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Aprenda a instalar o sistema operacional Linux do básico ao avançado. Neste livro o passo a passo está detalhado com riqueza de imagens e tutoriais.
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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Não perca as partes importantes!





























































































Neste capítulo, abordaremos os tópicos referente à instalação do sistema, tais como o particionamento do disco rígido, a utlização dos sistemas Windows e Linux juntos, de pacotes, etc.
Suponhamos que o sistema será instalado em um disco rígido onde já existe outro sistema (no caso, o Windows) e não há espaço livre no HD. Sendo assim, é necessário que se faça um reparticionamento do mesmo, sem a perda de dados existentes.
Falaremos, também, um pouco sobre o que é o Linux , de onde veio e quais as vantagens em utilizar este sistema que ainda é pouco desconhecido por muita gente.
Esta pergunta é muito feita por iniciantes ou pessoas que querem fazer uso desse sistema operacional. Comentarei, então, algumas características próprias do Linux e suas vantagens.
O Linux surgiu da união de milhares de programadores e usuários do mundo inteiro. Tudo começou com um jovem estudante finlandês chamado Linus Torvalds. Em 5 de Outubro de 1991, a seguinte mensagem circulou na Usenet:
“... Como eu mencionei há um mês atrás, estou trabalhando em uma versão ‘free’ de um sistema semelhante ao Minix para computadores AT-386. Ele já alcançou o estágio de ser usável (embora possa não ser, dependendo do que você quer fazer), e pretendo distribuir o código-fonte. É apenas a versão 0.02... mas já consegui rodar o bash, gcc, gnu-make, gnu-sed, compress, etc. nele”.
(^2) Domínio Linux: Do Básico a Servidores
Esta mensagem foi enviada por Linus, que, na ocasião, não imaginava que mais de 12 milhões de cópias estariam espalhadas pelo mundo.
Falemos, então, um pouco sobre as suas vantagens. O Linux oferece uma série de alternativas com muita eficiência e efetividade a baixo custo. Nele, encontramos alguns dos servidores mais usados no mundo, como é o caso do servidor de páginas Apache. Mas não para por aí! Temos os servidores cache, como o squid, servidores de mail (sendmail, qmail, pop3, imap, etc.), NFS e NIS. Há soluções de conectividade com outras plataformas, como Novell, SNA. Ainda existe a possibilidade de usá-lo como servidor de arquivos e impressoras em uma rede Windows.
Enfim, realmente é um sistema muito robusto, com uma infinidade de utilizações (desde rede, até usuários desktop) e inúmeros softwares para aplicações diversas, tanto no modo texto como no modo gráfico. Há, além disso, fator muito forte nesse Sistema Operacional: seu CUSTO. Ele é FREE, ou seja, não há a necessidade de pagar por uma licença. O Linux é liberado através da licença GPL, que nada mais é do que um regulamento que específica o uso do software. Isso significa que você pode ter acesso ao código-fonte do sistema, alterá-lo e distribuí-lo livremente, instalar em quantas máquinas você quiser sem custo adicional.
Para instalar uma versão da conectiva Linux , por exemplo , é necessário o seguinte :
Mb para a partição de troca.
ambientes gráficos).
Neste caso, iremos utilizar uma instalação via disquete e CD- ROM, mas existem outras formas de instalação, como via rede, http, ftp, etc.
É sempre bom darmos uma olhada no tipo de hardware que temos e verificar sua compatibilidade com o sistema. Em http://
(^4) Domínio Linux: Do Básico a Servidores
Feito isso, ele perguntará se você quer gravar um disco de backup, que é o ideal.
Após isso, gravando ou não o disquete de backup, ele mostrará uma linha com a seguinte descrição:
old : 3214 new : 2548
Onde old é o tamanho original da sua partição e new será o novo tamanho se você tiver disponível. Por exemplo, se seu HD tem 6 GB e você quer deixar 2 GB livres em new será necessário informar o valor de 4 GB. Sugiro algo em torno de 3 GB, pois provavelmente você futuramente gostará de ampliá-lo.
