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O presente trabalho tem como tema: Ecologia e Biodiversidade. O termo ecologia, ao longo dos anos, tem sido um dos mais utilizados pela mídia como uma forma de retratar assuntos relacionados à natureza e sua conservação, Programas como Globo Ecologia e Repórter Eco pegaram carona no tempo como uma forma mais simples de atrair o público, uma vez que o imaginário popular acostumou a relacionar o termo à elementos do mundo natural. No entanto, o ramo da biologia denominado ecologia é um pouco mais complexo do que simplesmente se sensibilizar pela causa natural.
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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Introdução
O presente trabalho tem como tema: Ecologia e Biodiversidade. O termo ecologia, ao longo dos anos, tem sido um dos mais utilizados pela mídia como uma forma de retratar assuntos relacionados à natureza e sua conservação, Programas como Globo Ecologia e Repórter Eco pegaram carona no tempo como uma forma mais simples de atrair o público, uma vez que o imaginário popular acostumou a relacionar o termo à elementos do mundo natural. No entanto, o ramo da biologia denominado ecologia é um pouco mais complexo do que simplesmente se sensibilizar pela causa natural.
Há quem pense também que a ecologia está relacionada apenas ao movimento ambientalista. O termo ecologia é formado pela junção de dois radicais oikos , que significa “casa” e logus, o radical utilizado para determinar “estudo”, sendo assim, considerando apenas a etimologia da palavra, ecologia seria algo como o “estudo da casa”, ou seja, o estudo da natureza, a casa dos seres vivos e por que não dizer o “o estudo da nossa casa”, uma vez que somos espécies pertencentes à fauna terrestre como as outras e a natureza é nossa casa original.
A biodiversidade pode ser interpretada do ponto de vista da variação intra-específica e incluir, em maior escala, a variedade de tipos de comunidades ou ecossistemas de dada região. Ainda não há consenso entre os pesquisadores acerca do número de espécies existentes atualmente em nosso planeta.
Objectivos
Objectivo geral
Descrever a origem da ecologia e biodiversidade.
Objectivo especifico
Descrever a importância dos estudos dos ecossistemas e biodiversidade; Perceber as principais formas de conservação e protecção da biodiversidade.
De acordo com Oliveira (1997, p.57), “metodologia é um conjunto de métodos ou caminhos que são percorridos na busca do conhecimento”. São regras que permitem procurar e desenvolver o conhecimento científico.
Qualquer actividade ou tarefa requer a adopção de estratégias com vista a concretizar os objectivos que se pretendem alcançar. Segundo Gil (1999, p.21) “metodologia sob o ponto de vista científico, é um processo racional para se chegar a um conhecimento ou demonstração da verdade afirmando ou refutando as hipóteses”.
Para a realização do presente trabalho, usou-se o método bibliográfico, que consistiu nas consultas do manual, módulos de Ecossistema da Terra do 1º Ano do IED da UCM, recorreu se também à internet.
Ecologia, como palavra, foi utilizada e criada pela primeira vez em 1869, pelo naturalista Ernest Haeckael, que também foi o primeiro a conceituar esse, até então, novo ramo da biologia. Ernest Haeckel definiu ecologia como “ o estudo científico das interações entre organismos e seu ambiente ”, ou seja, para Haeckel, estudar ecologia era integrar o estudo dos seres vivos às características do ambiente em que os mesmos viviam. Em 1972, 103 anos após a oficialização da ecologia como um ramo das ciências biológicas, o então ecólogo Charles Joseph Krebs, conhecido também somente como Krebs, resolveu incrementar o conceito concebido por Haeckel.
Para Krebs a ecologia seria “ o estudo científico das interações que determinam a distribuição e abundância dos organismos ”. Qual a diferença entre o termo cunhado por Haeckel e o do Krebs? Simples, Krebs resolveu aprofundar o termo cunhado anteriormente enfatizando que as interações são fatores determinantes para a distribuição a abundância dos organismos e procurando entendê- los, sendo que o termo de Haeckel apenas menciona e procura entender quais são essas interações.
