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USO DE DROGAS gria de Lurdes Zemel Maria Eliza de Lomboy ESCOLADE É CARA NOVA DA EDUCAÇÃO. Matriz: Rua Rui Barbosa, 156 (Bela Vista) São Paulo - SP CEP 01326-010 - Tel. Fax (0-XX-11) 284-8500 1.243 Caixa Postal 65149 CEP da Caixe Postal 01390- Intemet: http: com.br E-mail: cpercefid com.br XK-11) 253-5011 0 Editor Maurilo Sampaio Coordenação de revisão Rosa Maria Mangueira Revisão Ana Lúcia P. Horn, Claudia Padovani, Eliza k Lia Hemances, Regina Célia Barrozo Editor de arte Cláudio Cuellar ni Yamane Diagramadores Aparecida Pimentel c Regina: Crema Ilustrador Patrícia DD, Cwinner Iconografia Coordenação: Sônia Odoi Assistência: Maria Rosa Alexandre Pesquisa: Denise Durand Editoração eletrônica Finalização: Alceu Medeiros : Carlos Rizzi e Reginaldo Soares Damasceno Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Zemel, Maria de Lurdes | Liberdade é poder decidir : uso de drogas / | Maria de Lurdes Zeme!, Maria F iza ce lamboy — São | Paulo : FD, 2000. | | Ribliografia. 1. Drogas Abuso |. Lamboy, Maria Eliza de. IL Título. | | | | | | Suplementado pelo livra do professor. | | | | |00-3865 CDD-362.29 | Índices para catálogo sistemático: 1. Drogas : Abuso : Problemas sociais 362.26 ol Inform . gerais “o 1. Usos E Asusos (das Drogas — das Pessoas) (Valéria, 16 anos) “Eu me injeto, ianle dessas afirmações, vamos destacar alguns pontos: 1º) Dois elementos estão sem- pre presentes: uma droga e um indi- víduo. 2º) Os usuários admitem o uso, mas em seguida utilizam uma jusli- ficativa amenizadora, colocando o problema em outra droga ou em outra forma de uso. 3º) Os usuários pretendem ter um controle sobre “sua” droga ou sobre “sua forma de uso”. 4º) Os usuários antevêem um problema e colocam-no a certa dis- tância de si mesmos. É possível se- parar as drogas das pessoas? As pessoas e suas decisões Um fato: Fu estava numa praia, no litoral norte de São Paulo, refletindo sobre o uso das drogas, e do terraço vi um : “Fu não uso drogas proibidas, só bebo.” (José Carlos, 19 anos) “Eu fumo maconha, que é natural. Barra pesada é aquele que usa hola.” (Patrícia, 15 anos) “Crack? Deus me livre! Fu cheiro; é menos perigoso.” mas tomo cuidado porque lavo bem as mãos e uso scringas descartáveis.” (João, 18 anos) pássaro andando pela grama c pian- do desesperadamente, O jardineiro que estava por per- to se aproximou e explicou que a chuva e o vento tinham derrubado um filhote do ninho, e que o pássaro piando cra a mãe procurando seu tilho. Perguntei ao jardineiro como ela poderia levá-lo de volta ao ninho. Fle respondeu que não seria possível. Se a mãe achasse o filhote antes do anoitecer, e se ele não estivesse muito machucado, ela passaria a noite com ele tentando encontrar um local mais protegido para acabar de criá-lo. Mas se ela não o encontrasse até o anoite- cer, ou ainda se o encontrasse muito machucado, ela o abandonaria. Hiquei intrigada com o aconte- cido e pensei no ser humano, Se uma mãe estivesse procurando um filho perdido e ao anoitecer o encontras- se muito ferido, nunca o abandona- ria. Ào contrário, ficaria mais aflita. forte correnteza. Então compreendeu por que os índios mergulhavam. Meu amigo tinha uma expcriên- cia, sabia nadar. Mas não bastava. Precisava considerar a experiência de quem conhecia o rio. O que isso tem a ver com consumo de drogas? Não lhe parece importante ter conhecimento e refletir, para poder decidir sobre seu contato com as drogas? Mesmo quando você se acha muito sabido, como meu amigo na- dador, não é bom olhar a sua volta? Quem decide