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Principais doenças da cultura da melancia.
Tipologia: Slides
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Antracnose É causada pelo fungo Colletotrichum orbiculare (=Sin. C. lagenarium). Aparece inicialmente nas folhas, onde provoca manchas amarelas transparentes, que depois escurecem. Quando o ataque é severo, as folham ficam com o aspecto de queimadas. Nos frutos, as lesões são pequenas (até 1 cm de diâmetro) e deprimidas, normalmente cobertas por uma camada de esporos de coloração rosada(massas rosadas de conídios exsudados dos acérvulos). Pode sobreviver nos restos de culturas até dois anos, nas sementes contaminadas, nas cucurbitáceas e outros hospedeiros silvestres. Os conídios são dispersados dentro da cultura pelos respingos da chuva e da irrigação por aspersão, pelos insetos que são atraídos pela massa mucilaginosa rosada de conídios, assim como pelas ferramentas de trabalho e equipamentos agrícolas. Existem vários cultivares de melancia resistentes às raças 1 e 3, cujo uso é muito importante para reduzir as perdas nos rendimentos e para evitar o estabelecimento da doença nas áreas de produção, principalmente nos cultivos em estufa. As sementes devem ser sadias e limpas, de preferência tratadas com fungicidas para eliminar qualquer possível contaminação superficial. As rotações de culturas por 2-3 anos dão bom resultado no controle desta doença; igualmente, é eficiente a eliminação dos restos de culturas e o controle das cucurbitáceas silvestres. As plantações devem manter-se bem arejadas para evitar o acúmulo de água livre na superfície das folhas e dos frutos. Deve-se evitar a irrigação por aspersão ou se for necessário, realiza-la no período da manhã; nas culturas em estufas, recomenda-se a irrigação por gotejamento. O controle químico é baseado na aplicação de fungicidas protetores e erradicantes. Míldio É uma doença bastante comum em melancia no Brasil, com maior ocorrência nas épocas úmidas e de temperaturas amenas, quando poderá causar severas perdas, se não for controlada adequadamente. Ocorre em todas as regiões do País onde se cultiva melancia, seja em campo ou em estufas, mas é mais importante nas regiões Sul e Sudeste. O patógeno praticamente só ataca as folhas das cucurbitáceas. Os sintomas da doença são notados, inicialmente, na face superior das folhas na forma de pequenas manchas cloróticas ou amareladas, que se desenvolvem esparsamente no limbo e aumentam em frequência e tamanho com o tempo. As folhas mais velhas são as primeiras a apresentarem os sintomas da doença, que vão se espalhando para as mais novas. Com a expansão das lesões, estas podem se tornar amarelas ou amarronzadas e necróticas. Pseudoperonospora cubensis é parasita obrigatório, sendo que a severidade da infecção depende da presença de filme de água na superfície da folha e
condições de alta umidade e temperaturas entre 10 e 25 ºC. A disseminação ocorre principalmente pelo vento e por respingos de água da chuva e de irrigação. Em condições desfavoráveis, são produzidos oósporos nos tecidos velhos, constituindo estruturas de resistência que sobrevivem em restos culturais. O ciclo de vida do fungo é completado em 3 a 4 dias, devido ao fato de a dispersão e a reprodução deste fungo serem rápida, esta é uma doença de difícil controle e que causa perdas em um curto espaço de tempo. O controle deve ser preventivo devido à rápida disseminação do fungo. PRÁTICAS CULTURAIS: Evitar plantios em locais com alta umidade e irrigação por aspersão, caso não seja possível, deve-se reduzir o tempo de molhamento foliar realizando as regas em intervalos maiores e no período da manhã, e propiciar uma melhor ventilação na cultura. CONTROLE QUÍMICO: Fungicidas sistêmicos apresentam controle satisfatório quando usados alternados com outros protetores como mancozeb ou chlorothalonil. Vírus da mancha anelar do mamoeiro, estirpe melancia ( Papaya ringspot virus – type watermelon, PRSV ) O mosaico da melancia ou mosaico comum é a principal doença de origem viral ocorrendo em espécies de cucurbitáceas , em regiões de clima tropical e subtropical, como o Brasil. Este vírus pode tornar-se limitante à produção de melancia, principalmente, quando a infecção das plantas ocorre nos estádios iniciais de desenvolvimento. Plantas afetadas pelo mosaico comum apresentam uma diversidade de sintomas como mosaico, embolhamento e deformação de folhas, com estreitamento da lâmina foliar que fica reduzida às nervuras principais (Figura 7). Plantas doentes apresentam também severo enfezamento. O PRSV-w pertence à família Potyviridae, no gênero Potyvirus. O vírus é limitado às cucurbitáceas, infectando 40 espécies, em 11 gêneros. Foi inicialmente identificado como sendo uma estirpe do vírus do mosaico da melancia e denominado mosaico da melancia 1 ( Watermelon mosaic virus 1 – WMV-1). Entretanto, foi reclassificado como uma estirpe do vírus do mosaico do mamoeiro, baseado em resultados sorológicos e inoculação em plantas hospedeiras. é transmitido por cerca de 24 espécies de afídeos (pulgões) de maneira não persistente. Este modo de transmissão é altamente eficiente. Os pulgões adquirem as partículas virais ao se alimentarem por alguns segundos em planta infectada, durante a “picada de prova”. Tornam-se aptos a transmitir o vírus ao se alimentarem em plantas sadias. Não há relatos de transmissão por sementes. Pode ocorrer em associação com outros vírus como WMV-2, ZYMV e CMV. REFERÊNCIAS http://agrofit.agricultura.gov.br/agrofit_cons/!ap_praga_detalhe_cons? p_id_cultura_praga= https://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Melancia/ SistemaProducaoMelancia/doencas.htm