A definição moderna de ecologia bebe das suas duas principais fontes e podemos conceituá-la como “ o estudo científico da distribuição e abundância dos organismos e das interações que as determinam ”. Sendo assim, pensando em um aspecto mais amplo, a ecologia quer entender quais os fatores são determinantes para a existência das espécies em um determinado local e outro não,
Seguindo o conceito de ecologia nos deparamos com o termo “interações”. Ao procurar o termo “interação” no dicionário, podemos nos deparar com alguns conceitos, porém dois são mais interessantes para podermos entender o papel desse termo na ecologia: o primeiro é de que “ interação é a influência recíproca entre uma coisa e outra ” e o segundo conceito, mais voltado para a psicologia diz que “ interação é um fenômeno que permite, a um certo número de indivíduos, constituir um grupo e que consiste no fato de que o comportamento de cada indivíduo se torna estímulo para um outro ”. Sendo assim, podemos definir as interações ecológicas como a forma como os organismos, populações e comunidades interagem com fatores bióticos e abióticos. Dentre as interações ecológicas, podemos evidenciar as chamadas relações ecológicas, que são as interações entre organismos, ou seja, apenas entre fatores bióticos. Essa parte da ecologia, do estudo de interações, podemos encaixar em um ramo maior, a ecologia comportamental.
As relações ecológicas podem ser intraespecíficas e interespecíficas. As relações intraespecíficas são entre organismos pertencentes à mesma espécie já as interespecíficas são entre membros de espécies diferentes. Um exemplo bem didático para entender essa diferença pode ser feito utilizando como exemplo zebras e leões. A disputa pela liderança do bando por dois leões machos é um exemplo de competição intraespecífica, uma vez que os envolvidos (dois leões machos), pertencem à mesma espécie ( Panthera leo ), já quando um leão ataca uma zebra- da-planície para se alimentar é um exemplo claro que interação interespecífica, visto que ocorre entre dois organismos de espécies diferentes, o leão ( Panthera leo ) e a zebra-da-planície ( Equus quagga ).
Além dessa divisão em intraespecíficas e interespecíficas, as relações ecológicas também podem ser divididas em harmônicas e desarmônicas. As relações harmônicas sugerem harmonia, ou seja, uma relação sem conflitos, pautada pelo bem-estar, ecologicamente falando, relações desarmônicas ocorrem quando ambos organismos são beneficiados, ou ainda quando há benefício para uma das partes e neutralidade para a outra (onde não há benefício mas também não há prejuízo, a relação é nula).
As relações desarmônicas, como o próprio nome já diz, é o oposto das relações harmônicas, ou seja, aqui há uma relação conflituosa entre os organismos. Nesse caso, algum dos lados sempre vai ser prejudicado, não há neutralidade, ou a relação vai ser benéfica para um e maléfica para
outro, ou vai ser maléfica para ambos. As relações harmônicas são a protocooperação, o comensalismo, o inquilinismo, o mutualismo, as colônias e as sociedades, já as interações desarmônicas são o amensalismo, a competição, o esclavagismo, o herbivorismo, o predatismo, o parasitismo e o canibalismo.
O uso midiático da ecologia geralmente é sempre atrelado à um outro termo bastante popular, a preservação, além dele vocês também podem se deparar com o termo conservação. Os dois estão associados à proteção da natureza, correto? Correto, no entanto eles não significam estritamente a mesma coisa.
A preservação carrega um arcabouço extremamente protecionista da natureza, visto que ela sugere isolamento, manter a natureza intocável, isolar o ambiente de qualquer contato humano, ou seja, protegê-lo integralmente. Já a conservação prediz a proteção dos elementos naturais, no entanto sem a necessidade de isolamento, permitindo que haja um uso responsável da área e em alguns casos de seus recursos.