se vai ou não usar a droga é a pessoa, é você, À pessoa vai agir como um pás- saro, que tem uma “programação”, ou vai pensar, refletir e decidir? Às vezes, podemos achar que temos pouca condição de pensar. Isso nos torna mais vulneráveis para aceitar a pressão de um grupo, defi- nindo-nos como pássaros, com pou- cas opções. Podemos sentir, tam- bém, que a vida é muito extensa, e que vamos ter muito tempo para consertar tudo. Nunca use sua idade como des- culpa. Quem escolhe é você, Você é responsável. Você conhece tudo sobre drogas? Que tal um teste? Pense nas drogas que você co- nhece e faça uma lista. Isso mesmo, pegue um papel e escreva. Terminou? Parabéns! H Se você incluiu fumo e bebidas alcoólicas em sua lista, já foi uma vitória. “ Por que será que são drogas? Convenceu-se de que é preciso ter um conjunto razoável de conhe- cimento sobre drogas? E sobre os efeitos que cada uma provoca, o que você sabe? Mais à frente vamos falar disso, Aqui é só a constatação de que o uso de sua liberdade (querer ou não que- rer usar drogas) exige o conhecimen- to de todos esses fatores. Nos dias de hoje temos muitas preocupações e muitos problemas com o uso e o tráfico de drogas. Muitos controles estão sendo estabelecidos para lentar afastar as pessoas do contato com a droga, como, por exemplo, as leis. Às drogas influindo nas pessoas Quando as pessoas usam drogas pretendem usá-las “adequadamente”, mas eventualmente não conseguem manter esse controle, ficam fissuradas. A lisura, como a própria defi nição sugere, é uma questão psíqui- ca; podemos entender melhor isso se pensarmos numa experiência dis- tante da droga. Eu compro uma bar ra de chocolate que daria para toda a minha família comer. Como o pri- meiro pedaço e, quase sem perce ber, vou comendo outro e outro, até acabar com a barra. Não estou me sentindo bem; é muito chocolate para mim, mas minha cabeça vai justificando essa comilança. Vai me dizendo: “— tudo bem, depois eu compro outro”, “tudo bem, meus irmãos não gostam tanto de choco- late como eu”. Assim, posso arranjar muitas juslificativas que me conven- cam. Da mesma maneira pode acon- tecer com as drogas. Vou usando e justificando para mim mesma por que não consigo parar. Usar uma droga é muito diferen- te de abusar ou depender dela. Usar ou experimentar seria: “ — hoje vou fumar só um cigarro” ou “ — hoje vou tomar só um copo de cerveja”. Muitas pessoas “usam” ou “ex- perimentam” drogas. Isso não signi-, fica que elas comprometerão suas vi- das. Elas não ficam fissuradas e não se colocam em risco, Não perdem a capacidade de pensar sobre si mes- mas. Por exemplo: vou sair no sába- do e sei que vou beber, Então, tenho de tomar o cuidado de jantar antes de sair e de pensar sc estou mesmo com vontade de beber. Pode ser que eu me sinta “obrigada” a beber só porque é sábado. Mas essa experiência pode dar certo. Começo a repeti-la com algu- ma frequência. “— Quando estou deprimido, quero beber para ficar alegre”. “— Briguei com meus pais e quero beher para relaxar”. Se repito muito essa experiência, vou causar tolerância em meu orga- nismo. TOLERÂNCIA: estado do orga- nismo e/ou do psiquismo em que aquantidade de droga precisa ser aumentada para que se obtenha o prazer anterior. Tenho então condição de obser- var que antes eu tomava uma cerve- ja e agora preciso tomar duas ou três. Estou abusando da droga. Nesse estágio as pessoas já co- meçam a ter problemas. Um exem- plo: —Tenho fumado maconha nas festinhas de [im de semana e às ve- QUANDO É USO E QUANDO É ABUSO? , Depender da droga significa pre- cisar dela para