Quando o valor da nova partição de um enter é colocado, o programa perguntará se você realmente quer gravar os dados, responda y , de yes , e pronto. Você terá sua partição diminuída, o restante do HD aparecerá como livre e não será necessário, por enquanto, criar nenhuma partição. Caso ainda não apareça como livre quando você executar o fdisk, dê um boot na máquina para completar todo o processo.
Se sua bios não suporta boot por CD, será obrigatória a criação de um disco de boot. Caso contrário, pule este tópico e vá direto para instalação.
Mas para você que precisa criar um disco de boot, tenha calma. O processo é rápido e logo estaremos instalando o tão desejado sistema.
No Windows, novamente no prompt de comando, vá ao diretório dosutils do CD.
C:> d: D:> cd\dosutils
Execute o programa chamado rawrite :
D:\dosutils> rawrite
O primeiro parâmetro a ser passado será o caminho de onde está a imagem a ser gravada no disco. Digite:
..\images\boot.img
No caso onde se encontra o arquivo boot.img, por exemplo se você fez download, e gravou-o no C:, deverá informar C:\boot.img)
Sobre a Instalação^5
O segundo parâmetro a ser passado será o caminho da unidade de disco. Digite:
a:
Prontinho! Agora vamos a fase tão esperada.
Abordarei toda a instalação, no entanto, configurações diferentes serão vistas em outros capítulos. Por exemplo, algumas placas de vídeo, a princípio, não são reconhecidas e não falaremos de sua configuração neste momento. E, por esse motivo, resolvi passar para vocês a instalação em modo texto, pois além de ser mais rápida, pode ser mais flexível. Mas, se você estiver instalando no modo gráfico, não terá problema algum em acompanhar a instalação, pois na realidade são poucas as diferenças entre o modo gráfico do modo texto.
Para iniciarmos o processo de instalação, coloque o CD e/ou disquete nos seus respectivos drivers. Em seguida, dê um boot na máquina. Peço aos senhores que não esqueçam de alterar na BIOS o boot para CD-ROM ou floppy.
Logo que iniciado o processo de boot, surgirá a seguinte mensagem:
É só apertar a tecla enter que o processo de instalação terá inicio.
Sobre a Instalação^7
opção marcada, ele emulara esse terceiro botão quando você apertar os dois botões do mouse de uma só vez. Para marcá-lo, vá até a seleção e aperte e tecla espaço. Este botão é muito útil, pois quando você seleciona um texto no Linux , ele copia. Basta apertar o terceiro botão para colar ou os dois juntos para emular o terceiro. Há muitas outras utilidades que não serão abordadas no momento. Em algumas distribuições, como a Conectiva 6.0, logo após todas essas opções mencionadas, há uma outra opção a ser escolhida, que é a porta COM. Funciona da seguinte forma: COM1 é o ttyS0, COM2 o ttyS1, e assim por diante.
Em seguida, virá a configuração do teclado. Como o anterior, selecione o seu teclado, normalmente o ABNT-2.
A próxima tela é referente aos componentes que serão instalados. Neste caso, estamos utilizando uma versão do Linux 5.1 Servidor , que pode variar um pouco conforme a versão. Recomendo novamente não instalar nenhum tipo de servidor, como roteador, banco da dados, servidor FTP, Internet, etc. A configuração desktop é mais do que suficiente. Em capítulos seguintes configuraremos alguns servidores manualmente para um melhor entendimento do usuário.
Selecionado os componentes , prossiga pela instalação, apertando Enter sobre o OK.
Esta parte é bastante importante, será onde informaremos ao Linux quanto de HD estará disponível para ele. Normalmente, se você fizer uma instalação em modo gráfico, este processo será feito automaticamente pelo Linux , que ocupará todo espaço livre no HD.
(^8) Domínio Linux: Do Básico a Servidores
Em Sumário dos Dispositivos , será informado quantos HDs e partições de discos possuem a máquina. Neste caso, só um HD, o hda. Se houvesse outros, seriam hdb , hdc , e assim por diante. Provavelmente, você terá uma partição ( hda1 ) tipo Fat e outra como Free.