Atualmente, a conservação é muito mais plausível e factível do que a preservação, uma vez que não há a necessidade explícita de isolamento dos elementos naturais, em alguns casos permitindo até que populações humanas tradicionais continuem ocupando as áreas. No entanto, em alguns casos extremos, quando, por exemplo, uma espécie está em risco iminente de extinção, com sua sobrevivência extremamente ameaçada, faz se necessário o uso de estratégias de preservação, ou seja, do isolamento. Então, quando à partir de agora você ouvir “devemos preservar a natureza” questione o interlocutores e à si mesmo, “nesse caso é conservar ou preservar?”.
Hoje em dia, com a expansão cada vez maior da espécie humana, além da facilidade de deslocamento, utilizar-se da preservação é cada dia mais difícil, uma vez que manter uma área isolada exige muita fiscalização e cuidados para impedir que pessoas entrem. Nesse contexto de preservação e conservação, surgiram as Unidades de Conservação (parques e reservas) que visam conservar áreas importantes para a biodiversidade mundial.
A biodiversidade pode ser definida como o conjunto de todos os seres viventes de uma região específica, ou seja, o conjunto de organismos, populações e comunidades, no entanto, é
ecológicos funcionam e o que devemos fazer para que eles continuem ocorrendo é fundamental para a sobrevivência e persistência de todos os seres vivos, e quando digo todos, é claro, estou incluindo a nossa espécie, os humanos. A natureza opera sob um delicado equilíbrio, como se fosse um enorme castelo de cartas, se você retira uma carta compromete toda a estrutura e mesmo a retirada dos menores organismos causa um abalo nessa frágil e complexa construção.
O termo biodiversidade (etimologicamente, do grego biós, vida, e diversidade, variedade, multiplicidade) pode dar margem a inúmeras interpretações. A abordagem mais simples e direta do termo refere-se à riqueza do número de espécies (COLLIN, 1997). Esta definição talvez seja a mais facilmente propalada em materiais didáticos (AMORIM & KINOSHITA, 1999) e, conforme atestam Begon e colaboradores (1996), uma das definições mais bem aplicáveis do ponto de vista biológico. Entretanto, pode-se estender a interpretação deste conceito a cenários mais amplos e mais complexos. A Academia de Ciências do Estado de São Paulo (1987, p. 60) registra que a biodiversidade é a “(...) riqueza em espécies: número absoluto de espécies em uma coleção, comunidade ou amostra”. Para os especialistas da Organização das Nações Unidas (1992), a biodiversidade é entendida como sendo a variedade de seres vivos da Terra, fruto de bilhões de anos de evolução, moldada pelos processos de seleção natural e, de uma forma cada vez mais acentuada, pelas atividades humanas. Essa variedade de seres vivos forma uma teia viva integrada pelos seres humanos e da qual estes dependem.
A biodiversidade pode, ainda, ser interpretada do ponto de vista da variação intraespecífica – conservação de sub-populações geneticamente distintas, por exemplo (BATISTA, 2006) e incluir, em maior escala, a variedade de tipos de comunidades ou ecossistemas de dada região, tais como desertos, estágios sucessionais em um lago etc. (BEGON et al., 1996).
Neste ensaio, considerarei a proposta defendida pela Organização das Nações Unidas por considerá-la apropriada às interfaces socioambientais, geopolíticas e culturais discutidas anteriormente.
"A biodiversidade é importante em diversos aspectos. De acordo com a “Convenção sobre diversidade biológica”, a biodiversidade apresenta valores ecológico, genético, social, econômico, científico, educacional, cultural, recreativo e estético."
"No que diz respeito à importância ecológica, os motivos são claros: cada espécie do planeta apresenta um papel no ecossistema. As plantas, por exemplo, são a base de toda a cadeia alimentar, além de servirem de moradia para algumas espécies e fornecerem oxigênio no processo de fotossíntese. Quando uma espécie entra em extinção, todo o ecossistema local é impactado."
"A biodiversidade apresenta também importância econômica. Como sabemos, os seres vivos são importante matéria-prima na fabricação de alimentos, medicamentos, cosméticos, vestimentas e até habitação. Preservar é garantir, portanto, que esses recursos não faltem no futuro e que o meio ambiente permaneça em equilíbrio."
