maioria dos casos desse tipo de leucemia apresenta uma alta proporção de metáfases com um cromossomo G muito pequeno, em conseqüência de uma deficiência de, praticamente 40% de seu braço inferior. Esse cromossomo é designado por cromossomo Ph1, que é o resultado de uma translocação recíproca que afeta seu braço inferior e um fragmento de outro cromossomo, geralmente um de número 9.

A leucemia mielóide crônica é de difícil caracterização nas fases iniciais de seu desenvolvimento, mas com a evolução da doença, pode se observar fadiga acentuada e mal estar abdominal, entre outros sintomas. Em muitos casos pode ocorrer surdez ou cegueira e nas mulheres podem ocorrer alterações na menstruação.