Utilizado a tecla Tab , você colocará o cursor sobre a partição free e apertará a tecla Enter. Uma nova tela de edição parecida com a seguinte será aberta:
Primeiramente, os dados que devem ser inseridos são os seguintes:
(^10) Domínio Linux: Do Básico a Servidores
Antes de iniciarmos este capítulo, vou comentar um pouco sobre as distribuições.
Em geral, as distribuições detectam automaticamente a maioria dos hardwares, inclusive winmodems. Logicamente, estamos falando destas últimas distribuições, tais como Conectiva 7.0, Red Hat 7, Mandrake 8, Tech Linux 2.0, entre tantas outras. Em particular, adaptei-me melhor a Conectiva. Mas não há a melhor distribuição, e sim a que você se adapta melhor.
Sempre é bom verificar a compatibilidade do seu hardware com a distribuição escolhida.
Há uma distribuição chamada WinLinux, mas não é “free”, custa em torno de U$ 30. Existe, também, uma versão mais simples, a qual você pode fazer um download na página www.download.com. Essa versão é muito boa para iniciantes, mas sua instalação e detecção de hardware diferem totalmente dos padrões Linux. Ela é instalada na mesma partição que a do Windows, sendo obrigatório que a partição seja do tipo Fat , ou seja, só é possível instalar em um Windows 95, 98 ou ME. O modo de instalação é muito similar ao Windows da Microsoft.
Não custa dar uma olhada. Voltemos, então, às distribuições Linux. Calma, meus amigos, sei que estão aguardando ansiosamente para poder usar o sistema, mas primeiro precisamos verificar se está tudo OK.
Provalvemente, se você instalou uma distribuição das mais recentes, acredito que já esteja praticamente tudo configurado.
Ao reiniciarmos a máquina, a primeira coisa que você notará é que agora temos um gerenciador de boot, pode ser o Lilo ou Grub. O que vem a ser isso?
Gerenciador de boot, como o nome o diz, gerencia os vários sistemas operacionais instalados na máquina. Dessa forma, você continuará tendo acesso aos outros sistemas instalados no micro.
Configurando seu Linux^13
entre outras tantas que falaremos ainda neste livro. Feito isso, escolha um tipo de sessão. Recomendo o KDE ou o Gnome, que são mais amigáveis. Clique em Ir para enfim entrar no modo gráfico.
Temos o segundo caso, que não conseguiu configurar a placa de vídeo e o monitor logo na instalação. Lembro novamente que sempre é bom dar uma olhada na compatibilidade de hardware de sua máquina e no sistema a ser instalado.
Neste segundo caso, será apresentada uma tela preta como aquela antiga conhecida de todos, o prompt do DOS. Esta tela chamamos de console. Ele terá alguma informação sobre o sistema , tipo Distribuição, Kernel*, e o que não pode faltar, uma linha de login. Nela, você digitará root , como descrito anteriormente; teclará Enter ; digitará a senha. O Linux possui case sensitivo, ou seja, maiúsculas são diferenciadas de minúsculas, por isso preste atenção quando digitar a senha.
Feito isso, o console será liberado. E nós iremos dar início a essa empolgante jornada: o conhecimento.
Primeiramente, digite : pwd e tecle Enter. A partir de agora, para que fique mais nítido para o leitor, quando for necessário teclar Enter , será informado da seguinte forma:
Recapitulando, digite pwd
Digite, agora, ls. Este comando mostrará os arquivos e subdiretórios da pasta root. Aliás, a pasta root é a do diretório de propriedade do superusuário.
(^14) Domínio Linux: Do Básico a Servidores
Para começarmos a entender o sistema realmente, precisamos saber como ele funciona, como acessá-lo, etc. Como foi visto anteriormente, o comando pwd mostra o diretório que nos encontramos. Mas como pode ser /root? Onde foi parar o C:? Algumas mudanças interessantes. No Windows, usuários estão familiarizados com C: , que é a raiz do sistema. Nos sistemas do tipo Unix, isso é semelhante ao “/”. Então, partindo de que “/” é a raiz do sistema, /root é uma sub- pasta da raiz. Digite cd ..
próprio sistema. Por exemplo, o próprio comando ls , o pwd , etc.