"Apesar de saber da importância da biodiversidade, o ser humano ainda é responsável pela sua destruição. A poluição, o desmatamento e a exploração exagerada são algumas ações responsáveis pela redução da biodiversidade do planeta."
Muito se tem dito sobre a “mão lesiva” do homem sobre o meio ambiente – devastações em massa, destruição de ambientes naturais, super-exploração dos recursos naturais, invenção de materiais não-biodegradáveis, entre outros. Nas últimas cinco décadas, segundo alguns especialistas, o ser humano devastou mais áreas naturais do que toda a humanidade em milhares de anos.
Diniz e colaboradores (2010) apontam a destruição de habitats como sendo uma das maiores ameaças à biodiversidade mundial, e uma das grandes desencadeadoras da extinção de espécies. Almeida-Neto e colaboradores (2009) ressaltam a destruição de habitats e complementam: as ameaças à biodiversidade podem ser causadas, também, pela introdução de espécies exóticas que competem com as espécies autóctones (isto é, nativas), podendo levar as últimas ao desaparecimento. As espécies exóticas podem entrar em contato com os diversos ambientes por meio de inúmeras vias de acesso, como por exemplo o trânsito de sementes, a descarga da água de lastro etc.
A diminuição do endemismo de determinada espécie também é uma forte ameaça à biodiversidade. Neste caso, em particular, o Brasil destaca-se negativamente, pois diversas espécies de ambientes nitidamente mega-endêmicos (como a Mata Atlântica e o Cerrado) estão seriamente ameaçadas de extinção, como o mico-leão-dourado e o pau-brasil, somente para citar um mamífero e uma angiosperma conhecida.
Contudo, a ecologia, como palavra, foi utilizada e criada pela primeira vez em 1869, pelo naturalista Ernest Haeckael, que também foi o primeiro a conceituar esse, até então, novo ramo da biologia. Ernest Haeckel definiu ecologia como “ o estudo científico das interações entre organismos e seu ambiente ”. O termo biodiversidade (etimologicamente, do grego biós, vida, e diversidade, variedade, multiplicidade) pode dar margem a inúmeras interpretações. A abordagem mais simples e direta do termo refere-se à riqueza do número de espécies (COLLIN, 1997).
A ecologia vem se consolidando a cada dia mais como um importante braço, não só da biologia como das relações sociais e comportamentais construída pela humanidade ao longo dos anos. Entender como os processos ecológicos funcionam e o que devemos fazer para que eles continuem ocorrendo é fundamental para a sobrevivência e persistência de todos os seres vivos, e quando digo todos, é claro, estou incluindo a nossa espécie, os humanos.
"A biodiversidade é importante em diversos aspectos. De acordo com a “Convenção sobre diversidade biológica”, a biodiversidade apresenta valores ecológico, genético, social, econômico, científico, educacional, cultural, recreativo e estético."
"No que diz respeito à importância ecológica, os motivos são claros: cada espécie do planeta apresenta um papel no ecossistema. As plantas, por exemplo, são a base de toda a cadeia alimentar, além de servirem de moradia para algumas espécies e fornecerem oxigênio no processo de fotossíntese. Quando uma espécie entra em extinção, todo o ecossistema local é impactado.
Academia de Ciências do Estado de São Paulo. Glossário de Ecologia. São Paulo: 1987.
Begon, M. J.L. Harper & C.R. Towsend. (2007). Ecologia: de indivíduos aos ecossistemas. Ed. Atmed.
Blackwell Sci. 912 p. Ricklefs, R.E. (2010). Economia da Natureza. 503 p. 6ª ed Guanabara Koogan.
Gotelli, N. J. (2009). Ecologia .4ª.ed Planta Editora.
MARGALEF, R. (1989). Ecologia. Barcelona: Omega.
ODUM, E. P. (1971). Fundamentos de Ecolo gia. 4. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.