restabelecer um equi- librio, pois a falta da droga no orga- nismo causa desequilíbrio, causa abs- tinência. ABSTINÊNCIA: são sinais físicos [eâibras, dores de cabeça] ou psi- quicos ansiedade, depressão! que aicontecem com a interrupção do uso da droga. Num estado grave de dependên- cia, as pessoas passam a ser contro- ladas pela droga. Obter a droga e usá- la são os únicos sentidos de sua vida. Nessa fase, já então é impossível obe- decer a normas e cumprir regras até com o próprio corpo. Neste momen- to, a vida resume-se em: procurar a droga — usar — ler fissura — usar mais — ler sinais de abstinência — 14 | DEPENDÊNCIA precisar usar. Assim, progressivamen- te, até a overdose. OVERDOSE: como a própria tra- cução da polavra diz, é uma dose exagerada para o organismo do indivíduo e que pode levórlo àmorte. Às drogas comprometendo as pessoas O processo depende tanto das pessoas como das drogas. As pessoas têm organismo e psi- quismo diferentes. Por exemplo, Ma- ria tem febre, Isso a deixa tão abatida que precisa faltar à escola. João não. Fle tem febre e continua suas ativida- des. Ou, ainda, Alice lirou uma nota baixa e chorou três dias. Joana tirou a mesma nota e tomou a providência Mas, na classe, quando recebeu a prova, teve a sensação de que a matéria ia se distanciando dela. Ela tinha estudado, mas deu um branco, não se lembrava de quase nada. Então seu pensamento voou. Foram apenas alguns segundos, mas ela teve a impressão de que foram algumas horas. E num instante várias cenas rodearam a sua cabeça: a nota baixa, a possivel repro- vação, como contar para a mãe, como encarar os cole- gas, que achavam que ela era uma boa aluna, e as férias, ah... até a brancura de seu corpo, por não tomar sol no próximo verão, ela sentiu. Imediatamente uma sen- sação de desconforto tornou conta dela. Sentiu calor, dor de estômago e começou a suar. Por que ocorrem todas essas sensações desagradáveis? A o ler a prova, os estímulos en- traram pelos olhos e foram con- duzidos por células chamadas neu- rônios, que funcionam como fios clé- tricos na transmissão dos impulsos para o cérebro. O cérebro recebe as mensagens e devolve-as através de outros neurônios para todas as par- tes do corpo. A tensão e o medo de Cristina atrapalharam as informações que cs- tavam sendo transmitidas pelos neu- rônios, e cla não se lembrou do que tinha estudado. Outras informações presentes em seu cérebro afloraram e confundiram as transmissões. Os estímulos foram transmitidos para glândulas, que provocaram sensações de calor quando se sentiu em pânico porque não se lembrava do que ti- nha estudado no dia anterior. Essas reações ocorrem no nosso organismo com frequência. Muitas vezes um cheiro, uma foto, uma pes- soa ou um ruído podem provocar tó imediatamente lembranças, [anta- sias, ilusões c até alucinações. Você lembra do gato ou da gata que só lhe dirigiu um “oi”? Você sentiu seu coração disparando, como se fosse o grande amor de sua vida? É isso mesmo. Por alguns segundos a gen- te tem dificuldade de distinguir en- tre a realidade e as fantasias criadas naquele momento. Como você está percebendo, nosso sistema nervoso, agindo natu- ralmente, pode criar situações que parecem confusas. Você conhece essa célula nervosa que se chama neurônio? Conheça-a: > dendritos Neurônio As drogas psicoativas podem ser divididas em três grupos, dependen- do da ação que exercem no cére- bro: depressoras, estimulantes e per- turbadoras. As depressoras atuam diminuin- do a atividade das células nervosas. O indivíduo fica “desligado”, “deva- gar”ou alheio ao que