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Reflexões sobre desastres naturais: Inundações, deslizamentos e desabamentos, Notas de estudo de Engenharia de Produção

Jorge paulino, engenheiro eletricista, reflete sobre as causas de desastres naturais como inundações, deslizamentos de terra e desabamentos de residências. Discutimos as hipóteses de aquecimento global, intervenção humana no ecossistema e desconhecimento histórico de fenômenos naturais. O artigo também aborda os casos específicos de angra dos reis e rio de janeiro.

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 08/01/2010

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Por Jorge Paulino
Engenheiro Eletricista
Passado a comoção das tragédias, se faz necessário a reflexão do que causou essas
calamidades.
Inundações, deslizamentos de terra e desabamentos de residências, são conseqüências do
aquecimento do planeta? Ou esses desastres foram ocasionados pela ocupação e
intervenção do homem no ecossistema? Ou o desconhecimento do histórico de fenômenos
naturais na área?
Sim, todas as preposições estão corretas.
Mas o que aconteceu no Rio de Janeiro e em Angra dos Reis?
A alta pluviosidade foi um dos principais condicionadores dos movimentos do solo, nas
zonas morfológica e geologicamente susceptíveis a estes fenômenos, os movimentos não
ocorreram somente diante dos excepcionalismos pluviométricos.
O desgaste das rochas pela ação do sol, dos ventos e das chuvas, ocasionou a erosão
criando uma camada espessa (entre a superfície e a rocha dura), extremamente permeável.
Quando chove muito, a água ocupa toda essa camada que encharcado e pesado tornam os
deslizamentos inevitáveis, mas é relativamente possível calcular os riscos e impedir
construções e a permanência humana em algumas zonas mais críticas.
Em meu artigo “O ciclo das águas“, publicado em Agosto de 2009, eu tracei um paralelo
entre as forças da natureza e a intervenção do homem no Ecossistema.
Precisamos repensar na ocupação desordenada do solo urbano, nos projetos de arquitetura,
nos novos empreendimentos e principalmente nas características de cimentização e
verticalização das cidades.
O que o homem toma da natureza, será cobrado mais tarde, e com o sacrifício de vidas.
As conivências dos nossos governantes com o poder econômico e com o poder político
sempre acarretam tragédias.
Mas quem será responsabilizado?
Certamente responsabilizarão a fúria da natureza!
Reproduzo agora o Comentário do Engenheiro Civil, Wanderson T. de Souza
“Caro colega, Eng. Jorge Paulino as tragédias ocorridas eram previsíveis, tanto em Angra
quanto no Rio de Janeiro.
Perfeito as indagações do texto.
Sim, existem históricos de acontecimentos nas regiões e a intervenção danosa do homem
no ecossistema.
Como Engenheiro Civil, posso afirmar que suas considerações quanto aos deslizamentos e
desabamentos das residências estão corretas.
Aqui em São Paulo as constantes inundações fazem parte de uma rotina quase que diária.
É de impressionar?
Não, é previsivel.
É exatamente o descrito em seu artigo "O Ciclo das Águas", o crescimento desordenado
dos Centros Urbanos, a cimentização tornando a cidade mais impermeável e a
verticalização mudando o micro clima da região.
Medidas urgentes precisam ser tomadas tais como:
1-novos formatos de projetos de Prédios e Edificações com captação das aguas Pluviais;
2- a criação de mais áreas verdes e com permeabilidade;
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Por Jorge Paulino Engenheiro Eletricista Passado a comoção das tragédias, se faz necessário a reflexão do que causou essas calamidades. Inundações, deslizamentos de terra e desabamentos de residências, são conseqüências do aquecimento do planeta? Ou esses desastres foram ocasionados pela ocupação e intervenção do homem no ecossistema? Ou o desconhecimento do histórico de fenômenos naturais na área? Sim, todas as preposições estão corretas. Mas o que aconteceu no Rio de Janeiro e em Angra dos Reis? A alta pluviosidade foi um dos principais condicionadores dos movimentos do solo, nas zonas morfológica e geologicamente susceptíveis a estes fenômenos, os movimentos não ocorreram somente diante dos excepcionalismos pluviométricos. O desgaste das rochas pela ação do sol, dos ventos e das chuvas, ocasionou a erosão criando uma camada espessa (entre a superfície e a rocha dura), extremamente permeável. Quando chove muito, a água ocupa toda essa camada que encharcado e pesado tornam os deslizamentos inevitáveis, mas é relativamente possível calcular os riscos e impedir construções e a permanência humana em algumas zonas mais críticas. Em meu artigo “O ciclo das águas“, publicado em Agosto de 2009, eu tracei um paralelo entre as forças da natureza e a intervenção do homem no Ecossistema. Precisamos repensar na ocupação desordenada do solo urbano, nos projetos de arquitetura, nos novos empreendimentos e principalmente nas características de cimentização e verticalização das cidades. O que o homem toma da natureza, será cobrado mais tarde, e com o sacrifício de vidas. As conivências dos nossos governantes com o poder econômico e com o poder político sempre acarretam tragédias. Mas quem será responsabilizado? Certamente responsabilizarão a fúria da natureza!

Reproduzo agora o Comentário do Engenheiro Civil, Wanderson T. de Souza

“Caro colega, Eng. Jorge Paulino as tragédias ocorridas eram previsíveis, tanto em Angra quanto no Rio de Janeiro. Perfeito as indagações do texto. Sim, existem históricos de acontecimentos nas regiões e a intervenção danosa do homem no ecossistema. Como Engenheiro Civil, posso afirmar que suas considerações quanto aos deslizamentos e desabamentos das residências estão corretas. Aqui em São Paulo as constantes inundações fazem parte de uma rotina quase que diária. É de impressionar? Não, é previsivel. É exatamente o descrito em seu artigo "O Ciclo das Águas", o crescimento desordenado dos Centros Urbanos, a cimentização tornando a cidade mais impermeável e a verticalização mudando o micro clima da região.

Medidas urgentes precisam ser tomadas tais como:

1-novos formatos de projetos de Prédios e Edificações com captação das aguas Pluviais; 2- a criação de mais áreas verdes e com permeabilidade;

3- a desocupação das áreas de inundação nas margens dos rios e o estudo de vazão dos rios para a definição das suas calhas; 4- a criação de cinturões verdes nas encostas.

Espero que tenhamos um 2010, iluminado e menos trágico, precisamos lembrar o grande Tom Jobim e a sua melodia "Águas de Março fechando o verão"

Eng. Wanderson T. de Souza

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