Você está lembrado de quando configurou o mouse
(^16) Domínio Linux: Do Básico a Servidores
Agora que já sabemos o que são os diretórios, nada mais justo do que utilizar os de comando no próprio console, aliás, é possível fazer quase tudo no console. Neste momento, farei apenas uma comparação entre comandos do Windows/DOS e Linux. Posteriormente, quando estivermos utilizando mais o Linux , serão apresentados novos comandos:
Windows/DOS Linux cd diretório cd diretório cd.. cd .. copy cp del rm deltree dirname rm -R dirname edit vi (muito mais poderoso) format fdformat help comando man comando md mkdir rd rmdir move mv dir ls type cat print lpr Windows/Dos Linux ren mv cls clear
Um fato que com certeza vai ser estranho para quem nunca usou o Linux anteriormente é que no Linux é normal não usarmos extensões de arquivos. Não que isso seja impossível, mas como disse é normal esse fato no Linux. Com isso, não temos executáveis com extensão .exe. Verificaremos isso mais à frente também. Agora, veremos as permissões de arquivos. Lembra-se do ls -l? Então, o faça novamente. Teremos uma linha parecida com a seguinte: drwxr-xr-x 2 root root 4096 Mar 22 21: bin A primeira letra sempre representa o tipo de arquivo. Temos os seguintes tipos:
Configurando seu Linux^17
touch /var/log/logqualquer ln -s /var/log/logqualquer /root/logqueusaremos
Depois disso, ls -l.
lrwxrwxrwx 1 root root 15 Mar 22:21:34 logqueusaremos
/var/log/logqualquer
Dessa maneira, você pode editá-lo localmente através do vi : vi logqualquer (supondo que o diretório atual seja o root).
Existem formas melhores para fazer isso, como através de Shell scripts prontos. Mas esse foi só para ilustração.
Os caracteres restantes (nove), são divididos em três grupos com três caracteres.
d rwx rwx rwx 1 2 3
Onde os três primeiros (“1”) são referentes às permissões do dono ou proprietário do arquivo.
Os três seguintes (“2”) são referentes às permissões de grupo no arquivo e os três últimos (“3”) são referentes às permissões globais, ou seja, de todos.
Essas três letras têm uma representação básica e um valor determinado:
poderá editar. Seu valor é igual a 2.
Configurando seu Linux^19
Pode-se usar sinal + para acrescentar permissões, - para retirar e = para deixar igual.
ls
Esta primeira forma não muito usual, pois você terá que digitar muito mais coisas do que na segunda. Teremos que fazer apenas uma continha de cabeça para realizarmos.
Abaixo, temos valores que são atribuídos às permissões: 0 = nenhuma permissão; 1 = Execução; 2 = Gravação; 3 = Execução e Gravação; 4 = Leitura; 5 = Leitura e Execução; 6 = Gravação e Leitura; 7 = Execução, Gravação e Leitura. Vamos fazer na prática para melhor entendimento. Se você já está no modo console é só seguir. E se está no modo gráfico, execute algum terminal, que provavelmente está no menu K do KDE, o menu Gnome. É possível, no KDE, digitar apenas Alt + F. Será aberta uma janela para escrever, então, digite xterm. Um aplicativo que emula ou simula o console será aberto. Você também pode procurar diretamente no menu.
Feito isso, digite:
touch arquivo
Esse comando cria um arquivo no diretório atual.
ls -l
Agora, veja as permissões do arquivo. Bom, o que queremos? Vamos dar permissão total para o dono, leitura e escrita, tanto para o grupo como para os demais.
-rw-r—r—
chmod 766 arquivo
(^20) Domínio Linux: Do Básico a Servidores
Onde 7 = 4 (read) + 2 (write) + 1 (execute) - referente às permissões do dono, aquele primeiro grupo de três caracteres; 6 = 4 (read) + 2 (write) referente ao segundo grupo com três caracteres referentes às permissões do grupo; e, enfim, novamente 6, referente ao terceiro grupo de caracteres, aos dos outros usuários que não fazem parte do grupo que o dono faz parte. ls -l