está aconte- cendo a seu redor. As estimulantes atuam aumen- tando a atividade das células nervo- perturbadoras “depressoras sas, acelerando o fluxo das mensa- gens, fazendo com que a pessoa que as utiliza fique “ligada” ou “elétrica”, Por último, as drogas perturba- dloras, que interferem na atividade do cérebro de maneira pouco conheci- da. Flas fazem com que o cérebro passe a funcionar de maneira desgo- vernada, Podemos dizer que a pes- soa fica com a mente perturbada, fica “doidona”. Dale TIPOS DE id Bel : estimulantes A tabela a seguir mostra a classificação dos principais tipos de drogas. PRINCIPAIS DROGAS PSICOTRÓPICAS Perturbadoras| Depressoras | Estimulantes | Maconha Álcool Cocaína LSD Narcóticos Anfetaminos Ecstasy Sedativos Fumo Plemtas alucinógenas Ansioliticos Cafeína Antidepressivos 18 ficar como o arlista que aparece na propaganda. Aí, já estou comprada. É às vezes não consigo nem ser edu- cada, fumando até dentro do elevador! Muitos outros problemas apare- cem com o uso contínuo do cigarro. Além do câncer de pulmão, os fu- mantes podem desenvolver câncer de garganta e de esôfago. Úlceras de estômago também são mais comuns em pessoas que fumam. Então por que as pessoas fumam? Em primeiro lugar o fumo é uma droga permitida por lei e aceita social- mente. O espaço que já foi conquis- tado pelo cigarro invade o nosso dia- a-dia. Nos filmes, nas novelas, nas festas e nas ruas você encontra jovens e velhos, homens e mulheres com ci- garros entre os dedos. Um segundo aspecto é que o re- sultado do fumo normalmente demo- ta a aparecer. Muita gente só se con- vence após um enfarto ou um cân- cer de pulmão. São poucos os que insistem fumando depois disso, Podemos ainda dizer que 0 fumo aparentemente não compromete a atividade rotineira. O fumante con- tinua desempenhando as suas fun- ções no trabalho, na família e na so- ciedade. O que encontramos no cigarro que e causar tanto prejuízo à nossa saúde? Os elementos mais importantes são nicotina, alcatrão e monóxido de carbono. A nicotina é o princípio ati- vo do cigarro. É uma droga estimu- lante, que altera os batimentos cardia- cos, a pressão arterial, a frequência res- piratória e a atividade muscular. A nicotina do cigarro transfere-se para os alvéolos pulmonares c em seguida para a corrente sanguínea, chegando diretamente ao cérebro. Esse percurso é feito em tomo de 7,5 segundos. O alcatrão é o componente que dá sabor ao cigarro. Infiltra-se nos alvéo- los pulmonares causando graves problemas respiratórios. Contém algumas substâncias consideradas cancerígenas. PULMÃO NORMAL ÃO DE FUMANTE Eos: James Semeson!SPLISIC AM Photos O monóxido de carbono, componente da fumaça do cigarro, quando inalado, combina-se com a hemoglobina do sangue. Como a hemoglobina é responsável pelo transporte de oxigênio através do sangue, esse transporte fica sensivelmente comprometido. Outros alertas Os fumantes passivos, aqueles que são expostos à fumaça do cigar- ro, também são atingidos pelos efeitos do cigarro de uma maneira bem significativa. 2 sse é um pequeno recorte de uma E conversa entre traficantes que desejam introduzir a cocaína em um bairro de uma cidade grande. É uma conversa simples, quase equivalente à de um grupo de comer- ciantes que desejaria introduzir uma nova marca de chocolate. Às vezes nós ficamos pensando que traficantes são pessoas que logo reconheceríamos como diferentes de nós, como se livessem uma marca na cara. Mas não. Cles são apenas comerciantes. Comercializam dro- gas para ganhar dinheiro. Claro que não têm o direito de fazer isso, pois estão