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Biografia de santo agostinho, filósofo, escritor, bispo e teólogo cristão do norte da áfrica durante a dominação romana. Conheça suas obras, como 'contra os acadêmicos', 'solilóquios' e 'de trinitate', e suas ideias sobre a relação entre a fé e a razão, entre a igreja e o estado.
Tipologia: Slides
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IFPI – Instituto Federal Piauí
Curso:Tec.Informatico 2ºAno Disciplina:Filosofia Prof:Danilo Morete
Biografia Santo Agostinho (354-430) foi um filósofo, escritor, bispo e importante teólogo cristão do norte da África, durante a dominação romana. Suas concepções sobre as relações entre a fé e a razão, entre a Igreja e o Estado, dominaram toda a Idade Média. Santo Agostinho, conhecido também como Agostinho de Hipona, nasceu em Tagaste, na cidade da Numídia (hoje Argélia), no norte da África, região dominada pelo Império Romano, no dia 13 de novembro de 354. Sua infância e adolescência transcorreram principalmente em sua cidade natal, em um ambiente limitado por um povoado perdido entre montanhas. Seu pai era pagão e sua mãe uma cristã devota que exerceu grande influência sobre a conversão do filho. Obra Contra os acadêmicos : Redigido em 386, Contra os acadêmicos é um diálogo dividido em 3 livros, no qual Santo Agostinho, recém-convertido ao catolicismo, refugia-se por seis meses com seus discípulos nos arredores de Milão, e com eles dá início a sua busca pela sabedoria, tema dominante da obra. Os acadêmicos afirmavam que encontrar a verdade era algo impossível. Agostinho, em contrapartida, afirmava que a busca pela verdade era necessária para ser feliz, mesmo que esta não fosse alcançada;e também que só seria possível encontrar a verdade se o destino, entendido por ele como um desígnio divino, permitisse. Os diálogos ocorriam entre Agostinho (professor) e seus discípulos, dentro de um sistema que se inicia com uma pergunta, logo depois o debate de opiniões e, por fim, as conclusões. Solilóquios : Nessa obra, também escrita em forma de diálogos, nosso filósofo exprime um problema pessoal, que seria a dualidade de sua alma (uma voltada a eternidade e à figura de Deus; e outra pessoal, o ego).Devemos lembrar que fazia pouco tempo que este tinha se convertido ao Cristianismo, e as questões existenciais fervilhavam em sua vida. Cada ser humano, para Agostinho, possui em seu interior “dois homens” ou duas personalidades. A primeira personalidade seria o “Homem exterior”, do mundo mundano, com necessidades biológicas, instintivo e animal. O segundo, o “Homem interior”, está ligado aos sentimentos, ao plano metafísico e a sua ligação com a dividade. É no homem interior, ligado a Deus, que Agostinho busca a felicidade e um sentido para sua existência. De Magistro : O Mestre é um livro de caráter filosófico-pedagógico, no qual Agostinho tem um diálogo com seu filho Adeodato, na época com 16 anos, sobre a linguagem.Dentro dessa questão ocorrem perguntas e respostas sobre retórica, ensino e aprendizagem. Agostinho, o mestre, e Adeodato, o aluno, mais uma vez se veem na busca pela verdade. Agostinho afirma que não são as palavras do mestre que conduzem à verdade, mas que esta está no interior do homem, e foi embutida por Deus. Mesmo que a verdade tenha sido dada por Deus, a razão é necessária no processo da fé religiosa: “é necessário compreender para crer e crer para compreender”. De Trinitate : A Trindade é, ao lado de Confissões e A Cidade de Deus, um dos monumentos literários da Filosofia Cristã da Idade Média. Santo Agostinho, em três partes, aborda uma das questões mais essenciais para a construção da liturgia católica. A primeira parte começa com um sentido para a busca da trindade, dentro da eudaimonia (felicidade) da filosofia grega, incorporada ao pensamento cristão. Na segunda parte o filósofo nos apresenta a Trindade, Deus-Pai, Filho e Espírito Santo, mostrando suas singularidades. A última parte é uma pequena biografia de Agostinho no período em que produziu a obra. Principais Ideias A Gnosiologia: Agostinho considera a filosofia praticamente, platonicamente, como solucionadora do problema da vida, ao qual só o cristianismo pode dar uma solução integral. Todo o seu interesse central está, portanto, circunscrito aos problemas de Deus e da alma, visto serem os mais importantes e os mais imediatos para a solução integral do problema da vida.
seria de direito positivo, e não natural. Nem a escravidão é de direito natural, mas consequência do pecado original, que perturbou a natureza humana, individual e social. Ela não pode ser superada naturalmente, racionalmente, porquanto a natureza humana já é corrompida; pode ser superada sobrenaturalmente, asceticamente, mediante a conformação cristã de quem é escravo e a caridade de quem é amo. O Mal: Agostinho foi profundamente impressionado pelo problema do mal de que dá uma vasta e viva fenomenologia. Foi também longamente desviado pela solução dualista dos maniqueus, que lhe impediu o conhecimento do justo conceito de Deus e da possibilidade da vida moral. A solução deste problema por ele achada foi a sua libertação e a sua grande descoberta filosófica teológica, e marca uma diferença fundamental entre o pensamento grego e o pensamento cristão. Antes de tudo, nega a realidade metafísica do mal. O mal não é ser, mas privação de ser, como a obscuridade é ausência de luz. Tal privação é imprescindível em todo ser que não seja Deus, enquanto criado, limitado. Destarte é explicado o assim chamado mal metafísico, que não é verdadeiro mal, porquanto não tira aos seres o lhes é devido por natureza. Quanto ao mal físico, que atinge também a perfeição natural dos seres, Agostinho procura justificá-lo mediante um velho argumento, digamos assim, estético: o contraste dos seres contribuiria para a harmonia do conjunto. Mas é esta a parte menos afortunada da doutrina agostiniana do mal. Quanto ao mau moral, finalmente existe realmente a má vontade que livremente faz o mal; ela, porém, não é causa eficiente, mas deficiente, sendo o mal não ser. Este não ser pode unicamente provir do homem, livre e limitado, e não de Deus, que é puro ser e produz unicamente o ser. O mau moral entrou no mundo humano pelo pecado original e atual; por isso, a humanidade foi punida com o sofrimento, físico e moral, além de tê-lo sido com a perda dos dons gratuitos