comerciali- zando um produto ilegal, como a co- caína. Mas os traficantes têm uma mar- ca, que nós não enxergamos. Está es- condida no coração e na ética. Fles vendem um produto proibido enãose preocupam com a saúde de seus com- pradores. Então, pense um pouco em você. Como é sua preocupação com sua saúde? Você quer cuidar do seu cor- po e da sua cabeça? O traficante vai continuar ven- dendo. Você vai comprar? Ese você comprar? Não entra no mesmo esquema dele? Você estaria usando um produto proibido, que faz mal à saúde. Então, nessa silua- ção, você e o traficante não são iguais? Quando nós somos muita pe- quenos, acreditamos em lobo mau. Agora já crescemos um pouco e po demos ver que o mal está dentro das 24 pessoas e muitas vezes dentro de nós mesmos. De vez em quando fazemos coi- sas indevidas ou ilegais. Ainda bem que Lemos cabeça para pensar e po- demos refazer estes caminhos. Um pouco dar história Em dois países sul-americanos, Perue Bolívia, existem plantações de coca. Muitos nativos desses lugares mastigam as folhas dessas plantações para enganar a fome, suportar o Írio e não sentir os efeitos da altitude, O que eles buscam, e encontram, é a pos- sibilidade de trabalhar mais comendo menos, já que ganham pouco. Nos mercados vendem-se folhas de coca e nos hotéis serve-se chá de coca. Quando a planta é ingerida as- sim, como alimento ou bebida, muito pouca cocaína chega ao cérebro. O que não significa que num exame antidoping a substância não apareça na urina. Uma vez, alguns anos atrás, um time brasileiro de futebol foi jogar na Bolívia e o goleiro passou por um cxame antidoping. Foi constatada a presença de cocaína. Inicialmente foi suspenso de sua atividade, Con- seguiu-se depois provar que ele ti- nha tomado apenas chá de coca ser- vido no hotel. Ele foi absolvido. As folhas de coca apresentam apenas o equivalente a 1% de seu peso em cocaína. Já deu para perceber? Folha de coca é uma coisa e cocaína é outra, certo? Mesmo assim já deu para per- ceber que, mesmo quando mascada, a coca é usada para “suportar” mais do que o organismo pode? Não lhe parece que é aí que mora o problema? Talvez você já tenha visto na aula de História como cram tratados os es- cravos. Será que a idéia não é a mes- mat Não importa se a consequência possa vir a ser a morte; importa que em pouco tempo você dê tudo de si. À cocaína A planta da qual se extrai a co- caína se chama coca ou epadu. Para chegarmos à cocaína, é pre- ciso um processo de refino. O refino da cocaína vendida pelos traficantes é feito em labora- tórios clandestinos, pois é uma dro- ga proibida por lei, já que é uma substância psicoativa. A cocaína chega aos grandes centros de consumo, como São Pau- lo, Rio de Janeiro, Salvador, Fortale- za, como um pó branco. É chamada popularmente de “pó”, “farinha” ou Planta de coca ou epadu. 25 “branquinha”. A cocaína pode ser usada de muitas formas: e aspirada ou “cafungada”; * injetada ou “pelos canos”; * fumada em forma de crackou merla. Aspirar é a forma mais comum de uso. É bastante perigosa, porque a droga, quando aspirada, entra na corrente sangiiínea por meio da vascularização da mucosa, onde a absorção é quase total. Ao mesmo tempo que o efeito é imediato, sua duração é curta e sua lolerância ins- tala-se rapidamente. Quando as pessoas aspiram co- caína acontece uma vasoconstrição. Os vasos sanguíneos diminuem seu calibre e a circulação fica prejudi- cada. As mucasas, como a do nariz, precisam de muito sangue para per manecer sadias. Com o uso contínuo cla droga, acontece um apodrecimen- to da mucosa, o septo nasal fica